Humble Shakespeare

Aquarela Brasileira Livros proudly presents

Poetry, translation, and the questions that outlive us

“Poetry is not made of words. It is made of what they lack.”

Some books are written. This one was overheard — in the silence between a question and its answer.

It began inside the Church of Our Lady of the Good Voyage, in Belo Horizonte. A boy looked at the splendour of gold, the mysterious images, the gathered faith — and felt wonder. It was there, beside his grandmother, that the first verses sprang forth. Not as memory. As method.

Humble Shakespeare is born from that inaugural wonder — and from the conviction that poetry begins not with a verse, but with the wonder that precedes it. Wagner Merije, a poet of Brazil and Latin America who has lived in London, São Paulo, Coimbra and Rio de Janeiro, has chosen, in this dialogue with the Bard’s legacy, to be faithful to wonder.

What Awaits You

This is not a collection of texts arranged alphabetically or chronologically. It is a poetic body — a living organism, breathing, bleeding, dancing, losing its balance and finding itself again.

The poems dialogue across languages — because truth belongs to no single tongue, and poetry is its freest citizen. They also dialogue across worlds — because the human and the mechanical are no longer opposites, but partners in the same wonder.

“I am not a robot, I am not an algorithm, I am not an avatar —
I am the spark that chooses to burn.”

Each poem is a door. Each translation, a window. Each reader, a traveller who, in leafing through these pages, finds themselves leafing through themselves.

Why “Humble Shakespeare”?

Shakespeare’s theatre was not made of answers, but of questions that cross the centuries. Hamlet asks not “what to do?” but “why do it?”. King Lear asks not “who am I?” but “what remains when everything I was told I am falls away?”.

Humble Shakespeare does not imitate the Bard. It inhabits him. It does not compete with his grandeur. It merely says, like him, that poetry is not made of words — it is made of what they lack.

The Questions This Book Offers

This is not a book of answers. It is a book of questions worth living:

Who am I, when everything I was told I am falls away? What remains when code, gear, biology and destiny fall silent? What courage is needed not to be carried by the current — and to row? What love is this that does not cling to gain or loss, but blooms in the pain that follows its own path? How does one caress a storm without being burned? What does it mean to be invisible — and yet, to be seen?

These are not questions answered by essays or manuals. They are answered by life. By choices. By the minimal gesture of one who, amid the noise, decides to listen to the silence.

Read these poems aloud and the pleasure will be greater.

About the Author

Wagner Merije was born in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil, and carries in his blood the geography of the curious. He holds dual citizenship, Brazilian and Portuguese. His best-known titles include Mobimento — Educação e Comunicação Mobile (2012), a finalist for the 2013 Jabuti Prize, Um Furacão em Lisboa, Viagem a Minas Gerais, Cidade em Transe, Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres, Turnê do Encantamento, Torpedos, among others.

He holds a PhD in Letters from the University of Coimbra and has organised collections such as Saudade em Palavras (2026), Coimbra em Palavras (2018) and São Paulo em Imagens (2017), as well as having edited and published works by Fernando Pessoa, Camões, Eça de Queirós, Padre António Vieira, Florbela Espanca, Antero de Quental, Camilo Pessanha, Mário de Andrade, Gregório de Matos, Gonçalves Dias, and others.

Throughout his career, he has received numerous awards, but what he values most, he confides, is “the invisible prize of seeing a reader moved upon closing a book”.

Book Details

Title: Humble Shakespeare

Author: Wagner Merije

Publisher: Aquarela Brasileira Livros

Genre: Poetry

Format: 14×21 cm

Pages: 96

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/humble-shakespeare

For Reviews Copies, Interviews and Extracts contact faleaquarela@gmail.com

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Poesia, tradução e as perguntas que sobrevivem ao tempo

“A poesia não se faz com palavras. Faz-se com o que falta a elas.”

Alguns livros são escritos. Este foi escutado — no silêncio entre uma pergunta e a sua resposta.

Tudo começou dentro da igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, em Belo Horizonte. Um menino olhava o esplendor do ouro, as imagens misteriosas, a fé reunida — e sentiu o espanto. Foi ali, na caravana de fiéis ao lado da avó, que os primeiros versos brotaram. Não como memória. Como método.

Humble Shakespeare nasce desse espanto inaugural — e da convicção de que a poesia começa não com um verso, mas com o espanto que o antecede. Wagner Merije, poeta do Brasil e da América Latina que viveu em Londres, São Paulo, Coimbra e Rio de Janeiro, escolheu, neste diálogo com o legado do Bardo, ser fiel ao espanto.

O que te espera

Não estamos diante de uma coleção de textos arrumados por ordem alfabética ou cronológica. É um corpo poético — um organismo vivo que respira, que sangra, que dança, que se desequilibra e se reencontra.

Os poemas dialogam entre línguas — porque a verdade não pertence a nenhum idioma, e a poesia é a sua cidadã mais livre. Dialogam também entre mundos — porque o humano e o mecânico já não são opostos, mas parceiros no mesmo espanto.

“Não sou robô, não sou algoritmo, não sou avatar —
sou a centelha que escolhe arder.”

Cada poema é uma porta. Cada tradução, uma janela. Cada leitor, um viajante que, ao folhear estas páginas, se encontra a folhear a si mesmo.

Por que “Humble Shakespeare”?

O teatro de Shakespeare não era feito de respostas, mas de perguntas que atravessam os séculos. Hamlet não pergunta “o que fazer?” — pergunta “por que fazer?”. Rei Lear não pergunta “quem sou?” — pergunta “o que resta quando tudo o que me disseram que sou se desfaz?”.

Humble Shakespeare não tenta imitar o Bardo. Tenta habitá-lo. Não compete com a sua grandeza. Apenas diz, como ele, que a poesia não se faz com palavras — faz-se com o que falta a elas.

As perguntas que este livro oferece

Este não é um livro de respostas. É um livro de perguntas que valem a pena ser vividas:

Quem sou eu, quando tudo o que me disseram que sou se desfaz? O que resta quando o código, a engrenagem, a biologia e o destino se calam? Que coragem é preciso para não ser levado pela corrente — e remar? Que amor é esse que não se prende ao ganho ou à perda, mas floresce na dor que envereda? Como se acaricia uma tempestade sem se queimar? O que significa ser invisível — e, mesmo assim, ser visto?

Não são perguntas que se respondem com ensaios ou manuais. Respondem-se com vida. Com escolhas. Com o gesto mínimo de quem, no meio do ruído, decide ouvir o silêncio.

Leia estes poemas em voz alta e o prazer será maior.

Sobre o autor

Wagner Merije nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, e traz no sangue a geografia dos curiosos. Tem dupla cidadania, brasileira e portuguesa. Os seus títulos mais conhecidos incluem Mobimento — Educação e Comunicação Mobile (2012), finalista do Prêmio Jabuti 2013, Um Furacão em Lisboa, Viagem a Minas Gerais, Cidade em Transe, Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres, Turnê do Encantamento, Torpedos, entre outros.

É PhD em Letras pela Universidade de Coimbra e organizador de coletâneas como Saudade em Palavras (2026), Coimbra em Palavras (2018) e São Paulo em Imagens (2017), além de ter editado e publicado obras de Fernando Pessoa, Camões, Eça de Queirós, Padre António Vieira, Florbela Espanca, Antero de Quental, Camilo Pessanha, Mário de Andrade, Gregório de Matos, Gonçalves Dias, entre outros.

Ao longo da sua carreira, foi galardoado com vários prêmios, mas o que mais valoriza, segundo confidencia, é “o prêmio invisível de ver um leitor emocionado ao fechar um livro”.

Dados do livro

Título: Humble Shakespeare

Autor: Wagner Merije

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Gênero: Poesia

Formato: 14×21 cm

Número de páginas: 96

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/humble-shakespeare

Para Crítica, Entrevistas e Excertos contacte faleaquarela@gmail.com

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