Pequena Casa de Lembranças na TV UC

Foi ao arrumar a mala de sua filha para a escola que o artista e estudante de doutoramento da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), Wagner Merije, teve a ideia que o levaria a realizar uma instalação artística na Casa da Esquina e no Hospital Pediátrico de Coimbra. “A Pequena Casa de Lembranças surgiu no momento de tirar algumas coisas da mala e saber que outras ficariam para trás”. O autor da obra tomou como mote as mudanças que ocorrem na vida das crianças quando seus pais escolhem viver em outro país. “Comecei a pensar em como representar essa transição de quando as crianças têm que partir”, explica Wagner Merije.

Brinquedos, fotografias, desenhos, roupas e objetos pessoais compõem a estrutura da casa de memórias. “Muitas vezes não temos noção de que um pequeno objeto carrega uma carga enorme de sentimentos e histórias para as crianças”. Para Wagner Merije, elas são capazes de se identificarem com esses objetos e projetarem neles os amigos e parentes. O artista lembra de crianças que visitaram a exposição e atribuíram qualidades pessoais aos objetos. “Elas se colocam no lugar dos brinquedos” revela o autor.

Foram recrutados dois alunos de arquitetura da Universidade de Coimbra para participarem na criação do projeto. “O Wagner mostrou-nos várias ideias de casa e queria que o ajudássemos a construí-la com lugares para pôr brinquedos pendurados e repartições” conta o estudante de arquitetura, Joel Capitão.

Para Wagner Merije, a importância da obra passa também por atrair um público para o qual a produção artística é menos frequente. “Eu quis fazer um trabalho para crianças e convidá-las para refletirem comigo o que significam as memórias e as lembranças”.

O autor do projeto chama a atenção, contudo, da necessidade dos adultos também visitarem a instalação. Segundo ele, as questões abordadas na obra vão além dos sentimentos das crianças. Trata-se de discutir o lugar das crianças na academia e na sociedade, bem como atentar à saúde e aos cuidados infantis.

A Pequena Casa de Lembranças fica até dia 30 de março na Casa da Esquina e depois muda-se para o Hospital Pediátrico do dia 02 de abril até o dia 15 de abril.

Por Vittorio Aranha

Veja a matéria completa em http://noticias.uc.pt/multimedia/videos/memorias-e-historias-infantis-sob-e-sobre-telhado

Pequena Casa de Lembranças

Pequena Casa de Lembranças_arte 

Pequena Casa de Lembranças é uma representação da memória de várias crianças por meio de objetos (roupas, calçados, brinquedos, desenhos, fotografias etc) que revestem uma pequena casa de brinquedo. Uma evocação às lembranças deixadas para trás por crianças que mudam para países diferentes, como acontece com muitos filhos(as) de pesquisadores em Coimbra. Uma criação multimedia de Wagner Merije

Projeto selecionado para a 20ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra 2018

 

Locais, Datas e Horários de Visitação:

Casa da Esquina – Rua Aires de Campos, 06

De 14/03 a 30/03/2018

Visitas: De terça a sexta-feira, das 10h às 12h30 e das 14h30 às 18h30

Informações: 239 041 397

 

Hospital Pediátrico – R. Dr. Afonso Romão, 3030

De 02/04 a 15/04/2018

Visitas: Todos os dias, aberto 24 horas

Informações: 239 488 700

 

Processo de elaboração:

Pequena casa de lembranças é uma representação do universo infantil por meio da memória e das lembranças de crianças. Representadas por objetos pessoais (roupas, calçados, brinquedos, desenhos, fotografias e outros pertences) essas memórias e lembranças re-vestem uma pequena casa de brinquedo (de estilo Montessori). A casa e os objetos evocam casas e objetos deixados para trás por crianças que mudam de casa para cidades e países diferentes. Mundos muitas vezes apartados. E o que fica para trás tem sempre muito para contar.

Uma representação lúdica que procura trazer uma chama de vida para adultos e crianças, quer tenham passado por situação parecida ou não. Um reencontro com o passado, um chamado para o presente, um entrelaçamento de vidas e histórias para discutir a representação de memória, de casa, de pertencimento e de obsolescências emocionais e materiais. Uma síntese de três casas – casa-universo particular, casa-corpo, casa-mundo.

Em Coimbra, encontramos muitas crianças em trânsito com pais e parentes pesquisadores e moradores temporários, como a pequena Dora, filha do autor, de onde veio a inspiração.

Durante a elaboração do design e do croqui da cena, composta pela representação das memórias, das casas das diversas crianças e dos objetos referenciais da infância, as pesquisas nos levaram à uma representação de um “ambiente Montessoriano”, pelo qual temos identificação.

Representação no campo das proposições, pois nem todas as crianças vêm do mesmo ambiente, a diversidade é o comum no caso das crianças que aqui são evocadas. Mas a escolha do “estilo” da casa erguida para acolher as lembranças ora colhidas dialoga com a mensagem que a obra passa, da casa como espaço do conforto, da liberdade e das memórias. Das memórias como importantes e a serem preservadas.

Reflitamos: como ficam os corações dessas crianças nesses casos de mudanças? Carinho e atenção são extremamente necessários. A arte chama!

Sobre o Método Montessori:

Idealizadora do Método, Maria Montessori (1870 – 1952) nasceu em 31 de agosto de 1870 na cidade de Chieravale, na Itália. Primeira mulher a se formar em Medicina em seu país, logo se interessou pelos mecanismos de desenvolvimento do aprendizado infantil. Com ênfase no desenvolvimento infantil durante a primeira infância e com aplicação universal, o Método Montessori parte do princípio de que todas as crianças tem a capacidade de aprender através de um processo que deve ser desenvolvido espontaneamente a partir das experiências efetuadas no ambiente, que deve estar organizado para proporcionar a manifestação dos interesses naturais da criança, estimulando a capacidade de aprender fazendo e a experimentação da criança, respeitando fatores como tempo e ritmo, personalidade, liberdade e individualidade dos alunos.

Materiais:

– Roupas, Calçados, Brinquedos, Desenhos, Fotografias, Chupeta, Escova de dente, Boneca, animais de borracha, Bibe,

– Poliestireno azul, Cartolina Kraft, Cola, Linha de nylon, Ganchos de metal, Impressões fotográficas, alfinetes, tachinhas, tapete, cabides

Sobre o autor:

Wagner Rodrigues Araujo, mais conhecido como WAGNER MERIJE, é criador (poeta, escritor, jornalista, compositor, gestor cultural, curador, editor), envolvido com projetos multimídia ligados à educação, literatura, música, cinema/vídeo, fotografia e teatro. Não é por acaso que a sua arte é associada a essa interatividade com as tecnologias da comunicação e é conhecida como suprasensorial. Ao longo de sua carreira, Merije faz uso de diversas ferramentas, despertando a atenção e interesse de jovens e pessoas ligadas à educação, a arte e a tecnologia. Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, tem trabalhos lançados no Brasil e no exterior. É doutorando em Literatura de Língua Portuguesa na Universidade de Coimbra/Portugal. Publicou os livros Mexidinho (2017), Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do Brasil. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Compôs e interpretou músicas nos discos Coletivo Universal (2004), Peopleware (2009), Se você perder a voz (2011), Suprasensorial (2012), em filmes, séries e programas de TV. Tem criações nas fronteiras entre a arte digital, a videoarte e o videoclipe. Idealizou e coordena o projeto MVMob – Minha Vida Mobile. Fez a direção artística e curadoria de vários projetos no Brasil e em outros países. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais (2007-2010), FazCultura Bahia (2010), Proac São Paulo (2010), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013), 28º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético (2014). Mantém o site www.merije.com.br

 

Ficha Técnica:

Concepção e Criação: Wagner Merije

Organização: Universidade de Coimbra

Produção: Aquarela Brasileira

Colaborações: Roberta Scatolini, Dora M.S.A, Joel Capitão, Hugo Martins, Rômulo Garcias

Agradecimentos: Colaboradores, Casa da Esquina (Sandra Jorge, Filipa Alves), Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), JISASUC, Hérica Jorge Pinheiro, , Marcela Heraclio, Daniel Cruz, Salomé Marques, Luísa Lopes, Teresa Baptista e toda a Equipa da Semana Cultural da UC

 

Saiba mais:

www.uc.pt/semanacultural

www.aquarelabrasileira.com.br/pequena-casa-de-lembrancas

www.merije.com.br/blog/diario/pequena-casa-de-lembrancas

Contato: faleaquarela@gmail.com

 

 

Beagá Psiu Poético 2018

 

Psiu Poético Beagá_Flyer 1

O Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, criado há 32 anos em Montes Claros, Norte de Minas Gerais, realiza sua primeira edição oficial em Belo Horizonte, de 14 a 18/03/2017, e a Aquarela Brasileira Livros vai estar presente.

Teremos lançamento e venda dos livros “Pedaladas Poéticas” (2017, Org. Aroldo Pereira e Wagner Merije) e “Trinta Anos-Luz – Poetas Celebram 30 Anos de Psiu Poético” (2016, Org. Aroldo Pereira, Luís Turiba e Wagner Merije).

 

PRESS RELEASE DO BEAGÁ PSIU POÉTICO

Entre 14 e 18 de março, a capital mineira recebe o Beagá Psiu Poético. O acontecimento será realizado pelo Grupo de Literatura & Teatro Transa Poética em parceria com as Secretarias de Cultura de Montes Claros e do Estado de Minas Gerais, com escritores, musicistas e agentes culturais da capital mineira, em uma ocupação poética pela cidade.

A programação conta com poetas, videomakers, bailarinos, performares, professores, estudantes, músicos e curiosos. Além disso, haverá apresentações em escola municipais, estaduais, particulares, vagões do metrô, terminal rodoviário, arcos do viaduto Santa Teresa, Praça da Liberdade, CRJ: Centro de Referencia da Juventude, Bar Montes Claros/Edifício Maletta & no Palácio das Artes/Sala Juvenal Dias.

O Beagá Psiu Poético terá início no dia nacional da poesia, celebrado em 14 de março, oficialmente criado em homenagem a Castro Alves. O poeta, que nasceu em 14 de março de 1847, deixou vasta obra em seus curtos 24 anos de vida e foi importante voz da causa abolicionista. Publicou seu primeiro poema em 1863, aos 16 anos, A Canção Africana, no jornal A Primavera. Criou com amigos em 1865 a Sociedade Abolicionista, uma das causas de sua vida.

A abertura oficial será às 20 horas na sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, com lançamento de livros, apresentações poéticas, musicais e performáticas. O acesso ao evento é aberto para todas as idades e totalmente gratuito.

Confira a programação a seguir:

Dia 14 Quarta
Dia nacional da poesia

Apresentações poéticas & musicais…

09h – Poesia Circular
Escola Municipal Caio Líbano Soares – Rua Carangola, 288, bairro santo Antonio – Tel (31) 3277-8838

11:30h – Sarau Poético-Musical – Câmara Municipal de Belo Horizonte – Av. dos Andradas, 3100 – Santa Efigênia.

15:00h – Intervenção Poética no Metrô
Local – Estação do Metrô – Praça Rui Barbosa, Centro –

20h – Abertura oficial
Breve comentário sobre a trajetória do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético em Montes Claros.

Lançamento de livros
Planner Poético 2018 – Ana Elisa Ribeiro & Marcela Dantés
Lápide: Conto Silente – Bruno Reoli
Pedaladas Poéticas” (2017, Org. Aroldo Pereira e Wagner Merije) “Trinta Anos-Luz – Poetas Celebram 30 Anos de Psiu Poético” (2016, Org. Aroldo Pereira, Luís Turiba e Wagner Merije).
Cartões Postais Poéticos – O Grito

Performances
Gaia Suíte – João Diniz & Parceiros
Bisnaga – Giovanni Sassá
Tripsiu – André Águia

Local – Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes
Av. Afonso Pena , 1537 – Centro
Telefone: (31) 3236 7369

Dia 15 Quinta

09h – Poesia Circular
Escola Estadual Diogo Vasconcelos
Rua Professor Luiz Pompeu, 30, Bairro das Indústrias Tel.: 31-3362. 5600

15h – Intervenção Poética
Local – Terminal Rodoviário – Praça Rio Branco, Centro. Tel (31) 3271-3000

20h – Lançamento de livros

Traços – Anelito de Oliveira
S. A. Monte de Minhas Lembranças – Bilá Bernardes
Mulheres Emergentes – Tânia Diniz
Andarilhos Urbanus – Irineu Baroni & António Galvão

Performances

Poetrikza – Samuel Pereira, João Aroldo & Jovino Machado
Duo – Vera Pape & Gilberto Mauro
London Moc – Tino Gomes

Dia 16 Sexta

09h – Poesia Circular

Escola Municipal Belo Horizonte
Avenida José Bonifácio, 189, São Cristóvão – Tel.: 31 3277-6221

15h – Coletivo Beagá Psiu Poético no Campus da UFMG
Av. Pres. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha, Belo Horizonte – Tel.: 31 3409 – 5000 – Wendy – 31 99664-8260

17h – Ocupação Poética Coletiva no CRJ
Endereço: Praça Rui Barbosa, 50 – Centro Telefone: 31 3277-9795

19h – Lançamentos & Performances
Assédio das Águas – Luis Walter Furtado
Os sentimentos, as Palavras e Eu – Marivalda Paticcié
O Eco das Minhas Canções – Cláudio Hermínio
Dose Dupla, Combo do Candéas – Bruno Candéas
Ao Intento do Vento – poesias nas montanhas de Minas – Paulo Siuves
Use o assento para flutuar – Leo Gonçalves
Aforismos Experimentais – João Diniz
Perdas & Danos – Bruno Black
A Infernização do Paraíso – Rodrigo Leste
20:30h

Belo Horizonte, adeus – Marcelo Dolabela

Poetas em Ação

Sidneia Simões, Luiz Otávio Oliane, Mirna Mendes, Graça Araújo, Renilson Durães, Bilá Bernardes, Bruno Black, Wendy Loyola, Leida Reis, Petrônio Souza, Helena Soares, Rogério Salgado, Virgilene Araújo, Antônio Siuves, Marlene Bandeira, Lopo Guará, Dóris Araújo, Petrônio Bráz, Francesco Napoli, Auiri Tiago, Isabel Lôpo, Márcio Adriano Moraes, Sandra Fonseca, Sérgio Pacheco, Ana Martins Marques, Fernando Righi, Adri Aleixo, Leo Gonçalves, Simone Andrade Neves, Jairo Fará, Giovana Filpi, Rômulo Garcias & Sarah Sanches.

Dia 17 sábado

09h às 11h – Instalação Poética/Performance

32 poetas nos Arcos do Viaduto de Santa Teresa – Homenagem às Gerações do Grupo Estrela: Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Gustavo Capanema e Milton Campos.
Geração dos cavaleiros do apocalipse: Fernando Sabino, Hélio Pelegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Rezende.
Geração Clube da Esquina: Lô Borges, Beto Guedes, Murilo Antunes e Márcio Borges.

Após a performance, o grupo sairá em cortejo pelas ruas da Floresta até a rua Silva Jardim, 107, casa que morou Carlos Drummond de Andrade até 1933, refazendo o mesmo trajeto do poeta durantes os anos em que morou na capital mineira.
Local: viaduto Santa Teresa.

15h – Lançamento de Livros, Performances & Leitura de poesia

Local: Bar Montes Claros/Maletta
R. da Bahia, 1148 – Centro, Belo Horizonte

Dia 18 domingo

08h – Bicicletada do Psiu Poético

Concentração Praça da Liberdade
Aberto para toda a comunidade de Belo Horizonte e visitantes.

09h – Partida pelo Circuito Cultural Liberdade para o Edificio Maletta

Descendo a Rua da Bahia, refazendo o trajeto feito por gerações e gerações de escritores e artistas mineiros.