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BRASIL E PORTUGAL: UMA PARADIDÁTICA DA HISTÓRIA

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Podíamos dissertar sobre as “ralações” entre Brasil e Portugal, mas será mais diplomático e simpático considerar que, nos imbróglios de uma relação longa, violenta, muito tormentosa e amarga, tem existido motivos para festejar e aproximar os povos dos dois países. E convém lembrar que o Brasil acolheu, depois da sua independência, muitas levas de emigrantes que foram para ganhar a vida e ali ficaram prisioneiros do gostoso fascínio ou, então, regressaram para se alçarem a outros voos. Aconteceu com o meu avô materno, Manuel António Pires, há mais de um século, que aqui homenageio, porque voltou ao Alto Minho com as ideias bem mais vastas e arejadas.

O livro de Wagner Merije não escolhe exclusivamente empatias nem contorna crueldades, porque a opção foi a de mostrar, tanto quanto possível, factos objetivos, apresentados sem complexidade teórica, mas com o sentido pedagógico de ser claro na explicação da formação social brasileira e na constituição do patriotismo abrangente, sublinhando o processo de exclusão e marginalização de largas maiorias étnicas, indígenas, afro-brasileiras ou outras. Acredito que o livro foi pensado para ser lido sobretudo pelos portugueses e, por maioria de razões utilitárias, pelos estudantes e outros leitores que demandam Portugal para estudar e viver, incluindo os imigrantes e estudantes Erasmus, já que, na senda de tantos brasileiros ilustres, também Wagner Merije veio até Coimbra – talvez, quem sabe?, para além de fazer um doutoramento – num gesto (in)consciente de se encontrar com as “raízes” fulcrais da constituição do seu próprio ser, como sujeito, cidadão e sonhador.

O facto de ser mineiro talvez ajude a explicar o caráter bastante central da sua indagação desde a Inconfidência Mineira, e do que ela representou como charneira para o surgimento do novo país no novo (antiquíssimo) mundo, até à República, principalmente. Acresce ainda outro motivo de interesse para esta edição aqui no retângulo e suas ilhas ao largo do Atlântico, que é haver insuficientes publicações deste género, em Portugal, ou mesmo inexistentes, destes pequenos manuais de iniciação histórica ao Brasil, do seu processo de engrandecimento, que sejam ainda mais breves, simples e factuais do que aqueles à maneira de Bueno ou de Priori.

Nunca se pode esquecer que o Brasil é um país-quase-continente, subcontinental, gigante para a noção portuguesa, e, portanto, convém tomar sempre em linha de conta que somente foi possível manter essa colónia através da opressão (da humanidade) de outras etnias, do extermínio de populações primogénitas e da construção violenta de uma nova nação à custa de repressão e imposições imperiais, em todos os domínios, mas sobretudo quanto ao trabalho da escravidão e do trabalho assalariado de mão-de-obra baratíssima, que incluiu também milhares e milhares de imigrantes. Portanto, sem amaciar a virulência da história, das suas tragédias, este livro pretende igualmente chamar a atenção – creio que mais dos leitores brasileiros – para o contributo incontornável da colonização portuguesa no que tangeu ao erguer de um novo Estado-nação, com uma unidade visivelmente invejável por parte dos seus vizinhos de língua espanhola. Merije usa o termo de “matriz” para essa base de apropriação do território, estabelecimento do poder imperial e imposição de uma cultura oficial, dominante – no sentido de poder económico, político e social -, que, através dos vários ciclos económicos e criação de capitanias, forjou uma comunidade imaginada de pessoas, grupos sociais, económicos e culturais supostamente criadores e herdeiros de uma nova ordem proclamada, finalmente, como sendo o Brasil, após outras designações e vicissitudes formidáveis.

Como tudo no Brasil tende para o gigantesco, o excessivo e a impulsividade, desde a quantidade de cidadãos à extensão dos Estados da Federação, passando pela música e outras artes, sem esquecer, nunca, a capacidade produtiva da indústria, do comércio e da agricultura, assim como a ação política, as catástrofes, o crime, a violência policial, a fome ou o desmatamento da Amazónia, compreende-se que Merije tenha desejado explicar – sem o afirmar de modo explícito – que o Brasil atual é o resultado (o ponto de chegada) de séculos de violência e de apropriação galopante das riquezas da colónia e do país pelos poderosos mandatados pela Coroa e, depois, pelas oligarquias e burguesias possidentes, que foram administrando a seu bel-prazer o que, na verdade, não lhes pertencia, mas que agarraram com ambas as mãos fincadas no poder das armas.

O livro, organizado em parágrafos curtos ou, no máximo, com três ou quatro páginas, apresenta-se como um volume de factos históricos que ajudam a explicar o Brasil, contendo algumas curiosidades habitualmente desconhecidas do chamado grande público e até aspetos mirabolantes das ligações entre o Brasil e Portugal, mas que sugerem pontes a retomar, pontos a desenvolver, contrapontando, por vezes, com a malícia da narração histórica, surpreendentes oposições que mais parecem interligações de amor-ódio.

Não deixa de ser um preito ao pequeno país da orla ocidental da Europa que se atreveu, pela necessidade e ganância, a fincar os pés na terra-longe e criar as bases de uma nova pátria. Que o seu trabalho contribua para a compreensão e aproximação entre os povos, no que parece ser um modo de reconhecimento das familiaridades envolvidas neste nosso processo histórico, de que devemos cultivar a memória esclarecedora.

Coimbra, 25 de abril de 2022.

Pires Laranjeira, n. em 1950, em Melgaço, mas foi criado em Rio Tinto e no Porto. Professor Jubilado (2020) e Membro vitalício da Universidade de Coimbra (onde lecionou durante 40 anos), é investigador do Centro de Literatura Portuguesa/FCT (FLUC). Dedicou-se principalmente aos estudos de literaturas e culturas africanas, desde há 50 anos. Jornalista, crítico e ensaísta, publicou centenas de textos, desde 1965, em mais de 130 revistas, jornais e livros publicados em vários países, com traduções em diversas línguas, desde o francês, inglês, espanhol e alemão, ao hindi, coreano e mandarim. Publicou vários livros de estudos, destacando-se: Antologia da poesia pré-angolana (1976), Literatura calibanesca (1987), De letra em riste (1992), A negritude afric. de língua portuguesa (1995), Literaturas afric. de exp. portuguesa (org.) (1995), Negritude afric. de língua portuguesa. Textos de apoio (1947-1963) (2000), Estudos afro-literários (2001), Cinco povos, cinco nações. Est. de lit. afric. (org.) (2007), A noção de ser. Textos escolhidos sobre a poesia de Agostinho Neto (org.) (2014). Autor de livros de poesia, expôs desenhos e fotografias e participou na organização de programas de divulgação de literatura na rádio e televisão, colóquios e conferências, júris literários e recitais, sobretudo em Portugal, Brasil, Angola e Espanha.

*Datas de lançamento e apresentação serão anunciadas em breve

VAMOS CONVERSAR COM AURELINO COSTA

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VAMOS CONVERSAR é uma série de conversas com personalidades da literatura

No dia 14 de abril de 2022 o Centro Cultural Penedo da Saudade, do Instituto Politécnico de Coimbra, dá prosseguimento ao projeto Vamos Conversar, um ciclo de conversas e debates com personalidades da literatura.

O convidado de abril é Aurelino Costa, poeta, diseur, actor e jurista.

O projeto visa estimular reflexões sobre a cultura e a educação, dar ao público oportunidade de conhecer a obra e o pensamento de grandes escritores, e que o debate gere conhecimento e transformação. Já participaram como convidados os escritores Onésimo Teotónio Almeida, Richard Zimler, Joana Bértholo, Maria João Cantinho, António Carlos Cortez, Elisa Lucinda, Rosa Oliveira, Minês Castanheira, Carlos Nuno Granja e Ana Ventura.

Trata-se de uma realização do Centro Cultural Penedo da Saudade e co-organização da Aquarela Brasileira Multimedia, com mediação de Wagner Merije.

Vamos Conversar – Literatura, Corpo e Voz: Uma conversa com Aurelino Costa

Dia: 14 abril de 2022 – Quinta-feira – Hora: 18:00 (Hora de Lisboa)
Com transmissão em directo para todo o mundo pelo facebook do Centro Cultural Penedo da Saudade: www.facebook.com/centroculturalpenedosaudade

Pode participar no Zoom através do link http://bit.ly/3txs4Qa com o ID 843 1686 0443 e Senha de acesso 324968

 

Sobre o convidado
Aurelino Costa nasceu em Argivai, Póvoa de Varzim, em Dezembro de 1956. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

 ObraPoesia Solar (1992); Na Raiz do Tempo (2000); Pitões das Júnias, com ilustrações de Anxo Pastor, (Ed. Fluviais e Galeria Arcana 2002 e Ed. Bluebook 2020); Amónio (2003), 2ª edição (bilingue, castelhano-português) tradução de Sílvia Zaias (2006); Amónio, 3ª edição, Edições Húmus, Fev/2022; Na Terra de Genoveva (2005); Domingo no Corpo (2013); Gadanha, Ed. Modo de Ler (2018), nomeado para Prémio Autores SPA/2019, na categoria de Literatura- Melhor Livro de Poesia.
Antologias: hotel ver mar, (bilingue Português-Alemão) tradução de Michael Kegler (2009); Portuguesia ContraAntologia (2009); Pegadas (2011); Corté la naranja en dos, tradução de Fernando Reyes (2012); Amado Amato (2012); A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua (2013); Cunhal/Cem anos/100 palavras (2013); De voz dada, Porta XIII, Amália e os Poetas (2013); Barricadas de Estrelas e de Luas(2013); Antologia Poética Clepsydra (2014) ; Chão de Brinco poesia (2016/ 2017), “O Povo, meu poema te atravessa – Antologia poética de língua portuguesa – Ed. Modo de Ler – (2018); “Luvina, 93” – Guadalajara – Travessía Portugal – Ed. Universidade de Guadalajara (2018); “O Sol é Secreto” – Poetas celebram Eugénio de Andrade (Póvoa de Atalaia, 2019); “O Sangue dos Rios”, Poetas celebram Fernando Namora  (Fundão, 2019); “Devir” nº 6, Revista Ibero – Americana de Cultura (Ed. Licorne 2020), “MADEIRO”; Fólios de Poesia I, Ed. Município de Penamacor, 2020, Antologia Digital “Letras desde el encierro”, Ed. PEN Porto Rico Internacional 2021; “OS DIAS DA PESTE”, Ed. PEN Clube Português, 2021; NERVO/12, colectivo de poesia / 2021; ACANTO, Revista de Poesia, nº 4, Dez.2021.
Dizedor: Prémio Mineiro Poético/2011. DiscografiaNa Voz do Regresso, ed. Comemorativa do Centenário de Nascimento de José Régio, com o Maestro António Victorino D’Almeida (2001); Confluência CD Áudio,- Livro do Professor – com Alberto Augusto Miranda (2002); Torga – Poesia, com António Victorino d’Almeida (2009); em gravação“ NOBRE, não Só ”, com o guitarrista e compositor Paulo Vaz de Carvalho.
Narração em:  Miguel Cervantes & las Músicas del Quixote, com Hespérion XXI, sob a direção de Jordi Savall (2006).
Participação no CD Peiwoh na voz da soprano Arianna Savall com o poema Harpa e delírio da água, Ed.Alia Vox (2009).
Documentários fílmicos: Dizedor, em Olhar Coimbra (1993); Olhar Mar (1993/1995) e em Os Braços da Lancha (2015).
Cinema: actor em Netto e o Domador de Cavalos, de Tabajara Ruas, Rio Grande do Sul – Brasil (2008), finalista do Festival de cinema de Gramado.
Actor  em O Tempo e as Bruxas, de António Victorino D’Almeida (2012)
Televisão: actor em “Pianíssimo” e “Sons do Tempo”, de António Victorino D’Almeida.
Associado da Associação Portuguesa de Escritores, Associação Homens de Letras do Porto (ajhlp) e do PEN Clube Português.

Sobre o Centro Cultural Penedo da Saudade
Inaugurado em 18 de janeiro de 2019 e integrado no projeto cultural do Instituto Politécnico de Coimbra, o Centro Cultural Penedo da Saudade tem como objetivo primordial contribuir para o enriquecimento cultural da comunidade deste Instituto numa complementaridade do que é já a produção cultural das suas unidades orgânicas. Também visa promover a partilha de eventos culturais e artísticos em Coimbra, quer através do reforço da divulgação quer, mesmo, através de intercâmbios. Encontra-o na zona do Penedo da Saudade, com uma bela vista da cidade.

Sobre o mediador
Wagner Merije é jornalista, escritor, editor e gestor cultural envolvido com projetos ligados à cultura, educação e meio ambiente em países como Brasil, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Estados Unidos. É investigador na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Como jornalista, passou por redes de TVs, rádios, jornais, revistas e sites no Brasil, Inglaterra e Portugal. Escreve para todas as idades e tem 11 livros publicados de poesia, ficção e não ficção, entre os quais estão Conhece-te a ti mesmo – Pensamentos e práticas à procura de novas primaveras (2021), O Cotovelo Kovid (2020), Psyche & Hamlet vão para Hodiohill (2019), entre outros. Como editor, publicou obras de Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Mário de Sá-Carneiro, Camilo Pessanha, João José Cochofel, entre outros, e títulos como Coimbra em Palavras, Coimbra em Imagens.

Outras conversas: www.aquarelabrasileira.com.br/vamos-conversar

 

Informações:

www.aquarelabrasileira.com.br/vamos-conversar-com-aurelino-costa

faleaquarela@gmail.com

 

Cena Literária, Os livros e seus autores – 2ª edição

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Cena Literária – Os livros e seus autores é um projeto para promover a literatura, os livros e seus autores.
A segunda edição em Coimbra conta com uma programação com autores diversos e livros encantadores e é um convite ao público de todas as idades.

 

2ª Edição
Data: 28/11/2021
Local: Grémio Operário de Coimbra
Rua da Ilha, 12 – Sé Velha, Coimbra, Portugal
Entrada livre
www.aquarelabrasileira.com.br/cena-literaria-os-livros-e-seus-autores-2a-edicao

Programação

Sessão de histórias
Estórias para miúdos com Recortar Palavras – Alice Cardoso, Helena Amaral e Liliana Machado – 15:30 às 16:00

Encontro com autores
Alice Cardoso – “Estrelas, magias e sonhos” – a partir do livro infantil “Antares” (Recortar Palavras, 2021) – 16:15 às 16:45

Rosa Oliveira – “Da natureza da poesia” – a partir da antologia “Natureza quase viva” (Corsário-Satã, 2021) – 17:00 às 17:30

Hélder Rodrigues – “Da riqueza dos encontros” – a partir do livro “Coimbra Cidade universitária da Lusofonia – Crónicas de afectos com pessoas dentro (Edição de autor) – 17h45 às 18h15

Mediação: Wagner Merije (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Performance
Lu Lessa Ventarola – “O que digo quando digo Vermelho” – a partir do livro “Dos Vermelhos e dos Cinzas” – 18:30 a 19:15

Feira de Livros (alto patrocínio da Imprensa da Universidade de Coimbra)

 

Organização: Grémio Operário de Coimbra
Produção: Motivos Alternativos e Aquarela Brasileira

 

Confira como foi a 1ª edição aqui: www.aquarelabrasileira.com.br/cena-literaria-os-livros-e-seus-autores-1a-edicao

 

Clipping
https://observador.pt/2021/09/20/projeto-pretende-reunir-e-dar-visibilidade-a-cena-literaria-de-coimbra

http://aquarelabrasileira.com.br/cena-literaria-os-livros-e-seus-autores-1a-edicao/

https://www.e-cultura.pt/evento/22929

www.noticiasdecoimbra.pt/projeto-pretende-reunir-e-dar-visibilidade-a-cena-literaria-de-coimbra

www.e-cultura.pt/evento/22929

https://mutante.pt/2021/09/festival-ilha-12-coimbra/

https://www.coimbraexplore.com/sitios/skfrhx4nfk4xy2m8gxmztyylenm3sr

Uma Viagem ao Brasil Musical

Uma viagem ao Brasil Musical_cartaz

 

Ciclo de Música Orphika da Universidade de Coimbra apresenta

Uma Viagem ao Brasil Musical –  A Journey to Musical Brazil

 Uma viagem pelos ritmos e sons das várias partes do Brasil.
Uma investigação das diversas matrizes sonoras que compõem a rica música brasileira.
Uma noite para sorrisos, abraços e danças

A journey through the rhythms and sounds of different parts of Brazil.
An investigation of the different sound matrices that make up the rich Brazilian music.
A night for smiles, hugs and dancing

DJ Sets
Merije Suprasensorial, Toni Ferrino, Clara Crocodilo

13/11/2021 – Sábado
A partir das 22h00

Salão Brazil
Largo do Poço, nº 3, 1º andar – Coimbra, Portugal

Informações: faleaquarela@gmail.com
www.aquarelabrasileira.com.br

Arte: Heitor dos Prazeres

Cena Literária, Os livros e seus autores – 1ª edição

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CENA LITERÁRIA

(Coimbra), Os livros e seus autores

Cena Literária – Os livros e seus autores é um projeto para promover a literatura, os livros e seus autores.

A programação conta com autores diversos e livros encantadores.

 

1ª Edição

Dia 26/09/2021 – Domingo

Local: Grémio Operário de Coimbra

Rua da Ilha, 12 – Sé Velha, Coimbra, Portugal

Entrada livre

 

Programação

Sessão de histórias

Cátia da Livraria Faz de Conto – 11h00 às 11h30 – (inscrição antecipada)

Encontro com autores

Anthony Clown – “Personagens de Coimbra” – a partir do romance “Os Segundos Nomes” (Aquarela Brasileira Livros) – 17h00 às 17h30

Vera Pedroso de Lima – “Curiosidades pelas pessoas e as palavras” – a partir do poemário “Dentro de mim” (Edições Icreate, 2021) – 17h30 às 18h00

Paulo Branco Lima – “Raízes ao mundo” – a partir dos romances “Peregrinação Crioula” e “Origem e Ruína” (Aquarela Brasileira Livros) – 18h00 às 18h30

João Rasteiro – “A secura tem os teus olhos a fazer de sol” – a partir da sua antologia “Ofício Poesia: 2000-2020” (Porto Editora, 2021) – 18h30 às 19h00

Mediação: Wagner Merije (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Performance

“Ser Florbela Espanca” é uma performance lítero-cênico-musical inspirado no “Livro de Mágoas” que propõe uma abordagem da humanidade pelo olhar de Florbela Espanca.
Com Filomena Ferreira, Rita Gomes, Sónia Gonçalves e Vera Pedroso de Lima – 19h15 às 19h40

Feira de Livros (alto patrocínio da Imprensa da Universidade de Coimbra)

 

Organização: Grémio Operário de Coimbra

Apoios: União de Freguesias de Coimbra e Be Coimbra

Parceiro institucional: Republica Portuguesa / Cultura

Parceiros media: Diário de Coimbra e Rádio Universidade de Coimbra

Produção: Aquarela Brasileira e Motivos Alternativos

Fotografias: João Duarte

  

 

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Ser Florbela Espanca

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Performance litero-cênico-musical inspirado no “Livro de Mágoas” que propõe uma abordagem da humanidade pelo olhar de Florbela Espanca.

Com Filomena Ferreira, Rita Gomes, Sónia Gonçalves  e Vera Lúcia Pedroso Lima

Florbela Espanca é um dos vultos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. Sua primeira publicação, “Livro de Mágoas” (1919) carrega o lirismo e a personalidade de uma grande poeta mulher, que fez de suas palavras seu próprio ritual de imolação.

Em seus textos, Florbela abordou temas como amor, erotização, angústia e sofrimento, trazendo a figura feminina para o centro das discussões. Seus versos, de forte teor emocional, aliam a tristeza, a solidão e o desencanto ao desejo de ser feliz. Original em falar de suas próprias trevas, suas palavras são lanternas que iluminam a visão dos leitores, sofredores ou não de mágoas como ela enfrentou.

Data: 11/06/2021 – sexta-feira – 21h

Local : Liquidâmbar – Praça da República – Coimbra/Portugal

 

Direção artística: Wagner Merije

Produção: Aquarela Brasileira

A performance integra a 2ª Edição do Ciclo de Teatro e Artes Performativas MIMESIS, promovido pela Universidade de Coimbra

Pulso da Palavra na Semana do Desassossego

Pulso da Palavra_Semana do Desassossego 2021

Para assistir, click aqui

A mesa-lançamento do Pulso da Palavra foi realizada no sábado, 08 de maio de 2021, às16:00 (horário de Brasília), 20:00 (horário de Lisboa).

A IX Semana do Desassossego e a II Semana do Desassossego Digital 2021, eventos organizados por professores e colaboradores da Universidade de Brasília, aconteceu entre os dias 05 e 08 de maio de 2021

Acompanhe esta rica conversa e saiba mais sobre “Pulso da Palavra”, uma publicação potente, com textos e imagens de enorme qualidade, variedade de estilos e de relevância dos conteúdos, que entrará para a História como um importante documento de reflexão.

“Pulso da Palavra” reúne produções poéticas de professores e de poetas brasileiros e portugueses que, além de apresentarem seus exercícios poéticos (seus poemas), articulam à poesia outras possibilidades de mediações.

Organizada por Eliane Testa, da Universidade Federal do Tocantins -UFT/UFNT, e Wagner Merije, da Universidade de Coimbra – UC, que também são autores, a publicação conta com as participações de Augusto Niemar, Clarissa Macedo, Maria João Cantinho, Roberto Amaral e Telma Scherer. O prefácio é assinado por Ana Clara Medeiros.

O título, segundo Eliane Testa, estabelece um diálogo com um verso de Vladímir Maiakóvski (1893-1930) “Sei o pulso das palavras”, tomado como fio condutor dos diferentes atravessamentos que a poesia convoca pela potência da “palavra”, pelo seu pulsar atemporal, e de um ponto de vista da linguagem, a palavra poética é sempre inaugural. “Ademais”, completa ela, “este título confere ainda uma singela homenagem àquele que é considerado um dos maiores poetas de todos os tempos”.

Em suas 176 páginas este livro traz à luz movimentos que vertem relações entre a criação e a crítica. São práticas artísticas e linguísticas que nos deslocam para pensar/viver as possibilidades de que um mesmo sujeito é capaz de desdobrar frente a um mundo tornado e contemplado por diversas camadas de experiências de si e/ou de eu-Outros.

O e-book encontra-se disponível para o público geral através de download gratuito no link www.aquarelabrasileira.com.br/pulso-da-palavra

Ajude a divulgar este projeto entre seus amigos e suas redes de contatos. Partilhe! Que o conhecimento circule livre e acessível para tod&s.

Boas leituras!!

Conhece-te a ti mesmo_Wagner Merije

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Conhece-te a ti mesmo – Pensamentos e Práticas à Procura de Novas Primaveras, de Wagner Merije, elabora questões sobre educação, comportamento humano, justiça, equidade, descolonização da mente e propõe ações para construir o futuro

Esta obra inaugura a coleção Educação, Pensamento & Ação, que pretende apresentar aos leitores jovens e aos maduros questões importantes e que precisam ser melhor debatidas em busca de soluções conjuntas para o bem do coletivo. “A educação necessita tanto de forma técnica e científica como de Humanidades, sonhos e utopias”, e Paulo Freire estava certo também quando disse que “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.

Wagner Merije, autor desta obra e criador e editor da coleção, inicia trazendo-nos palavras dos oráculos, essa ponte entre o ser, o vir a ser e o pode ser.
“Os seres humanos estão confusos, tremem perante os monstros que criaram e parecem não entender de onde vieram, com quem compartilham o mundo e para onde vão” – não é isto uma perfeita síntese do mundo em que vivemos, com malévolos vírus, pérfidos governantes e escusos interesses?

Para obter algumas pistas, Wagner Merije visita os oráculos e faz interessantes analogias, identificando-se com estas figuras descritas nos mitos, como aqueles que se situavam entre os dois mundos, o terreno, limitado, e o eterno, ilimitado.
Daí o título do livro, recordando a citação do templo de Apolo em Delfos, “conhece-te a ti mesmo”. Tal como o seu inquisidor, o oráculo é um pensador de ação, “pensamentos exigem práticas”, profetiza. E enumera algumas propostas, a título de exemplo.

Sem uma determinada organização e elevado instinto de justiça e solidariedade, muitas vidas continuarão sendo perdidas. Ao mesmo tempo, somos seres plurais, o universo é composto de muitas vidas, e só o respeito mútuo permitirá a comunhão dessas vidas no Planeta Terra. Daqui a um tempo muitos de nós recordarão que houve um grande período de confinamento e que bilhões de pessoas foram obrigadas a parar, observar e refletir sobre o mundo e a vida. Trancados em casa por dias e dias (quem pôde, enfim), muita gente se viu a mensurar o valor das amizades, das companhias, da simplicidade, ao invés de contar quantas roupas ou sapatos, quantos carros ou privilégios que o dinheiro poderia comprar.

Eis um convite para ler estas páginas e refletir a sério sobre questões fundamentais, que vão de encontro ao desejo ou ao projeto de rever pensamentos e práticas, linguagens e atitudes. Aguardemos que elas tragam tempos menos cinzas e isolados. As novas primaveras.

O dia escolhido para apresentação da obra é o dia 05 de Maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa.

O e-book encontra-se disponível para o público geral através de download gratuito no link www.aquarelabrasileira.com.br/conhece-te-a-ti-mesmo_wagner-merije: Conhece-te a ti mesmo_Wagner Merije_ebook

Ajude a divulgar este livro entre seus amigos e suas redes de contatos. Partilhe! Que o conhecimento circule livre e acessível para tod&s.

SOBRE O AUTOR
Wagner Merije (Wagner Rodrigues Araújo) é educador, jornalista, escritor, editor, gestor cultural e criador multimedia envolvido com projetos ligados à cultura, educação, meio ambiente e cidadania. Suas reflexões sobre a condição humana vêm aparecendo nos últimos anos em livros, filmes, discos, exposições, peças de teatro e dança, e em conversas e palestras ao redor do mundo. É investigador na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Escreve para adultos, jovens e crianças e publicou diversos livros, incluindo O Cotovelo Kovid (2020), Psyche & Hamlet vão para Hodiohill (2019), Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013 na categoria Educação, Torpedos (2011), Turnê do Encantamento (2009), dentre outros. Organizou e editou dezenas de livros, entre os quais estão obras de Fernando Pessoa, Luís Vaz de Camões, Florbela Espanca, Mário Sá-Carneiro, Camilo Pessanha, João José Cochofel, e títulos como Propostas Novas para Novos Mundos, Coimbra em palavras, Coimbra em imagens, São Paulo em palavras, São Paulo em imagens, Pelas periferias do Brasil: vol. VI, dentre outros.  www.merije.com.br

DADOS DO LIVRO
Título: Conhece-te a ti mesmo – Pensamentos e práticas à procura de novas primaveras
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Educação, Ensaio
Formato: 11,5 x 15,5 cm
Número de páginas: 52
ISBN: 978-65-86867-08-4
DL: 482521/21
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/conhece-te-a-ti-mesmo_wagner-merije
Encomendas livro impresso: faleaquarela@gmail.com

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Pulso da Palavra

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Uma publicação potente, com textos e imagens de enorme qualidade, variedade de estilos e de relevância dos conteúdos, que entrará para a História como um importante documento de reflexão.

 

“Pulso da Palavra” reúne produções poéticas de professores e de poetas brasileiros e portugueses que, além de apresentarem seus exercícios poéticos (seus poemas), articulam à poesia outras possibilidades de mediações.

Organizada por Eliane Testa, da Universidade Federal do Tocantins -UFT/UFNT, e Wagner Merije, da Universidade de Coimbra – UC, que também são autores, a publicação conta com as participações de Augusto Niemar, Clarissa Macedo, Maria João Cantinho, Roberto Amaral e Telma Scherer. O prefácio é assinado por Ana Clara Medeiros.

O título, segundo Eliane Testa, estabelece um diálogo com um verso de Vladímir Maiakóvski (1893-1930) “Sei o pulso das palavras”, tomado como fio condutor dos diferentes atravessamentos que a poesia convoca pela potência da “palavra”, pelo seu pulsar atemporal, e de um ponto de vista da linguagem, a palavra poética é sempre inaugural. “Ademais”, completa ela, “este título confere ainda uma singela homenagem àquele que é considerado um dos maiores poetas de todos os tempos”.

Em suas 176 páginas este livro traz à luz movimentos que vertem relações entre a criação e a crítica. São práticas artísticas e linguísticas que nos deslocam para pensar/viver as possibilidades de que um mesmo sujeito é capaz de desdobrar frente a um mundo tornado e contemplado por diversas camadas de experiências de si e/ou de eu-Outros.

É justamente pelo “pulso da palavra” que este volume se debruça, sobretudo, com ímpeto à voz poética, à partilha das “palavras” dos textos e dos poemas numa contemplação da linguagem que se apresenta por vieses distintos: dialeticamente nos ensaios e tensionalmente no texto de poesia. Mas podemos pensar que há desdobramentos para contemplação da língua, em um e outro texto, há configurações de imbricamentos para os diferentes momentos deste livro com vocação para digital (e-book) sem abrir mão de suas qualidades para ser contemplado impresso.

Há tensões e resistências, “oscilações e tremores” (para falarmos em termos de Giorgio Agamben, 2018), continentes nos textos que ora se apresentam, nesta obra, que fazem das palavras, da linguagem devir-fluxos, para (re)ativar um turbilhão de possibilidades de leituras e de reflexões acerca da poesia. E, nesta coletânea de textos, o éthos é a possibilidade da pulsação da linguagem e de suas transreverberações por meios das práticas textuais, nas quais as palavras ocupam o seu direito ao anti(silêncio) à ausência-presença, com seus elos à (re)existências.

Nas palavras de Ana Clara Medeiros, “a palavra galopa, corajosa, neste livro, entre o exercício crítico e o fazer artístico. Por sete veredas, revelam-se professores que são poetas, críticos que são heterônimos, jornalistas que encontram seu lugar no poema, artistas que pintam versos. Facetas múltiplas de quem opera com a palavra como coisa que pulsa: poesia, nossa vida verdadeira”.

Por isso, convidamos a leitora e o leitor a conhecer os diferentes textos que compõe este laboratório coletivo animados pelos “pulsos da palavra”.

O e-book encontra-se disponível para o público geral através de download gratuito aqui:  PULSO_DA_PALAVRA_E-book_FINAL

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Boas leituras!!

DADOS DO LIVRO

Título: Pulso da Palavra

Organizadores: Eliane Testa, Wagner Merije

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Número de páginas: 176

ISBN: 978-65-86867-06-0

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/pulso-da-palavra

 

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Coimbra Música Conversas Júlio Martins Risko

Bem-vindos, bem-vindas ao Coimbra Música & Conversas, um encontro para falarmos sobre música, formação musical, apoio à cultura e sobrevivência artística em tempos de pandemia. Em meio às conversas vamos ter uns improvisos musicais com cada convidado ou convidada.

O convidado de hoje é Júlio Martins, também conhecido como Risko.
É rapper, integrante do coletivo Velha Capital, e tem dois discos no currículo. Está em fase de lançamento de seu novo álbum, intitulado “Palavra de risco”.

Nesta conversa descontraída e sincera, o cantor, compositor e produtor fala das dificuldades para alcançar a profissionalização, pondera sobre o espontâneo e o “comercial”, sobre a dor e o amor, destaca a importância de Coimbra no seu aprendizado e crescimento artístico e pessoal, entre outros assuntos.

Risko também cantas suas rimas cheias de ritmo enquanto narra histórias com pontos de vistas bastante interessantes.

O projeto Coimbra Música & Conversas é uma realização da Aquarela Brasileira Multimedia para o Ciclo Orphika 2020 da Universidade de Coimbra.

O mediador convidado para esta série é Wagner Merije, jornalista, poeta, escritor, editor, compositor, gestor cultural e doutorando na FLUC.

Acompanhe a série de conversas no link
www.aquarelabrasileira.com.br/coimbra-musica-conversas-serie

Apoiem os artistas! Cultura é segura!