aquarela brasileira_logo_final

Aquarela Brasileira é um ateliê multimídia que desenvolve projetos sustentáveis nas áreas de Cultura, Educação, Esporte, Tecnologia, Empreendedorismo e Meio Ambiente para ajudar estudantes, educadores, criadores, governos e empresas a construir um mundo melhor.

Aquarela Brasileira Livros - saiba mais

Aquarela Brasileira Imagenssaiba mais

Aquarela Brasileira Musicsaiba mais

 Aquarela Brasileira Exposições – em breve

Conheça a Aquarela Brasileira Multimidia.
Navegue pelo nosso website e descubra um mundo de possibilidades.

Faça contato conosco: faleaquarela@gmail.com

 

São Paulo/SP – Brasil

MVMob na GloboNews

No Programa Navegador da GloboNews, em 25/02/2014, o escritor, criador, apresentador Hermano Vianna indicou o livro “Mobimento”, de Wagner Merije, e o site do Minha Vida Mobile (www.mvmob.com.br) como dicas para educadores que pretendem ressignificar o uso dos celulares nos espaços educativos. Superar o uso do objeto de consumo para um colaborador na construção e socialização de conhecimento.

Está aí o link:
http://g1.globo.com/globo-news/navegador/videos/t/todos-os-videos/v/livro-mobimento-incentiva-o-bom-uso-do-celular-nas-salas-de-aula/3171502/ – See more at: http://www.mvmob.com.br/trabalho#!mvmob-na-globonews-programa-navegador

Movimento dos carros

“Movimento dos carros” é uma nova música do projeto ETJ em parceria com o pianista Jamphel D

 

Produtor fonográfico:  Aquarela Brasileira Music
Letra e voz: Merije
Música, arranjos: Jamphel D / Merije
Produção musical: Jamphel D
Mixagem: André Cabelo

Viagem a Minas Musical

Sinopse

Viagem a Minas Musical é uma apresentação poética-musical-cênica que leva o público em uma deliciosa viagem pelo estado de Minas Gerais, rico em tradições culturais, paisagens, sabores e prosa.
O roteiro é estruturado a partir de poemas do livro Viagem a Minas Gerais, de Wagner Merije (2013), entre outros, entrelaçado com canções de domínio público e de intérpretes e compositores como Clara Nunes, Milton Nascimento e o Clube da Esquina, Ary Barroso, Martinho da Vila, Caetano Veloso, Paulo Diniz, Wando e Ataulfo Alves.
O cenário recria uma cozinha de Minas, onde um poeta, uma cantora e um músico dão corda na prosa, na poesia e na música, enquanto vão passando a limpo parte da história de Minas e dos mineiros.
No elenco estão o poeta Wagner Merije, a cantora e atriz Tâmara David e o músico Matheus Nascimento.

Apresentação

Com pão de queijo e rapadura no embornal, venha se aventurar com uma trupe de poetas, músicos e atores nesse lugar povoado de sanfonas e sinfonias, outonos e outroras, aonde um mundo se funda, onde o Rio Jequitinhonha deságua no Mar de Espanha, levando o vaqueiro Riobaldo a bordo de um barquinho de papel.
É uma viagem para dentro do Brasil, como disse Fernanda Montenegro, citada por Caetano Veloso na gravação de A terceira margem do rio, com Milton Nascimento: ”Eu vou ao sul do Brasil e me sinto em um lugar relativamente estrangeiro. Vou a Salvador e me sinto em um lugar bastante estrangeiro… Porque no sul do país parece que fui pra Europa, na Bahia parece que eu fui pra África… Mas quando eu vou a Minas, sinto que fui para dentro do Brasil”, declarou a grande dama do teatro brasileiro.
Minas Gerais, com sua imensidão cultural e geográfica, vem historicamente seduzindo poetas, artistas e viajantes de todo o planeta. Guimarães Rosa junto com Manuelzão fez o caminho que originou o “Grande Sertão: Veredas”. Manoel Bandeira, visitando o estado, produziu o “Guia de Ouro Preto”. Mário de Andrade com Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e o suíço Blaise Cendrars, acompanhados de uma turma da Semana de Arte Moderna, andaram visitando as Gerais, linkando poetas mineiros com  o vasto mundo, oportunidade em que  conheceram Carlos Drummond de Andrade e seus amigos.
A proposta é que ao final da apresentação o público saia com a sensação de conhecer um pouquinho mais de Minas, mas com a certeza de que trata-se de um lugar incrível e ainda por ser descoberto por brasileiros e estrangeiros.
Minas é raiz, é tradição, é antiga, mas também moderna e pulsante, sem esquecer de tudo que o envolve o “ser mineiro”: ingênuo, hospitaleiro, desconfiado e feliz.
A inspiração vem dos espetáculos “Poeta, Moça e o Violão” (1973), com Vinícius de Moraes, Clara Nunes e Toquinho, e “Brasileiro, Profissão Esperança” (1974), de Paulo Pontes, interpretado em duas montagens diferentes por Paulo Gracindo e Clara Nunes, Ítalo Rossi e Maria Bethania.

Cenário e Cena

Uma mesa de café típica das cozinhas de Minas, ornada com objetos, santos em oratórios, como São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, barquinhos de papel, livros, mapa do Brasil, uma máquina velha de escrever, um sino, um queijo, garrafa com café pronto, água na moringa para beber, pães de queijo, garrafa de cachaça, talheres, copinho de cachaça, xícaras de café.

Duração

De 90 minutos

 

Contatos para apresentações
Aquarela Brasileira

faleaquarela@gmail.com
+ 55 11 99821-1330

QUE HISTÓRIA É ESSA (Errata)

Às vezes você precisa encarnar a personagem pra descobrir que a encenação você estava era vivendo antes. A Amara criada pra ser homem, vigente até uns bons três anos atrás, com sua máscara de pêlos faciais e aquela virilidade quadradona toda, jogando as regras do jogo, fazendo o impossível pra que nem ela mesma se désse conta da encenação que vivia. Um dia, no entanto, eis que sento uma madrugada frente à TV e, depois de entrar em transe vendo “Priscila, Rainha do Deserto”, escrevo um poema que demorei anos pra me dar conta de que falava não de uma hipotética pessoa xis trans, mas expressamente de mim:

 

Não fossem seus pêlos vários,

pêlos pelas pernas, pelos

seios, rosto, seus cabelos

curtos, não teria páreo,

nem pra lhe conter armário…

não fosse e, de saias curtas,

decote e salto à la puta,

ia atrás de machos, mãos

brutas, a forçar-lhe o vão

virgem, como quem a estupra.

 

Dali em diante crise, crise dentro de mim anos e anos, até que, nossa, Carnaval de 2014, momento em que a máscara que eu nem sabia que tinha cai no que eu tentava encaixar a outra por cima, a da desentendida “MissUnderstood”, quando fui brincar de me montar e o frescor que conheci, a leveza, a liberdade, o foda-se tudo e mais um pouco não me permitiram mais voltar a ser o que eu até ali vinha sendo, o que queriam tanto que eu fosse.

Próximo passo, o peitinho doendo, querendo crescer de hormônio, faixa de gaze pra disfarçá-lo enquanto ninguém sabia, enquanto eu seguia posando de homem mas já arriscando uma saia, sandália, bolsa – a máscara caída, a decaída, quem só percebia era eu e eu não era besta nem nada, coragem vindo a conta gotas, cada avanço sem alarde sendo medido no espelho.

 

Doído me foi nascendo,

roçando a blusa, marcando,

eu tendo que disfarçá-lo,

faixas, enquanto nada sabiam.

 

Sozinha eu puxava, esticava a pele,

forçava dobras no espelho

pra ver, só pra ver,

se cresciam mais rápido,

não cresciam.

 

Havia ainda os pêlos

e pros pêlos laser

e sem pêlos, nossa,

o que era isso que eu via!

 

Dois dedos, enfim, dois dedos,

seios já o sabiam todos,

mas nada de faixa, quando muito bojo,

e mesmo sem bojo seios.

 

Mulher, o que sou, é o quê?

Algo no olhar, o jeito de mexer as mãos,

brinco talvez, ou o volume dos seios,

onde olham sempre pra saber se sou

e algo isso deve dizer.

 

Então e, sabe-se lá como, só então meus primeiros dias públicos de Amara Moira, já com esse nome próprio que roubei de Homero (cria dos livros, eu e meu destino amargo), plenamente estabelecida em São Paulo, toda síssi, emperequetada, peruca e penduricalhos, da Saúde, onde passei a morar, à Paulista e de lá o Arouche, belíssima carregando o cartaz “acredite ou não / sou eu sim / sim eu sou / ou não acredite” na Parada LGBT, maio de 2014. Mas o êxtase mesmo veio, na Blue Space, ao topar comigo amiga que me conhecia há década e nos apresentarmos e tirarmos foto, só bem depois ela se dando conta de que aquela era eu, agora Amara.

Foi inclusive difícil me livrar dessa belezurice toda, voltar a me sentir não só bonita mas Amara sem esses pós, batons e afins, maldição, invenção duma dragqueen que conheci três dias antes no metrô República, hoje amicíssima minha, e que cismou de me fazer ver no espelho o que até ali eu nem, imagino, ninguém acreditaria possível: essa Amara que, ai, por favor, desculpa, se não for incômodo, nem pedir demais, obrigada, eu gostaria que a partir de agora fosse o meu próprio nome, pode ser? “Pode sim mas, já que é pra ser Amara, que tal uma magiazinha nessa cara?” Eis o que ela me disse e Amara fez-se, espelho, espelho meu.

Só que, sendo eu incapaz de sozinha me produzir assim, a nulidade encarnada em artes cosméticas, depois dali não me restava senão depressão, espelho que não me deixava mentir, me sentir pavorosa dia após dia. E cadê coragem pra sair da cama, coragem pra pisar na rua, olhares me acompanhando aonde quer que eu fosse, ser que ninguém sabia ao certo dizer o que é mas que todos se permitiam olhar. Tocar também, bunda, coxa, peito, coisa que percebi cedo, assédio, meu corpo agora se tornando público, corpo travesti, e a primeira arma na cabeça a gente nunca esquece, polícia dando geral na Roosevelt, experiências, essas todas, que jamais me ocorreram nos vinte e nove anos que existi como homem, aquela máscara de pêlos faciais me servindo de escudo talvez.

Uma hora, chega, a confiança vem e se instala e nem mais peruca mas meus próprios cachos, eu toda dona de mim, toda ao natural, capaz de me olhar no espelho e me sentir Amara, capaz de devolver olhares a quem insiste em só saber me ver como a aberração que é.

E aí a chuva de perguntas básica, qual seu genital, nossa, essa obsessão, vontade incontrolável de saber o que diabos temos entre as pernas, e qual seu nome “de verdade”, defina “verdade”, e que história é essa de travesti bi? Bi só quem não for travesti, pelo visto, e tela azul quando me veem de mãos dadas com a minha namorada (“vocês são irmãs?”), alvoroço desde a primeira vez que trocamos beijos na Barra Funda, coraçãozinho aflito ao finalmente ir conhecer sua mãe em Perdizes. Como se comportariam ao ver poema que escrevi sobre ela, essa resistência de seu corpo em vestir-se?

QUASE

 

Seu vestido veste-se por baixo,

os pés primeiro, a tatuagem,

pele branca a se cobrir de azul.

Juntos entãos os joelhos,

mão repuxando o vestido,

perde-se de vista

o tufo de cabelos pretos.

 

Pernas já todo cobertas,

aguarda sem resistência

que chegue sua vez o umbigo.

Daí se divisam os pés,

num deles rama de flor,

rama quase raiz

que o vestido, em se vestindo,

como que arranca à terra.

 

Seios, um se revolta, enrosca

no vestido, recusa a coberta,

mas vêm as mãos,

mãos vêm “sem mas”,

e, da recusa em se deixar cobrir,

impresso em alto relevo

o bico apenas.

 

Travesti também faz poema e nem precisa ser de homem. Inusitado, né?

O passado longínquo, o não tão longínquo assim e o quase hoje, o que eles me permitem pensar do futuro, esse de amanhã mas também o de, se possível, daqui a uma década. Tempo passa corrido em São Paulo, ainda mais quando se é travesti, esses só trinta e pouquinhos anos que insistem em nos deixar viver. Só sei que da época em que eu camelava a Augusta com aquela máscara facial de pêlos pra hoje, a diferença é que agora eu preciso caçar lâmpadas por trás de cada olhar se eu quiser mesmo sair de lá viva.

Amara Moira é travesti, prostituta, doutoranda em teoria literária pela Unicamp, feminista e militante dos direitos de LGBTQIAs e de profissionais do sexo. Além disso, ela é autora do livro “E Se Eu Fosse Puta” (hoo editora, 2016), onde escreve das suas experiências na prostituição por uma perspectiva feminista ao mesmo tempo que literária, buscando apresentar ao leitor em detalhe a vida a que temos direito enquanto travestis, enquanto prostitutas.

 

ERRATA:

Este é o texto original escrito por Amara Moira para o livro “São Paulo em palavras”, cujo conteúdo no livro saiu diferente.

Pedimos desculpas à autora.

Equipe Aquarela Brasileira

 

Sarau Suburbano convida São Paulo em palavras

De que é feita uma cidade? Existem quantas Sampas? Como cada pessoa vê a cidade de São Paulo?
No livro “São Paulo em palavras” 26 autores apresentam suas visões da metrópole brasileira.
Redescubra São Paulo nas palavras de Alessandro Buzo, Alex Richard, Amara Moira, Ana Maria González, Andrea Pelagagi, Bruno Brum, Brunno Almedia Maia, Daniel Arruda, Dennis de Oliveira, Erika Balbino, Fábio Bardella, Gu Tramontin, Janaina Abreu, Jenyffer Nascimento, João Diniz, Jonas Worcman, José Santos, Lívia Prado, Paulo Rafael, Pedro Gabriel, Roberta Scatolini, Selma Maria + Nina Anderson, Vanessa Farias, Wagner Merije e do saudoso Mário de Andrade.
As visões são muitas e vão te surpreender!!!

Para celebrar essa cidade múltipla, o Sarau Suburbano Convicto, referência internacional dos saraus de SP, convida os autores a participarem do lançamento no coração de SP, no Bixiga.
É na segunda-feira, 03/04/2017, a partir das 19h.
É só chegar com seu texto e sua vontade de compartilhar conhecimento. Entrada 1 sorriso!

No comando, Alessando Buzo.

Livraria Suburbano Convicto

Rua Treze de Maio, 70, 2º andar, Bela Vista, São Paulo – SP, 01327-000

Convite Suburbano_São Paulo em palavras_030417

São Paulo em palavras – Capítulo à parte

Programa Capítulo a parte da TV Câmara São Paulo com o escritor Wagner Merije, organizador do livro “São Paulo em Palavras”.
Exibido em 25/01/2017, dia do aniversário de 463 anos da cidade de São Paulo

Saiba mais sobre o livro aqui

Lançamento do livro São Paulo em palavras foi um sucesso

São-paulo-em-palavras_convite

Foi um sucesso o lançamento do livro São Paulo em palavras no Sesc Pinheiros, no dia 25/01/2017, dia do aniversário da cidade que completou 463 anos.
Além do lançamento, teve também um maravilhoso Sarau em homenagem a São Paulo e a todos que nela vivem, trabalham e criam.
Participaram 23 autores autores do livro e teve microfone aberto para o público.
O público foi de 180 pessoas.
Uma tarde linda de boas trocas e muito aprendizado que deixou um gosto de quero mais.
A repercussão na imprensa foi excelente, com matérias em sites, jornais, programas de TV e entrevistas de rádio.
Confira algumas fotos:

Fotos acima: João Henrique Abreu

 

Fotos acima: Coletivas

 

Saiba mais sobre o livro e os autores clickando aqui

Encomendas pelo e-mail: faleaquarela@gmail.com (R$ 35,00 entregue pelos Correios)

 

CLIPPING  (veja mais em Imprensa)

São Paulo em palavras_R7_Pop_170117
São Paulo em palavras_R7_Pop_170117

Programa Capítulo a parte da TV Câmara São Paulo com o escritor Wagner Merije, organizador do livro “São Paulo em Palavras”.
Exibido em 25/01/2017


Entrevista na Rádio Estadão, no programa Estadão Noite, com Wagner Merije, transmitida no dia 23.01.17.mp3


Entrevista na
Rádio Brasil Atual  com Wagner Merije, transmitida em 20/01/17

São Paulo em palavras na Rádio Estadão

Entrevista com o escritor Wagner Merije, organizador da antologia São Paulo em palavras, na Rádio Estadão, programa Estadão Noite, transmitida no dia 23/01/2017

Mário de Andrade está no meio de nós

PAISAGEM Nº 3

Chove?
Sorri uma garoa cor de cinza,
Muito triste, como um tristemente longo…
A casa Kosmos não tem impermeáveis em liquidação…
Mas neste largo do Arouche
Posso abrir meu guarda-chuva paradoxal,
Este lírico plátano de rendas mar…
Ali em frente… — Mário, põe a máscara!
— Tens razão, minha Loucura, tens razão.
O rei de Tule jogou a taça ao mar…
Os homens passam encharcados…
Os reflexos dos vultos curtos
Mancham o petit-pavé…
As rolas da Normal
Esvoaçam entre os dedos da garoa…
(E si pusesse um verso de Crisfal
No De Profundis?…)
De repente
Um raio de Sol arisco
Risca o chuvisco ao meio.

Um poema do glorioso e saudoso Mário de Andrade, que está no livro “São Paulo em palavras”, para alegrar os corações.
Ter Mário conosco é ou não um LUXO?

Conheça mais sobre a biografia de cada autor aqui

Mário de andrade

São Paulo em palavras

São Paulo em palavras_capa-frente-3d

São Paulo em Palavras, novo título da Aquarela Brasileira Livros, apresenta uma metrópole multifacetada na visão de 26 autores

São Paulo em conto, prosa e verso pelas palavras de Alessandro Buzo, Alex Richard, Amara Moira, Ana Maria González, Andrea Pelagagi, Bruno Brum, Brunno Almedia Maia, Daniel Arruda, Dennis de Oliveira, Erika Balbino, Fábio Bardella, Gu Tramontin, Janaina Abreu, Jenyffer Nascimento, João Diniz, Jonas Worcman, José Santos, Lívia Prado, Paulo Rafael, Pedro Gabriel, Roberta Scatolini, Selma Maria + Nina Anderson, Vanessa Farias, Wagner Merije e do saudoso Mário de Andrade.

Para celebrar a cidade, um grupo de escritores foi reunido pelo editor e artista múltiplo Wagner Merije para criar uma obra única e coletiva que mostrasse a relação de cada autor com a metrópole. O resultado é a antologia São Paulo em Palavras, compêndio de 160 páginas à venda por R$ 30.

“…A ideia é descortinar e mostrar a capital revista por paulistanos e paulistas, por brasileiros de outras partes do país e de fora dele, por gente das periferias e universidades, com formações diversas e atuações em vários movimentos e que vivem a cidade com intensidade…”, afirma Merije, organizador do livro.

No título, cada autor apresenta suas criações em seis páginas. Amor, amizade, tensão, delírio, autoconhecimento e mapas sentimentais que trazem à tona lugares, personagens, momentos históricos e suas relações afetivas sobre esta instigante cidade que completa 463 anos.

“…Em quase meio século de existência, São Paulo se tornou uma metrópole superlativa em tudo, inclusive na diversidade. Por motivos assim, é muito válido dedicar uma obra artística de percepções múltiplas para a pauliceia. A concepção grega de percepção incluía a provocação do reconhecimento, de admitir que cada coisa tem alma, paixões, amor, fascinação capaz de provocar uma reciprocidade afetiva no sujeito percebedor. São representações abertas sobre São Paulo a propor o diálogo e a interação…”, complementa Merije, no prólogo do livro.

O título tem a orelha assinada por Alexandre Staut, escritor, editor, criador da revista São Paulo Review.

O lançamento (inicial) acontece no dia do aniversário da cidade, 25 de janeiro (quarta-feira), das 17h às 19h, no Sesc Pinheiros, com direito a sarau com participação de vários escritores e microfone aberto para o público.

 

Dados técnicos do livro
Titulo: São Paulo em Palavras

Gênero: miscelânea de escritos brasileiros

Formato: 14×21 cm

Número de páginas: 160

ISBN: 978-85-9255-203-9

Orelhas: Alexandre Staut

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Preço: R$ 30

Encomendas: faleaquarela@gmail.com

… … …

 

Leia o PRÓLOGO escrito por Wagner Merije

 

São Paulo em palavras, sentidos, percepções, funções e improvisos

De que é feita uma cidade? Existem quantas Sampas? Como cada pessoa vê a cidade de São Paulo? Fascinante, agitada, bonita, acolhedora? Por meio das lentes dos criadores ela vai sendo revelada: cidade poderosa, criativa, pulsante, rebelde, congestionada, violenta, onde acontecem coisas que influenciam o Brasil e o mundo.

Em quase meio século de existência São Paulo se tornou uma metrópole superlativa em tudo, inclusive na diversidade. Por motivos assim, vale muito a pena descobrir esta cidade global, repleta de conhecimento, tendências, cheiros e cores.

Mas este não é um guia turístico. É muito mais do que isso. Esta é uma obra artística de percepções. A concepção grega de percepção incluía a provocação do reconhecimento, de admitir que cada coisa tem alma, paixões, amor, fascinação capaz de provocar uma reciprocidade afetiva no sujeito percebedor. São representações abertas sobre São Paulo a propor o diálogo e a interação.

Um texto semiótico é um corpo de ideias, um discurso, um recorte ético sobre valores, um mapa. Não são somente os textos (e as imagens) que concentram os significados, mas o campo de relação que pode existir entre eles. O processo de criação, individual e coletivo, nesse caso, é riquíssimo de dados que aparecem, no todo, aqui.

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. Cada pessoa tem uma cidade em mente feita exclusivamente de diferenças. Uma cidade sem figuras e sem forma preenchida pelas cidades particulares. Esta obra também é um documento histórico, para o hoje e o amanhã, uma tentativa de contar e compreender uma cidade que são muitas. Uma cidade-estado-nação. Na sensível possibilidade de inverter a ordem do mundo está também a oportunidade da reciprocidade e do diálogo que a arte oferece.

Este livro – uma obra coletiva, uma ação entre amigos para viabilizar a fluidez e a fruição de ideias – revitaliza a cidade e a todos. Neste mergulhar em Sampa, o essencial não é mais a cidade, mas as relações corpo/espaço/arquitetura em experiências que envolvem os vários sentidos.

A literatura é uma manifestação de enfrentamento do paradoxo inexplicável da vida. Experimente, aguce seus sentidos e viva a cidade! A ideia é que a leitura seja um passeio divertido, afetivo e informativo por essa imensidão.

Por essas e outras, é preciso celebrar!

Com este volume, o primeiro da série Em palavras, inauguramos uma coleção de percepções sobre cidades, estados e países.

A viagem promete ser boa e animada.

… … …

 

 Leia as ORELHAS escritas por Alexandre Staut

 

Logo que soube desta coletânea de escritores e sua relação com São Paulo, procurei ver se o volume trazia a diversidade que dá forma à cidade múltipla, que se multiplica e transforma a cada dia.

Abri o livro e encontrei Alessandro Buzo, nascido e criado no Itaim Paulista, extremo da Zona Leste da capital, e seus textos que merecem ser lidos em voz alta, em cima de palanque, de preferência com megafone. Idealizador e apresentador do Sarau Suburbano, um dos mais importantes da cidade, e codiretor do filme Profissão MC, Buzo nos mostra a jornada do herói invisível, equilibrando-se nos trilhos dos trens abarrotados da capital.

Da periferia também vem Jenyffer Nascimento. Feminista, poeta, escritora, integrante de coletivos que discutem gênero envolvendo mulheres negras. Sua voz parece se juntar em uníssono à de Buzo. Mas, como a cidade se multiplica em cada esquina, os ecos de ambos se reverberam na voz de Amara Moira. Ela escreve em sua minibiografia: “travesti, prostituta, feminista e doutoranda em teoria literária pela Unicamp”.

Da universidade também vem uma das pessoas mais cultas e inteligentes que conheço, Brunno Almeida Maia, pesquisador em Filosofia pela Unifesp, autor de peças de teatro, que estuda relações da moda enquanto vestimenta com a literatura.

Das periferias e universidades, passamos em sobrevoo pelo delicioso Bixiga, no centrão de São Paulo, onde Dennis de Oliveira busca a praia na cidade de concreto. A migração e imigração não podiam deixar de aparecer neste livro. Parafraseando Camilo Castelo Branco, a cidade que tem da ave a meiguice e do tigre a insustentável sofreguidão, é olhada com ternura pela mineira Andréa Pelagagi e de forma cativante nos desenhos de Pedro Gabriel. Ele nasceu em N’Djamena, capital do Chade (África) e hoje vive na capital paulista. Aqueles que vieram de fora para dar vida à cidade grande ainda aparecem numa receita de arrumadinho de carne seca; em haikais da rua Glória, no bairro da Liberdade; nas vielas da Vila Carrão; ou no bairro do Limão, tudo reunido nas palavras de José Santos.

Para fechar com chave de ouro o recorte de São Paulo pensado pelo artista múltiplo Wagner Merije, não podia faltar o trânsito diário e a garoa que já foi marca da cidade. Eles aparecem de forma poética no trabalho da produtora cultural Roberta Scatolini.

Mário de Andrade, pai de todos nós, que em tempos longínquos cantou a pauliceia em prosa e verso, também comparece neste retrato da cidade de rios não mais navegáveis, a cidade dos Borbas-Gatos, de descaminhos, de arroubos, de lutas, de setas e cantigas, de Brecheret, como diz o poeta. Uma cidade que ao mesmo tempo fere e cura a ferida.

 … … …

 

Conheça um pouco da biografia de cada autor

ALESSANDRO BUZO tem 44 anos, nascido e criado no Itaim Paulista, extremo da zona leste de São Paulo. Em 2000, lançou de forma independente o livro O Trem – Baseado em Fatos Reais. A partir daí mudou sua trajetória. Hoje, é autor de doze livros, entre eles Guerreira, Hip Hop – Dentro do Movimento, Favela Toma Conta 1 e 2 e Ruas de Fogo. Organizou dez coletâneas literárias, seis volumes da coleção Pelas Periferias do Brasil e quatro volumes da coleção Poetas do Sarau Suburbano. Idealizador e apresentador do Sarau Suburbano, às segundas-feira na Livraria Suburbano Convicto (Bixiga, São Paulo) e uma vez por mês no bar Cartola em São Sebastião, litoral norte de SP. Diretor (com Toni Nogueira) do filme Profissão MC (ficção, 2009, 52 min), disponível no YouTube (www.youtube.com/alessandrobuzo). Apresentou o quadro Buzão – Circular Periférico por três anos no Programa Manos e Minas da TV Cultura (2008/11). De setembro de 2011 a setembro de 2014 apresentou o quadro SP Cultura, no Jornal SPTV 1ª edição, da Rede Globo, sobre a cultura da periferia. Em seu canal no Youtube exibe o programa Suburbano Entrevista, com personalidades do universo cultural brasileiro. Organiza desde 2004 o evento Favela Toma Conta, até aqui foram 30 edições realizadas. Pai do Evandro Borges (16 anos) e casado há 17 anos com Marilda Borges, que é sua produtora e fotógrafa.

ALEX RICHARD MARTINS, nascido em 1986 na cidade de São Paulo, morou em Sampa até 1993. Desde então reside em Arujá – SP, mas nunca perdeu a ligação com a cidade. Cursou a faculdade de Ciências Biológicas na Universidade Camilo Castelo Branco – Unicastelo – (Zona Leste) e é pós-graduado em Gestão Pública de Controle e Educação Ambiental pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Trabalhou por alguns anos em escolas municipais da região da Freguesia do Ó, Brasilândia (Zona Norte) e Guaianases (Zona Leste). Pai do peralta e risonho Pablo Rian. Ativista de causas diversas, militando em movimentos ambientais, sociais e culturais, é professor na rede pública estadual e educador ambiental. Idealizador e apresentador do Sarau do Ernesto, que acontece mensalmente desde 2013 no bairro Parque Rodrigo Barreto em Arujá, nas escolas em que leciona e em outros espaços da cidade. Tem textos publicados em antologias como Poetas do Sarau Suburbano vol. 3 (Edicon, 2015), Poetas do Sarau Suburbano vol. 4 (Aquarela Brasileira Livros, 2016), Pelas Periferias do Brasil vol. 6 (Aquarela Brasileira Livros, 2016), entre outras.

AMARA MOIRA é travesti, prostituta, doutoranda em teoria literária pela Unicamp, feminista e militante dos direitos de LGBTQIAs e de profissionais do sexo. Além disso, ela é autora do livro “E Se Eu Fosse Puta” (hoo editora, 2016), em que descreve as suas experiências na prostituição por uma perspectiva feminista ao mesmo tempo que literária, buscando apresentar ao leitor em detalhe a vida a que temos direito enquanto travestis, enquanto prostitutas.

ANA MARIA MENDEZ GONZÁLEZ na faculdade de Letras descobriu a linguagem e a força das metáforas. Daí ao mundo das imagens, da fotografia e do cinema, foi um pulo. Mais unzinho e viu que tudo de mais importante estava na Arte. Sua mania de pesquisa ajudou. Acha maravilhoso poder escrever palavras em parágrafos, com vírgulas e pontos. Incrível que tudo isso junto possa formar textos, expressando significados, sentidos e imaginação.

ANDRÉA PELAGAGI, 35 anos, nascida em Minas Gerais, vive há mais de dez anos na cidade de São Paulo, onde trabalha como consultora de marketing e gerente de projetos. Formada pela universidade de Brasília em Relações Internacionais e Ciência Política, é corredora amadora, apaixonada por viagens e livros, e por enxergar poesia além dos versos. Teve seu primeiro livro solo de poemas publicado em 2013 – ao Ocaso. Publicou dois livros infantojuvenis – (Im)previsível e As Amigas que fiz e, teve seu conto O sorriso de Okan selecionado pelo Prêmio Sesc de Literatura (Categoria Monteiro Lobato de Contos Infantis). Em 2016 participou da Feira do Livro de Lisboa e do Fliaraxá, lançando seu primeiro livro de crônicas – Soprando meu dente de leão.

BRUNO BRUM nasceu em Belo Horizonte, em janeiro de 1981. É poeta e designer gráfico. Publicou os livros Mínima Ideia (2004), Cada (2007), Mastodontes na Sala de Espera (2011, vencedor do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2010, na categoria Poesia) e 20 Sucessos (2016, em parceria com Fabiano Calixto).

BRUNNO ALMEIDA MAIAPesquisador em Filosofia pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) é autor dos livros O Teatro de Brunno Almeida Maia (Editora Giostri, 2014) e Moda Vestimenta Corpo (Editora Estação das Letras e Cores, 2015).

DANIEL ARRUDA é músico, fotógrafo e autor dos livros Observatório (poemas) e A Saga Dos Rodrigues (contos).

DENNIS DE OLIVEIRA é jornalista e escritor. Nascido na Bela Vista, em 1963, morou no bairro paulistano de 1985 a 1988 e de 2010 a 2014. Neste mesmo bairro nasceu a sua filha, Camila Oliveira, em 1987, hoje farmacêutica. Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP. Autor dos livros Globalização e racismo (2001), Racismo no século XXI (2016) e Jornalismo e emancipação (no prelo). É colaborador da revista Fórum (www.revistaforum.com.br). Mantém um blog de crônicas e poesias intitulado Escrevo o que quero (http://dennisoliveira.wordpreess.com). Atua como consultor em projetos culturais em instituições governamentais e não governamentais. É membro da Rede Antirracista Quilombação, coletivo fundado em 2013 que reúne ativistas que lutam contra a discriminação racial em vários países da América Latina.

Paulistana, e apaixonada por capoeira, ERIKA BALBINO é diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo. Formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, possui especialização em Mídia, Informação e Cultura pelo Celacc – Centro de Estudos Latino-Americanos da USP, com produção de artigo científico sobre O Corpo do Negro como Mídia. Em 2014, publicou o seu primeiro livro infantojuvenil Num Tronco de Iroko vi a Iúna Cantar (Editora Peirópolis), que aborda a capoeira e personagens das culturas indígena, cabocla e negra do Brasil, recebendo excelente repercussão do público e da mídia e realizando inúmeras apresentações em escolas e centros culturais e comunitários. O texto apresentado nessa edição faz parte de seu próximo livro, O Osso – Poder e Permissão, a ser lançado em 2017

FÁBIO BARDELLA vive em São Paulo. Formado em Jornalismo, atua como diretor, montador e fotógrafo audiovisual. Atualmente está difundindo seu selo de criação “RealqualqueR”. Na área de produção, integrou os projetos As melhores coisas do mundo (Gullane Filmes, 2010), Vips (O2 Filmes, 2011) e fdp (Pródigo filmes/HBO, 2012). Como fotógrafo assinou os documentários The Best of Lambada (Yuri Amaral, 2013), Escola das Águas (Juliana Vicenti, 2013, Canal Futura) e Praia do Flamengo, 132 (Vandré Fernandes, 2017). Como fotógrafo adicional assinou os longa-metragens Tudo por Amor ao Cinema (Aurélio Michiles, 2014), Anna K (José Roberto Aguillar , 2014), e a série História da Alimentação no Brasil (Eugênio Puppo, 2017).
Dirigiu os curtas Estação Bahia (2012) e Armazém do Limoeiro (2016). Dirigiu e fotografou os longas Osvaldão (doc, 2014) e Através (Fic, 2015), filmes que entraram em circuito comercial em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, BH, Brasília e outras capitais.

GU TRAMONTIN nasceu em São Paulo no ano de 1974. É cirurgião-dentista especializado em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-faciais. Apaixonado pela palavra escrita, se vê desde a adolescência compondo e escrevendo poesias, contos, crônicas e letras para músicas por necessidade de comunicação consigo mesmo, diluindo o cotidiano através de sua ótica peculiar. Gravado pela cantora Vanessa Farias, com textos no site da Polinesia tees, tem amplo trabalho inédito e apresenta aqui, pela primeira vez, algumas de suas poesias ao público.

JANAINA ABREU nasceu no bairro da Bela Vista, na região central da cidade de São Paulo, mas seu coração é da zona leste. Comunicadora social e especialista em marketing, integra a luta na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes. É sócia-colaboradora do Centro de Educação, Direitos Humanos e Defesa da Criança, Adolescente e Juventude Paulo Freire (Cedheca Paulo Freire) e integrante do Comitê Estadual dos Direitos Humanos de São Paulo. Organizadora do livro O Melhor do Almanaque Brasil (Ed. Positivo, 2004) e do e-book Salvar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (Ed. Instituto Paulo Freire, 2015). Coordena o setor de Comunicação no Instituto Paulo Freire. É também grande amiga de Alex Nascimento, artista gráfico, autor da imagem que ilustra este texto, parceiro de tantos anos e muitos momentos especiais.

JONAS WORCMAN é poeta e contador de histórias. Autor de três livros e finalista do Jabuti 2015. Criador e coordenador do projeto Kombiblioteca, que resultou em um documentário e um projeto de memória sobre a memória dos saraus das periferias de São Paulo. Estuda e trabalha no Museu da Pessoa. Viajante e aprendiz das curas indígenas ancestrais. Atua há 3 anos com o Thetahealing, é iniciado no Magnified Healing e Reiki I e II. É criador do Poetarot, tendo feito mais de 500 sessões pelo Brasil.

JOSÉ SANTOS começou a escrever seus primeiros poemas por volta dos 15 anos, mas só se tornou escritor muito tempo depois. Foi balconista de livraria, trabalhou num canal de TV e num museu, sem nunca abandonar a paixão pela escrita. Já tinha mais de 40 anos quando publicou seu primeiro livro para crianças e jovens, e, a partir daí, não parou mais. Seus livros tratam de assuntos variados como animais em extinção, folclore, astronomia, cultura portuguesa, esporte e até assombrações. Os textos da antologia foram retirados do livro inédito Escrevendo em cima de um mapa. Vencedor do Prêmio Jabuti 2016 com o livro A Divina Jogada (com Eloar Guazzelli, Editora Nós).

JENYFFER NASCIMENTO é feminista, poeta e escritora. Atua no movimento cultural de saraus nas periferias de São Paulo há 10 anos. Publicou nas antologias Pretextos de Mulheres Negras, Sarau do Binho (2013 e 2015), Sarau Preto no Branco (2014),  Memorial Matuto (2015), Pretumel de Chama e Gozo (Organização Cuti e Akins Kintê – 2016), Brasil Periférica (Chile 2016) e em 2014 publicou o livro Terra Fértil, seu  primeiro trabalho autoral, organizado pelo coletivo MJIBA. É integrante dos coletivos Fala Guerreira, Periferia Segue Sangrando e Núcleo de Mulheres Negras da zona sul, todos ligados à discussão de gênero envolvendo as mulheres negras e periféricas.

JOÃO DINIZ é arquiteto dedicado a projetos de edificações e urbanos e também atua na áreas de design, escultura, desenho, fotografia, música, cinema, literatura e ensino. Publicou livros com sua arquitetura, fotografia, e dvds e cds musicais à frente do coletivo Pterodata. Com sua poesia lançou os livros Arte de Obra (Ed. Manuscritos 2010), Ábaco e Aforismos Experimentais (Ed. Asa de Papel 2011 e 2014). Participou de livros coletivos de poesia, dentre eles Trinta Anos Luz (Aquarela Brasileira Livros, 2016). Unindo fotografia e poesia urbana publicou os livros Visible Cities, Polskantor e Budapest Rhapsody (transBooks 2007, 2013, 2016). Seu trabalho pode ser conhecido em vários links na Internet, dentre eles www.joaodiniz.com.br

LÍVIA PRADO é internacionalista, historiadora ou tradutora, conforme a necessidade e a lua. Mineira na certidão, leva sete anos tentando comer São Paulo. A indigestão vira às vezes palavra.

PAULO RAFAEL é historiador, educador e autor do livro infanto- juvenil O Mundo cá tem fronteira: Uma Aventura Brasil – Cabo Verde e do texto O Garoto Régulus – Uma homenagem a Paulo Freire. Nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca em 25 de janeiro. Trabalhou como educador na Secretaria de Estado da Criança, na Rádio Heliópolis e no Instituto Caboverdeano de Menores, em Cabo Verde – África. Desenvolveu pesquisa para os documentários Ermelino é Luz e Um dia de Samba, de Pedro Dantas. Jogou futebol na várzea, é corinthiano de coração e tem dois netos queridos.

PEDRO GABRIEL nasceu em N’Djamena, capital do Chade (África), em 1984. Filho de pai suíço e mãe brasileira,chegou ao Brasil aos 12 anos. É formado em publicidade e propaganda pela ESPM-RJ e autor de 3 livros. São eles: Eu me chamo Antônio (2013), Segundo (2014) e Ilustre Poesia (2016). Todos publicados pela editora Intrínseca. Ficou conhecido nacionalmente pelos versos desenhados em guardanapos no balcão do Café Lamas, no Rio de Janeiro, postados nas suas redes sociais – que somam mais de 1 milhão de seguidores. Hoje, mora em São Paulo. As artes cedidas para este livro fazem parte de uma busca por uma nova identidade poética, onde a concisão e a sensibilidade, tanto dos traços quanto das palavras, convidam o leitor a passear por infinitos caminhos de reflexão.

ROBERTA SCATOLINI é educadora popular, atriz, psicóloga e mestre em Educação pela PUC/SP com uma pesquisa sobre o Teatro do Oprimido e a corporeidade dos educadores. Acredita que a arte e a cultura são fundamentais para a práxis libertadora.

Nasci SELMA MAR-ia quando na minha cidade já não tinha MAR. Fui procurar esse MAR dentro de mim, no meu MAR de palavras que criei para ser poeta. Vi que essa MAR- ia para a MAR-ginal. Gosto das MAR-gens, da peri-fe-RIA, no invisível das pessoas que nestes lugares vivem. Por quê? Deve ser porque SP tem seu mar na marginal. Minha poesia nasce dessa MAR-ia. As ilustrações, feitas pela Nina, fazem parte do livro Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos da cidade, lançado pela Editora Peirópolis. Tem mais no site selmaria.wixsite.com/selmaria

NINA ANDERSON é ilustradora. Publica livros desde os dezoito anos e hoje já soma nove títulos. Viajou três vezes para a Europa e aprendeu a falar fluentemente inglês, francês e italiano. Morou em Bologna – Itália, sede da feira internacional de livros infantis, onde fez cursos de Ilustração na Accademia di Belle Arti di Bologna e Teatro com Serge Nicolaï,  ator da Companhia Théatre du Soleil em Modena – Itália. É professora e palestrante em oficinas de arte para crianças e professores em espaços diversos. Foi aluna dos ilustradores Odilon Moraes e Fernando Vilela, no Tomie Ohtake, da ilustradora Laura Teixeira, no B_arco – São Paulo, e da artista plástica Aline Van Langendonck, no Instituto Rodrigo Mendes. Apresenta o espetáculo infantil Lesma Mesma, baseado no livro com o mesmo título.

VANESSA FARIAS  é escritora, jornalista, cantora e compositora. Participa desde 2014 de ateliês de criação literária ministrados pelos escritores Luís Brás e Nanete Neves. Participou da antologia Um circo de percalços falsos – guia para a bibliotecária das galáxias, pelo coletivo As lontras daquela hora. Também lançou um EP autoral intitulado Daqui pra frente (Independente, 2015).

WAGNER MERIJE gosta de criar e inventar coisas desde pequeno. É poeta, escritor, jornalista (PUC-MG), curador, gestor cultural e compositor. Tem trabalhos lançados no Brasil e no exterior. Publicou os livros Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Trabalhou para jornais, revistas, TVs e rádios no Brasil e no exterior, tais como Folha de São Paulo/Ilustrada, O Tempo, TV Minas, TV Sesc, Rádio Inconfidência, dentre outros veículos. Criou e coordena o projeto MVMob – Minha Vida Mobile, que capacita estudantes e educadores para a apropriação criativa dos celulares. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013)­­­­. Em 2014 foi homenageado pelo Salão Nacional de Poesia Psiu Poético. É de BH, já morou em Londres e desde 2005 habita SP. Mantém o site www.merije.com.br

MÁRIO raul DE moraes ANDRADE (1893 – 1945) publicou Pauliceia Desvairada em 1922 (de onde estes poemas foram retirados). Romancista, cronista, ensaísta, musicógrafo, crítico, jornalista, professor, pesquisador, conferencista, poeta e contista. Estreou em 1917 com um indeciso livrinho de poemas – Há uma gota de sangue em cada poema. Mas cinco anos depois publicou Pauliceia Desvairada, marco dos mais importantes na história da poesia brasileira, autêntico estopim deflagrador de novas correntes estéticas. É autor também de Macunaíma, Amar, Verbo Intransitivo, Clã do Jabuti e dos volumes de contos Primeiro Andar, Belazarte, Contos Novos, entre outros.

… … …

 

Um lançamento da Aquarela Brasileira Livros

Livros são Incríveis! A gente ama!

Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.

faleaquarela@gmail.com

 

Akademia dos Párias em São Paulo

akademia-dos-parias_071216_casa-das-rosas

Poetas do Maranhão vão destilar poesia na Casa das Rosas no dia 07/12/2016, no lançamento do livro “A poesia atravessa a Rua”, em comemoração aos 30 anos do grupo de poetas que nos anos 80 se reuniu e agitou São Luís com livros, saraus, revistas e muita festa.

Participação de Paulo  Roberto Gomes, Raimundo Garrone, Marcello Chalvinski, Ademar Danilo, Celso Borges, Fernando Abreu e ZéMaria Medeiros, entre outros.

Serviço

Poetas do Maranhão vão destilar poesia na Casa das Rosas no dia 07/12/2016,

Evento: Lançamento do livro “A poesia atravessa a Rua” com Sarau

Data: 07/12/16

Local: Casa das Rosas – Avenida Paulista

Horário: Das 19h às 21h

A produção do lançamento em São Paulo é da Aquarela Brasileira

Aquarela Brasileira Shop na Festa Simbiótica

simbiotica_261116

Simbiótica é a vida, é a mistura, é o resultado gerado na junção de vários elementos, interdependentes, solidários e autônomos.

Na quarta edição da festa do Coletivo Supernova (www.coletivosupernova.com.br) teremos o pernambucano Marcos Manulu e sua música com sotaque nordestino se misturando com o som de Gil Duarte e Sistema Asimov de Som, de origem cearense, apresentando uma música urbana com referências sonoras étnicas, mas também com o mesmo sotaque do nordeste tangendo-lhe o norte sonoro.

Ambos os artistas estarão apresentando músicas de seus trabalhos que estão prestes a sair: Marcos Manulu lançando ‘Rebobinado’ e Gil Duarte lançando ‘Gil Duarte & Sistema Asimov de Som ou Sons Equatoriais para Paisagens Tropicais’.

Completando a simbiose de manifestações artísticas, a noite também terá o Ponto de Leitura e Difusão da Aquarela Brasileira (www.aquarelabrasileira.com.br) além da arte visual de Gil Duarte (Binário Armada) e das fotografias de Daniel Arruda (Exodus).

Esperamos todos para essa noite de misturas, sons, cores e alegria.

A entrada é franca e a festa começa a partir das 18h.

aquarela-brasileira-loja-sho_patio-42_270816

Serviço

Simbiótica

Sábado – 26/11/2016

Das 18h às 21h

CCB – Centro Cultural Butantã
Av. Corifeu de Azevedo Marques 1882, Butantã

São Paulo – SP