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O Homem Que Arrendou o Brasil

Aquarela Brasileira Livros orgulhosamente apresenta

O arquipélago mais famoso do Brasil carrega seu nome. As praias de águas cristalinas, os golfinhos, a paisagem de cinema – tudo isso se chama Fernando de Noronha. Mas poucos sabem quem foi o homem por trás desse nome.

Fernão de Loronha (ou Fernando de Noronha) foi um rico comerciante português, cristão-novo (judeu convertido), que se tornou o primeiro grande empresário do Brasil.

Em 1502, apenas dois anos após a chegada de Pedro Álvares de Cabral que tomou posse do território brasileiro em nome de Portugal, Fernando de Noronha liderou um consórcio de mercadores que assinou com o então rei português, Dom Manuel I, o primeiro contrato de arrendamento do Brasil – um documento que concedia a ele e a seus sócios o monopólio da exploração do pau-brasil.

O negócio foi um sucesso estrondoso. Noronha extraiu mais de 20 mil quintais de pau-brasil, vendidos em Lisboa com um lucro de 400% a 500%. A “droga vermelha” – como era chamada a madeira usada para tingir tecidos na Europa – tornou-se o primeiro grande ciclo econômico do Brasil, financiado por um empreendedor que sequer pisou na colônia.

Como recompensa por seus serviços, o rei presenteou Noronha com a primeira capitania hereditária do Brasil: a Ilha de São João, localizada no Atlântico, que mais tarde seria rebatizada com seu nome.

O Homem que Arrendou o Brasil não é uma biografia convencional. É o resgate histórico de uma figura esquecida – um cristão-novo que, em meio à perseguição e à desconfiança, conseguiu se tornar o braço direito da Coroa portuguesa na exploração do novo mundo, senhor de um império comercial colonial.

A obra revela:

– A origem judaica de Noronha e o contexto dos cristãos-novos em Portugal no início do século XVI;

– O contrato de arrendamento de 1502: o primeiro grande negócio do Brasil, firmado entre a Coroa e um consórcio privado;

– A exploração do pau-brasil e a montagem da primeira cadeia comercial transatlântica;

– As feitorias em Cabo Frio, Porto Seguro e Bahia, as primeiras estruturas portuguesas de exploração econômica em terras brasileiras;

– A doação da ilha (1504) e a criação da primeira capitania hereditária do Brasil, 30 anos antes do sistema oficial de 1534;

– O silêncio da história: por que Fernão de Noronha foi esquecido, e por que seu nome merece ser lembrado não apenas como um lugar, mas como um símbolo do empreendedorismo em solo brasileiro;

– O curioso processo de mudança do nome – de Loronha para Noronha – possivelmente uma tentativa de seus descendentes de se associarem à ilustre família Noronha e apagarem a origem judaica.

A história do Brasil é contada, majoritariamente, por meio de navegadores, reis e generais. Mas quem realmente construiu a riqueza da colônia foram nomes nem tão conhecidos – homens e mulheres que, num território desconhecido, arriscaram capital, montaram operações, geriram riscos e criaram valor.

Dados do livro

Título: O Homem que Arrendou o Brasil – A história de Fernando de Noronha, o Rei do Pau-Brasil

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Gênero: Biografia / História do Brasil / Colonial / Empreendedorismo

Formato: 14 x 21 cm

Páginas: 196 páginas

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/o-homem-que-arrendou-o-brasil

Encomendas: faleaquarela@gmail.com

 

 

Aquarela Brasileira – Curadoria de Legado

Não é só sobre contar histórias. É sobre eternizá-las.

Brasil – Portugal

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Dona Brites de Albuquerque

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Ela chegou ao Brasil em 1535, aos 18 anos, acompanhando o marido, Duarte Coelho, o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco. A terra era selvagem, hostil, cheia de perigos. As mulheres da nobreza portuguesa não governavam — governavam os homens.

Dona Brites de Albuquerque (também chamada Beatriz), não se importava com as regras.

Em 1553, com a viagem de Duarte Coelho a Portugal, ela assumiu interinamente o governo da capitania, assistida por seu irmão, Jerônimo de Albuquerque. Um ano depois, com a morte do marido, tornou-se governadora de fato — e foi reconhecida pelos historiadores como a primeira mulher a governar uma colônia nas Américas.

Mas Dona Brites não foi apenas uma administradora de ocasião. Foi uma empresária obstinada e uma estrategista implacável. Seu marido plantara as sementes da indústria canavieira. Foi ela quem colheu os frutos. Sob seu comando, Pernambuco tornou-se a maior produtora de açúcar do mundo. Ela negociou com os indígenas (e os combateu quando necessário), abriu novos engenhos, ampliou áreas de cultivo, urbanizou núcleos como Olinda e manteve a máquina econômica funcionando com lucros altíssimos, mesmo distante da Corte portuguesa.

Os colonos a chamavam de Capitoa — título que nenhuma outra mulher jamais recebeu na história do Brasil colonial.

Ela não apenas geriu o açúcar. Ela escravizou tribos inimigas, mandou construir e reformar engenhos, legislou sobre a vida dos colonos, pacificou rebeliões indígenas e garantiu que os filhos do casal — Duarte Coelho de Albuquerque e Jorge de Albuquerque Coelho — pudessem estudar em Portugal com o dinheiro do açúcar pernambucano.

Durante décadas, Dona Brites foi o centro do poder na capitania mais rica do Brasil. Governou três ou quatro vezes, entre 1553 e 1584, sempre com o apoio do irmão Jerônimo, que se tornaria conhecido como “o Adão Pernambucano” por sua vasta descendência com a tabajara Muira-Ubi .

A história do Brasil é escrita majoritariamente por homens, sobre homens. Dona Brites de Albuquerque aparece em poucas páginas de livros didáticos — quando aparece. Sua biografia completa nunca foi publicada em uma obra de fôlego. Este livro vem preencher essa lacuna.

Dona Brites de Albuquerque – A Governante do Açúcar é uma biografia histórica, escrita com rigor acadêmico e fluidez narrativa, que reconstrói a trajetória de uma das figuras mais poderosas e esquecidas do Brasil colonial. Da sua chegada em 1535 à sua morte em 1584, em Olinda, a obra revela:

– A formação de uma mulher da nobreza portuguesa em um mundo dominado por homens;

– A administração de uma capitania em meio a conflitos indígenas, escassez e distância da Coroa;

– A expansão do ciclo do açúcar como o primeiro grande negócio global do Brasil;

– A complexa relação de Dona Brites com a escravidão, os indígenas e a construção da sociedade colonial;

– O legado de uma governante que nunca desistiu — e que tornou Pernambuco a capitania mais rica do Brasil.

Para quem é este livro

– Leitores de biografias históricas e de grandes mulheres esquecidas pela história oficial;

– Pesquisadores, estudantes e professores de história do Brasil;

– Pernambucanos e nordestinos que desejam conhecer a fundo a matriarca de sua terra;

– Qualquer pessoa interessada no papel das mulheres na construção do mundo moderno.

Dados do livro

Título: Dona Brites de Albuquerque – A Governante do Açúcar: A primeira mulher a governar as Américas e a empresária que fez de Pernambuco a capitania mais rica do Brasil

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Gênero: Biografia / História do Brasil / Colonial / Feminino

Formato: 14 x 21 cm

Páginas: 200 páginas

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/dona-brites-de-albuquerque

Encomendas: faleaquarela@gmail.com

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