Barcelona, na Espanha, é a terra do Festival Visual Brasil, que em 2018 viu sua 16ª edição se realizar.
VJs, DJs e artistas de vários países participam, fazendo do VB um dos eventos mais prestigiados nessa área.
Wagner Merije se apresentou nesta festa internacional pela segunda vez: a primeira vez foi em 2012 e a segunda em 2018.
Uma parceria DarkLight Studios e Aquarela Brasileira.
Veja este show de imagens!
FESTIVAL VISUAL BRASIL 2018_16 edición festivalvisualbrasil.com
Viernes 28 y Sábado 29 de septiembre de 2018 _ Punt Multimedia, Barcelona.
Videoarte, mapping, performances audiovisuales, debates y nuevas medias.
Un encuentro de mas de 40 artistas y colectivos locales e internacionales, trabajando el concepto de interculturalidad en las investigaciones contemporáneas, tales como: videoarte, mapping, performances audiovisuales y trabajos con nuevas medias.
El Festival Visual Brasil es un evento gratuito que pretende acercar las nuevas tendencias del mundo del audiovisual al publico en general, potenciando la red internacional de intercambio, conocimiento y reflexión entre Europa y América del Sur.
Celebra su 16 edición en la ciudad condal, desarrollando sus actividades en el Punt Multimedia, centro dinamizador de proyectos multimedia y tecnologías digitales, situado en la Casa del Mig del Parc de l’Espanya Industrial de Barcelona, los próximos Viernes 28 y Sábado 29 de septiembre de 2018
Video: Tklab
“O garoto Regulus – Freireando a vida”, novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, convida os leitores para conhecerem a trajetória do educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, da infância ao exílio
* Obra selecionada para o Prêmio Oceanos 2020
A história de vida de Paulo Reglus Neves Freire (Recife,19/09/1921 – São Paulo, 02/05/1997) é de uma beleza e luta cativantes. É a história de um garoto, batizado com nome de rei, que transformou a si próprio e a todos com quem com ele teve contato. Além de ser um exemplo de ser humano, Freire apresentou ao Brasil e ao mundo uma forma revolucionária de educar.
Regulus, é preciso dizer, significa o pequeno rei. Este seria o sobrenome de Freire, mas o escrivão, por um equívoco, escreveu Reglus. Então o título do livro volta-se ao Regulus.
O legado de Paulo Freire é enorme: ele é um dos brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, mas sua trajetória pela América Latina durante o exílio forçado pela ditadura no Brasil ainda carecia de um olhar mais atencioso.
É o que faz Paulo Rafael, historiador, educador e escritor, nesta obra literária que mistura prosa, poesia, música, teatro e imagens, em um trabalho com a marca do coletivo, por contar com vários colaboradores.
Quem assina o prefácio é Lutgardes Costa Freire, que assinala: “Paulo Rafael traça um percurso bastante interessante da relação simbiótica que existe entre Paulo Freire, meu pai, e sua passagem pela América Latina enquanto um todo. Meu pai sempre teve uma grande paixão pela América Latina, assim como também era bastante admirado por ela. Não foi por acaso que em Santiago do Chile ele escreveu a sua obra-prima, Pedagogia do Oprimido. Ele costumava dizer, que aprendeu muito durante sua passagem pelo Chile, país que o ajudou muito e a todos nós, filhos e filhas, assim como a minha mãe.”
Em tempos de acirramento dos ânimos políticos no Brasil pós-golpe e da perseguição das milícias virtuais e de alguns integrantes do governo Bolsonaro a Paulo Freire, Lutgardes é categórico em afirmar que se não tivesse sido acolhido no Chile. “acredito que os militares teriam matado o meu pai, se ele tivesse ficado no Brasil”.
Ao longo de sua caminhada pela vida, Freire fez inúmeros amigos. Paulo Rafael, nesse seu mapeamento afetivo e geográfico, lembra-nos de Ariano Suassuna, Solano Trindade, Pablo Neruda, Eduardo Galeano, Violeta Parra, Víctor Jara, Salustiano, J. Borges, fora outros mestres e conhecidos.
A poesia e a música (maracatu, frevo, samba, os ritmos latinos), o teatro, as paisagens latinas, os tipos físicos que Freire vai encontrando pelo caminho, tudo compõe a história, de leitura agradável e acessível para todas as idades. “Paulo Rafael lê o mundo como meu pai; ele descreve todo um cenário, com os olhos de uma criança, e meu pai dizia: ‘eu nunca esqueci a criança que fui…’”, destaca Lutgardes, que arremata: “Vale a pena ler essas pequenas, mas riquíssimas páginas de Paulo Rafael, que é um grande contador de histórias.”
“O garoto Regulus – Freireando a vida” conta ainda com xilogravuras e ilustrações de Lonko Valparaiso, chileno de origem Mapuchi, artista popular em Valparaíso, Chile, e de Romildo Ibeji, escritor e ilustrador paulistano, além de uma versão para teatro elaborada junto com integrantes do grupo Los Reguluz.
Os lançamentos estão previstos para lugares diversos, a começar por São Paulo capital, em comemoração ao aniverário de Paulo Freire, e passará por escolas de várias cidades e estados do Brasil e de outros países, como Portugal (Coimbra, Abrantes, Lisboa, Porto).
Com esse novo lançamento a Aquarela Brasileira Livros se orgulha de trazer mais uma publicação de inestimável valor para a cultura e a memória do povo brasileiro.
SOBRE O AUTOR
Paulo Rafael_Foto_Junior Santos
Paulo Rafael é historiador, educador e escritor, autor dos livros “Almas da liberdade” (Aquarela Brasileira Livros, 2017, em parceria com Romildo Ibeji e Stiãojs), “O Mundo cá tem fronteira: Uma Aventura Brasil – Cabo Verde”, entre outros trabalhos. Nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca, em 25 de janeiro. Trabalhou como educador na Secretaria de Estado da Criança, na Rádio Heliópolis e no Instituto Caboverdeano de Menores, em Cabo Verde – África. Desenvolveu pesquisa para os documentários ‘Ermelino é Luz’ e ‘Um dia de Samba’, de Pedro Dantas.
DADOS DO LIVRO Título: O garoto Regulus Freireando a vida Autor: Paulo Rafael Editora: Aquarela Brasileira Livros Gênero: Prosa, Poesia Formato: 13,5 x 17,5 cm Número de páginas: 44 ISBN: 978-85-92552-15-2 Web: www.aquarelabrasileira.com.br/o-garoto-regulus-freireando-a-vida Encomendas: faleaquarela@gmail.com
E na Estalajadaria de rock’n’roll Pinga Amor tem a lenda Victor Torpedo tocando no After Party ao lançamento de “Peregrinação Crioula”, novo romance de Paulo Branco Lima, editado pela Aquarela Brasileira Livros.
“Peregrinação Crioula”, uma viagem a Cabo Verde marcada pelo processo de autodescoberta e confronto de identidades
* Obra selecionada para o Prêmio Oceanos 2020
O veleiro, os marinheiros, as paisagens, os habitantes de cada porto, tudo se torna parte de uma grande aventura para Paulo Branco Lima, escritor português de origem angolana, que apresenta seu segundo romance, Peregrinação Crioula.
Uma viagem pelo mar tem muitas dimensões, perigos e revelações. Pelo caminho permeiam mistérios e monstros que vão além da imaginação, revelando muito da vida de quem se lança por sobre as águas. Assim, ao balanço das ondas salgadas, durante uma jornada ao arquipélago de Cabo Verde, os leitores são convidados a atravessarem o horizonte onírico do tempo.
À medida que os episódios avançam, a narrativa desdobra-se num olhar pós-moderno sobre Peregrinação, a obra magna de Fernão Mendes Pinto. Publicada em 1614, trinta e um anos após a morte do autor, é tida como o livro de viagens da literatura portuguesa mais traduzido e famoso em todo o mundo.
Resultando de uma longa pesquisa sobre o conceito de navegação atlântica, o processo de escrita de Peregrinação Crioula tornou-se num projeto de vida com mais de vinte anos de recolha empírica e destilação em matéria criativa. Funcionando como jogo intertextual, recuperam-se várias personagens da obra quinhentista, colocando-as a bordo de um navio-escola de traços contemporâneos. Reconfiguram-se, de igual modo, numa estreita convivência entre a Língua Portuguesa e o Crioulo cabo-verdiano, fragmentos cruciais como a entrega da espingarda no Japão, os demónios de Pocasser ou a ilha de Calempluy.
Nas palavras de Abílio Hernandez, docente de História e Estética do Cinema da Universidade de Coimbra, “Paulo Branco Lima percorre os labirintos da memória e do passado para que no final da errância se possa produzir o equilíbrio e a catarse. Desta errância, não é só o itinerário que nos é oferecido, é também o retrato dos itinerantes, dos que vagueiam, isto é, dos que erram, perseguindo a felicidade”.
Para Pires Laranjeira, especialista em Literaturas e Culturas Africanas, docente da área disciplinar de Literaturas e Culturas Africanas de Língua Portuguesa da FLUC, trata-se de “um livro de escrita comedida, metódica, visual, que descreve com minúcia e empolga pela força da palavra diretamente testemunhal, mas cruzada com a matriz renascentista: marinheiros-aprendizes, rotinas apertadas, trabalhos e dias duros, espaços e sujeitos enclausurados num oceano de espantos e águas abertas, à descoberta de si. Como em Mendes Pinto ou no romance reportagem norte-americano, a aventura na simplicidade das vidas jovens, na riqueza da narrativa de formação. Um encontro com o mundo novo das ilhas crioulas, numa poética da relação, como dizia Glissant.”
Como destaca Mário Gomes, doutorado em Teoria da Literatura pelas universidades de Bona e Florença, onde deu aulas, e professor visitante e leitor do DAAD (Serviço de Intercâmbio Académico Alemão) na Universidade de Concepción (Chile), “estamos perante um autor que na gíria literária se apelidaria de náutico: um autor de navios-escola e marinharia, mas sobretudo um artista da submersão literária. Sei de poucas pessoas – assim de repente lembro-me de um ou dois casos – que vivam tão submersas na literatura como o Lima.”
Peregrinação Crioula já tem datas de lançamentos em várias cidades, a começar por Lisboa, no dia 11 de junho, pelas 18h00, na Livraria Ler Devagar (LX Factory – Rua Rodrigues Faria, 103 – Ed. G – 0.3). O romance será apresentado pelo escritor e tradutor Mário Gomes, cujo recente trabalho de conversão para Língua Portuguesa do autor germânico Arno Schmidt (até então inédito em Portugal) e da sua obra Leviatã ou O Melhor dos Mundos seguido de Espelhos Negros, recebeu o elogio da crítica especializada. Os atores Miguel Sopas e Ricardo Vaz Trindade lerão fragmentos do romance .
Em Coimbra, a sessão de lançamento decorrerá na Casa da Escrita a 14 de junho, pelas 18h00, e será apresentada por Pires Laranjeira, autor de várias obras de referência na especialidade de Literaturas Africanas, entre as quais A Negritude Africana de Língua Portuguesa (1995), Ensaios Afro-Literários (2005) ou 5 Povos 5 Nações (2007).
Foto: Miguel Von Driburg
Paulo Branco Lima é escritor, ator, performer, investigador literário e produtor cultural. Licenciado em Jornalismo e Mestre em Literatura de Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra, em 2013 publicou o romance Origem e Ruína na chancela Chiado Editora. Enquanto autor, fomenta alicerces nas obras de William Faulkner, Camilo Castelo Branco, Pepetela, Vitorino Nemésio e Guimarães Rosa. Membro do Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é colaborador regular da Revista de Estudos Literários e das publicações angolanas O Chá e Jornal Cultura. O seu trabalho foi destacado por vários veículos de comunicação em Portugal e África. Saiba mais em RTP África Mar de Letrashttps://www.youtube.com/watch?v=4xh8XFspE1U&t=20s e também em https://www.youtube.com/watch?v=YN6Q9WVdG8w
DADOS DO LIVRO Título: Peregrinação Crioula Autor: Paulo Branco Lima Editora: Aquarela Brasileira Livros Gênero: Romance Formato: 14 x 21 cm Número de páginas: 172 ISBN: 978-85-92552-12-1 Depósito legal: 455407/19 Web: www.aquarelabrasileira.com.br/peregrinacao-crioula Encomendas: faleaquarela@gmail.com
VOYAGERS – DESCAMINHOS DO IMPROVISO foi concebido como um encontro de pessoas, versos e sons, com liberdade, com carinho, com respeito à diversidade. Momento de sentir, ver, ouvir, falar, tudo em harmonia. Cada participante traz referências para somar, para partilhar, para experimentar com o público. Interartes.
Pois, nossa alegria é imensa ao vermos os frutos já tão belos.
Em sua participação na primeira edição, ocorrida em 23/03/2019, no CAPC – CÍRCULO DE ARTES PLÁSTICAS DE COIMBRA, o rapper português Risko (Júlio Martins) apresentou um concerto inédito, íntimo, para uma pequena e sortuda audiência.
Filmado e Editado por Alexandre Moutinho / Film and Photography e Ra Fa, o concerto revela a sensibilidade, o talento e o experimentalismo de Risko, que nos brindou com sons do álbum que está a caminho!
O que prevalece é verdadeira emoção e honestidade.
Vai, Risko, brilha!
Que a poesia, a sinceridade e as amizades se fortaleçam nesses encontros!