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Clepsidra ao Feminino: As Cartas que (Não) Foram Escritas

No dia 8 de novembro de 2026, às 15h30, a Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra acolhe a performance “Clepsidra ao Feminino: As cartas que (não) foram escritas”, no âmbito da 8.ª edição do Ciclo de Música Orphika da Universidade de Coimbra.

Cem anos depois da morte de Camilo Pessanha, esta criação imersiva cruza música ao vivo, poesia e voz feminina para revisitar o poeta por um ângulo inédito: o das mulheres que o amaram — e o negaram.

A partir das cartas de amor jamais correspondidas entre Camilo Pessanha e a feminista Ana de Castro Osório, o espetáculo conduz o público ao coração de Clepsidra, num diálogo entre a poesia, a saudade e o som.

Na atmosfera única da Estufa Tropical — entre a arquitetura de ferro e vidro e a exuberância da flora —, o público é convidado a mergulhar no tempo suspenso entre o amor e o que poderia ter sido dele.

Entrada livre para todas as idades.

Ficha artística

  • Conceção e direção artística: Wagner Merije

  • Voz e leitura dramatizada: Rita Pereira

  • Figurinos: Marisa Carboni

  • Produção: Aquarela Brasileira e Experimentáculo

  • Apoios: Grémio Operário de Coimbra e Motivos Alternativos Associação Cultural

Informações: faleaquarela@gmail.com

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Clepsidra_100 anos

Um dos livros mais enigmáticos da poesia portuguesa, CLEPSIDRA, de Camilo Pessanha, completa 100 anos de sua publicação neste 2020.
Trata-se de um livro importante, de excelente poesia, que todos precisam ler.
Peça seu exemplar pelo e-mail faleaquarela@gmail, que enviamos para sua casa com todo carinho e cuidado.
Para saber mais da edição da Aquarela Brasileira Livros, acesse o link www.aquarelabrasileira.com.br/clepsidra_camilo-pessanha

Em comemoração a esta data tão importante, a Aquarela Brasileira Livros vai estar presente na homenagem preparada em Coimbra:

Tributo 100 anos_Clepsidra_301020_Café Santa Cruz_Coimbra

Eis um poema:

CAMINHO I

Tenho sonhos cruéis: n’alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente…
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-m’o coração dum véu escuro!…
Porque a dor, esta falta d’harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d’agora,
Sem ela o coração é quase nada:
— Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.

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