No próximo dia 17 de outubro acontece na Fundação José Saramago, em Lisboa, uma tarde onde a literatura e a música se encontram. O evento “Da Matéria da Saudade”, com entrada livre, celebra os laços profundos entre a palavra e a canção, entre a memória e o afeto, com uma homenagem a Márcio Borges — poeta, letrista e um dos criadores do Clube da Esquina.
Márcio Borges, que este ano completou 80 anos e foi eleito imortal da Academia Mineira de Letras, construiu nos últimos 50 anos um universo de canções e poemas ao lado de Milton Nascimento e do irmão, Lô Borges, que ainda hoje tocam e emocionam pessoas ao redor do mundo.
A programação inclui uma tertúlia com participantes do livro Saudade em Palavras, antologia que reúne vozes de Portugal, Brasil, Chile, Angola, Itália e Noruega, e trata do sentimento que a língua portuguesa insiste em nomear sem nunca o conseguir encerrar.
Serviço:
Data: 17 de outubro (sábado), 16h-18h
Local: Fundação José Saramago – Lisboa
Entrada: livre
Informações: faleaquarela@gmail.com
O livro Saudade em Palavras – uma antologia que reúne vozes de Portugal, Brasil, Chile, Angola, Itália e Noruega em torno do sentimento que a língua portuguesa insiste em nomear sem nunca o conseguir encerrar, vai ser apresentado ao público durante uma tertúlia na Fundação José Saramago, em Lisboa.
Será um encontro íntimo e caloroso, à moda das velhas tertúlias, onde a palavra dita se junta à palavra escrita. Autores presentes, leituras partilhadas e conversas que prometem tocar o intocável.
Porque há sentimentos que só se entendem quando ditos em voz alta. E há livros que só ganham vida quando partilhados.
A Aquarela Brasileira Livros tem a honra de convidar todos os leitores, autores e amigos da palavra para se juntar a nós nestatertúlia de apresentação.A saudade não se define. Vive-se. E agora, celebra-se.
Serviço:
Data: 17 de outubro (sábado), 16h-18h
Local: Fundação José Saramago – Lisboa
Entrada: livre
Informações: faleaquarela@gmail.com
Sobre o livro
Saudade em Palavras não é um dicionário nem um tratado. É uma reunião de aproximações, uma liturgia leiga do que fica. Pensamentos que tentam tocar o intocável. Textos – e também imagens – que, em vez de explicar, rodeiam, sentem, deixam respirar.
Reúne ensaios, poemas, contos e memórias que revelam a saudade como uma presença que se faz ausência, como o amor que continua depois da perda.
Para este exercício de traduzir o intraduzível, a Aquarela Brasileira reuniu um coro de vozes plurais, reforçado por nomes consagrados como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, William Shakespeare, Charles Baudelaire, Sarah Orne Jewett e Camilo Castelo Branco.
O livro integra a Coleção Em Palavras, um espaço editorial que celebra a diversidade de sensibilidades. Já publicados: São Paulo em Palavras, São Luís em Palavras, Coimbra em Palavras e, agora, Saudade em Palavras. Em breve: Lisboa em Palavrase Futebol em Palavras.
AQUARELA BRASILEIRA Livrosorgulhosamente apresentao novo romance de Wagner Merije, uma vibrante mistura de música, paixão, reinvenção e cultura pop na Lisboa contemporânea
Em seu novo romance, Um Furacão em Lisboa, o escritor e criador multimedia Wagner Merije transforma palavras em música, emoções em cinema, e Lisboa num palco onde arte, liberdade e desejo se encontram numa coreografia arrebatadora.
O livro, publicado pela Aquarela Brasileira Livros, é mais do que um romance: é uma experiência sensorial e emocional, que desafia as fronteiras entre realidade e ficção.
De fundo está uma história de amor ambientada na capital de Portugal, ao mesmo tempo em que o autor presta uma homenagem à cidade com um mergulho profundo em sua vida e sua geografia.
Inspirado em fatos reais e ambientado na Lisboa contemporânea, o romance oferece uma narrativa vibrante e provocadora, na qual arte, cultura pop, erotismo e reinvenção se entrelaçam de forma única. O narrador, Julian, é amigo íntimo de Madonna, e nos conduz pelos bastidores da presença da artista em Portugal — numa trama permeada por canções, afetos e descobertas.
Com narrativa fluida e atmosfera magnética, o autor constrói um retrato íntimo e simbólico de uma cidade em ebulição – Lisboa é a protagonista do enredo -, e de uma artista em metamorfose – Madonna, a Rainha do Pop.
Cada capítulo leva o nome de uma canção da Diva — criando uma playlist literária que embala o leitor por becos, palácios, palcos, silêncios e revelações. Madonna surge não como ícone inalcançável, mas como força vital: mulher, mito, musa, mãe e espelho de inquietações coletivas.
Um romance original e surpreendente que levanta reflexões sobre liberdade criativa, imigração, maternidade e o poder transformador da arte. Um Furacão em Lisboa é um tributo à liberdade de ser e criar, e um mergulho literário para quem acredita que a arte — como a vida — deve ser vivida em volume máximo.
Pelas páginas do livro aparecem dezenas de personagens do mundo cultural, esportivo, político e da alta sociedade.
Com uma escrita pessoal e universal, embalada pela batida da Cultura Pop e pelo lirismo de quem conhece os bastidores da arte, Wagner Merije constrói um romance que é sinfonia — feita de palavras, memórias, paixão e descobertas.
SOBRE O AUTOR
Wagner Merije é um autor para quem a literatura é movimento, busca e revelação. Seu universo literário é tecido por pessoas, lugares e acontecimentos que, mesmo ancorados no real, vibram com intensidade ficcional. Com obras para todas as idades, o escritor desafia fronteiras geográficas e estilísticas, criando narrativas que dialogam com leitores em qualquer parte do mundo.
PHD (Doutor) em Letras pela Universidade de Coimbra, com raízes no Brasil e nacionalidade portuguesa, Wagner Merije é também jornalista, gestor cultural e criador multimédia. Seu trabalho combina profundidade intelectual e sensibilidade artística, resultando numa escrita ao mesmo tempo provocadora e generosa — daquelas que permanecem ecoando muito depois da última página. Saiba mais em: www.merije.com.br
DADOS DO LIVRO
Título: Um Furacão em Lisboa
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Romance
Medidas: 14 x 21 cm
Número de páginas: 176
Formato: Impresso e Digital
Público: Jovens e adultos, amantes da literatura contemporânea, da cultura pop e da música
Lançado em junho passado pela chancela Aquarela Brasileira Livros, o romance Peregrinação Crioula, da autoria do escritor de origem angolana Paulo Branco Lima, saldou-se num sucesso de vendas durante os meses do verão europeu de 2019, perspetivando-se uma nova edição para breve.
Peregrinação Crioula consiste numa ficção descrevendo a viagem de um marinheiro a bordo de um navio-escola de traços contemporâneos, durante uma jornada ao arquipélago de Cabo Verde. Através de um dispositivo ficcional centrado no processo de escrita de um diário de navegação, o narrador, à medida que toma contacto com as ilhas crioulas e o povo cabo-verdiano, vai partilhando o seu caminho interior marcado pela autodescoberta e busca identitária. Nesse confronto, o livro desdobra-se num olhar pós-moderno sobre Peregrinação, a obra magna de Fernão Mendes Pinto. Funcionando como jogo intertextual, recuperam-se várias personagens da obra quinhentista, reconfigurando-se, de igual modo, e numa estreita convivência entre a Língua Portuguesa e o Crioulo cabo-verdiano, fragmentos cruciais como a entrega da espingarda no Japão, os demónios de Pocasser ou a ilha de Calempluy.
Nas palavras de Abílio Hernandez, docente de História e Estética do Cinema da Universidade de Coimbra, “Paulo Branco Lima percorre os labirintos da memória e do passado para que no final da errância se possa produzir o equilíbrio e a catarse. Desta errância, não é só o itinerário que nos é oferecido, é também o retrato dos itinerantes, dos que vagueiam, isto é, dos que erram, perseguindo a felicidade.”
Para Pires Laranjeira, especialista em Literaturas e Culturas Africanas, trata-se de “um livro de escrita comedida, metódica, visual, que descreve com minúcia e empolga pela força da palavra diretamente testemunhal, mas cruzada com a matriz renascentista: marinheiros-aprendizes, rotinas apertadas, trabalhos e dias duros, espaços e sujeitos enclausurados num oceano de espantos e águas abertas, à descoberta de si. Como em Mendes Pinto ou no romance reportagem norte-americano, a aventura na simplicidade das vidas jovens, na riqueza da narrativa de formação. Um encontro com o mundo novo das ilhas crioulas, numa poética da relação, como dizia Glissant.”
Como destaca Soraia Simões (Mural Sonoro/ Instituto de História Contemporânea/FCSH NOVA) na sua recensão crítica publicada no site Esquerda.Net “à primeira vista, desde logo pela capa, parece que estamos perante mais uma obra de glorificação do passado quinhentista nacional, mas não. O autor, centrando-se numa rota marítima por latitudes africanas, desenvolve descrições pormenorizadas de marinharia e do funcionamento interno do veleiro que, à medida que os episódios avançam, vão ganhando contornos inesperadamente críticos do período colonial português.”
Na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, a obra de Paulo Branco Lima foi apresentada por Mário Gomes, doutorado em Teoria da Literatura pelas universidades de Bona e Florença, e professor visitante e leitor do DAAD (Serviço de Intercâmbio Académico Alemão) na Universidade de Concepción (Chile). Mário Gomes recebeu também os mais rasgados elogios da crítica pelo seu recente trabalho de tradução para língua portuguesa do autor germânico Arno Schmidt (Leviatã ou O Melhor dos Mundos seguido de Espelhos Negros).
Em Coimbra, o romance Peregrinação Crioula foi apresentado na Casa da Escrita por Pires Laranjeira, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, autor de várias obras de referência na especialidade de Literaturas Africanas, tais como A Negritude Africana de Língua Portuguesa (1995), Ensaios Afro-Literários (2005) ou 5 Povos 5 Nações (2007).
Paralelamente, e além de uma assinalável cobertura de imprensa, várias outras iniciativas e eventos associados contribuíram para o grande sucesso de Peregrinação Crioula, entre os quais a participação do autor em sessões de Poetry Slam e uma apresentação em formato Cocktail Telling & Reading Party, no espaço Coola Boola (Co.Lab) em Coimbra.
Sessão de autógrafos na Casa da Escrita, em Coimbra_Foto: Amândio Bastos
Paulo Branco Lima no lançamento realizado no espaço icónico da Livraria Ler Devagar
O autor no evento de Lisboa, com o apresentador Mário Gomes e o editor Wagner Merije
Imagem TVI24
Imagem Rtp play
Paulo Branco Lima no lançamento na Casa da Escrita, em Coimbra, ladeado pelo apresentador Pires Laranjeira e pelo anfitrião, o poeta João Rasteiro_Foto_Wagner Merije
Biografia do autor
Paulo Branco Lima é escritor, ator, performer, investigador literário e produtor cultural. Licenciado em Jornalismo e Mestre em Literatura de Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra, em 2013 publicou o romance Origem e Ruína na chancela Chiado Editora. Enquanto autor, fomenta alicerces nas obras de William Faulkner, Camilo Castelo Branco, Pepetela, Vitorino Nemésio e Guimarães Rosa. Membro do Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é colaborador regular da Revista de Estudos Literários e das publicações angolanas O Chá e Jornal Cultura. O seu trabalho foi destacado por vários veículos de comunicação em Portugal e África. Na atualidade exerce funções de produtor executivo no equipamento cultural Convento São Francisco, em Coimbra.
DADOS DO LIVRO Título: Peregrinação Crioula Autor: Paulo Branco Lima Editora: Aquarela Brasileira Livros Gênero: Romance Formato: 14 x 21 cm Número de páginas: 172 ISBN: 978-85-92552-12-1 Depósito legal: 455407/19 Web: www.aquarelabrasileira.com.br/peregrinacao-crioula Encomendas: faleaquarela@gmail.com
ONDE ENCONTRAR Lisboa
Livraria Tigre de Papel – Rua de Arroios, 25
Livraria Distopia – R. de São Bento 394
Livaria Letra Livre – Calçada do Combro, 139
Livaria Leituria – R. José Estêvão 45 A
Livraria Ler Devagar – LX Factory
Coimbra Liquidâmbar – Praça da República CoolaBoola Colab – Praça do Comércio 50
O próximo lançamento e apresentação do livro chega com muito gosto e honra ao templo da Fundação José Saramago – Casa dos Bicos, na Rua dos Bacalhoeiros, 10 – 1100-135, (que logo passará a se chamar Largo José Saramago),
Anote na agenda: sábado da graça, 02 de fevereiro, na luminosa Lisboa, das 15h às 18h.
Estejam todas e todos convidados para nosso recital da diversidade acompanhado de muitos sorrisos, guitarra acústica e uma boa conversa.
E viva o humanista José Saramago! E celebremos para sempre o escritor José Saramago!
Coimbra em Palavras reúne 34 autoras e autores (de todos os continentes) para celebrar a multifacetada cidade de Coimbra
Coimbra é eterna e misteriosa e aqui é apreciada de forma criativa através das palavras de
Poeta G, Rita Gomes, Ricardo Almeida, Élia Ramalho, Raquel Lima, Wagner Merije, Marie Claire De Mattia, Bruno Mendonça, Marina Alexiou, Tiago Miguel Knob, Hérica Jorge, Fábio Lucindo, Elaine Santos, O Urso, Helen Maia, Jairo Fará, Julie-Cerise Gay, Zhang Qinzhe, Aline Ferreira, Vittorio Aranha, Moema Najjar, Rafael Cheniaux, Paula Machava, Sérgio Fagundes, Clara Pereira, Laylla O’Neall mais
Luís Vaz de Camões, Eça de Queirós, Florbela Espanca, Gregório de Matos, Gonçalves Dias, Tomás Antônio Gonzaga
Prefácio: José Augusto Cardoso Bernardes
Posfácio: Adriana Calcanhotto
LANÇAMENTOS/APRESENTAÇÕES
02/02/2019 – Fundação José Saramago – Casa dos Bicos
Rua dos Bacalhoeiros, 10 – 1100-135
Lisboa – Das 15h às 18h
15/11/2018 – Liquidâmbar – Praça da República nº28 1º – Coimbra
13/10/2018 – Livraria Tigre de Papel – Rua de Arroios 25, Lisboa
02/10/2018 – Casa da Escrita – R. João Jacinto 8 – Coimbra