Entes Presentes – Série Orgulho de falar Português

Eça de Queirós repaginado
Eça de Queirós repaginado

 

Camões redivivo
Camões redivivo

 

Amélia Janny cisne do Mondego
Amélia Janny cisne do Mondego

 

Florbela Espanca e seu jardim
Florbela Espanca e seu jardim

 

José Saramago multiplicado
José Saramago multiplicado

 

Camilo Pessanha e as águas profundas
Camilo Pessanha e as águas profundas

 

Sophia de Mello Breyner Andresen e a saudação do mar
Sophia de Mello Breyner Andresen e a saudação do mar

 

Mário de Sá Carneiro espírito livre
Mário de Sá Carneiro espírito livre

 

Tudo é literatura, tudo é conhecimento e cultura, a vida é uma experiência suprasensorial.

Ler é imagem, escrever é imaginar. Imaginações, libertem-se!

Esta exposição de artes visuais tem como mote “Lembra de teus antepassados / Somos intérpretes do mundo”, e busca trazer para o convívio do público mais jovem, como entes familiares, grandes nomes que contribuíram para o desenvolvimento da língua portuguesa.

Interpretar e ressignificar a obra de escritores e escritoras que despertam emoções e que nos convidam a ir além, a levar sua herança para novas gerações.

Tudo isso envolve pesquisa e conhecimento, amor e paixão, risco e enfrentamento. São fusões e montagens de linguagens, de vidas e ideias.

O convívio com essas pessoas encantadas fez com que as mesmas passassem a fazer parte de uma imensa árvore genealógica. Não são antepassados, mas sim entes presentes.

Estas e outras imagens podem ser vistas de 05 a 31 de março de 2020, de segunda a sábado, das 16h às 01h, Galeria Liquidâmbar
Praça da República – Coimbra – Portugal

Esta mostra é apoiada pela Universidade de Coimbra e faz parte da programação da 22ª Semana Cultural da UC.

Produção/Production: Aquarela Brasileira

Contatos/Contacts: faleaquarela@gmail.com

O que as janelas da UC mostram

Mostra fotográfica que convida o público a olhar para fora, a olhar pelas janelas da UC e ver o que o outro lado tem para nos contar

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«A arte é tudo – tudo o resto é nada. Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo. Leónidas e Péricles não bastariam para que a velha Grécia ainda vivesse, nova e radiosa, nos nossos espíritos: foi-lhe preciso ter Aristófanes e Ésquilo. Tudo é efémero e oco nas sociedades – sobretudo o que nelas mais nos deslumbra. Podes-me tu dizer quem foram, no tempo de Shakespeare, os grandes banqueiros e as formosas mulheres? Onde estão os sacos de ouro deles e o rolar do seu luxo? Onde estão os olhos claros delas? Onde estão as rosas de York que floriram então? Mas Shakespeare está realmente tão vivo como quando, no estreito tablado do Globe, ele dependurava a lanterna que devia ser a Lua, triste e amorosamente invocada, alumiando o jardim dos Capuletos. Está vivo de uma vida melhor, porque o seu espírito fulge com um sereno e contínuo esplendor, sem que o perturbem mais as humilhantes misérias da carne!

Só a arte realmente pode dizer aos seus eleitos com firmeza e certeza: tu não morrerás inteiramente.»

Eça de Queirós in Prefácio a «Azulejos», poemas do Conde de Arnoso, 1896

 

Estas e outras imagens podem ser vistas de 04 a 15 de março de 2020, de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, no Átrio do Teatro Paulo Quintela, situado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Largo da Porta Férrea | 3004-530 COIMBRA • PORTUGAL

Esta exposição é apoiada pela Universidade de Coimbra e faz parte da programação da 22ª Semana Cultural da UC no ano que a Universidade de Coimbra celebra 730 anos de sua criação.

Produção/Production: Aquarela Brasileira
Contatos/Contacts: faleaquarela@gmail.com

Paulo Freire em Coimbra

“O garoto Regulus: Freireando a vida”, de Paulo Rafael, em Coimbra, Portugal
“A história de Paulo Freire é uma saga. Paulo Rafael, educador, historiador e escritor, de forma lúdica nos convida a conhecer um pouco mais da trajetória do grande educador brasileiro, da infância ao exílio. É uma história que passa por caminhos tortuosos, mas que os aprendizados e a esperança na vida superaram todos os obstáculos. Em sua travessia, o garoto batizado com nome de rei, transformou a si próprio, a todos em volta e nos apresentou uma forma de educar.”
Aquarela Brasileira Livros
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Aproveitando a estadia do autor em Portugal, A Escola da Noite acolhe no Bar/Livraria do TCSB, a  11 de Fevereiro, a apresentação do livro “O garoto Regulus: Freireando a vida”, editado pela Aquarela Brasileira Livros (São Paulo) em Agosto de 2019.
O texto é uma ficção que percorre, pelos olhos de uma criança, parte da trajectória do pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921-1997).
Nascido pobre e desde cedo órfão de pai, o menino Regulus viaja pela América do Sul, pelos países onde Paulo Freire esteve exilado (Bolívia, Chile), mas também pelo Uruguai e pela Argentina.
Ao longo da viagem, vai encontrando parceiros: Ariano (Suassuna), Manoel (de Barros), Eduardo (Galeano), Solano Trindade, entre outros.
Os relatos destes encontros e os diálogos interculturais proporcionados pela viagem lembram-nos a actualidade do pensamento de Paulo Freire e convidam-nos a reflectir sobre a conjuntura social e política que marca os nossos dias, na América Latina e noutras zonas do Mundo.
Para além do texto original, o livro agora apresentado inclui o guião da adaptação teatral feita pela actriz Paula Cortezia, xilogravuras de Lonko Valparaiso (chileno de origem Mapuchi), ilustrações de Romildo Ibeji e da criança Luna Manoela, posfácio do poeta e cordelista pernambucano Esio Rafael, prefácio do professor de história Ricardo Yuzo Nakanishi e apresentação de Lutgardes Costa Freire, filho de Paulo Freire.
A apresentação em Coimbra, com entrada livre e a presença de Paulo Rafael, é uma oportunidade para a troca de impressões e a partilha de experiências entre todas as pessoas que se interessam pelos temas da arte, da educação e das ligações entre elas.

Paulo Rafael_Foto_Junior Santos
Paulo Rafael_Foto_Junior Santos
Paulo Rafael
Educador, historiador e escritor nascido em São Paulo, Brasil, Paulo Rafael é autor dos livros “Almas da liberdade” (em parceria com Romildo Ibeji e Stiãojs), “O Mundo cá tem fronteira: Uma Aventura Brasil – Cabo Verde”, entre outros trabalhos. Trabalhou como educador na Secretaria de Estado da Criança, na Rádio Heliópolis e no Instituto Cabo-Verdiano de Menores, em Cabo Verde. Fez investigação para os documentários ‘Ermelino é Luz’ e ‘Um dia de Samba’, de Pedro Dantas.

APRESENTAÇÃO DE LIVRO | CONVERSA
O Garoto Regulus: Freireando a vida
de Paulo Rafael (São Paulo, Brasil)
conversa com o autor mediada por Wagner Merije
11 de Fevereiro de 2020
terça-feira, 18h30
Bar/Livraria do TCSB
entrada gratuita

Clepsidra_Camilo Pessanha

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DADOS DO LIVRO
Título: Clepsidra
Autor: Camilo Pessanha
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Poesia
Formato: 13,5 x 17,5 cm
Número de páginas: 88
ISBN: 978-65-86867-01-5
Depósito legal: 470741/20
Web: : www.aquarelabrasileira.com.br/clepsidra_camilo-pessanha
Encomendas: : faleaquarela@gmail.com

Edição apoiada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (Ministério da Cultura de Portugal)

Sonetos_Luís Vaz de Camões

 

Sonetos_Luís Vaz de Camões

DADOS DO LIVRO
Título: Sonetos
Autor: Luís Vaz de Camões
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Poesia
Formato: 13,5 x 17.5 cm
Número de páginas: 104
ISBN: 978-85-92552-17-6
Depósito legal: 460650/19
Web: www. aquarelabrasileira.com.br/sonetos_luis-vaz-de-camoes
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

 

Edição apoiada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (Ministério da Cultura de Portugal)

 

Ecos do Mondego

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A primeira edição de “ECOS DO MONDEGO – Literaturas, Artes e Diálogos” reúne escritores e artistas diversos de Portugal, Brasil e Angola, em uma pequena digressão com três datas, começando por Lisboa e passando por Coimbra e Porto.

O evento começa com uma animada tertúlia litero-musical, com abertura para o público participar, seguido de lançamento de livros e autógrafos.

Em comemoração ao seu primeiro centenário, será prestada uma homenagem ao poeta João José Cochofel, natural de Coimbra.

Segue o roteiro:

LISBOA – 23/11/19 – sábado – das 16h30 às 18h30

Lugar Específico - Rua Actor Vale, nº 16 B (Metrô: Alameda)

COIMBRA – 26/11/19 – terça-feira – das 20h às 22h

Liquidâmbar – Praça da República nº 28 1º

PORTO – 28/11/19 – quinta-feira – das 21 às 23h

Unicepe – Praça de Carlos Alberto, 128-A

 

Programa

Tertúlia com Paulo Branco Lima, Hélder Grau Santos, Wagner Merije, João Rasteiro, Aurelino Costa, Alexandre Valinho Gigas, Xana Eloy Nogueira, António Azenha, Lucília Raimundo, Ricardo Vaz Trindade, Júlia Zuza, Manuel Pessôa-Lopes, Alexandre Moutinho, Lucerna do Moco, Manuella Bezerra de Melo, Carla, Tó Rui, Lima & Nash, Ulysses & Orpheu, + surpresas

Homenagem ao centenário do poeta João José Cochofel

 Lançamento dos livros

Breve (João José Cochofel)
Peregrinação Crioula (Paulo Branco Lima)
Psyché e Hamlet vão para Hodiohill (Wagner Merije)
Equinócio (Alexandro Valinho Gigas)
Brilha quando foge (Júlia Zuza)
Pés pequenos pra tanto corpo (Manuella Bezerra de Melo)
Coimbra em imagens (vários autores)

 

Ecos do Mondego é um projeto de intercâmbio de literaturas, músicas, artes visuais e conhecimento, uma proposta ampla e aberta de diálogo, e conta com conversas, conferências, lançamentos de livros, tertúlias literárias, performances musicais, exibição de vídeos, exposições fotográficas e de artes plásticas.

O rio Mondego é o quinto maior rio português e o primeiro de todos os que têm o seu curso inteiramente em Portugal. Nasce na serra da Estrela, percorre toda a região do Centro (Região das Beiras) e tem a sua foz no oceano Atlântico, junto à cidade da Figueira da Foz. É o rio que banha a cidade de Coimbra, sendo o mais cantado na poesia e cancioneiro português

Informações e contato

www.aquarelabrasileira.com.br/ecos-do-mondego

www.aquarelabrasileira.com.br/aquarela-brasileira-livros

faleaquarela@gmail.com

Psyché e Hamlet vão para Hodiohill

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Psyché e Hamlet vão para Hodiohill, novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, é uma história de amor em meio ao caos

* Obra selecionada para o Prêmio Oceanos 2020

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill conta a história de duas almas sensíveis, P & H, que se conhecem num aeroporto, pouco antes de embarcarem para Hodiohill. Como muitos de nós, P & H tinham feito suas escolhas, todos nós fazemos escolhas, o difícil é conviver com elas. Mas os dois não seriam capazes de prever o que os esperava. Tudo o que se pode dizer é que Hodiohill talvez tenha sido o maior paraíso e o maior inferno que já se teve notícia.

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill é sobre seres suspensos, sem lugar para esconder a confusão de seus corações. É sobre um tempo e um lugar em decomposição. De um jeito ou de outro, as histórias de Hodiohill e das personagens que P & H vão encontrando pelo caminho estão entrelaçadas, em toda a sua glória, declínio e fascínio.

Esta é uma obra surpreendente que mistura memória, imaginação e crítica social com humor, amor e leveza em boas doses, um trabalho intelectual e literário que invoca saberes tão diferentes, mas complementares, como a política, a psicologia, a religião e a literatura.

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill aborda e questiona, entre muitos temas, o caos social, a violência, o autoritarismo, o impacto do colonialismo nas mentes, a xenofobia, o machismo, o patriarcalismo e os padrões de relacionamentos afetivos. Um livro para perguntar de onde vem o nosso ódio, com uma mensagem de que precisamos cuidar de nós e combatê-lo, mesmo que isso soe paradoxal.

A universalidade das ideias, das ações e das palavras apresentadas serão tão mais universais quanto mais as fizermos ecoar e atuar no nosso mundo. Não basta dizer que a arte e, em particular, a literatura podem contribuir para a defesa da liberdade, da igualdade, dos direitos humanos e do meio ambiente. Os grandes problemas do nosso tempo, como já dizia Saramago, são também as grandes questões da (grande) literatura e da (grande) arte contemporâneas, que, de diferentes modos, se propõem (re)desenhar novos ou renovados paradigmas para o ser humano, dentro da (des)ordem da natureza e do ambiente.

Para o autor, citando Barthes, escrever é fazer-se o centro do processo de palavra, é efetuar a escritura afetando— se a si próprio, é fazer coincidir a ação e a afeição (…). O exercício da linguagem é uma forma de praticar o autoconhecimento e o alargamento do conhecimento do mundo.

Wagner Merije é autor de uma série de trabalhos diferentes e, ao mesmo tempo, em constante diálogo. Talvez esta seja uma palavra boa para descrever suas propostas literárias, artísticas e educativas: dialogar para compreender o outro, para reconstruir o mundo. Publicou os livros Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Mexidinho (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009); organizou, editou e prefaciou mais de duas dezenas de livros, entre os quais estão obras de Fernando Pessoa, Camões, Camilo Pessanha e João José Cochofel, e títulos como Coimbra em palavras (2018), Coimbra em imagens (2019), São Paulo em palavras (2016), São Paulo em imagens (2017), Trinta Anos-Luz – Poetas celebram 30 anos de Psiu Poético (2016) e Pelas periferias do Brasil vol. 6 (2016); escreveu canções e peças de teatro; dirigiu filmes; trabalhou para jornais, revistas, radios, TVs e sites. Nesse percurso, já apresentou trabalhos em diversos países e foi agraciado com alguns prêmios. É investigador na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, autor de ensaios e artigos sobre literaturas de língua portuguesa, inglesa e grega. Psyché & Hamlet vão para Hodiohill é seu segundo romance.
Saiba mais em www.merije.com.br

DADOS DO LIVRO
Título: Psyché e Hamlet vão para Hodiohill
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Romance
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 164
ISBN: 978-85-92552-20-6
DL: 461950/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/psyche-e-hamlet-vao-para-hodiohill
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

 

Nesta quarentena, faça o download do livro gratuitamente

Psyché e Hamlet_EBOOK

 

LANÇAMENTOS/APRESENTAÇÕES
LISBOA/PT – 23/11/19 – sábado – das 16h30 às 18h30 – Lugar Específico - Rua Actor Vale, nº 16 B

COIMBRA/PT – 26/11/19 – terça-feira – das 20h às 22h – Liquidâmbar – Praça da República nº 28 1º

PORTO/PT – 28/11/19 – quinta-feira – das 21h às 23h – Unicepe – Praça de Carlos Alberto, 128-A

SÃO PAULO/SP – 10/12/19 – terça-feira – das 19h às 21h – Casa de Portugal -Av. da Liberdade, 602 – Bairro da Liberdade

SÃO PAULO/SP – 14/12/19 – sábado – das 13h às 15h – O Autor na Praça – Espaço Plínio Marcos – Praça Benedito Calixto – Vila Madalena

BELO HORIZONTE/MG – 17/12/19 – terça-feira – das 19h às 21 – Livraria do Belas – Rua Gonçalves Dias, 1581 – Lourdes

BELO HORIZONTE/MG – 28/01/20 – terça-feira – das 19h às 21h – Asa de Papel Café & Arte - Rua Piauí, 631 – Santa Efigênia

SÃO PAULO/SP – 04/02/20 – terça-feira – das 19h às 21h – Patuscada Livraria, Bar & Café – Rua Luís Murat, 40 – Vila Madalena

*Programação sujeita a mudanças

 

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31 poemas selecionados_Fernando Pessoa

31 poemas selecionados_Fernando Pessoa

DADOS DO LIVRO
Título: 31 Poemas selecionados
Autor: Fernando Pessoa
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Poesia
Formato: 13,5 x 17.5 cm
Número de páginas: 126
ISBN: 978-85-92552-16-9
Depósito legal: 460649/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/31-poemas-selecionados_fernando-pessoa
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Centenário de João José Cochofel

No ano que se comemora do centenário do poeta português João José Cochofel, a Aquarela Brasileira Livros convida professores/as, académicos/as, bibliotecários/as, estudantes e todos/as que gostam de poesia para conhecerem a antologia BREVE, organizada por Sofia Cochofel Quintela, neta do autor, com prefácio do poeta e crítico literário António Carlos Cortez.

João José Cochofel_arquivo familiar
João José Cochofel_arquivo familiar

João José Cochofel com sua poesia nos provoca um encanto crescente. Navegar nos seus versos nos causa uma deliciosa vertigem. Sua poesia é forte, delicada e profunda.

Este livro é um acontecimento literário por trazer aos leitores uma seleção de alta qualidade da lírica de um poeta português do mais alto nível, até então inédito no Brasil. Uma obra que nos toca a alma e que todos os apreciadores de boa poesia deviam ter na estante.

O poeta e escritor nasceu em Coimbra em 1919, no seio de uma família aristocrática e profundamente acolhedora de toda uma geração de escritores que vieram a integrar vários movimentos literários, dos quais se destaca o neo-realista. Sobre isto testemunhou o escritor e médico Fernando Namora: “… as tardes ou os serões em casa do Cochofel. Nessas tertúlias se atearam muitas das labaredas da minha geração”.

O facto é que, conforme escreve o crítico António Carlos Cortez no prefácio do livro, em ano de centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Jorge de Sena, apresentar aos leitores, especialmente aos brasileiros, o melhor de um dos nomes cimeiros do neo-realismo português, é celebrar em grande estilo a memória e a obra de João José Cochofel.

Breve_João José Cochofel_capa finalSaiba mais sobre o livro aqui: www.aquarelabrasileira.com.br/breve

Em homenagem ao poeta, em 2019 e em 2020 estão previstos lançamentos e debates sobre sua obra em Portugal e no Brasil, onde é publicado pela primeira vez.

Acompanhe:

LISBOA – 23/11/19 – sábado – das 16h30 às 18h30

Lugar Específico - Rua Actor Vale, nº 16 B

 

COIMBRA – 26/11/19 – terça-feira – das 20h às 22h

Liquidâmbar – Praça da República nº 28 1º

 

PORTO – 28/11/19 – quinta-feira – das 21h às 23h

Unicepe – Praça de Carlos Alberto, 128-A

 

SÃO PAULO/SP – 10/12/19 – terça-feira – das 19h às 21h

Casa de Portugal – Av. da Liberdade, 602 – Bairro da Liberdade

 

SÃO PAULO/SP – 14/12/19 – sábado – das 13h às 15h

O Autor na Praça – Espaço Plínio Marcos -Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Vila Madalena

 

BELO HORIZONTE/MG – 17/12/19 – terça-feira – das 19h às 21h

Livraria do Belas – Rua Gonçalves Dias, 1581 – Lourdes

 

BELO HORIZONTE/MG – 28/01/20 – terça-feira – das 19h às 21h

Asa de Papel Café & Arte- Rua Piauí, 631 – Santa Efigênia

 

SÃO PAULO/SP – 04/02/20 – terça-feira – das 19h às 21h

Patuscada Livraria, Bar & Café – Rua Luís Murat, 40 – Vila Madalena

 

                                                                                  *Programação sujeita a mudanças

 

 

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Breve

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BREVE, belíssima antologia de poemas de João José Cochofel, celebra o centenário de um poeta português do mais alto nível. Autor tem sua obra lançada pela primeira vez no Brasil

No ano que se comemora do centenário do poeta português João José Cochofel, a Aquarela Brasileira Livros apresenta a antologia BREVE, organizada por Sofia Cochofel Quintela, neta do autor, com prefácio do poeta e crítico literário António Carlos Cortez.
João José Cochofel com sua poesia nos provoca um encanto crescente. Navegar nos seus versos nos causa uma deliciosa vertigem. Sua poesia é forte, delicada e profunda:

Breve,
o botão que foste
e o pudor de sê-lo.

Breve,
o laço vermelho
dado no cabelo.

Breve,
a flor que abriu
– e o sol mudou.

Breve
tanto sonho findo
que a vida pisou.

Este livro é um acontecimento literário por trazer aos leitores uma seleção de alta qualidade da lírica de um poeta português do mais alto nível, até então inédito no Brasil. Uma obra que nos toca a alma e que todos os apreciadores de boa poesia deviam ter na estante.

O poeta e escritor nasceu em Coimbra em 1919, no seio de uma família aristocrática e profundamente acolhedora de toda uma geração de escritores que vieram a integrar vários movimentos literários, dos quais se destaca o neo-realista. Sobre isto testemunhou o escritor e médico Fernando Namora: “… as tardes ou os serões em casa do Cochofel. Nessas tertúlias se atearam muitas das labaredas da minha geração”.

Devido às suas posições antifascistas, João José foi perseguido pela PIDE (a polícia da ditadura portuguesa), o que não o impediu de ser um dos organizadores do Novo Cancioneiro e fazer parte do grupo fundador das revistas Altitude, Vértice, Presença, Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes, nas quais colaborou não só como poeta mas, também, como crítico literário e musical. Também foi director da Academia dos Amadores de Música de Lisboa e da Sociedade Portuguesa de Escritores.

O facto é que, conforme escreve o crítico António Carlos Cortez no prefácio do livro, em ano de centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Jorge de Sena, apresentar aos leitores, especialmente aos brasileiros, o melhor de um dos nomes cimeiros do neo-realismo português, é celebrar em grande estilo a memória e a obra de João José Cochofel.

Em homenagem ao poeta, em 2019 e em 2020 estão previstos lançamentos e debates sobre sua obra em Portugal e no Brasil, país onde é publicado pela primeira vez. “É bom que esta edição o celebre. E celebra-o num país amado, território fundador de uma visão de mundo que Cochofel, ao menos nos inícios de um programa ético de intervenção literária, fez também sua. Quer dizer: não era possível, pertencendo a uma geração trágica, emparedada entre os fascismos espanhol e português e a IIª Guerra Mundial, consequência directa do nazi-fascismo de Mussolini e Hitler, ficar-se indiferente ao que, com o romance nordestino vindo de terras de Vera Cruz, esse programa de uma arte social propugnava”, comenta Cortez.

Em forma de notas de leitura, de forma a ampliar a compreensão da importância do legado do centenário poeta, o crítico ressalta: “João José Cochofel não se exime a trazer para a sua poética aquele magma sentimental vindo da consciência do tempo. Não sei se não é esse o heroísmo de Cochofel: exaltar, afinal de contas, a sua humanidade de homem (passe a redundância) comprometido com esse mundo que jamais deixa de ser o nosso: o da nossa interioridade. É como se respondesse aos «amanhãs que cantam» de neo-realistas coevos ou ulteriores:

Que heroísmo é este
de que ninguém fala?
Dizer não à vida
e ser capaz de amá-la?

Nos gestos pequenos,
nas falas miúdas,
nos desvãos dos sonhos,
nas emoções mudas.

Também nas bandeiras
que rasgam o presente
para expulsar da terra
tudo o que lhe mente
e põe raivas frias
nas vísceras da gente.

Um rumor de chuva
no coração quente.

João José Cochofel, que foi também crítico literário e musical, com um importante volume de ensaística, intitulado Iniciação Estética, é dos que mais lucidamente se viu como personagem do seu próprio teatro. No jogo de forças entre o eu e o outro que se pressentiu sempre, ora sonhador, ora abnegado, a sua poesia resgata para o neo-realismo um entendimento diferente do que significa ser-se poeta comprometido. No fundo, como o próprio escreve, «A minha poesia / é toda feita de melancolia» e se, por isso, se sabe que «No íntimo / há coisas vagamente pensadas», é esse vago, essa melancolia, no fim de contas, que Cochofel intui como via única que os seus livros percorreram sempre.

Num dos seus poemas mais representativos, anterior aos da fase final, já se lia: «Afinal a vida / é este roer de cardos velhos […] // Raios partam a vida / tal como ela é.»

Publicou Instantes (1937), Búzio (1940), Sol de Agosto (1941), Os Dias Íntimos (1950), Iniciação Estética (1958), Quatro Andamentos (1966), 46° Aniversário (1966), Uma Rosa no Tempo (1970), O Bispo de Pedra (1975), Críticas e Crónicas (1982), Obra Poética (1988), Opiniões Com Data (1990), Iniciação Estética Seguida de Críticas e Crónicas (1992).

Faleceu em 1982, vítima de doença degenerativa, deixando incompleto o Grande Dicionário da Literatura Portuguesa e de Teoria Literária, obra que organizou e dirigiu desde o início da sua publicação, em colaboração com Octávio Augusto Quintela.

 

DADOS DO LIVRO
Título: Breve
Autor: João José Cochofel
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Poesia
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 200
ISBN: 978-85-92552-18-3
DL: 460651/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/breve
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

Edição apoiada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (Ministério da Cultura de Portugal)

 

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