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São Luís em palavras

São Luís em palavras_capa 3D

São Luís em Palavras, novo título da Aquarela Brasileira Livros, apresenta uma visão ampla e multifacetada da capital maranhense na visão de 33 autores

LANÇAMENTO

Dia 17/11/2017, às 19h

FELIS – Feira do Livro de São Luís

Casa do Maranhão

São Luís pelas palavras, lentes e artes de Ana Borges, Andréa Oliveira, Aluísio Azevedo, Bruno Azevêdo, Bruna Castelo Branco, Celso Borges, Deborah Baesse, Diego Dourado, Dyl Pires, Eduardo Júlio, Ed Wilson Araujo, Félix Alberto Lima, Fernando Abreu, João Lisboa, Joãozinho Ribeiro, Joaquim Haickel, José Ewerton, José Nascimento Moraes, José Reinaldo Martins, Júlia Emília, Lissandra Leite, Luciana Martins, Luís Augusto Cassas, Luís Inácio, Márcio Vasconcelos, Marilda Mascarenhas, Otávio Rodrigues, Ricardo Leão, Ricarte Almeida, Sérgio Habibe, Talita Guimarães, Wilson Marques e Zema Ribeiro

São Luís em Palavras faz parte de uma coleção da Aquarela Brasileira Livros, editora sediada em São Paulo, que apresenta histórias afetivsa de cidades, estados e países, pela visão e sentidos de quem vive e se reconhece em suas ruas, casas, apartamentos, esquinas e bares

O livro conta com obras de 33 autores: poetas, pintores, fotógrafos, prosadores, historiadores, professores, advogados, radialistas e editores que, direta ou indiretamente, influenciam a vida da cidade. Eles e elas contam e narram experiências vividas e apresentam personagens da elite e do povo, gente que fez e faz parte da vida deles.

“É um trabalho marcado pela diversidade. Tem um olhar plural sobre São Luís. Mostra sua beleza, mas não esquece de expor as feridas da cidade e seus culpados”, afirma o escritor Celso Borges, um dos organizadores do volume ao lado do poeta e editor Wagner Merije

A capa dialoga com a obra do artista plástico Zé Roberto Lameiras, já falecido, um dos personagens mais atuantes na vida de São Luís nos anos 80 e 90.

A maioria dos autores é de personagens vivos. As exceções são os escritores João Lisboa, Aluísio Azevedo e José Nascimento Moraes, expoentes do século XIX. Os vivos são, entre outros, os prosadores Wilson Marques, Bruno Azevêdo e José Ewerton; os jornalistas Otávio Rodrigues, Zema Ribeiro e Ed Wilson Araujo; os poetas Fernando Abreu e Luis Inácio, além do fotógrafo Márcio Vasconcelos, o compositor Sérgio Habibe e os artistas plásticos Ana Borges e Diego Dourado.

A cidade

São Luís do Maranhão é atravessada pelos rios Anil e Bacanga e foi fundada pelos franceses, que ali ficaram entre 1612 e 1615, quando foram expulsos pelos portugueses. Seu nome é uma homenagem ao rei Luís XIII da França e sua fundação faz parte do projeto da criação de uma França Equinocial no norte do Brasil, que acabou não dando certo.

Mas antes dos europeus chegarem ali, o lugar já era povoado pelos índios, principalmente os Tupinambás, habitantes essenciais na formação daquele povo que juntamente com o branco e o negro africano escravizado, construíram a cidade, com suas belezas e contradições. Essa mistura foi responsável pelo nascimento de um sotaque na língua e nos tambores. A cidade, com suas casas de batuque, seus terreiros e danças e costumes indígenas, somados às influências ibéricas, deram à cidade uma cor e dicção únicas no país e no mundo.

No século 18 e 19, período de grande crescimento econômico, os portugueses conceberam a construção de uma mini Lisboa com seus casarões, sobrados e ruas estreitas. De um lado, a elite mandava seus filhos estudarem na Europa e voltarem doutores. De outro, os negros africanos erguiam a cidade de arquitetura opulenta. De um lado, a atuação de grandes intelectuais de destaque nas letras nacionais, como João Lisboa, Odorico Mendes, Sousândrade e Gonçalves Dias; do outro uma grande massa analfabeta excluída e ignorada pelos donos do poder.

Com a abolição da escravatura e a falta de planejamento urbano e econômico, a chamada Atenas Brasileira caiu num certo ostracismo do qual ainda tenta se levantar. Tudo isso em meio a uma exuberância de cor e claridade, de vento e água de seus rios e mares; da herança de uma língua de múltiplos sotaques e seus tambores e ritmos. Uma cidade que pulsa viva e diferente de todas as outras.

“É essa, principalmente, a São Luís que está aqui neste livro: memórias, afetos, significados e vivências de pessoas que, sem esquecer as feridas e cicatrizes da cidade, revelam um pouco do impacto de sua singularidade sobre o coração de cada um deles”, finaliza Borges.

 

SERVIÇO

Título: São Luís em palavras

Autores: 33

Organizadores: Celso Broges e Wagner Merije

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Gênero: Prosa, Poesias, Artes gráfica, Crônicas, Memórias

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 196

ISBN: 978-85-92552-07-7

Preço: R$ 35,00

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/sao-luis-em-palavras

 

Aquarela Brasileira Livros

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Almas da liberdade

Almas da Liberdade_CAPA 3D Almas da Liberdade_Quarta CAPA 3D

ALMAS DA LIBERDADE, novo título da Aquarela Brasileira Livros, reúne textos de três autores negros

Realidade e ficção se entrecruzam em histórias com lirismo e crítica afiada da vida do povo negro no Brasil

O caminho da liberdade, Largo do Rosário, Treze de Maio, Afeto: são três moços conversando sobre a vida. Conversam sobre infância, amizade, amor, sexo, família, bailes, futebol, poesia, e também sobre perrengues, violência, racismo, movimento negro, política e esperança. São memórias de quem já viveu (e vive) as aventuras, delícias e dores de ser negro no Brasil.

Em Almas da liberdade, de Paulo Rafael, Romildo Ibeji e Stiãojs, o leitor encontrará poesias, prosa, artes gráfica e crônicas, registros de memória, saudações à ancestralidade e ao sentido da liberdade. Segundo os autores, o sentido da liberdade é ter muita fé na vida e em tudo que a inspira, apesar das atrocidades, dificuldades, opressão e contradições do cotidiano.

Talvez por isso possamos encontrar nos autores elos com a chamada geração mimeógrafo dos anos 1970. A consciência negra ou negritude dos três moços recorda o Treze de Maio, data da abolição da escravatura (1888), o Sete de Julho, data da fundação do Movimento Negro Unificado nas escadarias do Teatro Municipal da cidade de São Paulo. Todos os momentos são uma tradução da força da “gente preta que incomoda” a sociedade racista com suas movimentações e passeatas contra o racismo, o machismo, homofobia, pobreza e todas as formas de intolerância.

O pensamento poético da consciência negra dos três autores homenageia o ativismo da luta negra, intelectuais, artistas, sambistas, entes queridos e queridas, guerreiras e guerreiros do dia-a-dia. Cada um ao seu modo nos fala de projeto de futuro e reinventa o Brasil sacudindo palavras de ordem e progresso que não combina mais com azul celestial da bandeira brasileira, e sim com a indignação de toda a sorte, e com as injustiças sociais, fim do futebol arte e dos sonhos das famílias negras.

A luta continua na revolução cotidiana de todos que se reúnem nas ruas, bares e diversos cantos, seja na juventude negra que, historicamente, luta e denuncia o GENOCÍDIO da população preta, sejam os negos véios ou Mvs (mais velhos) e sua resistência ancestral, seja a mulher negra trabalhadora doméstica mãe ou artista, cantora ou escritora, esteio da vida, guardiã da ancestralidade, fonte de inspiração, às vezes lembrada, esquecida e até renegada, seja nos territórios e territorialidades negras no Brasil, em Angola, Moçambique ou Guiné Bissau e mundo afora.

Quem assina o prefácio é Gevanilda Santos, historiadora e mestre em Sociologia pela PUC-SP, professora universitária, pesquisadora das relações raciais brasileiras e ativista do Movimento Negro Paulista.

No encontro, no diálogo e na amizade, os autores compartilham seus escritos de ontem e de hoje, apresentam suas intimidades, desnudam sentimentos e principalmente revelam seus olhares para a vida, na busca incansável de novos significados e sentidos.

“Sim… produzir sentidos… porque me parece que para essas ‘almas livres’, escrever significa de algum modo elaborar suas histórias e paixões, dar nome às coisas simples que permeiam a existência cotidiana, para trazer à tona as lembranças e ao mesmo tempo lançar o olhar e o coração para o futuro que virá”, como bem aponta a psicóloga, pós-graduada em Crítica de Cinema pela FAAP e Mestre em Comunicação Visual pela Universidade Anhembi Morumbi, Lucy Franco, no prefácio.

A organização do livro e coordenação editorial é de Wagner Merije.

Com esse novo lançamento a Aquarela Brasileira Livros se orgulha de trazer mais uma publicação de inestimável valor para a cultura e a memória do povo brasileiro.

SOBRE OS AUTORES

Paulo Rafael nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca, em 25 de janeiro. Começou jogando bola na várzea, no time Estrela do Oriente. Esse time era uma mistura de okinawanos, portugueses, italianos e afros brasileiros. Foi na várzea que entendeu mais sobre diversidade. Foi office-boy, aprendeu muito andando pelo centro da cidade. Também entregou jornais, trabalhou como educador na Secretaria de Estado da Criança, na Rádio Heliópolis e no Instituto Caboverdeano de Menores, em Cabo Verde – África. Nessa época colaborou com um jornal da comunidade cabo verdeana em Boston. Desenvolveu pesquisa para os documentários ‘Ermelino é Luz’ e ‘Um dia de Samba’, de Pedro Dantas. Ah, e teve um bar na praia de Camburi, junto com um sócio, que divide este livro. É historiador, educador e autor do livro infanto juvenil ‘O Mundo cá tem fronteira: Uma Aventura Brasil – Cabo Verde’ e do texto ‘O Garoto Régulus’ – Uma homenagem a Paulo Freire.

Romildo Ibeji nasceu em 29 de junho de 1960, dia de São Pedro, zona leste de São Paulo, famoso Cangacity. Primário fez na Escola Estadual Guastini Eiras, o ginásio também. O colégio fez no Brás, na Escola Técnica Francisco Matarazzo. Depois dos estágios, veio a universidade, o sonho Jornalismo virou Letras. bacharelado em Francês, sem se preocupar com o tempo. Movimento negro, movimento sindical, movimento estudantil foram importantes para a sua formação de indivíduo. O teatro também,, fez dois cursos na escola Macunaíma, agregou com o teatro de marionetes, com um professor chileno, até participou de um grupo, fez espetáculos infantis, muita coisa acontecendo em Sampa, não parava. Aposentado, a vida lhe possibilita estabelecer novamente alguns vínculos com prazeres de adolescência, juventude… Voltou a estudar, fez pós em SocioPsicologia na FESPSP, na General Jardim, é voluntário na Soweto, organização negra, desenha e busca aprimoramento. Está feliz e acreditando nos caminhos divinos.

Stiãojs nasceu em Pernambuco e vive em São Paulo desde 1960. Em São Paulo viveu a infância e adolescência com sua família de religião protestante (Igreja Crongregacionista Tradicional). Formou-se em Técnico de Artes Gráficas nos fins dos anos 70. Foi Produtor Gráfico, por mais de trinta anos. Estudou Letras e Sociologia (USP) e Economia (PUC). Nos anos 80, foi membro fundador do Movimento Em Defesa do Menor. Participou das revistas Limbo, Elo, Arteria e Desenruste. Foi ativista cultural e representante dos funcionários do IPT/USP. Nos anos 90 foi membro fundador da Soweto – Entidade Negra. Nos anos 2000 participou dos Cadernos Negros 25 (poesias). Atualmente vive em Boiçucanga, litoral paulista.

SERVIÇO
Título: Almas da liberdade
Autores: Paulo Rafael, Romildo Ibeji, Stiãojs
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Prosa, Poesias, Artes gráfica, Crônicas, Memórias
Formato: 13,5 x 17,5 cm
Número de páginas: 160
ISBN: 9978-85-92552-05-3
Preço: R$ 35,00
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/almas-da-liberdade
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

Aquarela Brasileira Livros
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Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.

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Via Sampa USP FM

Via Sampa_Mário Sant_Astros e Estrelas_20170803_Uspfm
Em agosto Wagner Merije foi convidado da Rádio USP em duas ocasiões. 

No programa “Via Sampa” do dia 03/08/2017 (quinta-feira) a pauta englobou jornalismo cultural, literatura, arte, política, educação e o livro novo “Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres”

A pedido dos ouvintes e convite do apresentador Mário Sant e da produtora Heloisa Granito, Merije voltou para participar do programa “Via Sampa no Estúdio”, no dia 28/08/2017, segunda-feira, programa maior, com duração de 60 minutos, com ênfase nas criações musicais, com execução de várias músicas de Merije e seus parceiros.
Sintoniza lá 93,7 USP FM
VIA SAMPA

Lançamentos, artes, espetáculos, cinema, teatro, dança, música, livros, dicas de passeios e o universo cultural infantil estão entre os assuntos do VIA SAMPA que traz uma agenda completa com o melhor da programação cultural da cidade.

Veiculado de segunda à sexta-feira, do meio-dia à uma da tarde, o programa mantém o público antenado sobre as diversas tendências do mundo das artes através de informações e música da melhor qualidade.

Apresentação: Mário Sant, Produção: Heloisa Granito, Mesa de Som: Bene Ribeiro, Portal/Site: Rita de Cássia C. Castro – E-mail: helogran@usp.br

O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 12h


Aquarela Brasileira convida

Convidamos a todos para esses lançamentos que prometem ser belos encontros!

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Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres

CAPA

4a CAPA

JORNALISMO CULTURAL, VIAGEM E LITERATURA

ASTROS E ESTRELAS – Memórias de um jovem jornalista em Londres, novo título da Aquarela Brasileira Livros, apresenta 16 histórias incríveis tendo a capital da Inglaterra como cenário

Lançamentos ocorrem em universidades no segundo semestre, em vários estados, com a presença do autor

Há quem veja o Jornalismo como uma arte realista. Assim sendo, um Jornalista Cultural Internacional convive em dois mundos, no real e no da fantasia. Afinal, suas fontes são astros e estrelas das artes e do entretenimento mundial. A arte do Jornalista Cultural é um convite a entrar na intimidade e no pensamento de quem mexe com a imaginação de milhões de pessoas ao redor do planeta.

O jornalista cultural Wagner Merije teve a oportunidade de conhecer e conversar com artistas de ponta, protagonistas de obras e momentos que entraram para história. Esses encontros geraram uma série de reportagens publicadas na Folha de São Paulo, no Caderno Ilustrada.

Reunidas agora em livro, formam uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa de Wagner Merije e pelo olhar investigativo que o jornalista retrata seus personagens – como a buscar desvendar a mágica que há por trás do show e da notícia.

O livro Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres reúne uma seleção de 16 histórias, recheadas de novos dados e detalhes de bastidores que as tornam saborosas e divertidas. O leitor vai junto com o jornalista ao encontro de astros e estrelas internacionais do cinema, da música, do teatro, das artes plásticas e da performance e, em meio a criações e bate-papos memoráveis, há um convite especial para passear pela cidade de Londres, sempre encantadora e vibrante.

Como destaca o jornalista e escritor Dennis de Oliveira, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes da USP,  “Quem leu as reportagens de Merije na Folha de S. Paulo ficou com um gostinho de que faltava alguma coisa – mas não para ter certeza e sim para mergulhar mais fundo. Pois o texto jornalístico é antes de tudo, construído com o fluir sobre os acontecimentos. E lê-los é uma fruição.” Dennis, que é professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP,  segue no prefácio do livro: “Os “making of” das reportagens de Merije neste livro nos possibilitam nadar nus nas ruas de Londres e continuar aquecidos. O lugar da ética protestante teve o espírito do capitalismo desencarnado pelas falas do nosso arte-jornalista. Que viagem deliciosa!”

LITERATURA & VIAGEM
Gabriel Garcia Márquez dizia que “o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade…”. Já Marguerite Duras escreveu que “os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra. O jornalismo só pode ser literatura quando é apaixonado”.

Livros e viagens têm tudo a ver. inclusive, existe um gênero literário que trata somente de viagens, a literatura odepórica, que nada mais é que uma narrativa acerca das experiências, descobertas e reflexões de um viajante. Além disso, se você parar para pensar, os livros são excelentes companheiros de viagens.

Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres é um livro para quem gosta de viajar, para quem gosta de literatura de viagem, com informações e dicas interessantes para estudantes e profissionais das Comunicações, da Cultura, das Artes e do Entretenimento. Um compêndio sobre a Arte do Jornalismo e a Arte do viver com arte.

“Wagner Merije é uma daquelas pessoas que eu chamo de human in progress. Quando você pensa que ele terminou uma coisa, já começou outro (ou outros) projeto e a gente fica meio no ar nesse universo suprasensorial que ele reinventa incessantemente. E cá entre nós, com que gás!”, comenta no posfácio Erika Balbino, diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e escritora, formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado.

O novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, uma editora jovem e apaixonada por livros e histórias, é um trabalho comprometido com a formação de jovens leitores, aproximando-os da literatura de viagem e aventura, resgatando as tradições clássicas sob uma nova e atual perspectiva. É mais uma prova da força do trabalho do autor. E uma demonstração de que a reportagem é uma arte literária também.

Sobre o autor
Wagner Merije é jornalista formado pela PUC-MG. Trabalhou para veículos no Brasil (Revista Palavra, Rede Minas, TV Horizonte, TV Senac, O Tempo, Vivo Music Tones, Rádio Inconfidência, Savassi FM) e no exterior (Folha de São Paulo/Cadernos Ilustrada e Turismo, Euro Brasil Press, em Londres). Tem passagem por assessorias de imprensa e produtoras culturais, foi intérprete de artistas e é colaborar de revistas, jornais e sites. Entre os livros que lançou estão Mexidinho (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. É curador e diretor audiovisual. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013)­­­­. Mantém o site www.merije.com.br

SERVIÇO
Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Jornalismo. Reportagem. Cultura. Arte. Música. Cinema
Formato: 14×21 cm
Número de páginas: 152
Material: capa dura – papel Pólen bold 80
ISBN: 978-85-92552-04-6
Prefácio: Dennis de Oliveira (USP)
Posfácio: Erika Balbino (FAAP/USP)
Preço: R$ 35,00
Encomendas: faleaquarela@gmail.com
Site: www.aquarelabrasileira.com.br/astros-e-estrelas-memorias-de-um-jovem-jornalista-em-londres

 

PREFÁCIO
Ética da fruição e espírito além-capitalismo

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.” (Gabriel Garcia Marquez)

Das cidades europeias, talvez somente Londres poderia ter uma noite de experimentações latinas como as narradas por Wagner Merije neste livro que conta suas aventuras artísticas orgasmáticas jornalísticas na capital britânica. A cidade das contradições, onde o fogo do rock de protesto dos anos 1960 mantém a chama acesa ante a “friaca” dos ventos vindos do Tâmisa, em que os fish and chips embrulhados no jornal das cenas de pobreza narradas por Charles Dickens viraram pós-cult nos pubs com decorações vitorianas. E que a capital do império que intermediava o tráfico de escravos da África para o Brasil e Caribe e os produtos feitos a base do chicote nos tristes trópicos fosse o centro das experimentações latinas. Mas também foi ali que o pensador Stuart Hall se estabeleceu vindo da Jamaica para ganhar visibilidade internacional e, pouco tempo antes do seu falecimento, dizer, ironicamente e sorridente, que o seu projeto de exílio na metrópole foi um fracasso.

Por estas razões, Londres foi o palco ideal para as inquietas falas de um brasileiro, latino-americano e arte-jornalista como Merije furar, com um aríete de palavras, as regras da razão instrumental do Manual de Redação da Folha de S. Paulo: “Eu andava cheio de pautas, precisando compartilhar com o mundo o que eu andava observando. Depois que emplaquei a primeira e a segunda matéria na Ilustrada, eu fui propondo e os editores gostando e as matérias sendo publicadas no tempo dos acontecimentos”, disse ele. Provavelmente, no imaginário de quem lê a Ilustrada, deve pensar que o caderno foi escrito por algum engravatado yuppie, com toda a pauta organizada gravada em algum arquivo do laptop.

Mas as putas pautas que poderiam ser acondicionadas nas normativas técnicas eram, na winchester coberta com o chapéu de Merije, pautas putas porque transitavam livre, leves e soltas nas calçadas e parques arborizados londrinos. Os jardins bonitinhos e organizados da capital britânica têm suas folhas soltas e um arte-jornalista tem olhar e faros apurados para captar seus movimentos. Cinema, música e tecnologia podem possibilitar revoluções a partir dos quartos dos seus autores. Mas para serem revoluções precisam ser disseminadas no tempo e o jornalismo é o teleguiado adequado para isto.

Revoluções que transformam antigas prisões em templos das artes como ele conta na história sobre a Tate Gallery, que esquentam a frieza dos dispositivos tecnológicos em música tecno, esquentando o sol frio londrino, e se a coisa esfria muito, há sempre o aconchego das salas de cinema para aquecer com os grandes filmes.

Mas o olhar atento do arte-jornalista adverte com precisão: sucess, not suckcess! Ou então como a fronteira é tão tênue entre uma e outra, é melhor pegar outro caminho. Há muitas pontes que atravessam o Tâmisa, por serem tantas talvez seja melhor nem atravessar e tomar um tea with milk em uma casa de chá perto do Museu Nacional. Lá perto, visitei uma pequena loja em que se vendem sobretudos parecidos com os usados pelo Sherlock Holmes e que tinha tantas opções de chapéus para vender que acabei não comprando nenhum. Decidir e escolher sempre exigem critérios, objetivos e metas a serem atingidas e isto leva aquele dilema do certo/errado, sucesso/fracasso.

Quem leu as reportagens de Merije na Folha de S. Paulo ficou com um gostinho de que faltava alguma coisa – mas não para ter certeza e sim para mergulhar mais fundo. Pois o texto jornalístico é antes de tudo, construído com o fluir sobre os acontecimentos. E lê-los é uma fruição. Os “making of” das reportagens de Merije neste livro nos possibilitam nadar nus nas ruas de Londres e continuar aquecidos. O lugar da ética protestante teve o espírito do capitalismo desencarnado pelas falas do nosso arte-jornalista. Que viagem deliciosa!

Dennis de Oliveira é jornalista e escritor. Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes da USP, professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP

 

POSFÁCIO
Human in progress

Wagner é uma daquelas pessoas que eu chamo de human in progress. Quando você pensa que ele terminou uma coisa, já começou outro (ou outros) projeto e a gente fica meio no ar nesse universo suprasensorial que ele reinventa incessantemente. E cá entre nós, com que gás!

Quando o conheci não sabia da sua trajetória. Ele chegou até mim com uma proposta educativa que tinha por missão principal tornar o celular aliado na transmissão de conhecimentos. Não o vilão para professores que ainda entendiam o objeto como um inimigo aterrorizante.

Foi assim, mostrando uma nova plataforma, redefinindo sentidos para um aparelho que comecei a observá-lo. Nessa seara fui também vendo música, arte, poesia e conhecendo a órbita em torno do Merije. Essa órbita é quase um exílio voluntário.

Ler a compilação de entrevistas desta obra me lembrou muito um trabalho que divulguei. O livro Farois no Caos, do Ademir Assunção. Um apanhado bom, com pessoas fora de órbita desse exílio produtivo.

Poderia ser mais um livro de compilação de matérias, não fosse a qualidade dos textos e dos entrevistados, bem como o momento pelo qual passa o jornalismo e os jornalistas no Brasil, para ficar só aqui em terras nossas.

Conquistas, paixões, homens e mulheres que nunca aceitaram o mundo e por isso mesmo, fizeram questão de devorá-lo, em exílio.

Por que insisto nessa palavra? O exílio (do latim exilium = banimento, degredo) é o estado de estar longe da própria casa, voluntária ou forçada de um indivíduo. Alguns autores utilizam o termo exilado no sentido de refugiado . Faz sentido?

Nessa órbita de Astros e Estrelas, e olha, não gosto tanto do título, encontramos a arte do jornalismo. “Pegue essas asas quebradas e aprenda a voar”, Paul McCartney. Acho que o jornalismo e os jornalistas estão exatamente nesse céu que não é de brigadeiro. É cada vez mais povoado por acordos comerciais, censura, interesses, acordos, pactos.

O jornalista é um griot, esmagado entre o passado e o futuro, indivíduos que tinham o compromisso de preservar e transmitir histórias, fatos históricos e os conhecimentos e as canções de seu povo. Existem os griots músicos e os griots contadores de histórias. Nos tempos atuais, nossos griots flutuam nas nuvens tecnológicas de novas plataformas que servem de palco para textos. A de se pensar, talvez, que o que importa é o texto e a plataforma.

E sobre a plataforma, lembro de quando tomei um susto ao ver na capa da Ilustrada, na Folha de S. Paulo, um anúncio de página inteira de uma marca de moda. Guardei por muito tempo essa edição, bem como, sempre guardei capas históricas, matérias que me inspiravam ou provocavam de alguma forma. Infelizmente, tive que me desfazer de tudo isso em minha última mudança, as páginas já estavam amareladas, páginas perecíveis de jornais que se mostram também perecíveis. E eu não fico feliz com isso, mesmo que pareça irônica em alguns momentos.

Quando era pequena a gente brincava na rua e dizia “só no ano 2000”. Estou em 2017, nessa transição bem difícil. Quase a mesma de deixar a minha Olivetti Lettera pela IBM. E depois, a IBM pelo primeiro PC. A tecnologia é também um regime autoritário que impõe reviravoltas e expõe identidades que nascem e morrem todos os dias. E o jornalismo, esse aqui exposto no livro, corre o risco de virar um conto.

Eu penso nisso todos os dias. À frente de uma agência de comunicação, sei que tenho que congelar o nosso DNA para renascer já escapando das obviedades. Reconhecer-me latina em um mundo que se deseja e se vislumbra global. Ser um baobá em uma aldeia com critérios e sonhos, a que se estar disposto para pesadelos. E sei que nesse mundo contemporâneo não haverá espaço para o meu candeeiro. Há que se devorar para renascer. O grande crash do jornalismo, o meteoro dessa órbita, vai quebrar o protocolo das relações e das redações. Cronenberg diz em certo momento da entrevista: acidentes como metáfora da colisão da atual tecnologia e da psique humana.

O crash do jornalismo haverá de quebrar igualmente a metáfora de tantos equívocos justificados pela necessidade da sobrevivência, os nocautes diários que sofrem a redação e seus gestores, a balança cega entre conteúdo e comercial.

Uma coletânea de textos publicados entre 1996 e 1997 tem a órbita precisa de cidadãos multiculturais como são Wagner Araújo e Wagner Merije. É dentro desse universo nem de estrelas nem de astros, mas de human in progress, que poderemos, juntos, caminhar e seguir adiante com a nossa crise financeira, crise social, crise das ideias, crise de consumo, crise dos nervos.

Gabriel Garcia Márquez, mencionado pelo autor, diz: “Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade…”. Confrontação. Conflito. Polarização. Discursos desgovernados. Em determinado momento o autor cita Shakespeare: “… Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras…”. Prática em desuso?

O autor provoca: “… A pergunta que ecoa feroz é: até quando um país da dimensão e com as riquezas do Brasil será mantido na periferia da indústria cultural? Passou da hora de inventar novas dinâmicas, novas formas de criar e compartilhar…”. E continua… “…Em 1992, Unforgiven, um roteiro que flutuou ao redor de Hollywood por quase vinte anos, ganhou uma indicação ao Oscar para roteirista e deu ao ator e diretor Clint Eastwood sua melhor expressão em anos. Western moderno, Unforgiven apresenta uma visão sombria da humanidade, onde os bons são raramente simplesmente ‘bom’, enquanto os maus enfrentam a redenção, mesmo humana, enquanto responsáveis por atos desprezíveis…”.

Nessa órbita de astros e estrelas desgovernados, quem busca redenção? Acho que prefiro aqueles que preferem ser bons. E isso, meus camaradas, não é tarefa simples.

Erika Balbino é diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e escritora. Formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, possui especialização em Mídia, Informação e Cultura pelo Celacc – Centro de Estudos Latino-Americanos da USP

 

Uma publicação da Aquarela Brasileira Livros
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Pedaladas Poéticas – Antologia do 31º Psiu Poético

São Paulo, 18 de Maio de 2017

CONVITE PARA A ANTOLOGIA “PEDADALAS POÉTICAS”

Poesia na bicicleta_Psiu Poético

Prezada(o) poeta, este ano o Psiu Poético, o mais antigo e duradouro evento anual de poesia do Brasil, realizado em Montes Claros, norte de Minas Gerais, chega à sua 31ª edição. O tema central de toda a programação é Linguagem & Bicicletas Voadoras.
Em nome da poesia da celebração, viemos por meio deste oficializar convite para sua participação no novo livro antologia “Pedaladas Poéticas”, que será lançado em celebração ao Salão Nacional de Poesia Psiu Poético 2017. A organização está por conta de Aroldo Pereira e Wagner Merije.
A proposta é fazer uma obra memorável, com projeto gráfico destacável, de bom conteúdo, com bons papéis e acabamento fino, para marcar essa data com toda pompa e circunstância.
A antologia do ano passado ficou incrível e tem reverberado por todo o Brasil. Saiba mais aqui

Sobre a antologia “Pedaladas Poéticas”
Cada poeta terá seis páginas para publicar seus poemas e breve biografia.
A obra terá sua inscrição do ISBN, com código de barras, Ficha Catalográfica e depósito legal junto a Biblioteca Nacional. O copyright (C) constará na ficha técnica em favor dos autores, preservando a propriedade intelectual da obra e direitos de cada um e de todos.
Esta é uma obra colaborativa e coletiva.

Informações gráficas
Capa C/Orelhas : Papel LD Cartão Triplex 250 grs
Cores: 4 x 0
Formato: 14 x 21 cm – Orelhas: 8 x 8 cm
Miolo P&B : Papel LD Polen Soft 80 grs
Cores: 1 x 1
Acabamento Capa C/Orelhas: Corte, Dobra de Capa – Manual, Saida de Boneco, Vinco,
Impressão, Laminação Fosca Frente

Cronograma
-Prazo para envio dos poemas: de 18/05 a 25/06/2017
-Elaboração de projeto gráfico, Design, Registros, Revisão, Textos adicionais: Julho/2017
-Produção gráfica: Agosto/2017
-Distribuição: A partir Agosto/2017
– Divulgação na imprensa: Setembro/2017
-Lançamento em Montes Claros: Outubro/2017

* Poemas, biografia e comprovante de depósito deverão ser enviados para o email: faleaquarela@gmail.com

** Solicitamos que atentem para algum texto que fira ou incite contra as opções e minorias, com conteúdos pejorativos à cor, condição sexual, crenças, religiões e outros, para evitarmos problemas.

*** É de responsabilidade de cada autor(a) a autoria da obra enviada (texto e imagem, quando houver).

Favor confirmar seu interesse em participar pelo e-mail: faleaquarela@gmail.com, para lhe enviarmos os dados da conta para depósito/transferência

Abs poéticos,

www.psiupoetico.com.br

www.aquarelabrasileira.com.br

Sarau Suburbano convida São Paulo em palavras

De que é feita uma cidade? Existem quantas Sampas? Como cada pessoa vê a cidade de São Paulo?
No livro “São Paulo em palavras” 26 autores apresentam suas visões da metrópole brasileira.
Redescubra São Paulo nas palavras de Alessandro Buzo, Alex Richard, Amara Moira, Ana Maria González, Andrea Pelagagi, Bruno Brum, Brunno Almedia Maia, Daniel Arruda, Dennis de Oliveira, Erika Balbino, Fábio Bardella, Gu Tramontin, Janaina Abreu, Jenyffer Nascimento, João Diniz, Jonas Worcman, José Santos, Lívia Prado, Paulo Rafael, Pedro Gabriel, Roberta Scatolini, Selma Maria + Nina Anderson, Vanessa Farias, Wagner Merije e do saudoso Mário de Andrade.
As visões são muitas e vão te surpreender!!!

Para celebrar essa cidade múltipla, o Sarau Suburbano Convicto, referência internacional dos saraus de SP, convida os autores a participarem do lançamento no coração de SP, no Bixiga.
É na segunda-feira, 03/04/2017, a partir das 19h.
É só chegar com seu texto e sua vontade de compartilhar conhecimento. Entrada 1 sorriso!

No comando, Alessando Buzo.

Livraria Suburbano Convicto

Rua Treze de Maio, 70, 2º andar, Bela Vista, São Paulo – SP, 01327-000

Convite Suburbano_São Paulo em palavras_030417

Lançamento do livro São Paulo em palavras foi um sucesso

São-paulo-em-palavras_convite

Foi um sucesso o lançamento do livro São Paulo em palavras no Sesc Pinheiros, no dia 25/01/2017, dia do aniversário da cidade que completou 463 anos.
Além do lançamento, teve também um maravilhoso Sarau em homenagem a São Paulo e a todos que nela vivem, trabalham e criam.
Participaram 23 autores autores do livro e teve microfone aberto para o público.
O público foi de 180 pessoas.
Uma tarde linda de boas trocas e muito aprendizado que deixou um gosto de quero mais.
A repercussão na imprensa foi excelente, com matérias em sites, jornais, programas de TV e entrevistas de rádio.
Confira algumas fotos:

Fotos acima: João Henrique Abreu

 

Fotos acima: Coletivas

 

Saiba mais sobre o livro e os autores clickando aqui

Encomendas pelo e-mail: faleaquarela@gmail.com (R$ 35,00 entregue pelos Correios)

 

CLIPPING  (veja mais em Imprensa)

São Paulo em palavras_R7_Pop_170117
São Paulo em palavras_R7_Pop_170117

Programa Capítulo a parte da TV Câmara São Paulo com o escritor Wagner Merije, organizador do livro “São Paulo em Palavras”.
Exibido em 25/01/2017


Entrevista na Rádio Estadão, no programa Estadão Noite, com Wagner Merije, transmitida no dia 23.01.17.mp3


Entrevista na
Rádio Brasil Atual  com Wagner Merije, transmitida em 20/01/17

São Paulo em palavras na Rádio Estadão

Entrevista com o escritor Wagner Merije, organizador da antologia São Paulo em palavras, na Rádio Estadão, programa Estadão Noite, transmitida no dia 23/01/2017

Mário de Andrade está no meio de nós

PAISAGEM Nº 3

Chove?
Sorri uma garoa cor de cinza,
Muito triste, como um tristemente longo…
A casa Kosmos não tem impermeáveis em liquidação…
Mas neste largo do Arouche
Posso abrir meu guarda-chuva paradoxal,
Este lírico plátano de rendas mar…
Ali em frente… — Mário, põe a máscara!
— Tens razão, minha Loucura, tens razão.
O rei de Tule jogou a taça ao mar…
Os homens passam encharcados…
Os reflexos dos vultos curtos
Mancham o petit-pavé…
As rolas da Normal
Esvoaçam entre os dedos da garoa…
(E si pusesse um verso de Crisfal
No De Profundis?…)
De repente
Um raio de Sol arisco
Risca o chuvisco ao meio.

Um poema do glorioso e saudoso Mário de Andrade, que está no livro “São Paulo em palavras”, para alegrar os corações.
Ter Mário conosco é ou não um LUXO?

Conheça mais sobre a biografia de cada autor aqui

Mário de andrade