Aquarela Brasileira Livros orgulhosamente apresenta
Há um pedaço do Brasil plantado no Norte de Portugal. Não é uma embaixada, não é uma igreja. São casas. Palacetes. Sobrados de fachadas multicores, coroados por estátuas e vasos de cerâmica, com varandas de ferro forjado que se estendem como os balcões dos antigos sobrados do Rio de Janeiro e de Salvador.
Elas se chamam “Casas de Brasileiro” ou “Arquitetura dos Brasileiros de Torna-Viagem”. E são um dos fenômenos urbanísticos mais fascinantes do século XIX e início do século XX em Portugal.
O nome veio da origem do dinheiro que as financiou: os “brasileiros de torna-viagem” – emigrantes portugueses que partiram pobres para o Brasil, enriqueceram no comércio, no café ou na indústria, e regressaram à sua terra natal ostentando o novo status social .
Este livro é uma viagem arquitetônica e afetiva por essas casas. Da “Capital da Arquitetura dos Brasileiros” em Fafe às vilas do Minho e do Douro, passando por Braga, Porto, Lamego e Paços de Ferreira, a obra revela:
– As fachadas de azulejos multicores – revestimentos brilhantes que rompiam com a pedra rústica e a cal tradicionais, muitas vezes vindos de fábricas que os próprios emigrantes conheceram no Brasil;
– As platibandas com estátuas e vasos – o topo dos palacetes coroado por bustos, figuras alegóricas e vasos de cantaria, desafiando as linhas tradicionais dos telhados portugueses;
– Os jardins tropicais – a palmeira como cartão de visitas obrigatório, recriando o ambiente tropical onde a fortuna foi gerada;
– Os tetos em estuque trabalhado – decorações minuciosas nas salas de visita e de jantar, misturando brasões dos novos-ricos e representações da flora exuberante;
– O pé-direito altíssimo – a influência dos casarões coloniais do Rio de Janeiro e Salvador, replicada em Portugal para gerar sensação de grandeza e imponência.
Casas que Vêm do Mar não é apenas um livro de arquitetura. É a crônica de um movimento de inversão histórica: pela primeira vez, o Brasil – até então colônia – exportava um modelo arquitetônico para a sua antiga metrópole. É a história de homens e mulheres que cruzaram o Atlântico, fizeram fortuna e, ao voltar, reinventaram a paisagem urbana do Noroeste português com suas casas, teatros, hospitais e escolas.
Fafe, autoproclamada “capital” desse estilo, concentra dezenas de palacetes, o icônico Teatro-Cinema e o próprio hospital local erguidos por esses benfeitores. Em Lamego, as casas são “uma lição de afetos”. Em Felgueiras, os tetos de estuque exibem frutos tropicais esculpidos no gesso.
Hoje, esse patrimônio – único no mundo – está ameaçado pela degradação e pelo esquecimento. Este livro vem registrar, preservar e celebrar a memória desses palacetes e das pessoas que os construíram.
Para quem é este livro:
– Arquitetos, historiadores e estudantes de arquitetura
– Viajantes e curiosos que desejam descobrir rotas históricas pelo Norte de Portugal
– Brasileiros interessados na influência cultural do país em Portugal
– Qualquer pessoa que se emocione com histórias de superação, emigração e reinvenção
Dados do livro
Título: Casas que Vêm do Mar – A arquitetura dos brasileiros de torna-viagem: palacetes, azulejos e a reinvenção de Portugal
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Arquitetura / História / Urbanismo / Cultura
Formato: 20 x 20 cm
Páginas: 100
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/casas-que-vem-do-mar
Encomendas: faleaquarela@gmail.com
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