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Pedaladas Poéticas

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 PEDALADAS POÉTICAS, novo título da Aquarela Brasileira Livros, reúne 32 autores

É a poesia, quase tão somente ela, que une esse delírio coletivo de país chamado Brasil. Nas asas da diversidade, a poesia fala pelas vozes de Olivia Ikeda, Tanussi Cardoso, Noélia Ribeiro, Aciomar de Oliveira, Telma Borges, Aroldo Pereira, Lia Testa, Kiko César, Manuela Bezerra de Melo, João Diniz, Marlene Bandeira, Antônio Wagner, Rômulo Garcias, Marli Fróes, , Márcio Adriano Moraes, Isabel Lôpo, Gabriel Filpi, Antonio Carlos Ferreira, Maria Cida Neri, Jairo Fará, Lívia Prado, Renilson Durães, Tania Cristina Fraga, Noriel Cohen, Jiçara Martins, Tércio Ribas Torres, Giovanna G. Filpi, João Gabriel Furbino, Sóter, Fernando Righi, Sarah Sanches e Wagner Merije

São 32 vozes maduras que lidam com amor e profundidade com a escrita poética, proporcionando aos leitores um livro indispensável para entender a poesia brasileira e a conjuntura do país.

São versos em meio a um Brasil à deriva num mar obscuro, numa chuva oblíqua de verdades e “fake news”. Versos de autores que constroem o Brasil, que o guiam e o querem firme no seu eixo, faça sol ou faça chuva.

Esse livro, recheado de poesia, surgiu de uma convocatória pública aberta à participação dos interessados. O resultado é uma obra que celebra a democracia e os 31 anos do Psiu Poético, o mais antigo salão de poesia do Brasil, realizado no norte de Minas Gerais, em Montes Claros.

Trata-se de uma obra que reforça  a  pluralidade  e dialoga com os cidadão originais, que já estavam nessa terra brasilis  / Ilha Brasil, há tantos & tantos anos, bem antes de 1.500, e com todos os herdeiros de famílias que vieram d’África trazidas por trágicas & tristes mãos corruptas & inescrupulosas.

Uma obra desse tempo e um documento para a posteridade. Um livro que quer ser livre nas mãos operárias, educacionais, estudantis, revolucionárias e tribais.

Com a leitura vamos pedalando nossas bicicletas, aposentando nossas velhas latas motorizadas & revitalizando nossa fauna, flora, nossa saúde física & mental, nossas vidas, nosso carnaval, reforçando nossa democracia poética, política e rufando nossos tambores por  esse Brasil de mil cores.

Viva as poetas e os poetas desse país. Viva o povo brasileiro!

 

SERVIÇO

Título: Pedaladas Poéticas

Autores: 32 autores

Organizadores: Aroldo Pereira e Wagner Merije

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Gênero: Poesias, Artes gráficas,

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 204

ISBN: 978-85-92552-06-0

Preço: R$ 35,00

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/pedaladas-poeticas

 

SOBRE AS AUTORES E AUTORES

Olivia Ikeda é viciada no Psiu Poético e sofre crise de abstinência nos anos em que não participa do salão de alguma maneira.Mora em João Pessoa e gosta do mar e de água de coco, mas, de vez em quando, sente saudade dos amigos de Montes Claros e do sabor do pequi.

Tanussi Cardoso é carioca, formado em Jornalismo e Direito. Poeta, crítico, contista e letrista de MPB. Tem poemas publicados na Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, EUA, França, Itália, México, Portugal, Peru, Uruguai e Romênia; e traduzidos para o inglês, francês, Espanhol, italiano e russo. É estudado em gramáticas da Língua Portuguesa e incluído em dezenas de antologias de poesia, no Brasil e no exterior. Ganhou vários prêmios literários, nacionais e internacionais. Pertence ao Pen Clube do Brasil, à União Brasileira de Escritores, à Associação Profissional de Poetas do Estado do Rio de Janeiro. É ex-Presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro.

Noélia Ribeiro nasceu em Recife. Com 12 anos, mudou-se do Rio de Janeiro para Brasília. Graduou-se em Letras na Universidade de Brasília e fez pós-graduação em Linguística no UNICEUB. Lançou seu primeiro livro independente Expectativa, em 1982; em 2009, lançou Atarantada (Ed. Verbis) e, em 2015, Escalafobética (Ed. Vidráguas). Aposentou-se como Taquígrafa da Câmara dos Deputados e, além de poeta, trabalha como revisora. Tem participação em diversas antologias brasileiras e poemas publicados nas revistas eletrônicas Mallarmagens e InComunidade. Recentemente, recebeu da Secretaria de Cultura do Distrito Federal o Prêmio FAC – Igualdade de Gêneros na Cultura.

Aciomar de Oliveira nasceu na cidade de Montes Claros em 18 de Setembro de 1972. É formado em Letras pela UFMG, onde concluiu também o mestrado em Teoria da Literatura, com a dissertação: Identidade, Poder e Memória nas crônicas de Lima Barreto e João do Rio. Atua como colaborador do Neia – Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade, grupo de pesquisa da Faculdade de Letras da UFMG que promove a reflexão e o debate a propósito das representações, em especial na literatura, marcadas por diferenças de gênero, raça/etnia, classe social e diásporas, além de manter o site Literafro. É professor efetivo e atuou como chefe do departamento de Letras da UEMG; além de coordenador do NIEHLAFRO – Núcleo de Estudos em História e Literatura Afrodescendente e membro da comissão de coordenação do programa Ações Afirmativas na UEMG.

Aroldo Pereira é poeta, ator, compositor & performer, tem como pais Juscelina Pereira Neta & João Ferreira Filho. Casou com Baby Sperança, Mirna Mendes, teve uma filha com Sandra Oliveira & ama Patrícia Giseli. Pai de Amora, Amanda, Renata, Samuel, Lucas & Maluh. Avô de Bárbara Daniela & Felipe Cristiano. É autor dos livros: Canto de encantar serpente, Azul Geral, Hai Kai Quem Quer, Doces Pérolas Púrpuras, Cinema Bumerangue, parangolivro, poetrikza. parangosário & parangolares estão no prelo. Criador & curador do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético. É doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes.

Lia Testa gosta de palavras que se encontram em permanente estado encantatório e de envolvimento. busca ritos degustativos de salivas que molham a linguagem numa fala erótica e de erotização. acredita que a poesia está em todos os espaços para recodificar o corpo. tenta viver/estabelecer uma íntima relação de atravessamento com a palavra, pelo desejo/sonho de encontrar seu intenso e incessante tecido (palpável ou impalpável), para chegar a um estado poético possível. toma a sua produção como um “work in process”, impelida de desdobramentos múltiplos, de energias moventes e de imersões. Além de se dedicar à produção poética e à produção de obras-colagens (feitas à mão), é professora de Literatura Portuguesa da UFT, Mestre em Letras e Doutora em Comunicação e Semiótica. Têm trabalhos publicados em revistas acadêmicas e literárias, participa de algumas antologias poéticas e é autora dos livros “guizos da carne: pelos decibéis do corpo” (Poesia Menor, 2014) e “sanguínea até os dentes”.

Kiko Cesar, no encontro e desencontro de versos, é um ser humano que encontrou na poesia a sua mais profunda expressão diante de um mundo cada vez mais desafiador e complexo. Desde o ano passado, com paradoxal maturidade, abraçou a anárquica democracia digital e escreve diariamente na página inevitável poesia (facebook.com/inevitavelpoesia e instagram: @inevitavelpoesia ) e entre um despretensioso poema e uma breve reflexão do cotidiano, vai resgatando a sua loucura, lucidez, consciência e inconsciência. Sobrevivente das palavras, no primeiro semestre deste ano, começou novo projeto pessoal: avião de poesia (facebook.com/aviaodepoesia e instagram: @aviaodepoesia). Aqui utiliza afetivos aviões de papel como veículos que decolam e aterrissam em destinos e momentos da existência onde a poesia está. sim, às vezes o poeta é simples passageiro, errante mochileiro nesse caminho sem volta, com inevitáveis pit stops pelo prazer e dor desse tal de autoconhecimento.

Manuela Bezerra de Melo atuou por 12 anos como jornalista na capital pernambucana – entre veículos de comunicação, agências de publicidade e movimentos sociais. Em 2016 exilou-se do Recife na região do Valle Calamuchita de Córdoba, na Argentina, onde maturou e finalizou ‘Desanônima’, sua primeira obra de poesia publicada pelo selo Francisca Julia, da editora Autografia. Atualmente é mestranda em Teoria da Literatura e Literaturas Lusófonas da Universidade do Minho, em Braga, Portugal.

João Diniz é arquiteto dedicado a projetos de edificações e urbanos e também atua nas áreas de design, escultura, desenho, fotografia, musica, cinema, literatura e ensino. Publicou livros com sua arquitetura, fotografia, dvds e cds musicais à frente do coletivo Pterodata. Com sua poesia lançou os livros Arte de Obra (Ed. Manuscritos 2010) Ábaco e Aforismos Experimentais (Ed. Asa de Papel 2011 e 2014). Participou de livros coletivos de poesia dentre eles, Trinta-Anos Luz e São Paulo em Palavras (Aquarela Brasileira Livros 2016 e 2017). Unindo fotografia e poesia urbana publicou os livros Visible Cities, Polskantor, Geometria Informal e Budapest Rhapsody (transBooks 2007, 2013, 2015, 2016). Seu trabalho pode ser conhecido em vários sítios da internet, dentre eles www.joaodiniz.com.br. Os poemas 4 e 5 publicados acima têm versão sonora e visual no YouTube em www.youtube.com/user/joaodiniz, canal dedicado à produção multimídia do autor.

Marlene Porto Bandeira é mineira do vale do Jequitinhonha. Poeta, mãe, cidadã do mundo. Autora dos livros Cartas Ciganas – Ed.Unimontes/2009, Entre Punhais e Girassóis – Ed.Catrumano/2012. Tem sua obra publicada em várias coletâneas literárias, entre elas, Poetas em Cena 4/Belô Poético, Antologias do Psiu Poético/Montes Claros/MG, Poetas das montanhas e Poetas da Ilha/Florianópolis/SC. Faz busca de cultura popular na linha do sincretismo religioso em comunidades rurais. Atualmente reside em Montes Claros, é colaboradora do Salão Nacional de poesia Psiu Poético desde 2008. É colaboradora e dançante Catopê no terno de São Benedito sob a direção do mestre Zé Expedito. De 2012 a 2014 viajou com o Projeto Literário Abril Poético, movimento dirigido pela ONG Liga Ecológica Santa Matilde (LESMA) com sede em Conselheiro Lafaiete/MG, em circuitos abrangentes ao sul e centro de Minas, especificamente as cidades inclusas no percurso da Estrada Real. Em 24 de Novembro de 2015 foi empossada na Academia Feminina de Letras de Montes Claros ocupando a Cadeira 31.

Antônio Wagner Veloso Rocha (Coração de Jesus/MG) é autor dos livros de poemas Crepúsculo de arame (Orobó Edições, 2014) e Lápis lapso (Edições do Autor, 1998) e da obra ensaística Poesia e pós-metafísica em Heidegger (Editora CRV, 2011). Doutor pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é professor do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e do Programa de Mestrado em Letras/Estudos Literários dessa mesma instituição.

Rômulo Garcias é mineiro, 56 anos, poeta, ilustrador e artista gráfico. Há 36 anos diverte-se com estes riscos.

Marli Fróes é natural de Montes Claros-MG, poeta, capoeirista, professora de literatura, ensaísta, Doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora-MG. Publicou os livros de poesias “Visceral”, em 2007 e “Carnaverbo” em 2010; Fendas (no prelo). Possui outras publicações em jornais e antologias diversas. Há alguns anos, juntamente com o poeta, jornalista e escritor Jurandir Barbosa, organiza as Antologias “Psiu poético” e “Poetas de Uma Só Língua – Encontro de Poetas da Língua Portuguesa”, antologia que reúne poetas do Brasil, Angola, Portugal, Moçambique e Guiné Bissau”. Participa da Antologia 30 anos luz, que comemora os trinta anos do Salão Nacional de Poesias Psiu Poético (2016). È pertencente à primeira geração do Salão Nacional de Poesias Psiu Poético, em Montes Claros, sendo homenageada por este Salão, em 2008. Foi homenageada em 2014 pelo Sampoesia- São Paulo Mostra Internacional de poesia, em 2014. Dirige o Grupo Performático “Expressões do Ser-tão”, que é vinculado ao Instituto Federal de Educação do Norte de Minas Gerais e participa do Grupo performático Piquenique Antropofágico”, dirigido pela poeta e performer Patrícia Gisele. Membro do NEABI (Núcleo de Estudos Afro brasileiros e indígenas) do IFNMG. Coordenadora do Grupo de Estudos cadastrado no CNPQ (Grupo de Estudos e Pesquisas em Estudos Culturais e Literaturas Indígena, Afro e Afrodescendente (IFNMG): GEPELIA). (marli.froes@gmail.com)

Márcio Adriano Silva Moraes é poeta, músico, professor de Literatura, História da Arte, Português e Redação. Natural de Montes Claros-MG. Possui Graduação em Letras Português, Especialização em Linguística e em História, Mestrado em Literatura. Poeta homenageado no XXII Salão Nacional de Poesia Psiu Poético (2008). Membro da Academia de Letras Ciências e Artes do São Francisco (ACLECIA). Atualmente é professor no Colégio Sólido e Colégio Tiradentes em Montes Claros. Autor dos livros de poesia: Genuíno (2007), Via crucis (2009), assim alado (2011), Enlace (2012) e Trovaecia (2016); do livro de crônicas: Ler-se(r) (2016); e dos livros de estudos literários: Estudo sólido de literatura (2013), A cor negra da canção dos anjos (2013), A cor do subúrbio em Clara dos Anjos (2014); O humano insano e as palavras do infante em Guimarães Rosa e Clarice Lispector (2014); Passaportes: viagens guiadas por Lygia Fagundes Telles e Fernando Bonassi (2014); Ceifando vidas e semeando letras (2014); e A palavra-vida de um corpo quedo (2014).

Isabel Lôpo é atriz, cronista e poetisa. Graduada em História pela UNOPAR e Técnica em Ciências Políticas pela ESAB, é cronista colaboradora dos jornais: Jornal de Notícias, Gazeta Norte Mineira e O Norte, de Montes Claros/MG. Atuou em peças como: “O Espantalho Apaixonado”, texto de Amelina Chaves e direção de João Jorge Soares; Viva o Luxo! Mora o bucho”, texto e direção de João Jorge Soares; Ópera ”CavalleriaRusticana”, projeto doa PMMG de Montes Claros; Performance musical “Poemas e Canções”, autoria do músico/juiz Danilo Campos; Performance musical “Rapariga do Bonfim”, autoria do músico/compositor Elthomar Santoro; Performance Poética “Mistura de Amores”, poema de sua autoria – Psiu-Poético; Performance Poética “Briga Boa”, poema de sua autoria – Psiu-Poético. No cinema atuou nos filmes: Curta metragem “Lapa Grande – 8.000a.C Descobrindo o Paraíso”, roteiro/direção de Ronaldo Goc; Curta metragem “Além das Nossas Janelas”, roteiro/direção de Alexandre Naval – 2015 ( Vencedor do 14° Festival Nacional de Guaíba/RS, categoria Ficção ); Curta metragem “O Pó de Apolo”, roteiro/direção de Ronaldo Goc; Curta metragem “Estação Montes Claros – A Revolta do Pequi”, roteiro/direção de Alexandre Naval; Videoclipe “A Lenda do Arco-íris”, roteiro de Amelina Chaves e direção de Alexandre Naval; Curta metragem “Rebeka – A Tráfica da Lapa”, roteiro de Adriana Calumby e direção de Edison Eduardo; Longa Metragem “A Menina Que Construía Barcos” do diretor Denis Pinina. Encontrou na arte de escrever a melhor forma de desabafar seus anseios, pensamentos, opinião e desejos, compartilhando suas melhores histórias, numa linguagem prática, objetiva e sucinta. Se nas crônicas costuma tratar de variados assuntos, na poesia faz uso da linguagem erótica, despudorando a mente de seu variado público.

Gabriel Filpi é várias vezes o artista que, por ousadia ou inocência, experimenta vertentes da arte que vão além do lugar comum. Dança, música, desenho, teatro, prosa e poesia são alguns dos lugares que se permite estar. Estudante de Arquitetura, Urbanismo e olhador da vida. Em 2008 nasce O Corredor Espelhado e em 2017, vermelho – o parto da flor, ambos com seu pensamento traduzido em palavra e desenho. O otimismo melancólico dos versos encontra na fragmentação uma completude. E, nesse paradoxo de traçar o próprio rumo estando em todos os lugares e em nenhum, sigo, comigo minha história nortemineira. 21 anos de sonho e de sangue e de sertão das Geraes.

Antonio Carlos Ferreira é mineiro de Uberaba, vive em Montes Claros desde 1988, pai de duas filhas: Nayara e Ana Luiza, transita com muita tranquilidade pelos terrenos da academia, onde trabalha atualmente nos cursos de medicina e enfermagem da Unimontes e nos serviços de saúde, num espectro amplo que vai da psicanálise lacaniana ao delicado mundo das pessoas vivendo com HIV e AIDS. Sua vida é temperada por uma boa comida que constrói artesanalmente sempre regada com uma boa bebida e uma seleta música, através da qual convive prazerosamente com mortos e vivos. Para somar à culinária, à academia e à saúde, agora se arrisca em seus primeiros passos nessa enseada da literatura e apresenta alguns de seus breves poemas compostos senão com competência, pelo menos, com muito carinho.

Maria Cida Neri é de Brasília de Minas. Mora há anos em Montes Claros. Graduada em Letras Português/ Francês/ Literatura pela UNIMONTES-MG. Especialização em Leitura e Produção Textual. Lecionou durante muitos anos. Hoje trabalha em biblioteca de escola estadual. Promove oficinas de poesia. Participa do Salão Nacional Psiu Poético com exposição de poemas e videopoemas. Participou da Antologia 25 Anos Psiu Poético, pela Editora Catrumano.

Jairo Fará é poeta, mas também ousa nas visualidades, transformando versos em imagem e imagens em versos. Nasceu meio desconfiado em 13 de fevereiro de 1968, mas logo descobriu o amor, a poesia e o ócio, começou a gostar da ideia e resolveu ficar. É professor de jornalismo da Universidade Federal de São João del Rei. Autor de um monte de coisas. Coordena a área de literatura do Inverno Cultural de São João del Rei desde 2010.

 Lívia Prado é internacionalista, historiadora ou tradutora, segundo a necessidade e a lua. Participou, em 2017, da antologia São Paulo em Palavras (Aquarela Brasileira Livros).

 Renilson Durães é Poeta, Performer, Filósofo, Professor de Yoga, Coach Mentor ISOR pelo Instituto Holos, Practitioner em PNL, Terapeuta Corporal Sistêmico, Consultor nas areas de terapias corporais e Yoga. Palestrante interativo, ministra oficinas corporais em instituições públicas e privadas, datas comemorativas ou temáticas, eventos culturais e artísticos. Participa ativamente do Salão Nacional de Poesia – Psiu Poético, do qual é um dos fundadores; cocriador do grupo de teatro, literatura e expressão corporal Transa Poética; realiza oficinas de expressão corporal e performance.

Tânia Cristina S Fraga nasceu aos 13 de junho 1971 na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais. Apelidada como Sarita Montier pelo pelo seu pai. Pedagoga e Pós-graduada na área de Educação, é mãe de um casal de filhos, filha de Maria de Lourdes Silva e Wilson Ferreira Fraga (in memoriam eterna). Apaixonada pela leitura desde pequena, vem encantando seus leitores com seus poemas. Foi com o falecimento de seu pai (cantor e compositor), e movida de íntimo desejo em dar continuidade ao sonho do artista, que propôs em seu íntimo, seguir o próprio estilo, escrevendo poemas e versos que vêm do âmago de sua alma. Neles retrata sentimentos e admiração pela sua origem simples, doando um pouco da arte e cultura para a querida cidade de Montes Claros.

Noriel Cohen Persiano é de Montes Claros. Meio nômade, viveu em dois países, quatro estados e inúmeras cidades. Na IImprensa, começou a trabalhar em O Diário de Montes Claros como revisor gráfico e continuou no Jornal de Montes Claros como repórter. Passou em diversos concursos públicos e é aposentado. Em 2007 criou “Liberdade, o outro nome de Minas”, revista que chega aos dez anos, apesar de todas as dificuldades de se fazer um jornalismo cristalino e de primeira classe, como ele gosta. Cohen ganhou vários concursos literários, mas seu maior troféu é sua mãe, Maria Dolores, carinhosamente chamada por todos de Dona Sônia, que chega aos 90 anos com muita vontade de viver. Apesar da pouca cultura, ela foi decisiva para que ele se enveredasse no caminho árduo e se intitulasse como aprendiz de poeta. Cohen é também designer de interiores, pintor de paredes com customização, quase um chefde cozinha, bartender, cantor, compositor e, entre outras coisas, massagista (este último dom aprendido e herdado de Castilho “O Falso”, técnico das categorias de base do Casimiro de Abreu, equipe pela qual ele foi campeão juvenil de futebol de Montes Claros).

Jiçara Martins nasceu em Belo Horizonte/MG. Engenheira Mecânica pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais. Pós-Graduada em Engenharia Econômica pela Fundação Dom Cabral. Texto premiado no evento nacional “ A Mãe que Trabalha Fora do Lar“, da GELRE-Recursos Humanos, representando o Estado de Minas Gerais. Publicações (Poesias): Árvores Caiadas (2002), Um Olhar… Versos e Imagens (2004), Em Aberto (2007). Participação com texto literário no livro Jean Sibelius, o Gênio das Sinfonias Cósmicas (2007), do escritor, professor, coronel arquiteto Walter Machado (falecido ), edição bilíngue Português/Inglês (livro presente no Museu Sibelius, em Ainola, Finlândia). Poema “Diferenças”, do livro Em Aberto indicado como fechamento do programa da “3ª Convención Internacional de Famílias por la Diversidad Sexual” – Montevideo – Uruguay ( 2010 )”, associação à qual pertenço e que congrega mais de 30 países. Participação no livro coletânea Poetas em Cena 4 (2010), com três poemas editados. O poema “Ousadia”, do livro Em Aberto, foi tema de vestibular da Escola de Engenharia da ETEP, em São José dos Campos/SP. Parceira Assessora da Academia de Letras João Guimarães Rosa da Polícia Militar de Minas Gerais. Colaboradora da ANE – Associação Nacional de Escritores (Sede em Brasília – DF).

Tércio Ribas Torres nasceu em Montalvânia (MG), no final de 1973. É filho de João e Elizete e irmão de Clício e Felício. Morou por 10 anos em Montes Claros (MG), onde participou ativamente do cenário cultural da cidade, tanto na poesia quanto na música, com a banda Remanescentes. Mora em Brasília desde 1998. Teólogo e jornalista, Tércio é casado com Lucyene e pai de André e Pedro. É autor do livro de poesias Poema & Paz e do premiado romance Beleza Estranha.

Giovanna G. Filpi iniciou sua viagem nesta vida num verão de 1989 em Salinas/MG, onde já se autorizava a transitar pelas poeiras pagãs das vaquejadas e cristãs das celebrações católicas. Cantora e compositora, se muda para Montes Claros aos 18 anos para se tornar médica. Nesse processo, se improvisa antes bombeira, depois escaladora, troca a poeira pelas montanhas e, finalmente, as urgências pela escuta. Aos 28 anos se muda para Belo Horizonte para se tornar Psiquiatra e Psicanalista. A poesia permeia todos esses verões, nas mochilas de travessia ou na observação de si e do outro. Parceira do Psiu Poético desde 2014, publicou em 2016 dois livretos: Contos Amarelos & Notas Amassadas e Manifesto Gaia, incluindo seus versos pela primeira vez nesta antologia, importante marco que estabelecemos para os caminhos do devir.

 João Gabriel Furbino é poeta e publicou, em 2015, seu primeiro livro de poemas, No Meio da Rua.

 Sóter (José Luiz do Nascimento ) foi agricultor, catador de ferro velho, floricultor, alfaiate, vendedor de fitas k-7 piratas, professor de Práticas Agrícolas e Extrativismo, produtor e agitador cultural, editor de mimeógrafo a cores, poeta da Geração Mimeógrafo, militante partidário, do movimento ecológico, sindicalista, pela democratização das comunicações, lutador pela criação e implantação de rádios comunitárias por todo o Brasil. Já lançou vários livrins de poesia, gosta de falar poesias em locais públicos, já viajou para todos os estados brasileiros, esteve em Portugal, Espanha, França e Cuba e continua vivendo em Brasília, onde aportou definitivamente em 1977. Atualmente produz e apresenta o Sarau Radiofônico Na Segunda, à Esquerda, na www.radioesplanadafm.org, onde repercute os saraus que acontecem no Distrito Federal e divulga a poesia de poetas de Brasília e de outros estados, recebendo poemas gravados no wattsapp 61 999648439.

 Fernando Righi nasceu em Belo Horizonte/MG, em 1964. Escolheu o contrabaixo e a voz como instrumentos de expressão nas dezenas de bandas em que atua desde a década de 1980, época em que também se iniciou no jornalismo. Desde então, divide seu tempo entre os compassos musicais, os deadlines das redações e os livros que publica. Obra poética: “Estrelas nos Olhos, Vaga-lumes na Cabeça” (2005), “Cinco Impressões de meu Tempo” (2008), “Bestiário Mínimo & Outras Poesofias” (2009), “Livro Verde” (2010), “A Longa Noite dos Desamparos” (2011), “O Mundo como Vontade de Chupar Laranjas” (2014), Sossegados (2015) e “Pelos Cantos dos Canteiros; Obra em prosa: “Diário de um Fantasma” (2015), “O Monstro do Arrudas & Outras Lamas” (2015), “Escritos Famintos” (2016) e “Construindo Beethoven Peça a Peça” (2014), um compêndio que analisa os diversos aspectos históricos e filosóficos que motivaram a criação de duas centenas de obras do compositor alemão.

Sarah Sanches acredita na poesia como eterna vontade de se expressar além das palavras. Busca o sentido oculto dos versos, respira rimas, tem saudades palpáveis e vazios extensos. Produz desde sempre, mente inquieta, mãos ágeis: contos, crônicas, fabulas, cartas de amor e prosas sem sentido. Publica seus trabalhos no blog “Borboletas Arianas” e participa do Psiu Poetico. É mãe, poeta, vivente, natural da cidade do sol, criadora de causos e amante incorrigível do silencio (que não fala, mas grita).

Wagner Merije é poeta, escritor, jornalista, gestor cultural, curador, criador audiovisual e editor. Publicou os livros Mexidinho (2017), Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013), Psiu Poético 2014.

 

Aquarela Brasileira Livros

Livros são Incríveis! A gente ama!

Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.

www.aquarelabrasileira.com.br/aquarela-brasileira-livros

www.facebook.com/aquarelabrasileira

faleaquarela@gmail.com

 

São Paulo em palavras no Olhar TVT

Programa “Olhar TVT” sobre o livro “São Paulo em palavras”, que conta com 26 autores, e apresenta um saboroso documento literário atual e riquíssimo sobre a maior e mais controversa cidade do país.

Exibido em 25/08/2017

Saiba mais sobre o livro aqui

 

Almas da liberdade

Almas da Liberdade_CAPA 3D Almas da Liberdade_Quarta CAPA 3D

ALMAS DA LIBERDADE, novo título da Aquarela Brasileira Livros, reúne textos de três autores negros

Realidade e ficção se entrecruzam em histórias com lirismo e crítica afiada da vida do povo negro no Brasil

O caminho da liberdade, Largo do Rosário, Treze de Maio, Afeto: são três moços conversando sobre a vida. Conversam sobre infância, amizade, amor, sexo, família, bailes, futebol, poesia, e também sobre perrengues, violência, racismo, movimento negro, política e esperança. São memórias de quem já viveu (e vive) as aventuras, delícias e dores de ser negro no Brasil.

Em Almas da liberdade, de Paulo Rafael, Romildo Ibeji e Stiãojs, o leitor encontrará poesias, prosa, artes gráfica e crônicas, registros de memória, saudações à ancestralidade e ao sentido da liberdade. Segundo os autores, o sentido da liberdade é ter muita fé na vida e em tudo que a inspira, apesar das atrocidades, dificuldades, opressão e contradições do cotidiano.

Talvez por isso possamos encontrar nos autores elos com a chamada geração mimeógrafo dos anos 1970. A consciência negra ou negritude dos três moços recorda o Treze de Maio, data da abolição da escravatura (1888), o Sete de Julho, data da fundação do Movimento Negro Unificado nas escadarias do Teatro Municipal da cidade de São Paulo. Todos os momentos são uma tradução da força da “gente preta que incomoda” a sociedade racista com suas movimentações e passeatas contra o racismo, o machismo, homofobia, pobreza e todas as formas de intolerância.

O pensamento poético da consciência negra dos três autores homenageia o ativismo da luta negra, intelectuais, artistas, sambistas, entes queridos e queridas, guerreiras e guerreiros do dia-a-dia. Cada um ao seu modo nos fala de projeto de futuro e reinventa o Brasil sacudindo palavras de ordem e progresso que não combina mais com azul celestial da bandeira brasileira, e sim com a indignação de toda a sorte, e com as injustiças sociais, fim do futebol arte e dos sonhos das famílias negras.

A luta continua na revolução cotidiana de todos que se reúnem nas ruas, bares e diversos cantos, seja na juventude negra que, historicamente, luta e denuncia o GENOCÍDIO da população preta, sejam os negos véios ou Mvs (mais velhos) e sua resistência ancestral, seja a mulher negra trabalhadora doméstica mãe ou artista, cantora ou escritora, esteio da vida, guardiã da ancestralidade, fonte de inspiração, às vezes lembrada, esquecida e até renegada, seja nos territórios e territorialidades negras no Brasil, em Angola, Moçambique ou Guiné Bissau e mundo afora.

Quem assina o prefácio é Gevanilda Santos, historiadora e mestre em Sociologia pela PUC-SP, professora universitária, pesquisadora das relações raciais brasileiras e ativista do Movimento Negro Paulista.

No encontro, no diálogo e na amizade, os autores compartilham seus escritos de ontem e de hoje, apresentam suas intimidades, desnudam sentimentos e principalmente revelam seus olhares para a vida, na busca incansável de novos significados e sentidos.

“Sim… produzir sentidos… porque me parece que para essas ‘almas livres’, escrever significa de algum modo elaborar suas histórias e paixões, dar nome às coisas simples que permeiam a existência cotidiana, para trazer à tona as lembranças e ao mesmo tempo lançar o olhar e o coração para o futuro que virá”, como bem aponta a psicóloga, pós-graduada em Crítica de Cinema pela FAAP e Mestre em Comunicação Visual pela Universidade Anhembi Morumbi, Lucy Franco, no prefácio.

A organização do livro e coordenação editorial é de Wagner Merije.

Com esse novo lançamento a Aquarela Brasileira Livros se orgulha de trazer mais uma publicação de inestimável valor para a cultura e a memória do povo brasileiro.

SOBRE OS AUTORES

Paulo Rafael nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca, em 25 de janeiro. Começou jogando bola na várzea, no time Estrela do Oriente. Esse time era uma mistura de okinawanos, portugueses, italianos e afros brasileiros. Foi na várzea que entendeu mais sobre diversidade. Foi office-boy, aprendeu muito andando pelo centro da cidade. Também entregou jornais, trabalhou como educador na Secretaria de Estado da Criança, na Rádio Heliópolis e no Instituto Caboverdeano de Menores, em Cabo Verde – África. Nessa época colaborou com um jornal da comunidade cabo verdeana em Boston. Desenvolveu pesquisa para os documentários ‘Ermelino é Luz’ e ‘Um dia de Samba’, de Pedro Dantas. Ah, e teve um bar na praia de Camburi, junto com um sócio, que divide este livro. É historiador, educador e autor do livro infanto juvenil ‘O Mundo cá tem fronteira: Uma Aventura Brasil – Cabo Verde’ e do texto ‘O Garoto Régulus’ – Uma homenagem a Paulo Freire.

Romildo Ibeji nasceu em 29 de junho de 1960, dia de São Pedro, zona leste de São Paulo, famoso Cangacity. Primário fez na Escola Estadual Guastini Eiras, o ginásio também. O colégio fez no Brás, na Escola Técnica Francisco Matarazzo. Depois dos estágios, veio a universidade, o sonho Jornalismo virou Letras. bacharelado em Francês, sem se preocupar com o tempo. Movimento negro, movimento sindical, movimento estudantil foram importantes para a sua formação de indivíduo. O teatro também,, fez dois cursos na escola Macunaíma, agregou com o teatro de marionetes, com um professor chileno, até participou de um grupo, fez espetáculos infantis, muita coisa acontecendo em Sampa, não parava. Aposentado, a vida lhe possibilita estabelecer novamente alguns vínculos com prazeres de adolescência, juventude… Voltou a estudar, fez pós em SocioPsicologia na FESPSP, na General Jardim, é voluntário na Soweto, organização negra, desenha e busca aprimoramento. Está feliz e acreditando nos caminhos divinos.

Stiãojs nasceu em Pernambuco e vive em São Paulo desde 1960. Em São Paulo viveu a infância e adolescência com sua família de religião protestante (Igreja Crongregacionista Tradicional). Formou-se em Técnico de Artes Gráficas nos fins dos anos 70. Foi Produtor Gráfico, por mais de trinta anos. Estudou Letras e Sociologia (USP) e Economia (PUC). Nos anos 80, foi membro fundador do Movimento Em Defesa do Menor. Participou das revistas Limbo, Elo, Arteria e Desenruste. Foi ativista cultural e representante dos funcionários do IPT/USP. Nos anos 90 foi membro fundador da Soweto – Entidade Negra. Nos anos 2000 participou dos Cadernos Negros 25 (poesias). Atualmente vive em Boiçucanga, litoral paulista.

SERVIÇO
Título: Almas da liberdade
Autores: Paulo Rafael, Romildo Ibeji, Stiãojs
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Prosa, Poesias, Artes gráfica, Crônicas, Memórias
Formato: 13,5 x 17,5 cm
Número de páginas: 160
ISBN: 9978-85-92552-05-3
Preço: R$ 35,00
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/almas-da-liberdade
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

Aquarela Brasileira Livros
Livros são Incríveis! A gente ama!

Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.

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Pedaladas Poéticas – Antologia do 31º Psiu Poético

São Paulo, 18 de Maio de 2017

CONVITE PARA A ANTOLOGIA “PEDADALAS POÉTICAS”

Poesia na bicicleta_Psiu Poético

Prezada(o) poeta, este ano o Psiu Poético, o mais antigo e duradouro evento anual de poesia do Brasil, realizado em Montes Claros, norte de Minas Gerais, chega à sua 31ª edição. O tema central de toda a programação é Linguagem & Bicicletas Voadoras.
Em nome da poesia da celebração, viemos por meio deste oficializar convite para sua participação no novo livro antologia “Pedaladas Poéticas”, que será lançado em celebração ao Salão Nacional de Poesia Psiu Poético 2017. A organização está por conta de Aroldo Pereira e Wagner Merije.
A proposta é fazer uma obra memorável, com projeto gráfico destacável, de bom conteúdo, com bons papéis e acabamento fino, para marcar essa data com toda pompa e circunstância.
A antologia do ano passado ficou incrível e tem reverberado por todo o Brasil. Saiba mais aqui

Sobre a antologia “Pedaladas Poéticas”
Cada poeta terá seis páginas para publicar seus poemas e breve biografia.
A obra terá sua inscrição do ISBN, com código de barras, Ficha Catalográfica e depósito legal junto a Biblioteca Nacional. O copyright (C) constará na ficha técnica em favor dos autores, preservando a propriedade intelectual da obra e direitos de cada um e de todos.
Esta é uma obra colaborativa e coletiva.

Informações gráficas
Capa C/Orelhas : Papel LD Cartão Triplex 250 grs
Cores: 4 x 0
Formato: 14 x 21 cm – Orelhas: 8 x 8 cm
Miolo P&B : Papel LD Polen Soft 80 grs
Cores: 1 x 1
Acabamento Capa C/Orelhas: Corte, Dobra de Capa – Manual, Saida de Boneco, Vinco,
Impressão, Laminação Fosca Frente

Cronograma
-Prazo para envio dos poemas: de 18/05 a 25/06/2017
-Elaboração de projeto gráfico, Design, Registros, Revisão, Textos adicionais: Julho/2017
-Produção gráfica: Agosto/2017
-Distribuição: A partir Agosto/2017
– Divulgação na imprensa: Setembro/2017
-Lançamento em Montes Claros: Outubro/2017

* Poemas, biografia e comprovante de depósito deverão ser enviados para o email: faleaquarela@gmail.com

** Solicitamos que atentem para algum texto que fira ou incite contra as opções e minorias, com conteúdos pejorativos à cor, condição sexual, crenças, religiões e outros, para evitarmos problemas.

*** É de responsabilidade de cada autor(a) a autoria da obra enviada (texto e imagem, quando houver).

Favor confirmar seu interesse em participar pelo e-mail: faleaquarela@gmail.com, para lhe enviarmos os dados da conta para depósito/transferência

Abs poéticos,

www.psiupoetico.com.br

www.aquarelabrasileira.com.br

Lançamento do livro São Paulo em palavras foi um sucesso

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Foi um sucesso o lançamento do livro São Paulo em palavras no Sesc Pinheiros, no dia 25/01/2017, dia do aniversário da cidade que completou 463 anos.
Além do lançamento, teve também um maravilhoso Sarau em homenagem a São Paulo e a todos que nela vivem, trabalham e criam.
Participaram 23 autores autores do livro e teve microfone aberto para o público.
O público foi de 180 pessoas.
Uma tarde linda de boas trocas e muito aprendizado que deixou um gosto de quero mais.
A repercussão na imprensa foi excelente, com matérias em sites, jornais, programas de TV e entrevistas de rádio.
Confira algumas fotos:

Fotos acima: João Henrique Abreu

 

Fotos acima: Coletivas

 

Saiba mais sobre o livro e os autores clickando aqui

Encomendas pelo e-mail: faleaquarela@gmail.com (R$ 35,00 entregue pelos Correios)

 

CLIPPING  (veja mais em Imprensa)

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Programa Capítulo a parte da TV Câmara São Paulo com o escritor Wagner Merije, organizador do livro “São Paulo em Palavras”.
Exibido em 25/01/2017


Entrevista na Rádio Estadão, no programa Estadão Noite, com Wagner Merije, transmitida no dia 23.01.17.mp3


Entrevista na
Rádio Brasil Atual  com Wagner Merije, transmitida em 20/01/17

São Paulo em palavras

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São Paulo em Palavras, novo título da Aquarela Brasileira Livros, apresenta uma metrópole multifacetada na visão de 26 autores

São Paulo em conto, prosa e verso pelas palavras de Alessandro Buzo, Alex Richard, Amara Moira, Ana Maria González, Andrea Pelagagi, Bruno Brum, Brunno Almedia Maia, Daniel Arruda, Dennis de Oliveira, Erika Balbino, Fábio Bardella, Gu Tramontin, Janaina Abreu, Jenyffer Nascimento, João Diniz, Jonas Worcman, José Santos, Lívia Prado, Paulo Rafael, Pedro Gabriel, Roberta Scatolini, Selma Maria + Nina Anderson, Vanessa Farias, Wagner Merije e do saudoso Mário de Andrade.

Para celebrar a cidade, um grupo de escritores foi reunido pelo editor e artista múltiplo Wagner Merije para criar uma obra única e coletiva que mostrasse a relação de cada autor com a metrópole. O resultado é a antologia São Paulo em Palavras, compêndio de 160 páginas à venda por R$ 35,00.

“…A ideia é descortinar e mostrar a capital revista por paulistanos e paulistas, por brasileiros de outras partes do país e de fora dele, por gente das periferias e universidades, com formações diversas e atuações em vários movimentos e que vivem a cidade com intensidade…”, afirma Merije, organizador do livro.

No título, cada autor apresenta suas criações em seis páginas. Amor, amizade, tensão, delírio, autoconhecimento e mapas sentimentais que trazem à tona lugares, personagens, momentos históricos e suas relações afetivas sobre esta instigante cidade que completa 463 anos.

“…Em quase meio século de existência, São Paulo se tornou uma metrópole superlativa em tudo, inclusive na diversidade. Por motivos assim, é muito válido dedicar uma obra artística de percepções múltiplas para a pauliceia. A concepção grega de percepção incluía a provocação do reconhecimento, de admitir que cada coisa tem alma, paixões, amor, fascinação capaz de provocar uma reciprocidade afetiva no sujeito percebedor. São representações abertas sobre São Paulo a propor o diálogo e a interação…”, complementa Merije, no prólogo do livro.

O título tem a orelha assinada por Alexandre Staut, escritor, editor, criador da revista São Paulo Review.

O lançamento (inicial) acontece no dia do aniversário da cidade, 25 de janeiro (quarta-feira), das 17h às 19h, no Sesc Pinheiros, com direito a sarau com participação de vários escritores e microfone aberto para o público.

 

Dados técnicos do livro
Titulo: São Paulo em Palavras

Gênero: miscelânea de escritos brasileiros

Formato: 14×21 cm

Número de páginas: 160

ISBN: 978-85-9255-203-9

Orelhas: Alexandre Staut

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Preço: R$ 35,00

Encomendas: faleaquarela@gmail.com

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Leia o PRÓLOGO escrito por Wagner Merije

 

São Paulo em palavras, sentidos, percepções, funções e improvisos

De que é feita uma cidade? Existem quantas Sampas? Como cada pessoa vê a cidade de São Paulo? Fascinante, agitada, bonita, acolhedora? Por meio das lentes dos criadores ela vai sendo revelada: cidade poderosa, criativa, pulsante, rebelde, congestionada, violenta, onde acontecem coisas que influenciam o Brasil e o mundo.

Em quase meio século de existência São Paulo se tornou uma metrópole superlativa em tudo, inclusive na diversidade. Por motivos assim, vale muito a pena descobrir esta cidade global, repleta de conhecimento, tendências, cheiros e cores.

Mas este não é um guia turístico. É muito mais do que isso. Esta é uma obra artística de percepções. A concepção grega de percepção incluía a provocação do reconhecimento, de admitir que cada coisa tem alma, paixões, amor, fascinação capaz de provocar uma reciprocidade afetiva no sujeito percebedor. São representações abertas sobre São Paulo a propor o diálogo e a interação.

Um texto semiótico é um corpo de ideias, um discurso, um recorte ético sobre valores, um mapa. Não são somente os textos (e as imagens) que concentram os significados, mas o campo de relação que pode existir entre eles. O processo de criação, individual e coletivo, nesse caso, é riquíssimo de dados que aparecem, no todo, aqui.

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. Cada pessoa tem uma cidade em mente feita exclusivamente de diferenças. Uma cidade sem figuras e sem forma preenchida pelas cidades particulares. Esta obra também é um documento histórico, para o hoje e o amanhã, uma tentativa de contar e compreender uma cidade que são muitas. Uma cidade-estado-nação. Na sensível possibilidade de inverter a ordem do mundo está também a oportunidade da reciprocidade e do diálogo que a arte oferece.

Este livro – uma obra coletiva, uma ação entre amigos para viabilizar a fluidez e a fruição de ideias – revitaliza a cidade e a todos. Neste mergulhar em Sampa, o essencial não é mais a cidade, mas as relações corpo/espaço/arquitetura em experiências que envolvem os vários sentidos.

A literatura é uma manifestação de enfrentamento do paradoxo inexplicável da vida. Experimente, aguce seus sentidos e viva a cidade! A ideia é que a leitura seja um passeio divertido, afetivo e informativo por essa imensidão.

Por essas e outras, é preciso celebrar!

Com este volume, o primeiro da série Em palavras, inauguramos uma coleção de percepções sobre cidades, estados e países.

A viagem promete ser boa e animada.

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 Leia as ORELHAS escritas por Alexandre Staut

 

Logo que soube desta coletânea de escritores e sua relação com São Paulo, procurei ver se o volume trazia a diversidade que dá forma à cidade múltipla, que se multiplica e transforma a cada dia.

Abri o livro e encontrei Alessandro Buzo, nascido e criado no Itaim Paulista, extremo da Zona Leste da capital, e seus textos que merecem ser lidos em voz alta, em cima de palanque, de preferência com megafone. Idealizador e apresentador do Sarau Suburbano, um dos mais importantes da cidade, e codiretor do filme Profissão MC, Buzo nos mostra a jornada do herói invisível, equilibrando-se nos trilhos dos trens abarrotados da capital.

Da periferia também vem Jenyffer Nascimento. Feminista, poeta, escritora, integrante de coletivos que discutem gênero envolvendo mulheres negras. Sua voz parece se juntar em uníssono à de Buzo. Mas, como a cidade se multiplica em cada esquina, os ecos de ambos se reverberam na voz de Amara Moira. Ela escreve em sua minibiografia: “travesti, prostituta, feminista e doutoranda em teoria literária pela Unicamp”.

Da universidade também vem uma das pessoas mais cultas e inteligentes que conheço, Brunno Almeida Maia, pesquisador em Filosofia pela Unifesp, autor de peças de teatro, que estuda relações da moda enquanto vestimenta com a literatura.

Das periferias e universidades, passamos em sobrevoo pelo delicioso Bixiga, no centrão de São Paulo, onde Dennis de Oliveira busca a praia na cidade de concreto. A migração e imigração não podiam deixar de aparecer neste livro. Parafraseando Camilo Castelo Branco, a cidade que tem da ave a meiguice e do tigre a insustentável sofreguidão, é olhada com ternura pela mineira Andréa Pelagagi e de forma cativante nos desenhos de Pedro Gabriel. Ele nasceu em N’Djamena, capital do Chade (África) e hoje vive na capital paulista. Aqueles que vieram de fora para dar vida à cidade grande ainda aparecem numa receita de arrumadinho de carne seca; em haikais da rua Glória, no bairro da Liberdade; nas vielas da Vila Carrão; ou no bairro do Limão, tudo reunido nas palavras de José Santos.

Para fechar com chave de ouro o recorte de São Paulo pensado pelo artista múltiplo Wagner Merije, não podia faltar o trânsito diário e a garoa que já foi marca da cidade. Eles aparecem de forma poética no trabalho da produtora cultural Roberta Scatolini.

Mário de Andrade, pai de todos nós, que em tempos longínquos cantou a pauliceia em prosa e verso, também comparece neste retrato da cidade de rios não mais navegáveis, a cidade dos Borbas-Gatos, de descaminhos, de arroubos, de lutas, de setas e cantigas, de Brecheret, como diz o poeta. Uma cidade que ao mesmo tempo fere e cura a ferida.

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Conheça um pouco da biografia de cada autor

ALESSANDRO BUZO tem 44 anos, nascido e criado no Itaim Paulista, extremo da zona leste de São Paulo. Em 2000, lançou de forma independente o livro O Trem – Baseado em Fatos Reais. A partir daí mudou sua trajetória. Hoje, é autor de doze livros, entre eles Guerreira, Hip Hop – Dentro do Movimento, Favela Toma Conta 1 e 2 e Ruas de Fogo. Organizou dez coletâneas literárias, seis volumes da coleção Pelas Periferias do Brasil e quatro volumes da coleção Poetas do Sarau Suburbano. Idealizador e apresentador do Sarau Suburbano, às segundas-feira na Livraria Suburbano Convicto (Bixiga, São Paulo) e uma vez por mês no bar Cartola em São Sebastião, litoral norte de SP. Diretor (com Toni Nogueira) do filme Profissão MC (ficção, 2009, 52 min), disponível no YouTube (www.youtube.com/alessandrobuzo). Apresentou o quadro Buzão – Circular Periférico por três anos no Programa Manos e Minas da TV Cultura (2008/11). De setembro de 2011 a setembro de 2014 apresentou o quadro SP Cultura, no Jornal SPTV 1ª edição, da Rede Globo, sobre a cultura da periferia. Em seu canal no Youtube exibe o programa Suburbano Entrevista, com personalidades do universo cultural brasileiro. Organiza desde 2004 o evento Favela Toma Conta, até aqui foram 30 edições realizadas. Pai do Evandro Borges (16 anos) e casado há 17 anos com Marilda Borges, que é sua produtora e fotógrafa.

ALEX RICHARD MARTINS, nascido em 1986 na cidade de São Paulo, morou em Sampa até 1993. Desde então reside em Arujá – SP, mas nunca perdeu a ligação com a cidade. Cursou a faculdade de Ciências Biológicas na Universidade Camilo Castelo Branco – Unicastelo – (Zona Leste) e é pós-graduado em Gestão Pública de Controle e Educação Ambiental pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Trabalhou por alguns anos em escolas municipais da região da Freguesia do Ó, Brasilândia (Zona Norte) e Guaianases (Zona Leste). Pai do peralta e risonho Pablo Rian. Ativista de causas diversas, militando em movimentos ambientais, sociais e culturais, é professor na rede pública estadual e educador ambiental. Idealizador e apresentador do Sarau do Ernesto, que acontece mensalmente desde 2013 no bairro Parque Rodrigo Barreto em Arujá, nas escolas em que leciona e em outros espaços da cidade. Tem textos publicados em antologias como Poetas do Sarau Suburbano vol. 3 (Edicon, 2015), Poetas do Sarau Suburbano vol. 4 (Aquarela Brasileira Livros, 2016), Pelas Periferias do Brasil vol. 6 (Aquarela Brasileira Livros, 2016), entre outras.

AMARA MOIRA é travesti, prostituta, doutoranda em teoria literária pela Unicamp, feminista e militante dos direitos de LGBTQIAs e de profissionais do sexo. Além disso, ela é autora do livro “E Se Eu Fosse Puta” (hoo editora, 2016), em que descreve as suas experiências na prostituição por uma perspectiva feminista ao mesmo tempo que literária, buscando apresentar ao leitor em detalhe a vida a que temos direito enquanto travestis, enquanto prostitutas.

ANA MARIA MENDEZ GONZÁLEZ na faculdade de Letras descobriu a linguagem e a força das metáforas. Daí ao mundo das imagens, da fotografia e do cinema, foi um pulo. Mais unzinho e viu que tudo de mais importante estava na Arte. Sua mania de pesquisa ajudou. Acha maravilhoso poder escrever palavras em parágrafos, com vírgulas e pontos. Incrível que tudo isso junto possa formar textos, expressando significados, sentidos e imaginação.

ANDRÉA PELAGAGI, 35 anos, nascida em Minas Gerais, vive há mais de dez anos na cidade de São Paulo, onde trabalha como consultora de marketing e gerente de projetos. Formada pela universidade de Brasília em Relações Internacionais e Ciência Política, é corredora amadora, apaixonada por viagens e livros, e por enxergar poesia além dos versos. Teve seu primeiro livro solo de poemas publicado em 2013 – ao Ocaso. Publicou dois livros infantojuvenis – (Im)previsível e As Amigas que fiz e, teve seu conto O sorriso de Okan selecionado pelo Prêmio Sesc de Literatura (Categoria Monteiro Lobato de Contos Infantis). Em 2016 participou da Feira do Livro de Lisboa e do Fliaraxá, lançando seu primeiro livro de crônicas – Soprando meu dente de leão.

BRUNO BRUM nasceu em Belo Horizonte, em janeiro de 1981. É poeta e designer gráfico. Publicou os livros Mínima Ideia (2004), Cada (2007), Mastodontes na Sala de Espera (2011, vencedor do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2010, na categoria Poesia) e 20 Sucessos (2016, em parceria com Fabiano Calixto).

BRUNNO ALMEIDA MAIAPesquisador em Filosofia pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) é autor dos livros O Teatro de Brunno Almeida Maia (Editora Giostri, 2014) e Moda Vestimenta Corpo (Editora Estação das Letras e Cores, 2015).

DANIEL ARRUDA é músico, fotógrafo e autor dos livros Observatório (poemas) e A Saga Dos Rodrigues (contos).

DENNIS DE OLIVEIRA é jornalista e escritor. Nascido na Bela Vista, em 1963, morou no bairro paulistano de 1985 a 1988 e de 2010 a 2014. Neste mesmo bairro nasceu a sua filha, Camila Oliveira, em 1987, hoje farmacêutica. Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP. Autor dos livros Globalização e racismo (2001), Racismo no século XXI (2016) e Jornalismo e emancipação (no prelo). É colaborador da revista Fórum (www.revistaforum.com.br). Mantém um blog de crônicas e poesias intitulado Escrevo o que quero (http://dennisoliveira.wordpreess.com). Atua como consultor em projetos culturais em instituições governamentais e não governamentais. É membro da Rede Antirracista Quilombação, coletivo fundado em 2013 que reúne ativistas que lutam contra a discriminação racial em vários países da América Latina.

Paulistana, e apaixonada por capoeira, ERIKA BALBINO é diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo. Formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, possui especialização em Mídia, Informação e Cultura pelo Celacc – Centro de Estudos Latino-Americanos da USP, com produção de artigo científico sobre O Corpo do Negro como Mídia. Em 2014, publicou o seu primeiro livro infantojuvenil Num Tronco de Iroko vi a Iúna Cantar (Editora Peirópolis), que aborda a capoeira e personagens das culturas indígena, cabocla e negra do Brasil, recebendo excelente repercussão do público e da mídia e realizando inúmeras apresentações em escolas e centros culturais e comunitários. O texto apresentado nessa edição faz parte de seu próximo livro, O Osso – Poder e Permissão, a ser lançado em 2017

FÁBIO BARDELLA vive em São Paulo. Formado em Jornalismo, atua como diretor, montador e fotógrafo audiovisual. Atualmente está difundindo seu selo de criação “RealqualqueR”. Na área de produção, integrou os projetos As melhores coisas do mundo (Gullane Filmes, 2010), Vips (O2 Filmes, 2011) e fdp (Pródigo filmes/HBO, 2012). Como fotógrafo assinou os documentários The Best of Lambada (Yuri Amaral, 2013), Escola das Águas (Juliana Vicenti, 2013, Canal Futura) e Praia do Flamengo, 132 (Vandré Fernandes, 2017). Como fotógrafo adicional assinou os longa-metragens Tudo por Amor ao Cinema (Aurélio Michiles, 2014), Anna K (José Roberto Aguillar , 2014), e a série História da Alimentação no Brasil (Eugênio Puppo, 2017).
Dirigiu os curtas Estação Bahia (2012) e Armazém do Limoeiro (2016). Dirigiu e fotografou os longas Osvaldão (doc, 2014) e Através (Fic, 2015), filmes que entraram em circuito comercial em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, BH, Brasília e outras capitais.

GU TRAMONTIN nasceu em São Paulo no ano de 1974. É cirurgião-dentista especializado em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-faciais. Apaixonado pela palavra escrita, se vê desde a adolescência compondo e escrevendo poesias, contos, crônicas e letras para músicas por necessidade de comunicação consigo mesmo, diluindo o cotidiano através de sua ótica peculiar. Gravado pela cantora Vanessa Farias, com textos no site da Polinesia tees, tem amplo trabalho inédito e apresenta aqui, pela primeira vez, algumas de suas poesias ao público.

JANAINA ABREU nasceu no bairro da Bela Vista, na região central da cidade de São Paulo, mas seu coração é da zona leste. Comunicadora social e especialista em marketing, integra a luta na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes. É sócia-colaboradora do Centro de Educação, Direitos Humanos e Defesa da Criança, Adolescente e Juventude Paulo Freire (Cedheca Paulo Freire) e integrante do Comitê Estadual dos Direitos Humanos de São Paulo. Organizadora do livro O Melhor do Almanaque Brasil (Ed. Positivo, 2004) e do e-book Salvar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (Ed. Instituto Paulo Freire, 2015). Coordena o setor de Comunicação no Instituto Paulo Freire. É também grande amiga de Alex Nascimento, artista gráfico, autor da imagem que ilustra este texto, parceiro de tantos anos e muitos momentos especiais.

JONAS WORCMAN é poeta e contador de histórias. Autor de três livros e finalista do Jabuti 2015. Criador e coordenador do projeto Kombiblioteca, que resultou em um documentário e um projeto de memória sobre a memória dos saraus das periferias de São Paulo. Estuda e trabalha no Museu da Pessoa. Viajante e aprendiz das curas indígenas ancestrais. Atua há 3 anos com o Thetahealing, é iniciado no Magnified Healing e Reiki I e II. É criador do Poetarot, tendo feito mais de 500 sessões pelo Brasil.

JOSÉ SANTOS começou a escrever seus primeiros poemas por volta dos 15 anos, mas só se tornou escritor muito tempo depois. Foi balconista de livraria, trabalhou num canal de TV e num museu, sem nunca abandonar a paixão pela escrita. Já tinha mais de 40 anos quando publicou seu primeiro livro para crianças e jovens, e, a partir daí, não parou mais. Seus livros tratam de assuntos variados como animais em extinção, folclore, astronomia, cultura portuguesa, esporte e até assombrações. Os textos da antologia foram retirados do livro inédito Escrevendo em cima de um mapa. Vencedor do Prêmio Jabuti 2016 com o livro A Divina Jogada (com Eloar Guazzelli, Editora Nós).

JENYFFER NASCIMENTO é feminista, poeta e escritora. Atua no movimento cultural de saraus nas periferias de São Paulo há 10 anos. Publicou nas antologias Pretextos de Mulheres Negras, Sarau do Binho (2013 e 2015), Sarau Preto no Branco (2014),  Memorial Matuto (2015), Pretumel de Chama e Gozo (Organização Cuti e Akins Kintê – 2016), Brasil Periférica (Chile 2016) e em 2014 publicou o livro Terra Fértil, seu  primeiro trabalho autoral, organizado pelo coletivo MJIBA. É integrante dos coletivos Fala Guerreira, Periferia Segue Sangrando e Núcleo de Mulheres Negras da zona sul, todos ligados à discussão de gênero envolvendo as mulheres negras e periféricas.

JOÃO DINIZ é arquiteto dedicado a projetos de edificações e urbanos e também atua na áreas de design, escultura, desenho, fotografia, música, cinema, literatura e ensino. Publicou livros com sua arquitetura, fotografia, e dvds e cds musicais à frente do coletivo Pterodata. Com sua poesia lançou os livros Arte de Obra (Ed. Manuscritos 2010), Ábaco e Aforismos Experimentais (Ed. Asa de Papel 2011 e 2014). Participou de livros coletivos de poesia, dentre eles Trinta Anos Luz (Aquarela Brasileira Livros, 2016). Unindo fotografia e poesia urbana publicou os livros Visible Cities, Polskantor e Budapest Rhapsody (transBooks 2007, 2013, 2016). Seu trabalho pode ser conhecido em vários links na Internet, dentre eles www.joaodiniz.com.br

LÍVIA PRADO é internacionalista, historiadora ou tradutora, conforme a necessidade e a lua. Mineira na certidão, leva sete anos tentando comer São Paulo. A indigestão vira às vezes palavra.

PAULO RAFAEL é historiador, educador e autor do livro infanto- juvenil O Mundo cá tem fronteira: Uma Aventura Brasil – Cabo Verde e do texto O Garoto Régulus – Uma homenagem a Paulo Freire. Nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca em 25 de janeiro. Trabalhou como educador na Secretaria de Estado da Criança, na Rádio Heliópolis e no Instituto Caboverdeano de Menores, em Cabo Verde – África. Desenvolveu pesquisa para os documentários Ermelino é Luz e Um dia de Samba, de Pedro Dantas. Jogou futebol na várzea, é corinthiano de coração e tem dois netos queridos.

PEDRO GABRIEL nasceu em N’Djamena, capital do Chade (África), em 1984. Filho de pai suíço e mãe brasileira,chegou ao Brasil aos 12 anos. É formado em publicidade e propaganda pela ESPM-RJ e autor de 3 livros. São eles: Eu me chamo Antônio (2013), Segundo (2014) e Ilustre Poesia (2016). Todos publicados pela editora Intrínseca. Ficou conhecido nacionalmente pelos versos desenhados em guardanapos no balcão do Café Lamas, no Rio de Janeiro, postados nas suas redes sociais – que somam mais de 1 milhão de seguidores. Hoje, mora em São Paulo. As artes cedidas para este livro fazem parte de uma busca por uma nova identidade poética, onde a concisão e a sensibilidade, tanto dos traços quanto das palavras, convidam o leitor a passear por infinitos caminhos de reflexão.

ROBERTA SCATOLINI é educadora popular, atriz, psicóloga e mestre em Educação pela PUC/SP com uma pesquisa sobre o Teatro do Oprimido e a corporeidade dos educadores. Acredita que a arte e a cultura são fundamentais para a práxis libertadora.

Nasci SELMA MAR-ia quando na minha cidade já não tinha MAR. Fui procurar esse MAR dentro de mim, no meu MAR de palavras que criei para ser poeta. Vi que essa MAR- ia para a MAR-ginal. Gosto das MAR-gens, da peri-fe-RIA, no invisível das pessoas que nestes lugares vivem. Por quê? Deve ser porque SP tem seu mar na marginal. Minha poesia nasce dessa MAR-ia. As ilustrações, feitas pela Nina, fazem parte do livro Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos da cidade, lançado pela Editora Peirópolis. Tem mais no site selmaria.wixsite.com/selmaria

NINA ANDERSON é ilustradora. Publica livros desde os dezoito anos e hoje já soma nove títulos. Viajou três vezes para a Europa e aprendeu a falar fluentemente inglês, francês e italiano. Morou em Bologna – Itália, sede da feira internacional de livros infantis, onde fez cursos de Ilustração na Accademia di Belle Arti di Bologna e Teatro com Serge Nicolaï,  ator da Companhia Théatre du Soleil em Modena – Itália. É professora e palestrante em oficinas de arte para crianças e professores em espaços diversos. Foi aluna dos ilustradores Odilon Moraes e Fernando Vilela, no Tomie Ohtake, da ilustradora Laura Teixeira, no B_arco – São Paulo, e da artista plástica Aline Van Langendonck, no Instituto Rodrigo Mendes. Apresenta o espetáculo infantil Lesma Mesma, baseado no livro com o mesmo título.

VANESSA FARIAS  é escritora, jornalista, cantora e compositora. Participa desde 2014 de ateliês de criação literária ministrados pelos escritores Luís Brás e Nanete Neves. Participou da antologia Um circo de percalços falsos – guia para a bibliotecária das galáxias, pelo coletivo As lontras daquela hora. Também lançou um EP autoral intitulado Daqui pra frente (Independente, 2015).

WAGNER MERIJE gosta de criar e inventar coisas desde pequeno. É poeta, escritor, jornalista (PUC-MG), curador, gestor cultural e compositor. Tem trabalhos lançados no Brasil e no exterior. Publicou os livros Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Trabalhou para jornais, revistas, TVs e rádios no Brasil e no exterior, tais como Folha de São Paulo/Ilustrada, O Tempo, TV Minas, TV Sesc, Rádio Inconfidência, dentre outros veículos. Criou e coordena o projeto MVMob – Minha Vida Mobile, que capacita estudantes e educadores para a apropriação criativa dos celulares. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013)­­­­. Em 2014 foi homenageado pelo Salão Nacional de Poesia Psiu Poético. É de BH, já morou em Londres e desde 2005 habita SP. Mantém o site www.merije.com.br

MÁRIO raul DE moraes ANDRADE (1893 – 1945) publicou Pauliceia Desvairada em 1922 (de onde estes poemas foram retirados). Romancista, cronista, ensaísta, musicógrafo, crítico, jornalista, professor, pesquisador, conferencista, poeta e contista. Estreou em 1917 com um indeciso livrinho de poemas – Há uma gota de sangue em cada poema. Mas cinco anos depois publicou Pauliceia Desvairada, marco dos mais importantes na história da poesia brasileira, autêntico estopim deflagrador de novas correntes estéticas. É autor também de Macunaíma, Amar, Verbo Intransitivo, Clã do Jabuti e dos volumes de contos Primeiro Andar, Belazarte, Contos Novos, entre outros.

… … …

 

Um lançamento da Aquarela Brasileira Livros

Livros são Incríveis! A gente ama!

Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.

faleaquarela@gmail.com

 

Akademia dos Párias em São Paulo

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Poetas do Maranhão vão destilar poesia na Casa das Rosas no dia 07/12/2016, no lançamento do livro “A poesia atravessa a Rua”, em comemoração aos 30 anos do grupo de poetas que nos anos 80 se reuniu e agitou São Luís com livros, saraus, revistas e muita festa.

Participação de Paulo  Roberto Gomes, Raimundo Garrone, Marcello Chalvinski, Ademar Danilo, Celso Borges, Fernando Abreu e ZéMaria Medeiros, entre outros.

Serviço

Poetas do Maranhão vão destilar poesia na Casa das Rosas no dia 07/12/2016,

Evento: Lançamento do livro “A poesia atravessa a Rua” com Sarau

Data: 07/12/16

Local: Casa das Rosas – Avenida Paulista

Horário: Das 19h às 21h

A produção do lançamento em São Paulo é da Aquarela Brasileira

Camões e as línguas

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Apê 80 e Poesia Café apresentam

_Na Língua do Camões
literatura – música – quitutes – drinks

“Na Língua do Camões” é um projeto cujo objetivo é fomentar a produção e a pesquisa das literaturas de Língua Portuguesa.

Nesta primeira edição, compartilharemos gratuitamente o lançamento do livro “Cidade em Transe“, de Wagner Merije e o debate “Ana Cristina César, Adília Lopes e Noemia Sousa: intersecções Brasil, Portugal e Moçambique”, com Lívia Santiago, Karina Uehara e Rosileine Vítor.

Lounge – Negaton
Loja – quitutes Poesia Café + drinks Apê 80 + livros + cerâmicas Omnirá (aceitamos cartões)

_programação:
16h20 – quitutes + drinks + música
17h15 – lançamento do livro
17h45 – debate
18h45 – música
21h – último drink/encerramento

Domingo, 16/10/2016

_local: r. Peixoto Gomide, 65 – apto 80 (entre as ruas Frei Caneca e Augusta, próximo ao metrô consolação)

Trinta Anos-Luz no Rio

Psiu Capa

 

30 ANOS DE HISTÓRIA CONTADA COM POESIA

Antologia celebra 30 anos do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, o mais antigo do Brasil

 

No Rio de Janeiro, o lançamento ocorreu no dia 17/09, na Galeria Índica Arte e Design, que fica na Rua Visconde de Pirajá, 82/101(subsolo) – Ipanema – RJ – 22.410-000

Sábado com sarau e performances poéticas.

Trinta afiados poetas de diversas regiões do País reunidos em um livro que representa 30 anos do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético – um objeto estético que tem o desafio de atravessar, pelo menos, mais três décadas de poesia.

Trata-se de “Trinta Anos-Luz: poetas celebram 30 anos do Psiu Poético”, título da antologia poética organizada pelos poetas Aroldo Pereira (MG), Luis Turiba (RJ) e Wagner Merije (SP) e que está sendo lançado nacionalmente pela Aquarela Brasileira Livros, de São Paulo.

Esta antologia reúne algumas/alguns das(os) poetas mais criativos e originais em atividade. Fazem parte Adri Aleixo, Ana Elisa Ribeiro, Anelito de Oliveira, Antônio Wagner Rocha, Aroldo Pereira, Celso Borges, Cristiano Ottoni de Menezes, Demetrios Galvão, Éle Semog, Jairo Fará, João Diniz, Karla Celene Campos, Lia Testa, Luis Turiba, Márcio Adriano Moraes, Marlene Bandeira, Marli Fróes, Mirna Mendes, Murilo Antunes, Nicolas Behr, Noélia Ribeiro, Olivia Ikeda, Patrícia Giseli, Renilson Durães, Rômulo Garcias, Ronald Augusto, Sandra Fonseca, Vanderley Mendonça, Virna Teixeira e Wagner Merije.

CONFIRA ALGUMAS IMAGENS

 

Um precioso documento poético

A antologia é saudada por dois professores pós-doutores em Literatura, além de um texto de apresentação do cantor e compositor Jorge Mautner, que sempre frequentou o Psiu Poético. Coube ao professor-poeta Anelito de Oliveira, que viu o Salão nascer na década de 80, pois é titular da Universidade Estadual de Montes Claros, parceira do projeto, escrever um pequeno ensaio sobre a aventura estética da edição. Crítico literário, Anelito é ex-editor do Suplemento Literário de Minas Gerais (1999-2003). Segundo ele, “Trinta Anos-Luz…” parece “mais produtivo, mais inquietante, da perspectiva de um ‘fluxo’ do que da perspectiva de um ‘fixo’, recordando as categorias do grande Milton Santos: mais como um movimento num processo infinito do que como um lugar de chegada, uma conclusão. Não só porque várias outras antologias reunindo poemas de participantes do evento foram editadas pela editora Plurarts, do poeta Wagner Torres, editora Millennium, com o poeta Dário Cotrim, e a editora Catrumano, do poeta Jurandir Barbosa, nos últimos anos, mas porque o registro escrito nunca correspondeu à totalidade do Psiu Poético, apesar de ter sido, e continuar sendo, a parte estruturante do evento. Aqui, como nas demais antologias já publicadas, sentimos, sobretudo, a impossibilidade de apresentação do Psiu em sua integralidade, seu caldeirão de linguagens, que paradoxalmente faz deste livro uma metáfora precisa do que é o evento: algo incontível, transbordante, sertânico, glauberiano, riobáldico, mas fundamentalmente pereiriano, vinculado ao fervor criativo de Aroldo Pereira, um poeta ‘full time’.”

Para Anelito, não se trata de uma antologia empenhada em legitimar nomes, “até porque muitos aqui já estão legitimados, mas antes de uma mostra que visa configurar um desenho, tanto quanto possível, sobre o Psiu Poético, revelando, a partir da pluralidade de linguagens, o traço distintivo, referencial do Psiu Poético, que é o convívio dos diferentes como diferentes, sem que seja necessário suprimir suas diferenças.“

A professora Ivone Daré Rabello, do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, no seu texto-comentário, afirma que a antologia reúne ”muitas vozes, muitos temas, muitos modos de expressão. Nesta antologia, escrita a trinta mãos, o interesse não está na diversidade de pontos de vista, escolhas de linguagem, opções imagéticas e estilísticas. Nem na dificuldade em atingir de fato a plena realização formal. Essa diversidade e essa dificuldade são seus pressupostos. O interesse mais autêntico está nas surpresas e nas ponderações a que ela nos conduz.”

Sobre o Psiu Poético

O Salão Nacional de Poesia Psiu Poético foi criado em 1987 em Montes Claros, norte de Minas Gerais. Há trinta anos é realizado de forma plural, democrático e tem por objetivo promover a inclusão, o acesso à cultura e celebrar a poesia.

Trata-se de um encontro de poetas, escritores e artistas de todos os lugares do país (e também convidados estrangeiros) para apresentar, celebrar e discutir a produção poética contemporânea.

Todo ano poetas são homenageados, entre consagrados e jovens, sendo que em 2016 os escolhidos foram Conceição Evaristo, Cristiane Sobral, Ronald Augusto, Waldemar Euzébio, Claudio Bento, Adilson Cardoso e Evely Julia Silva.

Nas suas três décadas de ampla atividade literária e agitação cultural, já recebeu escritores como Alice Ruiz, Mirna Mendes, Arnaldo Antunes, Waly Salomão, Madam, Olga Savary, Thiago de Mello, Jorge Mautner, Adão Ventura, Edvaldo Santana, Sebastião Nunes, Virna Teixeira, Péricles Cavalcanti, Estrela Leminski, Adélia Prado, Mano Melo, Rodrigo Garcia Lopes, Luis Turiba, Anelito de Oliveira, Ademir Assunção, Wagner Merije, Ricardo Aleixo, Celso Borges, Fernando Aguiar, Ana Elisa Ribeiro e tantos  outros.

Dados do livro
Título: Trinta Anos-Luz : Poetas celebram 30 anos de Psiu Poético

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Gênero: Poesia

Formato: 16×23 cm

Número de páginas: 200

ISBN: 978-85-92552-01-5

Valor: R$ 35,00 (Para adquirir: www.aquarelabrasileira.com.br )

 

……… AGENDA DE LANÇAMENTO ………

2016

Outubro

Montes Claros/MG – Escolas, praças, Centro Cultural, Mercado Central – de 04 a 12/10

 

Setembro

Rio de Janeiro/RJ – Galeria Índica Arte e Design – Rua Visconde de Pirajá, 82/101(subsolo) – Ipanema – RJ – 22.410-000 – das 18hs às 21hs, sábado – 17/09

 

Julho

Diamantina/MG – Festival de Inverno – Beco da Tecla-Bar Serenata – 15/07

Grão Mogol/MG – III Festival de Inverno – Casa das Cultura

São Paulo/SP – Casa das Rosas – 29/07

 

Junho

Belo Horizonte/MG – Palácio das Artes – 10/06

Brasília/DF – Sebinho e Beijódromo da Fundação Darcy Ribeiro – 29/06

 

 

 

 

 

……… CONTATOS / INFORMAÇÕES / FOTOS………

faleaquarela@gmail.com / psiupoetico@gmail.com

www.aquarelabrasileira.com.br

www.psiupoetico.com.br

Luis Turiba: (21) 98288-1825

Wagner Merije: (11) 99821-1330

Aroldo Pereira: (38) 99112-7011

Pelas periferias do Brasil vol. 6

Mergulhe na literatura produzida à margem da sociedade, nas bordas.

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Salve salve leitoras e leitores, a periferia avisa: tem mais uma obra poderosa circulando.

Está saindo do forno o livro “Pelas periferias do Brasil vol. 6”, um lançamento da Aquarela Brasileira Livros e da Suburbano Convicto Edições.

Periferia é atividade, nunca para, tem sempre novidade, tem sempre gente nova chegando, enquanto outros vão amadurecendo e se tornando referências.

Territórios de exclusão e de criação, antigamente quilombo, gueto, favela, a periferia é comunidade, é diversidade, ponto de cultura e não se entrega não, se re-significa a todo tempo.

A leitura do livro “Pelas periferias do Brasil vol. 6” leva o leitor para um mergulho na literatura produzida à margem da sociedade, nas bordas. Chamada por uns de literatura marginal, periférica, divergente, é só literatura brasileira, de qualidade. Aqui manos e minas de caneta em punho trazem as alegrias e as dores do povo da periferia.

Pelas periferias do Brasil vol. 6” é uma das coleções mais conceituadas pela continuidade e pelos grandes nomes que por ela já passaram e aqui estão representados. Foi criada em 2007 pelo escritor, diretor de cinema e apresentador de TV Alessandro Buzo, nascido e criado no Itaim Paulista, extremo da zona leste de São Paulo.

Você tem em mãos o volume 6, cinco anos após a edição anterior. O público já estava sentindo falta. Agora é folhear e saborear seus contos e poesias.

Boa viagem pelas periferias desse Brasil tão diverso.

 

…… Prefácio por Écio Salles ……

Pelas Periferias do Brasil inventa um outro mundo nas margens

Há desde o início da ideia de Brasil como nação livre uma constante na literatura feita por aqui. Salvo engano, de diferentes maneiras, os escritores sempre procuraram meios de participar desse processo de consolidação democrática de um novo país. Não me alongarei sobre o esse tema, porque o tema é outro.

Nesta edição do Pelas Periferias do Brasil, fui convidado para integrar a seleção de autores e autoras que farão parte do livro. O convite me honra por, pelo menos, três razões.

Primeiro, a sequência de coletâneas é, assim como várias outras iniciativas do seu realizador e curador, Alessandro Buzo, uma das formas contemporâneas mais criativas e potentes de efetivar essa participação política e estética da Literatura na invenção de outros mundos.

Pode-se sempre dizer – e sempre o dizem – que essas experiências não mudam nada na prática, que são localizadas e incipientes. Mas, sem elas, além de continuarmos não mudando nada, não teríamos sequer a demonstração de uma possibilidade. E essa possibilidade não é pouca coisa. Com ela mostramos que somos capazes de realizar nossos sonhos do nosso modo, com os nossos (ainda que poucos) próprios recursos.

Não é nada, não é nada, o Pelas periferias já está na sua sexta edição. E a metodologia faz toda a diferença. Juntar um naipe de escritores do país não apenas para mandar seus textos, mas para bancar a história toda. Cada um dá sua cota – estética e financeira –, Buzo recebe o material, organiza, puxa uma orelha aqui outra ali (a minha dói até agora) e no final temos este livro que chega às suas mãos, leitor. Saiba que você é parte, talvez a mais importante, deste processo realizado com coragem e criatividade, em regime colaborativo, auto-financiado e rizomático, já que parte de e chega a uma rede de autores/leitores espalhados pelas periferias geográficas e existenciais do país inteiro.

Enquanto muitos projetos parecidos naufragaram nos primeiros números diante da falta de dinheiro, disposição ou interesse de algum público, este segue firme. Na bonança e na tempestade.

Outra razão é que todo o trabalho feito pelo Buzo, direta ou indiretamente, radical ou sutilmente, se insere num contexto que me interessa demais: o hip-hop. Nem que seja pela via do chamado quinto elemento, o conhecimento. Porque é disso que se fala aqui. Espalhar, democratizar, vulgarizar conhecimentos que vinham sendo escondidos, negados e sonegados à uma parte significativa da população. Toda a cultura hip-hop tem um papel decisivo na história do Brasil. Arrisco-me dizer que num primeiro momento ela foi o texto onde faltou o livro. E, talvez por isso mesmo, com ela vieram os livros. Veio uma geração inteira de escritores e escritoras, entre os quais o próprio Buzo.

Questões como a valorização das favelas, quebradas e subúrbios – não por acaso, Buzo batiza outros projetos seus de “suburbano convicto” –, o reconhecimento da capacidade e beleza da negritude, o combate ao racismo, ao sexismo à demofobia… Todos esses assuntos que, por sinal, são a pauta do momento, fazem parte da linguagem hip hop,  assim como das narrativas e poéticas de obras como esta. Me sinto um pouco rapper por ter um texto meu publicado aqui.

Por último, mas não menos importante, além de amigo sou admirador do Buzo e do seu trabalho. Por isso, deveria ser fácil escrever esta última parte, em que falo mais especificamente do cara por trás desta experiência literária. Só que não. Fui reler edições passadas do Pelas periferias e de outros livros dele e ver o que diziam prefaciadores ou orelhistas anteriores. Alexandre de Maio, outro artista incrível, disse que Alessandro Buzo é “multimídia” e “um mano que realiza”. Já Xico Sá, na contra-capa do livro “Favela toma conta”, disse que pra ele herói não é o Batman ou o Super-Homem, mas figuras como o Buzo, que apresentam em seus livros “a força da mente e da caneta afiada”, eu só acrescentaria que a caneta, além de afiada, tem bastante tinta ainda.

Bem, eles disseram quase tudo. Só acrescentaria que, além e acima de tudo isso, Buzo sabe valorizar o que ele tem de melhor: a capacidade de sacudir as árvores para colher os melhores frutos, de conectar os pontos da rede pra que ela cresça e possa potencializar o conjunto, não só o indivíduo. Tenho maior orgulho de chamar esse cara de amigo, de ser peixe desse cardume.

 

Ficha técnica
Título: Pelas periferias do Brasil vol. 6
Autores: 33
Organizador: Alessandro Buzo
Editora: Aquarela Brasileira Livros / Suburbano Convicto Edições
Gênero: Miscelânea de escritos brasileiros
Formato: 16×23 cm
Número de páginas: 180
ISBN: 978-85-92552-02-2
Preço: R$ 30,00

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