Coimbra Música Conversas_Carlos Mendes_Kaló

Bem-vindos, bem-vindas ao Coimbra Música & Conversas, um encontro para falarmos sobre música, formação musical, apoio à cultura e sobrevivência artística em tempos de pandemia. Em meio às conversas, improvisos musicais com cada convidado ou convidada. Uma oportunidade de conhecer e valorizar os artistas da cidade, além de manifestar nosso apoio em tempos de pandemia a quem tanto contribui para que nossos dias tenham arte e mais cores.

O convidado de hoje é Carlos Mendes, também conhecido como Kaló. É baterista, compositor e cantor da banda The Twist Connection. Já integrou combos como The Parkinsons, WrayGunn, Bunnyranch, Tédio Boys, dentre outros.

Nessa conversa animada, a lenda do rock de Coimbra relembra suas diversas bandas, fala da sua relação com a bateria e com a vida de músico, das angústias existenciais e criativas, aborda seus estudos filosóficos, apresenta sua visão sobre a cena de Coimbra “Capital do Rock’n’roll” e de outros géneros musicais, reflete sobre a formação de público, entre outras questões sensíveis.
O uso das línguas no rock, especialmente da Língua Portuguesa, e suas participações no cinema também passam por seu crivo.
E como ele mesmo diz, apesar da crise pandêmica, “está cheio de ideias para continuar a fazer música”.

Uma conversa verdadeira e com a maturidade de quem tem uma longa história e muito por partilhar.

O projeto Coimbra Música & Conversas é uma realização da Aquarela Brasileira Multimedia para o Ciclo Orphika 2020 da Universidade de Coimbra.

O mediador convidado para esta série é Wagner Merije, doutorando na FLUC, jornalista, poeta, escritor, editor, compositor, gestor cultural e criador multimedia.

Acompanhe a série de conversas no link
www.aquarelabrasileira.com.br/coimbra-musica-conversas-serie

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O Cotovelo Kovid

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O Kotovelo Covid, novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, emociona, encanta e ensina crianças e famílias

Para as crianças, uma boa história pode marcá-las para sempre. Os bons livros têm a capacidade de emocionar, encantar e ensinar. O Cotovelo Kovid é um desses livros perfeitos para os miúdos de todas as idades, pois apresenta uma história cheia de imaginação que toca o coração e ajuda crianças, mães, pais, familiares, professoras e professores a lidar com as dificuldades de forma lúdica.

Divertido e imaginativo, conta as aventuras de um cotovelo muito amigo, que está sempre pronto para brincar e nos proteger. Ficou curioso/a? Pois prepare-se para se apaixonar por uma turminha cheia de amor e consciência.

Em suas páginas coloridas o livro propõe uma conversa interessante sobre os tempos de pandemia, os cuidados com a saúde e a proteção de cada um e do coletivo.

Algumas das opiniões que nos chegam traduzem o encanto que gera esta obra elaborada com sensibilidade e amor:

Amei!!! Linguagem instigante, que propicia a imaginação e permite a expressividade. Abordagens que trazem para o universo infantil questões que mudaram abruptamente hábitos sociais. O distanciamento (para as crianças, as festinhas de aniversário são verdadeiros acontecimentos), a ansiedade, a necessidade de atividades físicas, o cuidado diário,  as perdas de entes queridos, dentre outras situações que podem gerar tantas dúvidas e inquietações, são tratadas de forma leve… Parabéns pela sensibilidade, por possibilitar aos pequenos uma alternativa de companhia, sendo esta, parte do próprio corpo. Imagino o impacto positivo nas vidas das famílias, como O Cotovelo Kovid trará auxílio aos adultos nas tentativas de explicações. As ilustrações, tão delicadas e perfeitas! Encantada também com a descrição dos envolvidos. Gratidão! Viajei com o livro!
Andrea Gomes – pedagoga (Brasil)

Fantástico!
Joana Vila Nova – professora Jardim de Infância da Universidade de Coimbra, mãe (Portugal)

Além de ser um tema atual, o livro dá indicações sobre as regras a cumprir na situação com que infelizmente nos vemos confrontados. Por outro lado uma das disciplinas do currículo chama-se Cidadania e Desenvolvimento e um dos temas a trabalhar prende-se com os riscos em geral e desta pandemia em particular, pelo que poderá servir de base de trabalho para explorar esse tema. Nesse sentido gostaria de lhe pedir autorização para poder divulgá-lo junto aos alunos da turma e até da escola. Cumprimentos,
Alfredo Martins – educador, coordenador de Português (Portugal)

Ahhh que ideia linda! É isso aí, transformar o caos em organização criativa.
Parabéns! Adorei! Dora, já estreando na literatura.
Graziela Andrade – mãe, escritora, professora, artista plástica (Brasil)

O livro está muito legal, parabéns, o texto é muito gostoso. Uma delícia fazer dobradinha com os filhos.
José Santos – escritor, pai (Brasil)

Sensacional! Lindo! Delicado! Belo!
Rômulo Garcias – ilustrador, escritor, pai (Brasil)

Com este primeiro lançamento infantil, a Aquarela Brasileira Livros vem, com respeito às crianças e aos jovens, aos autores e ilustradores, contribuir para a formação, o ensino e o entretenimento de seu público infanto-juvenil. Acreditamos no futuro com mais cuidados, cores, pluralidade, e a educação é a base de tudo. Empenhamos em produzir obras que respeitem a sensibilidade de nossos leitores e leitoras, desde a mais tenra idade, que estimulem o pensamento crítico, o debate, a criatividade e o interesse pela literatura e pela diversidade, com o apoio de professoras e professores e os estudantes.

SOBRE OS AUTORES
Wagner Merije é jornalista, escritor, editor e criador multimedia. Gosta de flores e de cores, de crianças, de gente grande e da natureza. É doutorando na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Portugal). Conheça seus trabalhos em www.merije.com.br

Dora Merije Scatolini Araújo é uma menina criativa e divertida que adora desenhar, criar histórias e dançar. Nasceu em 2014 e é do signo de gêmeos. Seus desenhos foram bem aproveitados pela criativa Laís.

Laís Coutinho Fonseca é formada em Engenharia e ilustradora em tempo livre. Sua satisfação é alegrar os outros através de sua arte.

DADOS DO LIVRO
Título: O Cotovelo Kovid
Autores: Wagner Merije e Dora Merije
Ilustrações: Laís Coutinho Fonseca
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Literatura Infanto-Juvenil
Formato: 20 x 20 cm
Número de páginas: 24
ISBN: 978-65-86867-03-9
Depósito legal: 472975/20
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/o-cotovelo-kovid
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

 

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Coimbra Música Conversas João Silva Jorri

Bem-vindos, bem-vindas ao Coimbra Música & Conversas, um encontro para falarmos sobre música, formação musical, apoio à cultura e sobrevivência artística em tempos de pandemia. Em meio às conversas, improvisos musicais com cada convidado ou convidada. Uma oportunidade de conhecer e valorizar os artistas da cidade, além de manifestar nosso apoio em tempos de pandemia a quem tanto contribui para que nossos dias tenham arte e mais cores.

O convidado de hoje é João Silva, também conhecido como Jorri. É músico, compositor, produtor, membro fundador da banda “a Jigsaw”, coordenador e fundador da casa de criação Blue House.

Nessa conversa franca, o articulador da cena do novo rock de Coimbra fala da guitarra e da cultura de Coimbra, da importância da cidade em sua trajetória, bem como do mundo da música por trás dos palcos e nos palcos, das composições para teatro e cinema, o trabalho empresarial com 80 músicos, sobre as profissões artísticas e técnicas e os diálogos com os vários agentes da cultura.

As mudanças enormes que estão a ocorrer no showbusiness com a pandemia também passam por sua análise, entre outros assuntos.

Em meio a esta boa troca de ideias, João Silva também toca sua Auto Harp , um instrumento de timbres belos e peculiares.

Uma conversa animada com temas para todos que se interessam pela música e pelo mundo dos espetáculos.

O projeto Coimbra Música & Conversas é uma realização da Aquarela Brasileira Multimedia para o Ciclo Orphika 2020 da Universidade de Coimbra.

O mediador convidado para esta série é Wagner Merije, doutorando na FLUC, jornalista, poeta, escritor, editor, compositor, gestor cultural e criador multimedia.

Acompanhe a série de conversas no link

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Festivais Literários na economia da cultura

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A Frente Cultural do Dia Mundial da Língua Portuguesa vem por meio deste convidar-te para participar do Webinário

Festivais Literários na economia da cultura

A conversa contará com representantes de festivais no Brasil, em Portugal e na África.

Data: 18/11/2020

18h30 (Hora de Brasília) / 21h30 (Hora de Lisboa)

A moderação está a cargo de Wagner Merije

 

Wagner Merije é jornalista, poeta, escritor, editor, gestor cultural e doutorando na Universidade de Coimbra. Entre seus livros estão O Cotovelo Kovid (2020), Psyche & Hamlet vão para Hodiohill (2019) e Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013. Editou obras de Fernando Pessoa, Camões, Camilo Pessanha, João José Cochofel, entre outros.

Romancista, historiadora e tradutora, Ana Filomena Amaral natural de Avintes, Vila Nova de Gaia, é mes­tre em História Económica e Social Con­temporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, possui o cur­so de pós-graduação em Ciências Docu­mentais/Biblioteconomia, e uma larga experiência como intérprete e tradutora de várias línguas europeias, mantendo particular contacto com a língua alemã. Ana Filomena Amaral é autora de 13 obras, entre ficção e investigação histórica. “Gelos” é o segundo volume da trilogia “Mãe Nossa”, iniciada com “O Diretor” dedicada à Terra, que se completará com “Desertos”. Participou em vários festivais literários internacionais: Bookworm, Pequim, 4ª edição do Festival literário EU/China, Pequim, em representação de Portugal, Jaipur Literature Festival em janeiro de 2020, entre outros.

Afonso Borges é gestor cultural, escritor e jornalista.  Criou, em 1986, o projeto “Sempre Um Papo” e, em 2012, o “Fliaraxá (Festival Literário de Araxá), nos quais também é Curador. É comentarista da Rádio BandNews Belo Horizonte, com o programa “Mondolivro” e colunista no portal do jornal “O Globo”. Tem publicados 6 livros, entre eles, o infantil “O Menino, o Assovio e a Encruzilhada” (Sesi-SP Editora) e de contos, “Olhos de Carvão” (Record). É curador do Portal Mondolivro onde reúne toda a sua produção intelectual e profissional.

Filinto Elísio é poeta, novelista, colunista e ensaísta cabo-verdiano. Autor de livros de poesia, crónica e ficção, é membro e cofundador da Academia Cabo-verdiana de Letras. É editor na Rosa de Porcelana e organizador do Festival de Literatura-mundo do Sal.

Mais informações: http://dmlp.utopia.com.br

Os webnários já realizados podem ser vistos no link www.youtube.com/c/FrenteCulturaldaLínguaPortuguesa

 

Apoio: Aquarela Brasileira Multimedia

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Coimbra Música Conversas Série

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Série de conversas sobre música, formação musical, apoio à cultura e sobrevivência artística em tempos de pandemia, entremeadas por improvisos musicais.

Uma oportunidade de conhecer e valorizar os artistas da cidade, além de manifestar nosso apoio em tempos de pandemia a quem tanto contribui para que nossos dias tenham arte e mais cores.

Quando: 10, 17 e 24 novembro e 01 de dezembro/2020

O projeto Coimbra Música & Conversas é uma realização da Aquarela Brasileira Multimedia para o Ciclo Orphika 2020 da Universidade de Coimbra.

O mediador convidado para esta série é Wagner Merije, doutorando na FLUC, jornalista, poeta, escritor, editor, compositor, gestor cultural e criador multimedia.

Ao final, todas as conversas estarão reunidas no link
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Conversa com João Silva_Jorri
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Conversa com Carlos Mendes_Kaló
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Literatura, cinema, música e artes na FNAC

Cineasta António Ferreira participa na apresentação conjunta dos dois romances de Paulo Branco Lima na FNAC de Coimbra.

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Após os sucessos dos lançamentos nos mercados editoriais de Portugal e do Brasil, a primeira apresentação em conjunto dos dois romances de Paulo Branco Lima, Origem e Ruína e Peregrinação Crioula, publicados pela chancela Aquarela Brasileira Livros, irá contar com a participação do realizador conimbricense António Ferreira, cineasta reconhecido pelas obras Pedro e Inês, o filme mais visto em Portugal em 2018, ou Embargo, uma adaptação de José Saramago.

António Ferreira estará à conversa com o autor Paulo Branco Lima e com o editor Wagner Merije, abordando as relações culturais entre Portugal e Brasil, país onde o realizador, nos últimos anos, sediou a sua produtora Persona Non Grata Pictures.

Durante o último biénio, o mercado sul americano tem sido igualmente recetivo para o escritor de Coimbra Paulo Branco Lima, que viu a segunda edição do primeiro romance Origem e Ruína ser publicada em terras brasileiras, para além do seu segundo livro Peregrinação Crioula. Moderado pelo responsável editorial da Aquarela Brasileira, este encontro, a realizar na Loja FNAC do Fórum Coimbra no próximo dia 5 de novembro, pelas 21h30, abordará de igual forma as condicionantes e desafios do relacionamento entre literatura e cinema. Irá também participar no evento o cantautor Hélder Grau Santos, interpretando três temas musicais com ligação umbilical às obras apresentadas.

Paulo Branco Lima_António Ferreira

Biografias

 Paulo Branco Lima é licenciado em Jornalismo pela Universidade de Coimbra e Mestre em Literatura de Língua Portuguesa (UC). Com o selo da Aquarela Brasileira Livros, publicou as obras de ficção Origem e Ruína e Peregrinação Crioula, esta última selecionada para a edição de 2020 do Prêmio Oceanos. Entre inúmeras colaborações destacam-se os seus artigos publicados na Revista de Estudos Literários (Centro de Literatura Portuguesa) e nas publicações angolanas O Chá e Jornal Cultura. O seu trabalho foi destacado por vários veículos de comunicação em Portugal e África. Atualmente exerce funções de produtor executivo no equipamento cultural Convento São Francisco, em Coimbra.

António Ferreira estreou-se em Cannes no ano 2000, com o filme “Respirar Debaixo d’Água”. Autor de “Pedro e Inês” que foi o filme português mais visto em 2018, já realizou três longas metragens – “Embargo” uma adaptação de José Saramago e “Esquece Tudo o que te Disse”. Dirige a produtora Persona Non Grata Pictures sediada em Portugal e no Brasil.

 

DADOS DOS LIVROS
Título: Peregrinação Crioula
Autor: Paulo Branco Lima
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Romance
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 172
ISBN: 978-85-92552-12-1
Depósito legal: 455407/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/peregrinacao-crioula

Título: Origem e Ruína
Autor: Paulo Branco Lima
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Romance
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 140
ISBN: 978-85-92552-12-1
DL: 460652/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/origem-e-ruina

 

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Uma mulher qualquer

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Uma mulher qualquer, de Haydée da Cunha Frota, novo título da Aquarela Brasileira Livros: poesia das recordações, do olhar e do não morrer

Este Uma mulher qualquer encontra seu tom já na introdução, um poema narrativo em que o lançamento de um livro se torna um momento para obter a poesia das coisas.

Aqui, a paisagem é poesia, o rio, as árvores, a memória da infância, o pai usando chapéu, as galinhas no terreiro, a cabritinha, as flores, a merendeira de plástico azul, o estojo de lápis. Outra profusão de elementos é dada no poema Imagens da solidão, esse destacado sofrimento sobre o qual a poeta confessa: “Tenho medo”. Em Haydée da Cunha Frota, a solidão se exaspera e se transforma, por exemplo, no poema em que uma tia se recusa a se alimentar por saudades.

A poeta trabalha com o cotidiano, prepara a usinagem do mundo de cada dia com seu modo de ver, usando metáforas para construir a beleza dos versos; noutras vezes, Haydée usa o tecido da prosa, mas embebido de lirismo, como em Fragmentos.

A atenção na vida faz tanto falar dos suicidas e ouvir os gemidos que antecedem a morte quanto celebrar a amizade de duas irmãs e suas escolhas políticas, assim como deixar marcado o compromisso com a resistência: “o chope no Maletta depois das passeatas”. Há uma forte marca de registro dos acontecimentos políticos nos versos, como as manifestações para lembrar um ano do assassinato de Marielle Franco, crime ainda obscuro, quando tantas pistas ligam os nomes dos diretamente envolvidos no crime ao nome da família Bolsonaro, que hoje desgoverna o país.

Rainer Maria Rilke, um mestre, nos ensinou que mesmo que estivéssemos em uma prisão, cujos muros não permitissem que nenhum dos ruídos do mundo chegassem aos nossos ouvidos, teríamos sempre o tesouro das recordações. Haydée traz as recordações, o passado, e traz também o presente.

Neste Uma mulher qualquer, Haydée mostra que a poesia é um modo de olhar e, como deixa claro no último verso deste livro, também é um modo de não morrer.

Por Adriane Garcia

 

DADOS DO LIVRO
Título: Uma mulher qualquer
Autor: Haydée da Cunha Frota
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Poesia
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 64
ISBN: 978-65-86867-00-8
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/uma-mulher-qualquer

 

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Clepsidra_100 anos

Um dos livros mais enigmáticos da poesia portuguesa, CLEPSIDRA, de Camilo Pessanha, completa 100 anos de sua publicação neste 2020.
Trata-se de um livro importante, de excelente poesia, que todos precisam ler.
Peça seu exemplar pelo e-mail faleaquarela@gmail, que enviamos para sua casa com todo carinho e cuidado.
Para saber mais da edição da Aquarela Brasileira Livros, acesse o link www.aquarelabrasileira.com.br/clepsidra_camilo-pessanha

Em comemoração a esta data tão importante, a Aquarela Brasileira Livros vai estar presente na homenagem preparada em Coimbra:

Tributo 100 anos_Clepsidra_301020_Café Santa Cruz_Coimbra

Eis um poema:

CAMINHO I

Tenho sonhos cruéis: n’alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente…
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-m’o coração dum véu escuro!…
Porque a dor, esta falta d’harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d’agora,
Sem ela o coração é quase nada:
— Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.

Visibilidade e Respeitabilidade

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Visibilidade e Respeitabilidade: Memória e luta dos negros nas associações culturais e recreativas de São Paulo (1930-1968), de Maria Aparecida Pinto Silva, novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, discute o racismo em São Paulo, Brasil

 

No início da década de 1950 a UNESCO encomendou a um grupo de cientistas sociais brasileiros um conjunto de pesquisas que abordassem as relações raciais no Brasil, vistas pelo mundo como harmônicas e democráticas. A conclusão desse estudo, porém, revelou exatamente o contrário, evidenciando uma sociedade racista que perpetuava a invisibilidade e marginalização do negro.

Esta obra de Maria Aparecida Pinto Silva, a partir de sua dissertação de mestrado apresentada há 23 anos na PUC de São Paulo, traz à luz essa cruel realidade, desvendando não só o contínuo processo de exclusão do negro, mas também sua resistência e luta para conquistar seu espaço na sociedade, impondo sua visibilidade e respeitabilidade, particularmente na cidade de São Paulo.

A autora nos faz viajar nessa jornada através das memórias de um grupo de interlocutores negros, memórias que se cruzam, formam uma identidade étnica e os legitima como sujeitos de sua própria história, uma história que nos remete à abolição, passando posteriormente para a fundação de ordens religiosas que acabaram originando associações negras, uma imprensa combativa –em especial na década de 1930-, e espaços de cultura e lazer, onde se agregavam e davam uma resposta ao racismo, afirmando-se como um grupo que se fazia visível na mensagem que passava para a sociedade: existimos, temos dignidade e somos respeitáveis.

Conforme declara a autora, “Tenho um carinho muito especial por essa pesquisa que diz muito sobre minha própria trajetória: meus pais, tios e avós foram protagonistas na luta dos negros paulistanos pela sobrevivência material, pela dignidade e espiritualidade. Meu avô foi secretário na Igreja do Rosário por 30 anos, meu pai era da Associação Cultural do Negro, meu tio um dos fundadores do Aristocrata, meu tio avô era do KWY e seus amigos do Royal… a lista não termina…”

Hoje o debate sobre a questão racial é urgente, é pauta de todos os meios de comunicação. A leitura deste trabalho se torna extremamente pertinente, já que vivemos um momento histórico no qual, mais do que nunca, os negros se rebelam contra o racismo e se colocam como protagonistas e narradores de sua história, comumente contada pelo branco.

 

SOBRE A AUTORA
Maria Aparecida Pinto Silva é graduada em Ciências Sociais e especialista em Antropologia pela UNICAMP. Tem o mestrado e o doutorado pela PUC de São Paulo. É professora universitária desde 1988 e professora aposentada da rede pública do Estado de São Paulo. Seus estudos desde a graduação foram pautados pela questão étnica: estudou o baile negro Chic Show, as Associações Culturais e Recreativas de São Paulo e por último na academia desenvolveu a tese sobre o jornal “A Voz da Raça”, da Frente Negra Brasileira. Atualmente dedica-se ao estudo do continente africano.

 

DADOS DO LIVRO
Título: Visibilidade e Respeitabilidade: Memória e luta dos negros nas associações culturais e recreativas de São Paulo (1930-1968)
Autor: Maria Aparecida Pinto Silva
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Prosa, Poesia
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 144
ISBN: 978-65-86867-04-6
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/visibilidade-e-respeitabilidade

 

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Apneia

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Apneia”, de Márcia Leão, novo título da Aquarela Brasileira Livros, revela a sensibilidade de uma voz poética feminina

 

Para Freud, o EU é construído na relação com o outro. É no mergulho no mar caudaloso do outro que eu teço minhas teias de identificação, repulsa, desejo, entrega ou distanciamento. Para ele, a própria pulsão instintiva que orienta o indivíduo para o amor é uma maneira de realização natural do ser ao encontrar compatibilidade no outro. Ao amar, desejamos ver no outro o reflexo do nosso amor e merecê-lo, por ser ele igual ou melhor do que nosso amor, um modo de amar mais perfeito que o nosso, nosso ideal, nosso próprio eu!

Encontrar o outro pressupõe, portanto, um rasgo de coragem justamente porque no caminho estão aqueles sentimentos todos que vão sendo recolhidos ao longo da trajetória e que, somados, gritam em nosso interior: esse que lhe sorri, dá as costas, abraça, conversa, emudece, aponta, olha ou desvia o olhar, tece intrigas ou se revela inteiro, esse que lhe seduz ou apavora, lhe faz suspirar ou perder o fôlego… na verdade tem muito de você, revelado nesse espelho de carne, vísceras, paixão e espanto!

Márcia Leão, esta menina pós-cinquenta, pode ter morrido de medo do percurso. Mas entre apneias, insônias, madrugadas e cálices de vinho, conseguiu revelar estes encontros. Seu texto é esse pé na porta de quem ficou por muito tempo com o quarto sob segredo, as gavetas arrumadas, as cortinas cerradas, mas com uma latência que gritava por revirar tudo e se apresentar. Lá dentro, em alguns momentos lânguida de sedução, em outros raivosa de repulsa pelo acanhamento daqueles que teimam em não serem inteiros, a leoa postou-se inteira, entregue, pronta para quem a quisesse ler, sentir, tocar.

Cada linha aqui revelada trata de encontros. O encontro da mulher com o amor, com a paixão, com o carinho, com os cheiros do tesão impregnados na parede. Não há nenhum falso pudor em assumir-se um caldeirão de antagonismos, paradoxos, antíteses, incoerências. Nestes traçados poéticos, há o cheiro da campina, o odor suave das crianças que correm pela sala, o aroma tépido das recordações que descem as escadas do sótão para se materializarem sob o olhar da mãe amorosa ou da filha saudosa. Mas há, também, e muito, o ar impregnado da volúpia do desejo, da carne, do verbo que quer se fazer explosão de confissão.

Há uma provocação explícita desde o título. Apneia é aquilo que normalmente aquele que possui não vê, mas sente no corpo as dores e as angústias de ter no peito. Apneia tira o sono, impõe vigília – a do que respira e a daqueles que tentam dormir, em volta. É angustiante, exaustiva, e muitas vezes o sentimento é de querer livrar-se, “curar-se”. Márcia entrega-se, inteira, nestes versos e prosas. Mas isso tem um preço. A cumplicidade de quem a ver, revelada, desperta sobressaltos, vigília.

Este livro é, antes de tudo, esta catarse libertadora por parte de sua autora. Catarse, em seu sentimento aristotélico mais genuíno: pela emoção arrebatadora, uma purificação de almas. A mulher, mãe, amante, filha, amiga está lhe entregando um convite: vem perder o fôlego comigo!

Segundo Ney Mourão aponta no prefácio, “Se você aceitar o convite, irá fundo, tão fundo a ponto de também perder o ar, como ela expressa logo no primeiro poema. Mas será que viver a vida inteira sem estas apneias reveladoras vale a pena, de fato? Poema guardado na gaveta, ela nos diz, é coisa triste de se ver, sem asas, sem jornada, sem acenos para janelas que ficam. Gente sem suspiros, sem engasgos, sem noites perdidas de sono porque o amor não veio ou se foi, esta mulher alada, feita de sonhos, não quer mesmo por perto. Márcia quer mesmo é encontro de singularidades, pé na porta e segredos esparramados sobre a colcha como presentes em dia de aniversário.”

É muito bom que haja autoras corajosas, que se entregam em poesia, prosa, em tempos tão sombrios. Tempos onde encontrar e encontrar-se é algo tão frágil quanto minutos de sono sob apneias em uma noite de insônia. É bom que Márcia Leão, ao descobrir-se, também tenha tido a generosidade e bondade de se revelar. Ousadia e coragem de quem não tem medo de ser chamada de louca, sonhadora, inconsequente. De quem escreve, sem meias-palavras, que está e sempre estará em outro rebanho.

O poeta Chico, brasileiro, homem, que tão bem desvendou a alma feminina, um dia desejou não dormir, até que se consumasse um tempo dele e da amante, e dizia de um tempo de delicadezas, de silêncios, e de encantamentos que só a eternidade pode trazer. Se você mergulhar, de fato, neste encontro que Márcia aqui propõe, talvez consiga viver um momento semelhante à letra desta canção.

Na opinião de Roberto de Freitas, “A escrita poética de Márcia é sentida! É daquelas que quando escreve deixa sulcos nas folhas de trás. É assim porque vem carregada de vida e de experiências. E, ao mesmo tempo, é leve como quem já viveu e sabe no corpo o seu fim. É alegre e também triste, como aquele olhar brilhando que acompanha o horizonte até se pôr.Vejo aí Márcia Menina e Márcia Mulher, brincando de se esconder uma dentro da outra. E viva essa poesia feminina e afetuosa como quem carrega no colo as palavras mais lindas!!!”

Prepare-se que Apneia é isto: onde a respiração para e volta diversas vezes.” Vai lá! Perca o sono por hoje. Perca o fôlego. Mas encontre lirismo para manter a alma desperta, que disso qualquer ser que respira quer mais é se afogar, com vontade!

 

SOBRE A AUTORA
Márcia Leão é poeta e assistente social, nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais. Sempre gostou de escrever, mas, só agora, aos sessenta anos, criou coragem de mostrar seus textos, tirar a roupaem público. Quando escreve, é como se estivesse conversando com seu confidente. Mostra-me inteira. Talvez por isso a hesitação de tornar público. Nesta obra coloca suas verdades, seus sonhos, seus devaneios… Esses poemas falam do vivido, do sonhado, do esperado. O sonho hoje é que encontrem eco na poesia que mora em cada um.É que despertem outros sonhadores permitindo-lhes belos voos.

DADOS DO LIVRO
Título: Apneia
Autor: Márcia Leão
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Poesia
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 148
ISBN: 978-65-86867-02-2
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/apneia
Encomendas: marcialeao@ymail.com
 

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