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Coimbra em palavras e o lançamento em Lisboa

Coimbra em Palavras em Lisboa - Foto: @partilheconteudo
Coimbra em Palavras em Lisboa – Foto: @partilheconteudo

 

Coimbra em palavras – Lançamento em Lisboa (malta)

 

Coimbra em palavras Lançamento em Lisboa + Wagner Merije

Vídeos: @partilheconteudo

 

Fotos: Júlia Zuza

 

Fotos: Erick Morris

 

Fotos: Arquivo Geral

 

Coimbra em Palavras reúne 34 autoras e autores (de todos os continentes) para celebrar a multifacetada cidade de Coimbra

LANÇAMENTO EM LISBOA
13/10/2018 – Livraria Tigre de Papel – Rua de Arroios 25, 1150-053

Coimbra é eterna e misteriosa e aqui é apreciada de forma criativa através das palavras de Poeta G, Rita Gomes, Ricardo Almeida, Élia Ramalho, Raquel Lima, Wagner Merije, Marie Claire De Mattia, Bruno Mendonça, Marina Alexiou, Tiago Miguel Knob, Hérica Jorge, Fábio Lucindo, Elaine Santos, O Urso, Helen Maia, Jairo Fará, Julie-Cerise Gay, Zhang Qinzhe, Aline Ferreira, Vittorio Aranha, Moema Najjar, Rafael Cheniaux, Paula Machava, Sérgio Fagundes, Clara Pereira, Laylla O’Neall

mais
Luís Vaz de Camões, Eça de Queirós, Florbela Espanca, Gregório de Matos, Gonçalves Dias, Tomás Antônio Gonzaga

Prefácio: José Augusto Cardoso Bernardes Posfácio: Adriana Calcanhotto

Coimbra em Palavras faz parte de uma coleção da Aquarela Brasileira Livros, editora sediada em São Paulo e que chega agora a Portugal, que apresenta histórias afetivas de cidades, estados e países, pela visão e sentidos de quem vive e se reconhece em suas ruas, casas, esquinas e bares

Saiba mais em www.aquarelabrasileira.com.br/coimbra-em-palavras

 

Aquarela Brasileira Livros
Livros são Incríveis! A gente ama!
Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada.
Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.

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faleaquarela@gmail.com

Pequena Casa de Lembranças na TV UC

Foi ao arrumar a mala de sua filha para a escola que o artista e estudante de doutoramento da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), Wagner Merije, teve a ideia que o levaria a realizar uma instalação artística na Casa da Esquina e no Hospital Pediátrico de Coimbra. “A Pequena Casa de Lembranças surgiu no momento de tirar algumas coisas da mala e saber que outras ficariam para trás”. O autor da obra tomou como mote as mudanças que ocorrem na vida das crianças quando seus pais escolhem viver em outro país. “Comecei a pensar em como representar essa transição de quando as crianças têm que partir”, explica Wagner Merije.

Brinquedos, fotografias, desenhos, roupas e objetos pessoais compõem a estrutura da casa de memórias. “Muitas vezes não temos noção de que um pequeno objeto carrega uma carga enorme de sentimentos e histórias para as crianças”. Para Wagner Merije, elas são capazes de se identificarem com esses objetos e projetarem neles os amigos e parentes. O artista lembra de crianças que visitaram a exposição e atribuíram qualidades pessoais aos objetos. “Elas se colocam no lugar dos brinquedos” revela o autor.

Foram recrutados dois alunos de arquitetura da Universidade de Coimbra para participarem na criação do projeto. “O Wagner mostrou-nos várias ideias de casa e queria que o ajudássemos a construí-la com lugares para pôr brinquedos pendurados e repartições” conta o estudante de arquitetura, Joel Capitão.

Para Wagner Merije, a importância da obra passa também por atrair um público para o qual a produção artística é menos frequente. “Eu quis fazer um trabalho para crianças e convidá-las para refletirem comigo o que significam as memórias e as lembranças”.

O autor do projeto chama a atenção, contudo, da necessidade dos adultos também visitarem a instalação. Segundo ele, as questões abordadas na obra vão além dos sentimentos das crianças. Trata-se de discutir o lugar das crianças na academia e na sociedade, bem como atentar à saúde e aos cuidados infantis.

A Pequena Casa de Lembranças fica até dia 30 de março na Casa da Esquina e depois muda-se para o Hospital Pediátrico do dia 02 de abril até o dia 15 de abril.

Por Vittorio Aranha

Veja a matéria completa em http://noticias.uc.pt/multimedia/videos/memorias-e-historias-infantis-sob-e-sobre-telhado

Pequena Casa de Lembranças

Pequena Casa de Lembranças_arte 

Pequena Casa de Lembranças é uma representação da memória de várias crianças por meio de objetos (roupas, calçados, brinquedos, desenhos, fotografias etc) que revestem uma pequena casa de brinquedo. Uma evocação às lembranças deixadas para trás por crianças que mudam para países diferentes, como acontece com muitos filhos(as) de pesquisadores em Coimbra. Uma criação multimedia de Wagner Merije

Projeto selecionado para a 20ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra 2018

 

Locais, Datas e Horários de Visitação:

Casa da Esquina – Rua Aires de Campos, 06

De 14/03 a 30/03/2018

Visitas: De terça a sexta-feira, das 10h às 12h30 e das 14h30 às 18h30

Informações: 239 041 397

 

Hospital Pediátrico – R. Dr. Afonso Romão, 3030

De 02/04 a 15/04/2018

Visitas: Todos os dias, aberto 24 horas

Informações: 239 488 700

 

Processo de elaboração:

Pequena casa de lembranças é uma representação do universo infantil por meio da memória e das lembranças de crianças. Representadas por objetos pessoais (roupas, calçados, brinquedos, desenhos, fotografias e outros pertences) essas memórias e lembranças re-vestem uma pequena casa de brinquedo (de estilo Montessori). A casa e os objetos evocam casas e objetos deixados para trás por crianças que mudam de casa para cidades e países diferentes. Mundos muitas vezes apartados. E o que fica para trás tem sempre muito para contar.

Uma representação lúdica que procura trazer uma chama de vida para adultos e crianças, quer tenham passado por situação parecida ou não. Um reencontro com o passado, um chamado para o presente, um entrelaçamento de vidas e histórias para discutir a representação de memória, de casa, de pertencimento e de obsolescências emocionais e materiais. Uma síntese de três casas – casa-universo particular, casa-corpo, casa-mundo.

Em Coimbra, encontramos muitas crianças em trânsito com pais e parentes pesquisadores e moradores temporários, como a pequena Dora, filha do autor, de onde veio a inspiração.

Durante a elaboração do design e do croqui da cena, composta pela representação das memórias, das casas das diversas crianças e dos objetos referenciais da infância, as pesquisas nos levaram à uma representação de um “ambiente Montessoriano”, pelo qual temos identificação.

Representação no campo das proposições, pois nem todas as crianças vêm do mesmo ambiente, a diversidade é o comum no caso das crianças que aqui são evocadas. Mas a escolha do “estilo” da casa erguida para acolher as lembranças ora colhidas dialoga com a mensagem que a obra passa, da casa como espaço do conforto, da liberdade e das memórias. Das memórias como importantes e a serem preservadas.

Reflitamos: como ficam os corações dessas crianças nesses casos de mudanças? Carinho e atenção são extremamente necessários. A arte chama!

Sobre o Método Montessori:

Idealizadora do Método, Maria Montessori (1870 – 1952) nasceu em 31 de agosto de 1870 na cidade de Chieravale, na Itália. Primeira mulher a se formar em Medicina em seu país, logo se interessou pelos mecanismos de desenvolvimento do aprendizado infantil. Com ênfase no desenvolvimento infantil durante a primeira infância e com aplicação universal, o Método Montessori parte do princípio de que todas as crianças tem a capacidade de aprender através de um processo que deve ser desenvolvido espontaneamente a partir das experiências efetuadas no ambiente, que deve estar organizado para proporcionar a manifestação dos interesses naturais da criança, estimulando a capacidade de aprender fazendo e a experimentação da criança, respeitando fatores como tempo e ritmo, personalidade, liberdade e individualidade dos alunos.

Materiais:

– Roupas, Calçados, Brinquedos, Desenhos, Fotografias, Chupeta, Escova de dente, Boneca, animais de borracha, Bibe,

– Poliestireno azul, Cartolina Kraft, Cola, Linha de nylon, Ganchos de metal, Impressões fotográficas, alfinetes, tachinhas, tapete, cabides

Sobre o autor:

Wagner Rodrigues Araujo, mais conhecido como WAGNER MERIJE, é criador (poeta, escritor, jornalista, compositor, gestor cultural, curador, editor), envolvido com projetos multimídia ligados à educação, literatura, música, cinema/vídeo, fotografia e teatro. Não é por acaso que a sua arte é associada a essa interatividade com as tecnologias da comunicação e é conhecida como suprasensorial. Ao longo de sua carreira, Merije faz uso de diversas ferramentas, despertando a atenção e interesse de jovens e pessoas ligadas à educação, a arte e a tecnologia. Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, tem trabalhos lançados no Brasil e no exterior. É doutorando em Literatura de Língua Portuguesa na Universidade de Coimbra/Portugal. Publicou os livros Mexidinho (2017), Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do Brasil. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Compôs e interpretou músicas nos discos Coletivo Universal (2004), Peopleware (2009), Se você perder a voz (2011), Suprasensorial (2012), em filmes, séries e programas de TV. Tem criações nas fronteiras entre a arte digital, a videoarte e o videoclipe. Idealizou e coordena o projeto MVMob – Minha Vida Mobile. Fez a direção artística e curadoria de vários projetos no Brasil e em outros países. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais (2007-2010), FazCultura Bahia (2010), Proac São Paulo (2010), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013), 28º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético (2014). Mantém o site www.merije.com.br

 

Ficha Técnica:

Concepção e Criação: Wagner Merije

Organização: Universidade de Coimbra

Produção: Aquarela Brasileira

Colaborações: Roberta Scatolini, Dora M.S.A, Joel Capitão, Hugo Martins, Rômulo Garcias

Agradecimentos: Colaboradores, Casa da Esquina (Sandra Jorge, Filipa Alves), Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), JISASUC, Hérica Jorge Pinheiro, , Marcela Heraclio, Daniel Cruz, Salomé Marques, Luísa Lopes, Teresa Baptista e toda a Equipa da Semana Cultural da UC

 

Saiba mais:

www.uc.pt/semanacultural

www.aquarelabrasileira.com.br/pequena-casa-de-lembrancas

www.merije.com.br/blog/diario/pequena-casa-de-lembrancas

Contato: faleaquarela@gmail.com

 

 

São Paulo em palavras no Olhar TVT

Programa “Olhar TVT” sobre o livro “São Paulo em palavras”, que conta com 26 autores, e apresenta um saboroso documento literário atual e riquíssimo sobre a maior e mais controversa cidade do país.

Exibido em 25/08/2017

Saiba mais sobre o livro aqui

 

Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres

CAPA

4a CAPA

JORNALISMO CULTURAL, VIAGEM E LITERATURA

ASTROS E ESTRELAS – Memórias de um jovem jornalista em Londres, novo título da Aquarela Brasileira Livros, apresenta 16 histórias incríveis tendo a capital da Inglaterra como cenário

Lançamentos ocorrem em universidades no segundo semestre, em vários estados, com a presença do autor

Há quem veja o Jornalismo como uma arte realista. Assim sendo, um Jornalista Cultural Internacional convive em dois mundos, no real e no da fantasia. Afinal, suas fontes são astros e estrelas das artes e do entretenimento mundial. A arte do Jornalista Cultural é um convite a entrar na intimidade e no pensamento de quem mexe com a imaginação de milhões de pessoas ao redor do planeta.

O jornalista cultural Wagner Merije teve a oportunidade de conhecer e conversar com artistas de ponta, protagonistas de obras e momentos que entraram para história. Esses encontros geraram uma série de reportagens publicadas na Folha de São Paulo, no Caderno Ilustrada.

Reunidas agora em livro, formam uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa de Wagner Merije e pelo olhar investigativo que o jornalista retrata seus personagens – como a buscar desvendar a mágica que há por trás do show e da notícia.

O livro Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres reúne uma seleção de 16 histórias, recheadas de novos dados e detalhes de bastidores que as tornam saborosas e divertidas. O leitor vai junto com o jornalista ao encontro de astros e estrelas internacionais do cinema, da música, do teatro, das artes plásticas e da performance e, em meio a criações e bate-papos memoráveis, há um convite especial para passear pela cidade de Londres, sempre encantadora e vibrante.

Como destaca o jornalista e escritor Dennis de Oliveira, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes da USP,  “Quem leu as reportagens de Merije na Folha de S. Paulo ficou com um gostinho de que faltava alguma coisa – mas não para ter certeza e sim para mergulhar mais fundo. Pois o texto jornalístico é antes de tudo, construído com o fluir sobre os acontecimentos. E lê-los é uma fruição.” Dennis, que é professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP,  segue no prefácio do livro: “Os “making of” das reportagens de Merije neste livro nos possibilitam nadar nus nas ruas de Londres e continuar aquecidos. O lugar da ética protestante teve o espírito do capitalismo desencarnado pelas falas do nosso arte-jornalista. Que viagem deliciosa!”

LITERATURA & VIAGEM
Gabriel Garcia Márquez dizia que “o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade…”. Já Marguerite Duras escreveu que “os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra. O jornalismo só pode ser literatura quando é apaixonado”.

Livros e viagens têm tudo a ver. inclusive, existe um gênero literário que trata somente de viagens, a literatura odepórica, que nada mais é que uma narrativa acerca das experiências, descobertas e reflexões de um viajante. Além disso, se você parar para pensar, os livros são excelentes companheiros de viagens.

Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres é um livro para quem gosta de viajar, para quem gosta de literatura de viagem, com informações e dicas interessantes para estudantes e profissionais das Comunicações, da Cultura, das Artes e do Entretenimento. Um compêndio sobre a Arte do Jornalismo e a Arte do viver com arte.

“Wagner Merije é uma daquelas pessoas que eu chamo de human in progress. Quando você pensa que ele terminou uma coisa, já começou outro (ou outros) projeto e a gente fica meio no ar nesse universo suprasensorial que ele reinventa incessantemente. E cá entre nós, com que gás!”, comenta no posfácio Erika Balbino, diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e escritora, formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado.

O novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, uma editora jovem e apaixonada por livros e histórias, é um trabalho comprometido com a formação de jovens leitores, aproximando-os da literatura de viagem e aventura, resgatando as tradições clássicas sob uma nova e atual perspectiva. É mais uma prova da força do trabalho do autor. E uma demonstração de que a reportagem é uma arte literária também.

Sobre o autor
Wagner Merije é jornalista formado pela PUC-MG. Trabalhou para veículos no Brasil (Revista Palavra, Rede Minas, TV Horizonte, TV Senac, O Tempo, Vivo Music Tones, Rádio Inconfidência, Savassi FM) e no exterior (Folha de São Paulo/Cadernos Ilustrada e Turismo, Euro Brasil Press, em Londres). Tem passagem por assessorias de imprensa e produtoras culturais, foi intérprete de artistas e é colaborar de revistas, jornais e sites. Entre os livros que lançou estão Mexidinho (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. É curador e diretor audiovisual. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013)­­­­. Mantém o site www.merije.com.br

SERVIÇO
Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Jornalismo. Reportagem. Cultura. Arte. Música. Cinema
Formato: 14×21 cm
Número de páginas: 152
Material: capa dura – papel Pólen bold 80
ISBN: 978-85-92552-04-6
Prefácio: Dennis de Oliveira (USP)
Posfácio: Erika Balbino (FAAP/USP)
Preço: R$ 35,00
Encomendas: faleaquarela@gmail.com
Site: www.aquarelabrasileira.com.br/astros-e-estrelas-memorias-de-um-jovem-jornalista-em-londres

 

PREFÁCIO
Ética da fruição e espírito além-capitalismo

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.” (Gabriel Garcia Marquez)

Das cidades europeias, talvez somente Londres poderia ter uma noite de experimentações latinas como as narradas por Wagner Merije neste livro que conta suas aventuras artísticas orgasmáticas jornalísticas na capital britânica. A cidade das contradições, onde o fogo do rock de protesto dos anos 1960 mantém a chama acesa ante a “friaca” dos ventos vindos do Tâmisa, em que os fish and chips embrulhados no jornal das cenas de pobreza narradas por Charles Dickens viraram pós-cult nos pubs com decorações vitorianas. E que a capital do império que intermediava o tráfico de escravos da África para o Brasil e Caribe e os produtos feitos a base do chicote nos tristes trópicos fosse o centro das experimentações latinas. Mas também foi ali que o pensador Stuart Hall se estabeleceu vindo da Jamaica para ganhar visibilidade internacional e, pouco tempo antes do seu falecimento, dizer, ironicamente e sorridente, que o seu projeto de exílio na metrópole foi um fracasso.

Por estas razões, Londres foi o palco ideal para as inquietas falas de um brasileiro, latino-americano e arte-jornalista como Merije furar, com um aríete de palavras, as regras da razão instrumental do Manual de Redação da Folha de S. Paulo: “Eu andava cheio de pautas, precisando compartilhar com o mundo o que eu andava observando. Depois que emplaquei a primeira e a segunda matéria na Ilustrada, eu fui propondo e os editores gostando e as matérias sendo publicadas no tempo dos acontecimentos”, disse ele. Provavelmente, no imaginário de quem lê a Ilustrada, deve pensar que o caderno foi escrito por algum engravatado yuppie, com toda a pauta organizada gravada em algum arquivo do laptop.

Mas as putas pautas que poderiam ser acondicionadas nas normativas técnicas eram, na winchester coberta com o chapéu de Merije, pautas putas porque transitavam livre, leves e soltas nas calçadas e parques arborizados londrinos. Os jardins bonitinhos e organizados da capital britânica têm suas folhas soltas e um arte-jornalista tem olhar e faros apurados para captar seus movimentos. Cinema, música e tecnologia podem possibilitar revoluções a partir dos quartos dos seus autores. Mas para serem revoluções precisam ser disseminadas no tempo e o jornalismo é o teleguiado adequado para isto.

Revoluções que transformam antigas prisões em templos das artes como ele conta na história sobre a Tate Gallery, que esquentam a frieza dos dispositivos tecnológicos em música tecno, esquentando o sol frio londrino, e se a coisa esfria muito, há sempre o aconchego das salas de cinema para aquecer com os grandes filmes.

Mas o olhar atento do arte-jornalista adverte com precisão: sucess, not suckcess! Ou então como a fronteira é tão tênue entre uma e outra, é melhor pegar outro caminho. Há muitas pontes que atravessam o Tâmisa, por serem tantas talvez seja melhor nem atravessar e tomar um tea with milk em uma casa de chá perto do Museu Nacional. Lá perto, visitei uma pequena loja em que se vendem sobretudos parecidos com os usados pelo Sherlock Holmes e que tinha tantas opções de chapéus para vender que acabei não comprando nenhum. Decidir e escolher sempre exigem critérios, objetivos e metas a serem atingidas e isto leva aquele dilema do certo/errado, sucesso/fracasso.

Quem leu as reportagens de Merije na Folha de S. Paulo ficou com um gostinho de que faltava alguma coisa – mas não para ter certeza e sim para mergulhar mais fundo. Pois o texto jornalístico é antes de tudo, construído com o fluir sobre os acontecimentos. E lê-los é uma fruição. Os “making of” das reportagens de Merije neste livro nos possibilitam nadar nus nas ruas de Londres e continuar aquecidos. O lugar da ética protestante teve o espírito do capitalismo desencarnado pelas falas do nosso arte-jornalista. Que viagem deliciosa!

Dennis de Oliveira é jornalista e escritor. Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes da USP, professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP

 

POSFÁCIO
Human in progress

Wagner é uma daquelas pessoas que eu chamo de human in progress. Quando você pensa que ele terminou uma coisa, já começou outro (ou outros) projeto e a gente fica meio no ar nesse universo suprasensorial que ele reinventa incessantemente. E cá entre nós, com que gás!

Quando o conheci não sabia da sua trajetória. Ele chegou até mim com uma proposta educativa que tinha por missão principal tornar o celular aliado na transmissão de conhecimentos. Não o vilão para professores que ainda entendiam o objeto como um inimigo aterrorizante.

Foi assim, mostrando uma nova plataforma, redefinindo sentidos para um aparelho que comecei a observá-lo. Nessa seara fui também vendo música, arte, poesia e conhecendo a órbita em torno do Merije. Essa órbita é quase um exílio voluntário.

Ler a compilação de entrevistas desta obra me lembrou muito um trabalho que divulguei. O livro Farois no Caos, do Ademir Assunção. Um apanhado bom, com pessoas fora de órbita desse exílio produtivo.

Poderia ser mais um livro de compilação de matérias, não fosse a qualidade dos textos e dos entrevistados, bem como o momento pelo qual passa o jornalismo e os jornalistas no Brasil, para ficar só aqui em terras nossas.

Conquistas, paixões, homens e mulheres que nunca aceitaram o mundo e por isso mesmo, fizeram questão de devorá-lo, em exílio.

Por que insisto nessa palavra? O exílio (do latim exilium = banimento, degredo) é o estado de estar longe da própria casa, voluntária ou forçada de um indivíduo. Alguns autores utilizam o termo exilado no sentido de refugiado . Faz sentido?

Nessa órbita de Astros e Estrelas, e olha, não gosto tanto do título, encontramos a arte do jornalismo. “Pegue essas asas quebradas e aprenda a voar”, Paul McCartney. Acho que o jornalismo e os jornalistas estão exatamente nesse céu que não é de brigadeiro. É cada vez mais povoado por acordos comerciais, censura, interesses, acordos, pactos.

O jornalista é um griot, esmagado entre o passado e o futuro, indivíduos que tinham o compromisso de preservar e transmitir histórias, fatos históricos e os conhecimentos e as canções de seu povo. Existem os griots músicos e os griots contadores de histórias. Nos tempos atuais, nossos griots flutuam nas nuvens tecnológicas de novas plataformas que servem de palco para textos. A de se pensar, talvez, que o que importa é o texto e a plataforma.

E sobre a plataforma, lembro de quando tomei um susto ao ver na capa da Ilustrada, na Folha de S. Paulo, um anúncio de página inteira de uma marca de moda. Guardei por muito tempo essa edição, bem como, sempre guardei capas históricas, matérias que me inspiravam ou provocavam de alguma forma. Infelizmente, tive que me desfazer de tudo isso em minha última mudança, as páginas já estavam amareladas, páginas perecíveis de jornais que se mostram também perecíveis. E eu não fico feliz com isso, mesmo que pareça irônica em alguns momentos.

Quando era pequena a gente brincava na rua e dizia “só no ano 2000”. Estou em 2017, nessa transição bem difícil. Quase a mesma de deixar a minha Olivetti Lettera pela IBM. E depois, a IBM pelo primeiro PC. A tecnologia é também um regime autoritário que impõe reviravoltas e expõe identidades que nascem e morrem todos os dias. E o jornalismo, esse aqui exposto no livro, corre o risco de virar um conto.

Eu penso nisso todos os dias. À frente de uma agência de comunicação, sei que tenho que congelar o nosso DNA para renascer já escapando das obviedades. Reconhecer-me latina em um mundo que se deseja e se vislumbra global. Ser um baobá em uma aldeia com critérios e sonhos, a que se estar disposto para pesadelos. E sei que nesse mundo contemporâneo não haverá espaço para o meu candeeiro. Há que se devorar para renascer. O grande crash do jornalismo, o meteoro dessa órbita, vai quebrar o protocolo das relações e das redações. Cronenberg diz em certo momento da entrevista: acidentes como metáfora da colisão da atual tecnologia e da psique humana.

O crash do jornalismo haverá de quebrar igualmente a metáfora de tantos equívocos justificados pela necessidade da sobrevivência, os nocautes diários que sofrem a redação e seus gestores, a balança cega entre conteúdo e comercial.

Uma coletânea de textos publicados entre 1996 e 1997 tem a órbita precisa de cidadãos multiculturais como são Wagner Araújo e Wagner Merije. É dentro desse universo nem de estrelas nem de astros, mas de human in progress, que poderemos, juntos, caminhar e seguir adiante com a nossa crise financeira, crise social, crise das ideias, crise de consumo, crise dos nervos.

Gabriel Garcia Márquez, mencionado pelo autor, diz: “Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade…”. Confrontação. Conflito. Polarização. Discursos desgovernados. Em determinado momento o autor cita Shakespeare: “… Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras…”. Prática em desuso?

O autor provoca: “… A pergunta que ecoa feroz é: até quando um país da dimensão e com as riquezas do Brasil será mantido na periferia da indústria cultural? Passou da hora de inventar novas dinâmicas, novas formas de criar e compartilhar…”. E continua… “…Em 1992, Unforgiven, um roteiro que flutuou ao redor de Hollywood por quase vinte anos, ganhou uma indicação ao Oscar para roteirista e deu ao ator e diretor Clint Eastwood sua melhor expressão em anos. Western moderno, Unforgiven apresenta uma visão sombria da humanidade, onde os bons são raramente simplesmente ‘bom’, enquanto os maus enfrentam a redenção, mesmo humana, enquanto responsáveis por atos desprezíveis…”.

Nessa órbita de astros e estrelas desgovernados, quem busca redenção? Acho que prefiro aqueles que preferem ser bons. E isso, meus camaradas, não é tarefa simples.

Erika Balbino é diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e escritora. Formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, possui especialização em Mídia, Informação e Cultura pelo Celacc – Centro de Estudos Latino-Americanos da USP

 

Uma publicação da Aquarela Brasileira Livros
Livros são Incríveis! A gente ama!
Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.
www.aquarelabrasileira.com.br/aquarela-brasileira-livros
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Projeto Representa Corisco na Virada Cultural 2017 São Paulo

Na Virada Cultural 2017 de São Paulo vai ter videomapping com o Projeto Representa Corisco, do VJ Eletroiman, no Centro, no Vale do Anhangabaú, mais precisamente na Igreja Santo Antônio / Patriarca.

representa corisco copiaO espetáculo de luzes e cores acontece do dia 20/05/2017, a partir das 20h, até o dia 21 clarear.

Coloque na sua agenda e prepare-se para se surpreender!!!!

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O Projeto Representa Corisco está em desenvolvimento desde 2003 e tem como objetivo propor reflexões críticas sobre as relações políticas e sociais nas grandes metrópoles contemporâneas. O projeto se caracteriza por uma narrativa audiovisual baseada em conceitos da cultura popular brasileira e ícones visuais relacionados com o universo do cangaço e um dos seus personagens: Corisco.
Evocar Corisco e o cangaço tem o intento de desenvolver uma ação política dentro do contexto contemporâneo e reinterpretar um passado recente, um universo de poesia e sobrevivência em um cenário desfavorável, como o da Caatinga.
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VJ Eletroiman
Representa Corisco_VJ Eletroiman

Ricardo Cançado, aka VJ Eletroiman, formado em Comunicação (PUC-MG) e Artes Plásticas (UEMG), participou de diversos festivais em todo mundo: SIGNAL (PRAGA), DGTL (ES‏), Festival Primavera Sound (ES‏), LPM (IT), FIMG (ES‏), Festival Loop (ES‏), FILE (BR), Vision-R (FRA), ROBOT (IT‏), FADE (ES‏), Rio Mapping Festival (BR), Mapping Festival (SUI), VJ Torna (HUN), VJ festival (ALE), etc.

Além de seu trabalho artístico VJ Eletroiman também organiza o Festival Visual Brasil, www.festivalvisualbrasil.com e é realizador do projeto Videoteka, http://videoteka.telenoika.net. Colabora com os coletivos TELENOIKA, http://telenoika.net/, FOLCORE, http://folcore.org/ e United VJs.

VJ Eletroiman é vencedor do VJ Contest 2014 no Mapping Festival de Genebra e 2º lugar no Art Vision VJing Competition 2015 e na Categoria Mapping Modern 2016 no realizado em Moscou. Também é nove vezes primeiro colocado no VJ Torna (campeonato mundial de VJs): Istambul 2014, Capetown 2013, México 2013, Roma 2013, 2012 e 2011.

Formação
Graduado en el Programa de Estudios Independientes (PEI-MACBA) – Barcelona 2009
Graduado en el Master en Motion Graphics – Escuela BAU – Barcelona 2007
Graduado en el Curso de Especialización en 3D Studio Max en la Escuela 9 Zeros – Barcelona – 2007
Graduado en Artes Plásticas – Escuela Guignard – Brasil– Dez -2005.
Pos-graduado en Artes Plásticas y Contemporaneidad – Escuela Guignard – Brasil – JUN -2005.
Pos-graduado en Cine y Audiovisual Contemporáneo – Especialización en Dirección de Fotografía – PUC MG – Brasil – DEZ 2003.
Graduado en Comunicación – Especialización en Publicidad – PUC MG – Brasil – DEZ 2002.
Graduado en el Curso de Comunicación Visual – INAP (Instituto de Arte y Proyecto) – BH – Brasil – 1999 – JUN 2001.

Realização
Prefeitura da cidade de São Paulo
Secretaria Municipal de Cultura

 Produção
Aquarela Brasileira
Faça contato: faleaquarela@gmail.com

Viagem a Minas Musical

Sinopse
Viagem a Minas Musical é uma apresentação poética-musical-cênica que leva o público em uma deliciosa viagem pelo estado de Minas Gerais, rico em tradições culturais, paisagens, sabores e prosa.
O roteiro é estruturado a partir de poemas do livro Viagem a Minas Gerais, de Wagner Merije (2013), entre outros, entrelaçado com canções de domínio público e de intérpretes e compositores como Clara Nunes, Milton Nascimento e o Clube da Esquina, Ary Barroso, Martinho da Vila, Caetano Veloso, Paulo Diniz, Wando e Ataulfo Alves.
O cenário recria uma cozinha de Minas, onde um poeta, uma cantora e um músico dão corda na prosa, na poesia e na música, enquanto vão apresentando parte da história de Minas e dos mineiros.
A proposta é que ao final da apresentação o público saia com a sensação de conhecer um pouquinho mais de Minas, mas com a certeza de que trata-se de um lugar incrível e ainda por ser descoberto por brasileiros e estrangeiros.
No elenco estão o poeta Wagner Merije, a cantora e atriz Tâmara David e o músico Matheus Nascimento.
A estreia ocorreu no Sesc Palladium, em Belo Horizonte.

Fotos: Henrique Chendes

Apresentação
Com pão de queijo e rapadura no embornal, venha se aventurar com uma trupe de poetas, músicos e atores nesse lugar povoado de sanfonas e sinfonias, outonos e outroras, aonde um mundo se funda, onde o Rio Jequitinhonha deságua no Mar de Espanha, levando o vaqueiro Riobaldo a bordo de um barquinho de papel.
É uma viagem para dentro do Brasil, como disse Fernanda Montenegro, citada por Caetano Veloso na gravação de A terceira margem do rio, com Milton Nascimento: ”Eu vou ao sul do Brasil e me sinto em um lugar relativamente estrangeiro. Vou a Salvador e me sinto em um lugar bastante estrangeiro… Porque no sul do país parece que fui pra Europa, na Bahia parece que eu fui pra África… Mas quando eu vou a Minas, sinto que fui para dentro do Brasil”, declarou a grande dama do teatro brasileiro.
Minas Gerais, com sua imensidão cultural e geográfica, vem historicamente seduzindo poetas, artistas e viajantes de todo o planeta. Guimarães Rosa junto com Manuelzão fez o caminho que originou o “Grande Sertão: Veredas”. Manoel Bandeira, visitando o estado, produziu o “Guia de Ouro Preto”. Mário de Andrade com Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e o suíço Blaise Cendrars, acompanhados de uma turma da Semana de Arte Moderna, andaram visitando as Gerais, linkando poetas mineiros com  o vasto mundo, oportunidade em que  conheceram Carlos Drummond de Andrade e seus amigos.
Minas é raiz, é tradição, é antiga, mas também moderna e pulsante, sem esquecer de tudo que o envolve o “ser mineiro”: ingênuo, hospitaleiro, desconfiado e feliz.
A inspiração vem dos espetáculos “Poeta, Moça e o Violão” (1973), com Vinícius de Moraes, Clara Nunes e Toquinho, e “Brasileiro, Profissão Esperança” (1974), de Paulo Pontes, interpretado em duas montagens diferentes por Paulo Gracindo e Clara Nunes, Ítalo Rossi e Maria Bethania.

Fotos: Daniel Quintela

 

Duração
90 minutos

 

Contatos para apresentações
Aquarela Brasileira
www.aquarelabrasileira.com.br
faleaquarela@gmail.com
(11) 99821-1330

Rede Social: www.facebook.com/viagemaminasmusical

 

Elenco
Wagner Merije é poeta, compositor, jornalista, roteirista, diretor e curador. Mineiro do mundo, tem trabalhos lançados no Brasil e no exterior e alguns prêmios no currículo. Publicou os livros Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Trabalhou para jornais, revistas, TVs e rádios no Brasil e no exterior, tais como Folha de São Paulo/Ilustrada, O Tempo, TV Minas, TV Sesc, Rádio Inconfidência, dentre outros veículos. Criou e coordena o projeto MVMob – Minha Vida Mobile, que capacita estudantes e educadores para a apropriação criativa dos celulares. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013)­­­­. Em 2014 foi homenageado pelo Salão Nacional de Poesia Psiu Poético. É de BH, já morou em Londres e desde 2005 habita SP. Mantém o site www.merije.com.br

Tâmara David é atriz, cantora e produtora cultural. Participou de diversos grupos como Teatro Negro e Atitude, Enxadário e Sambaê, onde iniciou o estudo da voz e da percussão através da pesquisa da música de domínio público, como o samba de roda do recôncavo baiano, afoxés, música popular e afro-brasileira. Mineira de Belo Horizonte, radicada em São Paulo, integrou o grupo Ilú Obá De Min de 2007 a 2016, e como coordenadora realizou junto ao grupo preparação vocal e estudo de que inclui cantigas em yorubá presentes na cultura dos terreiros de Candomblé. Também canta em grupos de música popular brasileira, como Prato Principal, Festa da Massa, Mbej-Lua de Encantarias, Samba Negras em Marcha e Tambores em Mim.

Matheus Nascimento começou estudar violão aos 7 anos de idade no sul de Minas, onde nasceu. Hoje, como 26, morando em São Paulo, participa de diversos grupos e acompanha sambistas da nova geração e também da velha guarda, como Zé Maria, Toinho Melodia, Ideval Anselmo, Carlão do Peruche, Embaixada do Samba , Wilson das Neves, entre outros. Dirige musicalmente o grupo Roberta Oliveira & O bando de Lá e participa dos projetos, Cantigas de Alem Mar, Prato Principal e Combo de Musica Brasileira Moacir Santos.

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Ilustrações: Rômulo Garcias

Aquarela Brasileira Shop na Festa Simbiótica

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Simbiótica é a vida, é a mistura, é o resultado gerado na junção de vários elementos, interdependentes, solidários e autônomos.

Na quarta edição da festa do Coletivo Supernova (www.coletivosupernova.com.br) teremos o pernambucano Marcos Manulu e sua música com sotaque nordestino se misturando com o som de Gil Duarte e Sistema Asimov de Som, de origem cearense, apresentando uma música urbana com referências sonoras étnicas, mas também com o mesmo sotaque do nordeste tangendo-lhe o norte sonoro.

Ambos os artistas estarão apresentando músicas de seus trabalhos que estão prestes a sair: Marcos Manulu lançando ‘Rebobinado’ e Gil Duarte lançando ‘Gil Duarte & Sistema Asimov de Som ou Sons Equatoriais para Paisagens Tropicais’.

Completando a simbiose de manifestações artísticas, a noite também terá o Ponto de Leitura e Difusão da Aquarela Brasileira (www.aquarelabrasileira.com.br) além da arte visual de Gil Duarte (Binário Armada) e das fotografias de Daniel Arruda (Exodus).

Esperamos todos para essa noite de misturas, sons, cores e alegria.

A entrada é franca e a festa começa a partir das 18h.

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Serviço

Simbiótica

Sábado – 26/11/2016

Das 18h às 21h

CCB – Centro Cultural Butantã
Av. Corifeu de Azevedo Marques 1882, Butantã

São Paulo – SP

Torpedos

 

Torpedos

Em “Torpedos”, o escritor Wagner Merije propõe o resgate da poesia, utilizando mensagens via celular e redes sociais para aproximar o leitor

 

“Literatura ao alcance de quem gosta de ler e de quem ainda não sabe que gosta”. Com essas palavras o autor Wagner Merije sintetiza o conceito de seu mais recente trabalho “Torpedos”. Um livro de leitura rápida, com pequenos poemas que divertem e remetem a reflexão. “A poesia, apesar de relegada, cada dia se torna mais importante para darmos conta desse mundo louco. Poesia é bálsamo, refresco, alívio, leva a gente para paraísos que nem sempre são visitados.” diz Wagner.

“Torpedos” reúne poemas, como se fossem mensagens rápidas criadas para informar e conectar. Em formato de bolso, o terceiro livro deste mineiro permeia justamente a atmosfera das conexões instantâneas. Textos produzidos através de mensagens SMS e redes sociais serviram de inspiração para dar forma e também como um termômetro para a escolha do que entraria de fato em sua publicação.

Além de poeta, Wagner é um criador múltiplo, envolvido com projetos multimídia voltados à música, literatura, vídeo e fotografia. Não é por acaso que a sua arte é associada a essa interatividade com as tecnologias da comunicação. Ao longo de sua carreira, Wagner faz uso de ferramentas digitais, despertando a atenção e interesse de jovens e pessoas ligadas à educação e a arte.

O livro nasce apadrinhado pelo escritor pernambucano, Marcelino Freire, que registra no prefácio a honrosa tarefa de Merije em tornar a poesia algo democrático. O lançamento do livro acontecerá em várias capitais do país.

 

ALGUNS POEMAS

Com poucos caracteres
se escreve o que é preciso
Palavra de Narciso

Vivo pescando versos
Como quem reza um terço
E conta certo
Com um milagre

Hipnotizo palavras
Domo frases selvagens
Escrevo com tinta de constelações
Falo pelo indizível
Poesia chama
Poesia é chama

Livros nos observam
Para depois contar
histórias
Lembrar lembranças

Todo dia recito cem versos
Para que o dia fique bem diverso

Quando a palavra encontra rima
Uma estrofe pode virar obra-prima

As palavras carregam
Histórias dos séculos
Escrevo para testemunhar
O que não vivi

Desliguei-me da lógica
racional
Faz tempo
Sou poeta, laboratório
transpessoal, expressão
Contratempo

Eis os meus haikais
sem sê-los
Uma flecha
Um torpedo
Poesia
Nas teclas
Na ponta
dos dedos

Era um terreno pedregoso
Removi pedras e escorpiões
E dei o nome de rua da poesia

 

PREFÁCIO

Minha mensagem:

Escreverei algo, rápido.
Digo: é livro para navegar.
Sair pescando versos, como bem diz o autor.
Jogar-se na rede. Para balançar.
É coisa para ler em um toque. Um clique.
Em um piscar de dedos.
Poesia na ponta do mouse. Ave! Sem medo.
Puro divertimento.
De mansinho amanhecendo.
Gosto disto.
De quem não fica adiando o sentimento.
De quem, como Merije, solta o verbo, a luz, o
flash. Deixa a poesia fácil.
Nada de nadar difícil.
Mergulha e acontece.
“Dei meu nome ao impossível”.
É assim, pois, que se escreve.

Marcelino Freire é escritor . É autor, entre outros, dos
livros “Angu de Sangue” (Ateliê Editorial), “Contos
Negreiros” (Editora Record – Prêmio Jabuti 2006), “Amar
É Crime”(Edith, 2011). Em 2004, idealizou e organizou
a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do
Século” (Ateliê). Criou a Balada Literária.

Sobre o autor
Wagner Merije é poeta, escritor, jornalista, gestor cultural, curador, criador audiovisual e editor. Publicou os livros Mexidinho (2017), Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011) e Prêmio da Música Brasileira (2013). Mantém o site www.merije.com.br

Ficha técnica
Título: Torpedos
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira
Número de páginas: 120 págs.
Gênero: Poesia
Formato: 14,5×9 cm
Preço: R$ 20,00
Informações para a imprensa, encomendas, entrevistas com o autor: faleaquarela@gmail.com

Ontem, videoclipe da cantora Van

Videoclipe da música “Ontem” – cantora Van

A música faz parte do primeiro EP da cantora, batizado “Daqui pra frente”.

Informações técnicas

Artista: Van (Vanessa Farias)
Álbum: Daqui pra frente (EP)
Direção:  Merije / Vanessa Farias
Roteiro: Vanessa Farias / Merije
Câmera: Merije
Edição: Léo Teixeira
Styling: Letícia Grossi
Assistente de produção: Antonio Pereira

Produção: Aquarela Brasileira / Van Music

Ouça Van em: http://www.soundcloud.com/vanmusicofial
Facebook:  http://www.facebook.com/vanmusic.oficial

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