Aquarela Brasileira Livros orgulhosamente apresenta
Um olhar crítico sobre a obra do pintor que fundou escolas de samba e coloriu a Pequena África
Heitor dos Prazeres: A Tela e o Samba é uma obra crítica e visual que resgata a trajetória de um dos mais completos artistas populares do Brasil — compositor, cantor, pintor, fundador de escolas de samba, costureiro, cenógrafo e Ogã Alabê-Nilu no candomblé.
Heitor dos Prazeres (1898-1966) começou a pintar aos 39 anos, após a morte da esposa. Sua primeira tela foi uma interpretação de um poema de Carlos Drummond de Andrade: “O homem e seu carnaval”, feita em homenagem a ele próprio . Sem formação acadêmica, desenvolveu um estilo naïf único, retratando o cotidiano do povo — bailes, festas, terreiros, malandros de chapéu e pés gingando no samba, crianças brincando, trabalhadores anônimos.
Aos 12 anos, já conhecido como “Mano Heitor do Cavaquinho”, frequentava as casas de Tia Ciata, onde a música e a fé caminhavam juntas. Ali, na chamada Pequena África — região que ele mesmo batizou —, o samba e o candomblé se entrelaçavam, influenciando profundamente sua arte .
Nos anos 1920, ajudou a organizar os primeiros grupos de samba do Estácio e participou da fundação de escolas que se tornariam lendárias: Deixa Falar, Vizinha Faladeira, Mangueira (com Cartola) e Portela — à qual deu as cores azul e branco. Foi dele a composição que deu à Portela sua primeira vitória em concurso, em 1929: “Não Adianta Chorar”.
Como compositor, fez parceria com Noel Rosa na clássica “Pierrô Apaixonado”, eternizada por Martinho da Vila. Como pintor, teve obras expostas em bienais e reconhecidas internacionalmente, inclusive pelo MoMA de Nova York. Em 1966, representou o Brasil no Primeiro Festival Mundial de Artes Negras em Dakar, no Senegal — um dos momentos mais sublimes de sua carreira, quando sua arte cruzou o Atlântico de volta às suas raízes .
No entanto, Heitor dos Prazeres ainda é mais lembrado na música do que nas artes plásticas. Este livro vem preencher essa lacuna. A obra não é uma biografia convencional. É um ensaio crítico visual que analisa:
– A pintura como extensão do samba: cadência, ginga, cor e movimento;
– O imaginário da “Pequena África” e a construção visual da identidade negra carioca;
– A arte naïf como resistência cultural e política;
– As contradições e os apagamentos de um artista múltiplo — fundador de escolas, mas impedido de desfilar em 1941; genial, mas subestimado em vida;
– O reconhecimento tardio e a dívida do carnaval — afinal, Heitor só se tornou enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026, sessenta anos após sua morte, pela Unidos de Vila Isabel .
Análises de suas principais telas dialogam com o texto crítico, criando uma experiência imersiva que revela a força, a delicadeza e a importância histórica de sua obra visual.
Sobre a Coleção Livro-Arte
Este livro inaugura a Coleção Livro-Arte da Aquarela Brasileira, dedicada a artistas plásticos, visuais e criadores interdisciplinares que transformaram (e ainda transformam) a sensibilidade brasileira em matéria.
Cada volume é tratado como uma edição de autor, com curadoria atenta à materialidade: papéis, dobras, encadernações, relevos, cores. O livro não é apenas um catálogo. Ele é, ele mesmo, uma obra.
Artistas que desejam eternizar sua trajetória em um livro de arte de altíssimo padrão são convidados a conhecer esta coleção da Aquarela Brasileira — um espaço onde a arte se torna página e a página se torna eternidade.
Dados do livro
Título: Heitor dos Prazeres: A Tela e o Samba
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Arte / Crítica / Biografia / Cultura brasileira
Formato: 20 x 20 cm
Páginas: 128 páginas
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/heitor-dos-prazeres-a-tela-e-o-samba
Encomendas: faleaquarela@gmail.com
Aquarela Brasileira – Curadoria de Legado
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