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Psyché e Hamlet vão para Hodiohill

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Psyché e Hamlet vão para Hodiohill, novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, é uma história de amor em meio ao caos

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill conta a história de duas almas sensíveis, P & H, que se conhecem num aeroporto, pouco antes de embarcarem para Hodiohill. Como muitos de nós, P & H tinham feito suas escolhas, todos nós fazemos escolhas, o difícil é conviver com elas. Mas os dois não seriam capazes de prever o que os esperava. Tudo o que se pode dizer é que Hodiohill talvez tenha sido o maior paraíso e o maior inferno que já se teve notícia.

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill é sobre seres suspensos, sem lugar para esconder a confusão de seus corações. É sobre um tempo e um lugar em decomposição. De um jeito ou de outro, as histórias de Hodiohill e das personagens que P & H vão encontrando pelo caminho estão entrelaçadas, em toda a sua glória, declínio e fascínio.

Esta é uma obra surpreendente que mistura memória, imaginação e crítica social com humor, amor e leveza em boas doses, um trabalho intelectual e literário que invoca saberes tão diferentes, mas complementares, como a política, a psicologia, a religião e a literatura.

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill aborda e questiona, entre muitos temas, o caos social, a violência, o autoritarismo, o impacto do colonialismo nas mentes, a xenofobia, o machismo, o patriarcalismo e os padrões de relacionamentos afetivos. Um livro para perguntar de onde vem o nosso ódio, com uma mensagem de que precisamos cuidar de nós e combatê-lo, mesmo que isso soe paradoxal.

A universalidade das ideias, das ações e das palavras apresentadas serão tão mais universais quanto mais as fizermos ecoar e atuar no nosso mundo. Não basta dizer que a arte e, em particular, a literatura podem contribuir para a defesa da liberdade, da igualdade, dos direitos humanos e do meio ambiente. Os grandes problemas do nosso tempo, como já dizia Saramago, são também as grandes questões da (grande) literatura e da (grande) arte contemporâneas, que, de diferentes modos, se propõem (re)desenhar novos ou renovados paradigmas para o ser humano, dentro da (des)ordem da natureza e do ambiente.

Para o autor, citando Barthes, escrever é fazer-se o centro do processo de palavra, é efetuar a escritura afetando— se a si próprio, é fazer coincidir a ação e a afeição (…). O exercício da linguagem é uma forma de praticar o autoconhecimento e o alargamento do conhecimento do mundo.

Wagner Merije é autor de uma série de trabalhos diferentes e, ao mesmo tempo, em constante diálogo. Talvez esta seja uma palavra boa para descrever suas propostas literárias, artísticas e educativas: dialogar para compreender o outro, para reconstruir o mundo. Publicou os livros Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Mexidinho (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009); organizou, editou e prefaciou mais de duas dezenas de livros, entre os quais estão obras de Fernando Pessoa, Camões, Camilo Pessanha e João José Cochofel, e títulos como Coimbra em palavras (2018), Coimbra em imagens (2019), São Paulo em palavras (2016), São Paulo em imagens (2017), Trinta Anos-Luz – Poetas celebram 30 anos de Psiu Poético (2016) e Pelas periferias do Brasil vol. 6 (2016); escreveu canções e peças de teatro; dirigiu filmes; trabalhou para jornais, revistas, radios, TVs e sites. Nesse percurso, já apresentou trabalhos em diversos países e foi agraciado com alguns prêmios. É investigador na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, autor de ensaios e artigos sobre literaturas de língua portuguesa, inglesa e grega. Psyché & Hamlet vão para Hodiohill é seu segundo romance.
Saiba mais em www.merije.com.br

DADOS DO LIVRO
Título: Psyché e Hamlet vão para Hodiohill
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Romance
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 164
ISBN: 978-85-92552-20-6
DL: 461950/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/psyche-e-hamlet-vao-para-hodiohill
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

LANÇAMENTOS/APRESENTAÇÕES
LISBOA/PT – 23/11/19 – sábado – das 16h30 às 18h30 – Lugar Específico - Rua Actor Vale, nº 16 B

COIMBRA/PT – 26/11/19 – terça-feira – das 20h às 22h – Liquidâmbar – Praça da República nº 28 1º

PORTO/PT – 28/11/19 – quinta-feira – das 21h às 23h – Unicepe – Praça de Carlos Alberto, 128-A

SÃO PAULO/SP – 10/12/19 – terça-feira – das 19h às 21h – Casa de Portugal -Av. da Liberdade, 602 – Bairro da Liberdade

SÃO PAULO/SP – 14/12/19 – sábado – das 13h às 15h – O Autor na Praça – Espaço Plínio Marcos – Praça Benedito Calixto – Vila Madalena

BELO HORIZONTE/MG – 17/12/19 – terça-feira – das 19h às 21 – Livraria do Belas – Rua Gonçalves Dias, 1581 – Lourdes

BELO HORIZONTE/MG – 28/01/20 – terça-feira – das 19h às 21h – Asa de Papel Café & Arte - Rua Piauí, 631 – Santa Efigênia

SÃO PAULO/SP – 04/02/20 – terça-feira – das 19h às 21h – Patuscada Livraria, Bar & Café – Rua Luís Murat, 40 – Vila Madalena

*Programação sujeita a mudanças

 

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Almas da liberdade

Almas da Liberdade_CAPA 3D Almas da Liberdade_Quarta CAPA 3D

ALMAS DA LIBERDADE, novo título da Aquarela Brasileira Livros, reúne textos de três autores negros

Realidade e ficção se entrecruzam em histórias com lirismo e crítica afiada da vida do povo negro no Brasil

O caminho da liberdade, Largo do Rosário, Treze de Maio, Afeto: são três moços conversando sobre a vida. Conversam sobre infância, amizade, amor, sexo, família, bailes, futebol, poesia, e também sobre perrengues, violência, racismo, movimento negro, política e esperança. São memórias de quem já viveu (e vive) as aventuras, delícias e dores de ser negro no Brasil.

Em Almas da liberdade, de Paulo Rafael, Romildo Ibeji e Stiãojs, o leitor encontrará poesias, prosa, artes gráfica e crônicas, registros de memória, saudações à ancestralidade e ao sentido da liberdade. Segundo os autores, o sentido da liberdade é ter muita fé na vida e em tudo que a inspira, apesar das atrocidades, dificuldades, opressão e contradições do cotidiano.

Talvez por isso possamos encontrar nos autores elos com a chamada geração mimeógrafo dos anos 1970. A consciência negra ou negritude dos três moços recorda o Treze de Maio, data da abolição da escravatura (1888), o Sete de Julho, data da fundação do Movimento Negro Unificado nas escadarias do Teatro Municipal da cidade de São Paulo. Todos os momentos são uma tradução da força da “gente preta que incomoda” a sociedade racista com suas movimentações e passeatas contra o racismo, o machismo, homofobia, pobreza e todas as formas de intolerância.

O pensamento poético da consciência negra dos três autores homenageia o ativismo da luta negra, intelectuais, artistas, sambistas, entes queridos e queridas, guerreiras e guerreiros do dia-a-dia. Cada um ao seu modo nos fala de projeto de futuro e reinventa o Brasil sacudindo palavras de ordem e progresso que não combina mais com azul celestial da bandeira brasileira, e sim com a indignação de toda a sorte, e com as injustiças sociais, fim do futebol arte e dos sonhos das famílias negras.

A luta continua na revolução cotidiana de todos que se reúnem nas ruas, bares e diversos cantos, seja na juventude negra que, historicamente, luta e denuncia o GENOCÍDIO da população preta, sejam os negos véios ou Mvs (mais velhos) e sua resistência ancestral, seja a mulher negra trabalhadora doméstica mãe ou artista, cantora ou escritora, esteio da vida, guardiã da ancestralidade, fonte de inspiração, às vezes lembrada, esquecida e até renegada, seja nos territórios e territorialidades negras no Brasil, em Angola, Moçambique ou Guiné Bissau e mundo afora.

Quem assina o prefácio é Gevanilda Santos, historiadora e mestre em Sociologia pela PUC-SP, professora universitária, pesquisadora das relações raciais brasileiras e ativista do Movimento Negro Paulista.

No encontro, no diálogo e na amizade, os autores compartilham seus escritos de ontem e de hoje, apresentam suas intimidades, desnudam sentimentos e principalmente revelam seus olhares para a vida, na busca incansável de novos significados e sentidos.

“Sim… produzir sentidos… porque me parece que para essas ‘almas livres’, escrever significa de algum modo elaborar suas histórias e paixões, dar nome às coisas simples que permeiam a existência cotidiana, para trazer à tona as lembranças e ao mesmo tempo lançar o olhar e o coração para o futuro que virá”, como bem aponta a psicóloga, pós-graduada em Crítica de Cinema pela FAAP e Mestre em Comunicação Visual pela Universidade Anhembi Morumbi, Lucy Franco, no prefácio.

A organização do livro e coordenação editorial é de Wagner Merije.

Com esse novo lançamento a Aquarela Brasileira Livros se orgulha de trazer mais uma publicação de inestimável valor para a cultura e a memória do povo brasileiro.

SOBRE OS AUTORES

Paulo Rafael nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca, em 25 de janeiro. Começou jogando bola na várzea, no time Estrela do Oriente. Esse time era uma mistura de okinawanos, portugueses, italianos e afros brasileiros. Foi na várzea que entendeu mais sobre diversidade. Foi office-boy, aprendeu muito andando pelo centro da cidade. Também entregou jornais, trabalhou como educador na Secretaria de Estado da Criança, na Rádio Heliópolis e no Instituto Caboverdeano de Menores, em Cabo Verde – África. Nessa época colaborou com um jornal da comunidade cabo verdeana em Boston. Desenvolveu pesquisa para os documentários ‘Ermelino é Luz’ e ‘Um dia de Samba’, de Pedro Dantas. Ah, e teve um bar na praia de Camburi, junto com um sócio, que divide este livro. É historiador, educador e autor do livro infanto juvenil ‘O Mundo cá tem fronteira: Uma Aventura Brasil – Cabo Verde’ e do texto ‘O Garoto Régulus’ – Uma homenagem a Paulo Freire.

Romildo Ibeji nasceu em 29 de junho de 1960, dia de São Pedro, zona leste de São Paulo, famoso Cangacity. Primário fez na Escola Estadual Guastini Eiras, o ginásio também. O colégio fez no Brás, na Escola Técnica Francisco Matarazzo. Depois dos estágios, veio a universidade, o sonho Jornalismo virou Letras. bacharelado em Francês, sem se preocupar com o tempo. Movimento negro, movimento sindical, movimento estudantil foram importantes para a sua formação de indivíduo. O teatro também,, fez dois cursos na escola Macunaíma, agregou com o teatro de marionetes, com um professor chileno, até participou de um grupo, fez espetáculos infantis, muita coisa acontecendo em Sampa, não parava. Aposentado, a vida lhe possibilita estabelecer novamente alguns vínculos com prazeres de adolescência, juventude… Voltou a estudar, fez pós em SocioPsicologia na FESPSP, na General Jardim, é voluntário na Soweto, organização negra, desenha e busca aprimoramento. Está feliz e acreditando nos caminhos divinos.

Stiãojs nasceu em Pernambuco e vive em São Paulo desde 1960. Em São Paulo viveu a infância e adolescência com sua família de religião protestante (Igreja Crongregacionista Tradicional). Formou-se em Técnico de Artes Gráficas nos fins dos anos 70. Foi Produtor Gráfico, por mais de trinta anos. Estudou Letras e Sociologia (USP) e Economia (PUC). Nos anos 80, foi membro fundador do Movimento Em Defesa do Menor. Participou das revistas Limbo, Elo, Arteria e Desenruste. Foi ativista cultural e representante dos funcionários do IPT/USP. Nos anos 90 foi membro fundador da Soweto – Entidade Negra. Nos anos 2000 participou dos Cadernos Negros 25 (poesias). Atualmente vive em Boiçucanga, litoral paulista.

DADOS DO LIVRO
Título: Almas da liberdade
Autores: Paulo Rafael, Romildo Ibeji, Stiãojs
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Prosa, Poesias, Artes gráfica, Crônicas, Memórias
Formato: 13,5 x 17,5 cm
Número de páginas: 160
ISBN: 9978-85-92552-05-3
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/almas-da-liberdade
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

Aquarela Brasileira Livros
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Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.

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