Peregrinação Crioula

 

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Peregrinação Crioula”, uma viagem a Cabo Verde marcada pelo processo de autodescoberta e confronto de identidades

 

O veleiro, os marinheiros, as paisagens, os habitantes de cada porto, tudo se torna parte de uma grande aventura para Paulo Branco Lima, escritor português de origem angolana, que apresenta seu segundo romance, Peregrinação Crioula.

Uma viagem pelo mar tem muitas dimensões, perigos e revelações. Pelo caminho permeiam mistérios e monstros que vão além da imaginação, revelando muito da vida de quem se lança por sobre as águas. Assim, ao balanço das ondas salgadas, durante uma jornada ao arquipélago de Cabo Verde, os leitores são convidados a atravessarem o horizonte onírico do tempo.

À medida que os episódios avançam, a narrativa desdobra-se num olhar pós-moderno sobre Peregrinação, a obra magna de Fernão Mendes Pinto. Publicada em 1614, trinta e um anos após a morte do autor, é tida como o livro de viagens da literatura portuguesa mais traduzido e famoso em todo o mundo.

Resultando de uma longa pesquisa sobre o conceito de navegação atlântica, o processo de escrita de Peregrinação Crioula tornou-se num projeto de vida com mais de vinte anos de recolha empírica e destilação em matéria criativa. Funcionando como jogo intertextual, recuperam-se várias personagens da obra quinhentista, colocando-as a bordo de um navio-escola de traços contemporâneos. Reconfiguram-se, de igual modo, numa estreita convivência entre a Língua Portuguesa e o Crioulo cabo-verdiano, fragmentos cruciais como a entrega da espingarda no Japão, os demónios de Pocasser ou a ilha de Calempluy.

Nas palavras de Abílio Hernandez, docente de História e Estética do Cinema da Universidade de Coimbra, “Paulo Branco Lima percorre os labirintos da memória e do passado para que no final da errância se possa produzir o equilíbrio e a catarse. Desta errância, não é só o itinerário que nos é oferecido, é também o retrato dos itinerantes, dos que vagueiam, isto é, dos que erram, perseguindo a felicidade”.

Para Pires Laranjeira, especialista em Literaturas e Culturas Africanas, docente da área disciplinar de Literaturas e Culturas Africanas de Língua Portuguesa da FLUC, trata-se de “um livro de escrita comedida, metódica, visual, que descreve com minúcia e empolga pela força da palavra diretamente testemunhal, mas cruzada com a matriz renascentista: marinheiros-aprendizes, rotinas apertadas, trabalhos e dias duros, espaços e sujeitos enclausurados num oceano de espantos e águas abertas, à descoberta de si. Como em Mendes Pinto ou no romance reportagem norte-americano, a aventura na simplicidade das vidas jovens, na riqueza da narrativa de formação. Um encontro com o mundo novo das ilhas crioulas, numa poética da relação, como dizia Glissant.”

Como destaca Mário Gomes, doutorado em Teoria da Literatura pelas universidades de Bona e Florença, onde deu aulas, e professor visitante e leitor do DAAD (Serviço de Intercâmbio Académico Alemão) na Universidade de Concepción (Chile), “estamos perante um autor que na gíria literária se apelidaria de náutico: um autor de navios-escola e marinharia, mas sobretudo um artista da submersão literária. Sei de poucas pessoas – assim de repente lembro-me de um ou dois casos – que vivam tão submersas na literatura como o Lima.”

Peregrinação Crioula já tem datas de lançamentos em várias cidades, a começar por Lisboa, no dia 11 de junho, pelas 18h00, na Livraria Ler Devagar (LX Factory – Rua Rodrigues Faria, 103 – Ed. G – 0.3). O romance será apresentado pelo escritor e tradutor Mário Gomes, cujo recente trabalho de conversão para Língua Portuguesa do autor germânico Arno Schmidt (até então inédito em Portugal) e da sua obra Leviatã ou O Melhor dos Mundos seguido de Espelhos Negros, recebeu o elogio da crítica especializada. Os atores Miguel Sopas e Ricardo Vaz Trindade lerão fragmentos do romance .

Em Coimbra, a sessão de lançamento decorrerá na Casa da Escrita a 14 de junho, pelas 18h00, e será apresentada por Pires Laranjeira,  autor de várias obras de referência na especialidade de Literaturas Africanas, entre as quais A Negritude Africana de Língua Portuguesa (1995), Ensaios Afro-Literários (2005) ou 5 Povos 5 Nações (2007).

 

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Foto: Miguel Von Driburg

 

Paulo Branco Lima é escritor, ator, performer, investigador literário e produtor cultural. Licenciado em Jornalismo e Mestre em Literatura de Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra, em 2013 publicou o romance Origem e Ruína na chancela Chiado Editora. Enquanto autor, fomenta alicerces nas obras de William Faulkner, Camilo Castelo Branco, Pepetela, Vitorino Nemésio e Guimarães Rosa. Membro do Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é colaborador regular da Revista de Estudos Literários e das publicações angolanas O Chá e Jornal Cultura. O seu trabalho foi destacado por vários veículos de comunicação em Portugal e África. Saiba mais em RTP África Mar de Letras https://www.youtube.com/watch?v=4xh8XFspE1U&t=20s   e também em https://www.youtube.com/watch?v=YN6Q9WVdG8w

 

DADOS DO LIVRO
Título: Peregrinação Crioula
Autor: Paulo Branco Lima
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Romance
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 172
ISBN: 978-85-92552-12-1
Depósito legal: 455407/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/peregrinacao-crioula
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

 

Aquarela Brasileira Livros

Livros são Incríveis! A gente ama!

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Voyagers – Concerto Risko no CAPC

VOYAGERS – DESCAMINHOS DO IMPROVISO foi concebido como um encontro de pessoas, versos e sons, com liberdade, com carinho, com respeito à diversidade. Momento de sentir, ver, ouvir, falar, tudo em harmonia. Cada participante traz referências para somar, para partilhar, para experimentar com o público. Interartes.

Pois, nossa alegria é imensa ao vermos os frutos já tão belos.

Em sua participação na primeira edição, ocorrida em 23/03/2019, no CAPC – CÍRCULO DE ARTES PLÁSTICAS DE COIMBRA, o rapper português Risko (Júlio Martins) apresentou um concerto inédito, íntimo, para uma pequena e sortuda audiência.

Filmado e Editado por Alexandre Moutinho / Film and Photography e Ra Fa, o concerto revela a sensibilidade, o talento e o experimentalismo de Risko, que nos brindou com  sons do álbum que está a caminho!

O que prevalece é verdadeira emoção e honestidade.
Vai, Risko, brilha!

Que a poesia, a sinceridade e as amizades se fortaleçam nesses encontros!

Coimbra Cidade Livro Aberto

 

Oh! Safo_Foto Wagner Merije

Mostra fotográfica que revela um pouco de Coimbra através das imagens e suas entrelinhas.

Um descortinar de olhares sensíveis e visões particulares.

Participam Felipe Vieira, Marcela Uchoa, Mick Maxwell, Susana Eliane, Bruno Macêdo Mendonça, Ana Baptista, Wagner Merije

 

“O verdadeiro fotógrafo, como de resto qualquer artista, deve escolher o caminho com o coração e nele viajar incansalvemente, contemplando como pessoa inteira tudo o que é vivo. Absolutamente íntegro, sem propósito alcançar, sem submissão a regras e fórmulas, sem necessidade de parecer brilhante ou original, só assim autêntico e livre pode captar o espírito criador em movimento. Aquele que mergulha na viagem do ver tem que estar com as portas da percepção sempre abertas, sabe que diante do eterno precisa esquecer de si próprio. A criação é o que importa, caminho de conhecimento, poderosa arma de encontrar o mundo. O ato criativo é contínuo e sem fim, a prática sempre renovada de contemplar humaniza a visão, anula verdades, permite a inventividade, realça o eu interior. A recompensa é a experimentação mística do encontro com a beleza. O fotógrafo sente neste momento fulgaz algo parecido com o satori zen budista, um momento de revelação, um indefinido e maravilhoso prazer. Nessa respeitosa relação consigo mesmo, o fotógrafo cria algo de original com espontaneidade e fluência, o observador se confunde com a coisa observada, o vazio se instaura, o que estava contido volta a pulsar, o que antes era pressentimento agora é realização. A pureza do seu diálogo, por mais fotos que faça, por mais poeira que tire dos olhos, continuará andando solitário com sua câmera, mas ele também sabe que está aprendendo outra arte bem maior, a arte de não ser coisa alguma, de não ser mais que o nada, de dissolver a si próprio no vazio entre o céu e a terra.”

Fernando Pessoa

 

LOCAL: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Entrada do Anfiteatro III – 4º Piso

DATA: De 05/04/2017 a 30/04/2018

 

21ª Semana Cultural da UC – Caminhos

Agradecimentos: Universidade de Coimbra, Equipa da Semana Cultural da UC, FLUC, colaboradores e amigos.

Idealização: Aquarela Brasileira Multimedia

Todos os caminhos levam a Coimbra

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Curta-metragem com histórias de criadores que habitam o imaginário desta que é uma das cidades mais enigmáticas de Portugal e do mundo.

Com pitadas de mistérios e magia, pois “imaginar é sonhar”, como escreveu Almeida Garrett, é um misto de documentário com ficção.

Este filme não é uma tentativa de contar a história de uma cidade, mas é, antes, uma forma livre de demonstração de carinho, uma via de experimentar suas utopias criadoras, nas palavras do Professor Doutor José Bernardes, que participa com depoimentos peculiares e profundos.

Lembrando Camões, que toma corpo e alma na tela, “a verdadeira afeição na longa ausência se prova”.

Segundo Jacques Ranciere, “o cinema tem provado que a forma documental, na qual se organizam fatos comprovados, implica em invenções ficcionais mais ricas do que as necessárias para se criar uma ficção plausível. E o cinema mais interessante hoje é aquele que embaralha documento e ficção. A ficção não é o oposto da realidade, mas a construção de um senso de realidade”.

 

APRESENTAÇÕES AGENDADAS

Liquidâmbar – Praça da República nº28 1ºandar – Coimbra

Datas: 02, 03 e 04 de abril de 2019 – 21h00 –

Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – Anfiteatro III – 4º Piso

Data: 03/04/19 – 10H00 – 13h00

Apresentações seguidas de debate

 

ELENCO
Camões, Paulo Branco Lima (Camões redivivo), José Bernardes, Poeta G, Élia Ramalho, Antero de Quental, Florbela Espanca, Minerva, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Alexandre Herculano, Marquês de Pombal, Infante D. Henrique, Nun’Álvares Pereira, Tito, Loba do Capitólio, Penélope, Vitória de Samotrácia, Ulisses, D. João V, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Freddie Mercury, E.T.

POEMAS
“Canção IV” – Camões
“Charneca em flor” – Florbela Espanca

TRILHA SONORA
“Eine Kleine Nachtmusik, K. 525: III. Menuetto – Allegretto” – Wolfgang Amadeus Mozart
“Conhecer Alice” – Merije / Jamphel D
“Pontes” – The Grauº
“Sinfonia Nº 2 (Minueto – Allegro)” – João Domingos Bomtempo
“Viajante das galáxias” – Merije / Jamphel D

EQUIPA TÉCNICA
Gravações de áudio: Vasco Otero / RUC
Câmeras: Aquarelistas
Edição: Daniel Quintela
Produção: Aquarela Brasileira Images
Roteiro & Direção: Wagner Merije

AGRADECIMENTOS
Universidade de Coimbra, 21ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra – Caminhos, José Augusto Cardoso Bernardes, Teresa Baptista, Grau, Paulo Branco Lima, Vasco Otero, Élia Ramalho, RUC, Domingues Pinto, Erick Morris, Roberta Scatolini, Dora Merije Scatolini Araujo, elenco, colaboradores e amigos.

INFORMAÇÕES
faleaquarela@gmail.com

Voyagers – Descaminhos do Improviso

Voyagers
Encontro de pessoas, versos e sons, com liberdade, com carinho, com respeito à diversidade.

Momento de sentir, ver, ouvir, falar, tudo em harmonia.

Cada participante traz referências para somar, para partilhar, para experimentar com o público.

Interartes.

Participam Paulo Branco Lima, Júlio Martins – Risko, Lucerna do Moco, Rita Gomes, Pedro Vaz, Lanna Santos, Wagner Merije +++

Ao ar livre, entrada livre, participação livre. É primavera!!!

Data: 23/03/2019 – 17h

CAPC CÍRCULO DE ARTES PLÁSTICAS DE COIMBRA

Círculo Sede – Rua Castro Matoso, n.º 18, 3000 – 104 – Coimbra – Portugal (ao pé das Monumentais)

 

21ª Semana Cultural da UC – Caminhos

Agradecimentos: Universidade de Coimbra, Equipa da Semana Cultural da UC, CAPC, Catarina Bota Leal, colaboradores e amigos.

Idealização: Aquarela Brasileira Multimedia

 

 

 

Pequenos Grandes Caminhos

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Mostra de artes que tem como mote os caminhos que as crianças trilham com seus pais, avós e familiares para chegar à escola.

São representações visuais que mostram a diversidade de caminhos nas vidas de todos nós.

Uma criação conjunta das crianças do Jardim de Infância dos SASUC, com muito carinho e criatividade. Participam Leonor, Sofia, Madalena, Pilar, Joaquim, Clara, Júlia, Pedro, Mafalda, Maria Inês, Rita, Rebeca, Henrique, Guilherme, Maria Rita, Inês, Dora

Apresentada, primeiramente, no Hospital Pediátrico, permite-nos perceber o hospital para além de sua finalidade de acolhimento de doentes, mas também como um local de convívio de pessoas diversas, de encontros, de aprendizagem, de amor, de esperança, de cura pela arte.

Arte em espaços não convencionais, aberta ao público.

Valorização dos saberes e talentos das crianças.

Em seguida, as criações serão apresentadas nas dependências do Jardim de Infância do SASUC.

Local: Hospital Pediátrico da Universidade de Coimbra (Entrada pelas Consultas Externas) –Av. Dr. Afonso Romão, 3030

Período: De 21/03/2019 a 10/04/2019

Horário: 8h30 às 17h00

Informações: faleaquarela@gmail.com

21ª Semana Cultural da UC – Caminhos

Agradecimentos: Universidade de Coimbra, Equipa da Semana Cultural da UC, Equipa do JI SASUC, Joana Vila Nova, Raquel Maricato, Nuno Freitas, Odete Gonçalves, Equipa do Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Dra Salomé Marques, Elisa Martins, Lucio Oliveira, colaboradores. e amigos.

Idealização: Aquarela Brasileira Multimedia

 

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Projetar Caminhos… Andar Por Aí!

Apresentação
O atelier no JISASUC integra-se numa abordagem específica em que as famílias são chamadas como colaboradores ativos e presenciais na dinamização deste espaço e tempo. Destina-se a um momento em que as crianças em pequenos grupos exploram as dimensões das suas cem linguagens.
Este ano o mote para adultos e crianças foi “Projetar Caminhos…Andar Por Aí!”.

O Processo
“Fizemos desenhos sobre caminhos. Eu fiz um labirinto que é um caminho que tem muitos sítios por onde podemos passar. Eu já estava a pensar num labirinto, antes de fazer o esboço. É que eu lembrei-me de um labirinto que há no parque. Tem caminhos com portas, onde podemos passar, e outros que têm arbustos.
Fiz o labirinto da Rita que não acreditava em dragões, mas afinal apareceu o dragão e cuspiu fogo!” Rita, 5 anos

“Fiz o mapa da minha casa e depois fiz o caminho para a escola da mana e desenhei a escola da mana. Este é o caminho da escola da mana!” Leonor, 5 anos

“Fiz o caminho da água e dos peixes.
– E eu também. O caminho dos peixes é na água do mar.
– Os peixes vão passear no rio e encontram outros peixes e também pode encontrar tartarugas e polvos. Fizemos este caminho com lápis, canetas, arame e umas bolinhas de brinquedos.” Maria Inês e Mafalda, 4 anos
“Fiz o caminho dos pássaros e vi aqui um pássaro. O caminho dos pássaros é pelo céu: uns vão para ali que é para casa dos meus avós, para o outro lado é para casa dos outros avós, para baixo é para o chão e para cima é para o céu e para o espaço.
Utilizei lápis e uma folha para desenhar o esboço dos caminhos. Depois usei outros materiais…com rolos de papel e linha colorida, e outro com algodão. As asas foram de um papel brilhante azul e o bico também foi com esse material.” Rebeca, 5 anos

“No atelier eu fiz um caminho que era o dos pássaros. Não sei onde vai dar, mas é no céu e eu não sei onde vai dar. Quando os pássaros vão no caminho deles vão para os ninhos que são nas árvores.” Madalena, 4 anos
“Eu fiz o caminho das coisas que estão dentro da escola. Há mesas, cadeiras e tapetes. É um caminho divertido, porque os amigos também estão connosco! Este era um caminho importante porque é o caminho da escola e eu gosto de vir à escola…fazemos amigos novos. Mas antes tive que fazer o esboço que é quando desenhamos num papel as nossas ideias, aquilo que vamos fazer.
Para fazer este caminho utilizei barro, rolos pequeninos, paus e palhinhas.” Joaquim, 5 anos

“Eu fiz o caminho dos brinquedos! Eu escolhi este caminho… é porque desenhei tudo: todos os brinquedos.” Pilar, 3 anos
“Fiz um caminho com algodão.” Sofia, 3 anos

“Eu desenhei o caminho de um banco de azulejos que é para vir para a escola, porque às vezes eu passo por lá, quando venho a pé. Usei cola e usei esponjas, lápis de cor, e um papel grande que tinha brilhantes e era macio. Depois de fazer o esboço eu decidi fazer o caminho com o Guilherme, porque somos amigos. O Guilherme tinha um caminho que era do estendal aterrar na parte de trás da carrinha. E depois fizemos uma carrinha da polícia.” Henrique, 6 anos

“Primeiro eu desenhei o meu esboço! Eu fiz um esboço de quando fui à Land Paris e andei no comboio que tinha um túnel de quadros e esculturas. Depois a Inês disse-me o que desenhou: desenhou o caminho das vacas que é nos montes claros. Depois tivemos uma ideia que era fazer o caminho das vacas a passar pelo túnel. Então a Inês foi fazer as vacas com cabeça de algodão e eu fui fazer os quadros com papéis, bolinhas brilhantes e canetas. Havia um quadro gigante no último. Eu usei papel brilhante, fita cola e cartão. O papel era crepe e não aguentava muitas coisas, por isso pusemos cartão por baixo. Usámos também bolinhas, cola, canetas, papéis, espuma e papéis normais e brilhantes.” Maria Rita, 6 anos
“Fiz o caminho para a minha casa.” Clara, 3 anos
“Primeiro fiz o esboço que é um desenho e depois ficamos a olhar para ele. Depois temos que montar o que o desenho está a mandar. Eu fiz o caminho das vacas! No esboço fiz com muitas, mas depois para montar eram só duas, porque fiz com a Maria Rita. Fizemos juntas, porque nós somos muito amigas.
Utilizei papel brilhante para as vacas e outros materiais que eram rolhas e arames.” Inês, 6 anos

“Fiz um desenho no atelier sobre a minha ideia do meu caminho que era da asa do estendal a cair em cima da carrinha do pai. Mas depois, decidi fazer com o Henrique, porque ele é o meu melhor amigo e juntámos os nossos caminhos.” Guilherme, 5 anos

“Fiz o caminho da minha casa para o JI numa folha e com lápis. Depois fiz com o Pedro, porque ele também estava a fazer o caminho para o JI.
– Fizemos com caricas e madeira.
– Tivemos que martelar com martelo e pregos para não cair.
– Eu desenhei o carro, porque vou para o JI de carro.
– E eu desenhei a minha casa. Depois cortámos e colámos.” Júlia, 4 anos e Pedro, 5 anos

 

Assim na Terra como no Céu

Trágico-Marítima_Domingues Pinto_divulgação
Trágico-Marítima_Domingues Pinto_divulgação

Assim na Terra como no Céu é uma mostra de artes plásticas que busca recriar parte do imaginário de grandes personalidades de Coimbra em fusões com elementos da cultura portuguesa.
Uma livre interpretação pictórica de um rico universo de histórias e simbolismos.
Participam Pedro Góis, Catarina Bota Leal, Domingues Pinto, Élia Ramalho, António Azenha, Lobo e Wagner Merije.

Inauguração: 19/03/2019 – 18h30 – 20h30
Visitas: 20/03 a 12/04/2019 – Seg – Sex: 9h30 às 12h30 e 14h00 às 18h00

Local: Casa da Escrita
Rua Dr. João Jacinto Nº 8, Sé Nova – Coimbra/Portugal
Fone: + 351 239 853 590
Site: www.casadaescrita.cm-coimbra.pt
E-mai: casadaescrita@cm-coimbra.pt

21ª Semana Cultural da UC – Caminhos
Agradecimentos: Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra, Casa da Escrita, amigos e colaboradores.
Idealização e produção: Aquarela Brasileira Multimedia


PALAVRAS, PESSOAS, ARTES

Palavras que são reinterpretadas.

Das palavras nascem ideias e diálogos e junto o desejo de trazer as pessoas que admiramos para o nosso convívio mais próximo. É uma demonstração de respeito, de carinho, é como querer que elas estivessem presentes agora, entre nós, e não só no passado. Pois suas mentes criativas continuam a nos estimular a ir além, por nós e por elas.

Somos todos multifacetados! Há nesta mostra um enfrentamento de linguagem pelos criadores, em uma dinâmica que projeta palavra e vida em imagens e formas.

Lembrando Walter Benjamin, existe uma linguagem da escultura, da pintura, da poesia, e essas estão fundadas em outras. Toda obra de arte possui um ideal a priori, carrega em si uma necessidade de existir, cabendo ao crítico evidenciar, justamente, essa necessidade e nenhuma outra.

Assim na Terra como no Céu está fundada em um olhar coletivo, o que faz com que a tarefa de delimitar seu significado, ou concebê-lo de forma precisa, não seja fácil. O elo entre quem aprecia a obra e a obra se dá pela relação de sentidos. E aqui eles são múltiplos!

Com as bençãos de José Saramago

José Saramago e toda a equipa da Fundação José Saramago, em Lisboa, receberam de braços abertos os escritores, escritoras e convidados que compareceram à Casa dos Bicos, no dia 02 de fevereiro de 2019, para apresentação do livro “Coimbra em palavras”.

Um encontro fraterno com a palavra em suas múltiplas dimensões, da palavra que fala, que cria, que lembra, que questiona, que une, que confronta, que abre espaços para novas criações.

Um dia e uma noite para ficar na memória de todos e todas que lá estiveram, de corpo presente e no pensamento.

A Aquarela Brasileira Livros agradece a todos que colaboraram para esta realização, para que este sonho se tornasse parte das memórias de todos que amam a literatura, os livros e os pensadores-humanistas, como José Saramago.

Que venham outros encontros, outros livros, e muita poesia para nos embriagar e nos conduzir.

Fotos: Vittorio Alves e Wagner Merije

Manifesto da Abundância

Sobre amor às artes, expertise e atenção…

E sobre…

E sobre ser escolhido e escolher fazer arte…

E sobre escolha ou condenação…

E sobre educar e aprender…

E sobre a Academia…

E sobre a Língua Portuguesa…

E sobre respeito e convivência com a diversidade…

 

E sobre… nós…

nós

 

Nisto acreditamos…

 

Prosperidade!

O universo é abundante de recursos, de bondades e recompensas.

 

Reconhecemos na linguagem da arte a pluralidade de sentidos como traço definidor.

O mundo é uma obra aberta.

Vamos expandir nossas fronteiras, vamos romper com os paradigmas.

 

O sol há de brilhar mais uma vez.

O amor será eterno novamente.

 

 

 

Raul no Rio

O gigante do trombone está chegando, Cidade Maravilhosa!

Raul no Rio_2019

Saiba mais sobre BLUE VOYAGE, o novo album de Raul de Souza: www.aquarelabrasileira.com.br/blue-voyage-raul-de-souza