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Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres

CAPA

4a CAPA

JORNALISMO CULTURAL, VIAGEM E LITERATURA

ASTROS E ESTRELAS – Memórias de um jovem jornalista em Londres, novo título da Aquarela Brasileira Livros, apresenta 16 histórias incríveis tendo a capital da Inglaterra como cenário

Lançamentos ocorrem em universidades no segundo semestre, em vários estados, com a presença do autor

Há quem veja o Jornalismo como uma arte realista. Assim sendo, um Jornalista Cultural Internacional convive em dois mundos, no real e no da fantasia. Afinal, suas fontes são astros e estrelas das artes e do entretenimento mundial. A arte do Jornalista Cultural é um convite a entrar na intimidade e no pensamento de quem mexe com a imaginação de milhões de pessoas ao redor do planeta.

O jornalista cultural Wagner Merije teve a oportunidade de conhecer e conversar com artistas de ponta, protagonistas de obras e momentos que entraram para história. Esses encontros geraram uma série de reportagens publicadas na Folha de São Paulo, no Caderno Ilustrada.

Reunidas agora em livro, formam uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa de Wagner Merije e pelo olhar investigativo que o jornalista retrata seus personagens – como a buscar desvendar a mágica que há por trás do show e da notícia.

O livro Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres reúne uma seleção de 16 histórias, recheadas de novos dados e detalhes de bastidores que as tornam saborosas e divertidas. O leitor vai junto com o jornalista ao encontro de astros e estrelas internacionais do cinema, da música, do teatro, das artes plásticas e da performance e, em meio a criações e bate-papos memoráveis, há um convite especial para passear pela cidade de Londres, sempre encantadora e vibrante.

Como destaca o jornalista e escritor Dennis de Oliveira, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes da USP,  “Quem leu as reportagens de Merije na Folha de S. Paulo ficou com um gostinho de que faltava alguma coisa – mas não para ter certeza e sim para mergulhar mais fundo. Pois o texto jornalístico é antes de tudo, construído com o fluir sobre os acontecimentos. E lê-los é uma fruição.” Dennis, que é professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP,  segue no prefácio do livro: “Os “making of” das reportagens de Merije neste livro nos possibilitam nadar nus nas ruas de Londres e continuar aquecidos. O lugar da ética protestante teve o espírito do capitalismo desencarnado pelas falas do nosso arte-jornalista. Que viagem deliciosa!”

LITERATURA & VIAGEM
Gabriel Garcia Márquez dizia que “o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade…”. Já Marguerite Duras escreveu que “os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra. O jornalismo só pode ser literatura quando é apaixonado”.

Livros e viagens têm tudo a ver. inclusive, existe um gênero literário que trata somente de viagens, a literatura odepórica, que nada mais é que uma narrativa acerca das experiências, descobertas e reflexões de um viajante. Além disso, se você parar para pensar, os livros são excelentes companheiros de viagens.

Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres é um livro para quem gosta de viajar, para quem gosta de literatura de viagem, com informações e dicas interessantes para estudantes e profissionais das Comunicações, da Cultura, das Artes e do Entretenimento. Um compêndio sobre a Arte do Jornalismo e a Arte do viver com arte.

“Wagner Merije é uma daquelas pessoas que eu chamo de human in progress. Quando você pensa que ele terminou uma coisa, já começou outro (ou outros) projeto e a gente fica meio no ar nesse universo suprasensorial que ele reinventa incessantemente. E cá entre nós, com que gás!”, comenta no posfácio Erika Balbino, diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e escritora, formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado.

O novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, uma editora jovem e apaixonada por livros e histórias, é um trabalho comprometido com a formação de jovens leitores, aproximando-os da literatura de viagem e aventura, resgatando as tradições clássicas sob uma nova e atual perspectiva. É mais uma prova da força do trabalho do autor. E uma demonstração de que a reportagem é uma arte literária também.

Sobre o autor
Wagner Merije é jornalista formado pela PUC-MG. Trabalhou para veículos no Brasil (Revista Palavra, Rede Minas, TV Horizonte, TV Senac, O Tempo, Vivo Music Tones, Rádio Inconfidência, Savassi FM) e no exterior (Folha de São Paulo/Cadernos Ilustrada e Turismo, Euro Brasil Press, em Londres). Tem passagem por assessorias de imprensa e produtoras culturais, foi intérprete de artistas e é colaborar de revistas, jornais e sites. Entre os livros que lançou estão Mexidinho (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009), lançados em alguns dos principais eventos literários do país. Sua escrita também está em antologias e em outras mídias. Tem músicas em discos, filmes, séries e programas de TV. É curador e diretor audiovisual. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013)­­­­. Mantém o site www.merije.com.br

SERVIÇO
Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Jornalismo. Reportagem. Cultura. Arte. Música. Cinema
Formato: 14×21 cm
Número de páginas: 152
Material: capa dura – papel Pólen bold 80
ISBN: 978-85-92552-04-6
Prefácio: Dennis de Oliveira (USP)
Posfácio: Erika Balbino (FAAP/USP)
Preço: R$ 35,00
Encomendas: faleaquarela@gmail.com
Site: www.aquarelabrasileira.com.br/astros-e-estrelas-memorias-de-um-jovem-jornalista-em-londres

 

PREFÁCIO
Ética da fruição e espírito além-capitalismo

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.” (Gabriel Garcia Marquez)

Das cidades europeias, talvez somente Londres poderia ter uma noite de experimentações latinas como as narradas por Wagner Merije neste livro que conta suas aventuras artísticas orgasmáticas jornalísticas na capital britânica. A cidade das contradições, onde o fogo do rock de protesto dos anos 1960 mantém a chama acesa ante a “friaca” dos ventos vindos do Tâmisa, em que os fish and chips embrulhados no jornal das cenas de pobreza narradas por Charles Dickens viraram pós-cult nos pubs com decorações vitorianas. E que a capital do império que intermediava o tráfico de escravos da África para o Brasil e Caribe e os produtos feitos a base do chicote nos tristes trópicos fosse o centro das experimentações latinas. Mas também foi ali que o pensador Stuart Hall se estabeleceu vindo da Jamaica para ganhar visibilidade internacional e, pouco tempo antes do seu falecimento, dizer, ironicamente e sorridente, que o seu projeto de exílio na metrópole foi um fracasso.

Por estas razões, Londres foi o palco ideal para as inquietas falas de um brasileiro, latino-americano e arte-jornalista como Merije furar, com um aríete de palavras, as regras da razão instrumental do Manual de Redação da Folha de S. Paulo: “Eu andava cheio de pautas, precisando compartilhar com o mundo o que eu andava observando. Depois que emplaquei a primeira e a segunda matéria na Ilustrada, eu fui propondo e os editores gostando e as matérias sendo publicadas no tempo dos acontecimentos”, disse ele. Provavelmente, no imaginário de quem lê a Ilustrada, deve pensar que o caderno foi escrito por algum engravatado yuppie, com toda a pauta organizada gravada em algum arquivo do laptop.

Mas as putas pautas que poderiam ser acondicionadas nas normativas técnicas eram, na winchester coberta com o chapéu de Merije, pautas putas porque transitavam livre, leves e soltas nas calçadas e parques arborizados londrinos. Os jardins bonitinhos e organizados da capital britânica têm suas folhas soltas e um arte-jornalista tem olhar e faros apurados para captar seus movimentos. Cinema, música e tecnologia podem possibilitar revoluções a partir dos quartos dos seus autores. Mas para serem revoluções precisam ser disseminadas no tempo e o jornalismo é o teleguiado adequado para isto.

Revoluções que transformam antigas prisões em templos das artes como ele conta na história sobre a Tate Gallery, que esquentam a frieza dos dispositivos tecnológicos em música tecno, esquentando o sol frio londrino, e se a coisa esfria muito, há sempre o aconchego das salas de cinema para aquecer com os grandes filmes.

Mas o olhar atento do arte-jornalista adverte com precisão: sucess, not suckcess! Ou então como a fronteira é tão tênue entre uma e outra, é melhor pegar outro caminho. Há muitas pontes que atravessam o Tâmisa, por serem tantas talvez seja melhor nem atravessar e tomar um tea with milk em uma casa de chá perto do Museu Nacional. Lá perto, visitei uma pequena loja em que se vendem sobretudos parecidos com os usados pelo Sherlock Holmes e que tinha tantas opções de chapéus para vender que acabei não comprando nenhum. Decidir e escolher sempre exigem critérios, objetivos e metas a serem atingidas e isto leva aquele dilema do certo/errado, sucesso/fracasso.

Quem leu as reportagens de Merije na Folha de S. Paulo ficou com um gostinho de que faltava alguma coisa – mas não para ter certeza e sim para mergulhar mais fundo. Pois o texto jornalístico é antes de tudo, construído com o fluir sobre os acontecimentos. E lê-los é uma fruição. Os “making of” das reportagens de Merije neste livro nos possibilitam nadar nus nas ruas de Londres e continuar aquecidos. O lugar da ética protestante teve o espírito do capitalismo desencarnado pelas falas do nosso arte-jornalista. Que viagem deliciosa!

Dennis de Oliveira é jornalista e escritor. Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes da USP, professor do curso de Jornalismo e dos programas de Pós Graduação em Integração da América Latina (Prolam) e Mudança Social e Participação Política (Promuspp), todos da USP

 

POSFÁCIO
Human in progress

Wagner é uma daquelas pessoas que eu chamo de human in progress. Quando você pensa que ele terminou uma coisa, já começou outro (ou outros) projeto e a gente fica meio no ar nesse universo suprasensorial que ele reinventa incessantemente. E cá entre nós, com que gás!

Quando o conheci não sabia da sua trajetória. Ele chegou até mim com uma proposta educativa que tinha por missão principal tornar o celular aliado na transmissão de conhecimentos. Não o vilão para professores que ainda entendiam o objeto como um inimigo aterrorizante.

Foi assim, mostrando uma nova plataforma, redefinindo sentidos para um aparelho que comecei a observá-lo. Nessa seara fui também vendo música, arte, poesia e conhecendo a órbita em torno do Merije. Essa órbita é quase um exílio voluntário.

Ler a compilação de entrevistas desta obra me lembrou muito um trabalho que divulguei. O livro Farois no Caos, do Ademir Assunção. Um apanhado bom, com pessoas fora de órbita desse exílio produtivo.

Poderia ser mais um livro de compilação de matérias, não fosse a qualidade dos textos e dos entrevistados, bem como o momento pelo qual passa o jornalismo e os jornalistas no Brasil, para ficar só aqui em terras nossas.

Conquistas, paixões, homens e mulheres que nunca aceitaram o mundo e por isso mesmo, fizeram questão de devorá-lo, em exílio.

Por que insisto nessa palavra? O exílio (do latim exilium = banimento, degredo) é o estado de estar longe da própria casa, voluntária ou forçada de um indivíduo. Alguns autores utilizam o termo exilado no sentido de refugiado . Faz sentido?

Nessa órbita de Astros e Estrelas, e olha, não gosto tanto do título, encontramos a arte do jornalismo. “Pegue essas asas quebradas e aprenda a voar”, Paul McCartney. Acho que o jornalismo e os jornalistas estão exatamente nesse céu que não é de brigadeiro. É cada vez mais povoado por acordos comerciais, censura, interesses, acordos, pactos.

O jornalista é um griot, esmagado entre o passado e o futuro, indivíduos que tinham o compromisso de preservar e transmitir histórias, fatos históricos e os conhecimentos e as canções de seu povo. Existem os griots músicos e os griots contadores de histórias. Nos tempos atuais, nossos griots flutuam nas nuvens tecnológicas de novas plataformas que servem de palco para textos. A de se pensar, talvez, que o que importa é o texto e a plataforma.

E sobre a plataforma, lembro de quando tomei um susto ao ver na capa da Ilustrada, na Folha de S. Paulo, um anúncio de página inteira de uma marca de moda. Guardei por muito tempo essa edição, bem como, sempre guardei capas históricas, matérias que me inspiravam ou provocavam de alguma forma. Infelizmente, tive que me desfazer de tudo isso em minha última mudança, as páginas já estavam amareladas, páginas perecíveis de jornais que se mostram também perecíveis. E eu não fico feliz com isso, mesmo que pareça irônica em alguns momentos.

Quando era pequena a gente brincava na rua e dizia “só no ano 2000”. Estou em 2017, nessa transição bem difícil. Quase a mesma de deixar a minha Olivetti Lettera pela IBM. E depois, a IBM pelo primeiro PC. A tecnologia é também um regime autoritário que impõe reviravoltas e expõe identidades que nascem e morrem todos os dias. E o jornalismo, esse aqui exposto no livro, corre o risco de virar um conto.

Eu penso nisso todos os dias. À frente de uma agência de comunicação, sei que tenho que congelar o nosso DNA para renascer já escapando das obviedades. Reconhecer-me latina em um mundo que se deseja e se vislumbra global. Ser um baobá em uma aldeia com critérios e sonhos, a que se estar disposto para pesadelos. E sei que nesse mundo contemporâneo não haverá espaço para o meu candeeiro. Há que se devorar para renascer. O grande crash do jornalismo, o meteoro dessa órbita, vai quebrar o protocolo das relações e das redações. Cronenberg diz em certo momento da entrevista: acidentes como metáfora da colisão da atual tecnologia e da psique humana.

O crash do jornalismo haverá de quebrar igualmente a metáfora de tantos equívocos justificados pela necessidade da sobrevivência, os nocautes diários que sofrem a redação e seus gestores, a balança cega entre conteúdo e comercial.

Uma coletânea de textos publicados entre 1996 e 1997 tem a órbita precisa de cidadãos multiculturais como são Wagner Araújo e Wagner Merije. É dentro desse universo nem de estrelas nem de astros, mas de human in progress, que poderemos, juntos, caminhar e seguir adiante com a nossa crise financeira, crise social, crise das ideias, crise de consumo, crise dos nervos.

Gabriel Garcia Márquez, mencionado pelo autor, diz: “Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade…”. Confrontação. Conflito. Polarização. Discursos desgovernados. Em determinado momento o autor cita Shakespeare: “… Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras…”. Prática em desuso?

O autor provoca: “… A pergunta que ecoa feroz é: até quando um país da dimensão e com as riquezas do Brasil será mantido na periferia da indústria cultural? Passou da hora de inventar novas dinâmicas, novas formas de criar e compartilhar…”. E continua… “…Em 1992, Unforgiven, um roteiro que flutuou ao redor de Hollywood por quase vinte anos, ganhou uma indicação ao Oscar para roteirista e deu ao ator e diretor Clint Eastwood sua melhor expressão em anos. Western moderno, Unforgiven apresenta uma visão sombria da humanidade, onde os bons são raramente simplesmente ‘bom’, enquanto os maus enfrentam a redenção, mesmo humana, enquanto responsáveis por atos desprezíveis…”.

Nessa órbita de astros e estrelas desgovernados, quem busca redenção? Acho que prefiro aqueles que preferem ser bons. E isso, meus camaradas, não é tarefa simples.

Erika Balbino é diretora da empresa Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e escritora. Formada em cinema e roteiro pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, possui especialização em Mídia, Informação e Cultura pelo Celacc – Centro de Estudos Latino-Americanos da USP

 

Uma publicação da Aquarela Brasileira Livros
Livros são Incríveis! A gente ama!
Aquarela Brasileira Livros é uma editora contemporânea, criativa e ousada. Trabalhamos com autores que amam escrever e também com quem tem histórias incríveis para contar.
www.aquarelabrasileira.com.br/aquarela-brasileira-livros
facebook.com/aquarelabrasileira
faleaquarela@gmail.com

Série Pelas periferias do Brasil – Literatura

SINOPSE

Série de seis episódios sobre literatura periférica ou marginal brasileira, apresentada pelo escritor, cineasta e ativista cultural da periferia, Alessandro Buzo, inspirada na coleção de livros “Pelas periferias do Brasil” (sexto volume sendo lançado em setembro de 2016).

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SOBRE O PROJETO

Um mergulho na literatura produzida à margem da sociedade, nas bordas. Chamada por uns de literatura marginal, periférica, divergente, é só literatura brasileira, de qualidade.

Minas, manos, mestras, mestres, griots, de caneta em punho (e outros meios usados para registrar ideias, como mais recentemente o celular) apresentam as alegrias e as dores do povo da periferia.

“Pelas periferias do Brasil”, organizada por Alessandro Buzo, é uma das coleções literárias mais conceituadas pela continuidade – seis volumes – e pelos grandes nomes da literatura da periferia que por ela já passaram.

A literatura brasileira é mais potente do que a academia comporta. O público das margens já estão despertos para isso e desejam ver seus autores preferidos aparecendo na telas, sendo valorizados e reconhecidos.

Embarque nessa viagem pelas periferias desse Brasil tão diverso.

Trata-se de uma série de estrada, brasileira, reveladora.

Alessandro Buzo vai ao encontro de escritores e escritoras em várias partes do Brasil. Nos cenários das periferias do Brasil escritores e escritoras leem seus trabalhos, falam de suas inspirações e de seus sonhos.

Em cada episódio o grupo representado faz ponte com o próximo grupo (próximo episódio – elipse), mostrando a rede entre coletivos e ativistas que fazem da literatura à margem uma grande força da cultura brasileira – muito pouco mostrada ou compreendida.

 

FORMATO

Série em seis (06) episódios de 30 minutos cada

EQUIPE

Alessandro Buzo tem 44 anos, nascido e criado no Itaim Paulista, extremo da zona leste de São Paulo. Em 2000, lançou independente o livro “O Trem – Baseado em fatos reais”. A partir daí mudou sua trajetória. Hoje, Alessandro Buzo é autor de 12 livros, entre eles “Guerreira”, “Hip Hop – Dentro do Movimento”, “Favela Toma Conta 1 e 2”, “Ruas de Fogo”. Esse livro em suas mãos é a décima coletânea literária que organiza, 6 volumes da coleção “Pelas Periferias do Brasil” e 4 volumes da coleção “Poetas do Sarau Suburbano”. Idealizador e apresentador do Sarau Suburbano, às terças na Livraria Suburbano Convicto (Bixiga, São Paulo) e uma vez por mês no bar Cartola, em São Sebastião, litoral norte SP. Diretor (com Toni Nogueira) do filme “Profissão MC” (ficção, 2009, 52 min), disponível no Youtube. Apresentou o quadro “Buzão – Circular Periférico” por 3 anos no Programa “Manos e Minas” da TV Cultura (2008/11). De setembro de 2011 a setembro de 2014, apresentou o quadro “SP CULTURA” no Jornal SPTV 1ª edição da Rede Globo, quadro semanal sobre a cultura da periferia. Apresenta em seu canal no YouTube o programa “Suburbano Entrevista” com personalidades do universo cultural brasileiro. Organiza desde 2004 o evento “Favela Toma Conta”, até aqui 29 edições realizadas. Pai do Evandro Borges (16 anos) e casado há 17 anos com Marilda Borges, que é sua produtora e fotógrafa. – APRESENTAÇÃO / PRODUÇÃO

Wagner Merije é escritor, jornalista, roteirista, diretor, curador, compositor e empreendedor cultural e social. Tem trabalhos lançados no Brasil e no exterior, parcerias com grandes artistas e alguns prêmios na bagagem. Atuou na produção, roteirização e direção dos DVDs “O Universo Musical de Raul de Souza” (2012, DVD-CD, selo Sesc), “Marku Ribas ao vivo” (2007, DVD, Itaú Cultural), “Coletivo Universal ao vivo na Paulista” (2008-2010, Itaú Cultural) e “Merije – Feito durante o dia” (Aquarela Brasileira, 2012). Participou do premiado documentário “Beyond Ipanema: Ondas Brasileiras na Música Global”, apresentado em mais de 30 países, em festivais de música e cinema. O filme estreou no MoMA, em Nova York, em 2009, e ganhou prêmios de melhor filme no Festival Brasileiro de Vancouver e de Miami. Transformado em série de TV com 13 episódios, estreou em 2013 no Canal Brasil. Como produtor do músico e ator Marku Ribas, tem no currículo os filmes “Chega de saudade” (Dir. Laíz Bodanski, 2008), “Batismo de sangue” (Dir. Helvécio Ratton, 2006) e “Broder” (Dir. Jefferson De, 2010). Dirigiu, produziu e roteirizou os musicvideos “Ontem” (VAN, 2015), “Cada um é parte do coletivo” (2013), “O futuro é de quem sonha” (2013), “Peopleware” (2011), “Coragem” (2011), “Sweet São Paulo” (2010/2011), “Deus criou o beat” (2010), “Mil Maravilhas” (2005), “Sambampler” (2005), entre outros trabalhos. Criou e coordena o projeto MVMob – Minha Vida Mobile, que capacita estudantes e educadores para produção de conteúdos audiovisuais com celulares. Como jornalista, apresentador e roteirista, trabalhou para veículos no Brasil e no exterior. É autor dos livros “Cidade em transe” (2015), “Turnê do Encantamento” (2009), “Torpedos” (2011), “Mobimento: Educação e Comunicação Mobile” (2012, Ed. Peirópolis, Finalista do Prêmio Jabuti 2013) e “Viagem a Minas Gerais” (2013/14). É diretor artístico do músico Raul de Souza. Recebeu os prêmios Sesc Sated (2003), Prêmio Tim da Música Brasileira (2005), Rumos Itaú Cultural (2008), Inovação Educativa Fundação Telefônica – OEI (2011), Prêmio da Música Brasileira (2013)­­­­. Mantém o site www.merije.com.br – DIREÇÃO / ROTEIRO / PRODUÇÃO

Fábio Bardella é formado em Jornalismo e atua como diretor, fotógrafo e montador independente. Como produtor participou dos projetos: “Vips” (O2 Filmes, 2011), “fdp” (Pródigo filmes/HBO, 2012), “As melhores coisas do mundo” (Gullane Filmes, 2012). Como fotógrafo assinou os documentários “The Best of Lambada” (Yuri Amaral, 2013, 16º Festival de Tiradentes) e “Escola das Águas” (Juliana Vicenti, 2013, Canal Futura). Integrou a equipe de fotografia dos longas: “Tudo por Amor ao Cinema” (Aurélio Michiles, 2014, É Tudo Verdade, Fest de Brasília), “Anna K” (José Roberto Aguillar , 2014, Fest. Latino Americano), e da série “A História da Alimentação Brasileira” (Eugênio Puppo, 2017), entre outros trabalhos. Estreia na direção com os curta-documentários “Estação Bahia” ( 2012, 23º Curta Cinema RJ, FIIK, FAB, Visões Periféricas). Dirigiu, fotografou e montou os longas-metragens “Osvaldão” (doc, 2014, Mostra Internacional de São Paulo e Sesc Melhores Filmes 2016) e “Através” (Fic, 2015, 41º Festival de Huleva – Espanha, 48º Festival de Brasília, Fest. Latino Americano), longas que entraram em circuito comercial em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, BH e outras capitais. Está lançado seu segundo curta, “Armazém do Limoeiro” (2016), sete anos após a filmagem. – DIREÇÃO / FOTOGRAFIA / MONTAGEM

 

PRODUÇÃO

Aquarela Brasileira Imagens

Suburbano Convicto Produções

Realqualquer

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CONTATOS

faleaquarela@gmail.com

Aquarela Brasileira e MVMob juntos

É uma parceria antiga e agora se torna oficial.
A Aquarela Brasileira administrará alguns serviços e cuidará da gestão de alguns projetos do MVMob – Minha Vida Mobile.
O MVMob é um projeto bem-sucedido, realizado em vários estados do Brasil, e essa parceria valoriza ainda mais o trabalho da Aquarela Brasileira.

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CELULAR: “DE VILÃO A ALIADO”

O projeto Minha Vida Mobile – MVMob capacita estudantes e educadores para produção de conteúdos audiovisuais com celulares, bem como para o uso das TICs para integrar escolas e comunidades em projetos multimídias de construção e compartilhamento de conhecimento.
As atividades do MVMob geram exercícios de interpretação, síntese, categorização, criticidade, organização, relação grupal, autonomia, criatividade, num processo de articulação da alfabetização visual com os saberes da prática social dos educandos. E tudo isso de uma maneira mais prazerosa e envolvente para os estudantes, pois inclui um objeto que faz parte da sua cultura cotidiana e com o qual eles têm intimidade: o celular.

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Construção Interativa de Conhecimento
O MVMob realiza oficinas práticas de produção de vídeos, fotos, áudios e notícias com o celular, produz tutoriais e materiais de subsídio pedagógico, organiza mostras itinerantes de trabalhos criados por estudantes e educadores e premia os participantes mais destacados.
Além disso, disponibiliza um portal em forma de rede de aprendizagem interativa e intercâmbio cultural aberto e gratuito, acessível no endereço www.mvmob.com.br Trata-se de ambiente de aprendizagem online (em expansão), com conteúdos educativos e que pode ser acessado pelo celular ou do computador, de qualquer lugar, a qualquer hora, para aprender, ensinar, compartilhar e conhecer experiências de participantes de várias partes do país.

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Inclusão criativa e democratização do acesso
O MVMob trabalha com metodologias, linguagens e conteúdos para estudantes e educadores de realidades diversas. O público participante, inicialmente, era formado por estudantes e educadores do ensino médio. Contudo, no desenvolvimento do projeto, foram surgindo oportunidades para trabalhar com outros públicos. Assim, os horários, a linguagem e a metodologia foram flexibilizados para garantir a participação dessa diversidade.
Dessa forma, passamos a trabalhar com os seguintes públicos: Educação de Jovens e Adultos (EJA), LGBTTS, terceira idade, universitários, trabalhadores de museus e participantes de festivais de cinema.

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Para viabilizar a participação gratuita e aberta, o projeto conta com o incentivo das leis de incentivo à cultura e de parcerias com a iniciativa privada e o governo.
O MVMob – Minha Vida Mobile foi criado em 2005 em Minas Gerais para oferecer subsídios teóricos e práticos para que educadores e estudantes incorporassem o uso das linguagens midiáticas no cotidiano da escola, como ferramentas de complementação ao processo de ensino-aprendizagem.
De 2008 a 2012 o MVMob contou com patrocínio da operadora de celulares VIVO, através das Leis de Incentivo à Cultura estaduais. A partir daí o projeto começou a ser ampliado e levado para vários estados, como São Paulo, Bahia, Pernambuco, Pará, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Tocantins, Mato Grosso, entre outros.

Com a seriedade da proposta de trabalho e ações efetivas, o projeto foi reconhecido em 2011 como “Inovação Educativa” pela Fundação Telefônica, em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa da OEI (Organização dos Estados IberoAmericanos).

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LINKS
www.mvmob.com.br

MVMob na GloboNews: www.mvmob.com.br/trabalho#!mvmob-na-globonews-programa-navegador

Mini-doc sobre a história do MVMob: www.mvmob.com.br/trabalho#!doc-mvmob-instrumento-de-transformacao-social-its

Livro “Mobimento – Educação e Comunicação Mobile”:
www.mvmob.com.br/noticias#!mobimento-educacao-e-comunicacao-mobile

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PEQUENO RAIO X DO MINHA VIDA MOBILE

Prêmio “Inovação Educativa” pela Fundação Telefônica em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa da OEI (Organização dos Estados IberoAmericanos).

Mais de 1.500 escolas cadastradas participantes

Estados onde as atividades do projeto estão sendo desenvolvidas: Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco, Goiás, Tocantins, Santa Catarina, Mato Grosso, Ceará, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, entre outros

As oficinas e outras atividades do MVMob já foram realizadas em cerca de 150 municípios do país

Cerca de seis milhões de pessoas atingidas pelas ações e repercussão na mídia

Mais de 150 oficinas gratuitas ministradas

Mais de 7.000 pessoas capacitadas (estudantes, educadores, atores, profissionais de artes cênicas, profissionais de museus, pais de alunos e agente multiplicadores)

Mais de 6.000 participantes inscritos (de todo o Brasil) no portal, na rede de aprendizagem interativa e intercâmbio cultural www.mvmob.com.br

Mais de 4.000 vídeos, 5.000 fotos e 500 peças de áudio produzidas pelos participantes

Mais de dois milhões e meio de reais em retorno de mídia espontânea – nacional

ALGUNS RESULTADOS ALCANÇADOS

Novos olhares para o papel das TICs na educação a partir da experiência do uso dos dispositivos na construção e expressão de saberes, em diferentes linguagens. Contrapondo a prática de receptor passivo de informações das mídias.

Ruptura do paradigma de quê o professor deve ser o detentor do saber e não pode contar com os saberes prévios e técnicos dos seus alunos na construção colaborativa do conhecimento.

Experiências efetivas da Educação em direitos humanos inserida no currículo escolar: trabalhos sobre sexualidade, diversidade étnicorracial, gênero, educação socioambiental, violências, direito à educação, dentre outros.

Experiências da força expressiva e criativa de educadores e educandos, que colaboram para a ação transformadora

Metodologias, linguagens e conteúdos para estudantes e educadores de realidades diversas: estudantes e educadores do ensino médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA), LGBTTS, terceira idade, universitários, trabalhadores de museus e participantes de festivais de cinema.

PRINCIPAIS PRODUÇÕES

•Materiais de subsídio pedagógico produzidos e distribuídos nos espaços de formação e disponibilizados para download no portal;

• 6 DVDs (MG, BA, SP) que reúnem Mostras Culturais das produções realizadas;

•Portal de educação e cultura do Brasil, disponível para consulta, socialização e intercâmbio de trabalhos de diferentes temas e linguagens.

•Livro Mobimento: Educação e Comunicação Mobile, de Wagner Merije . São Paulo: Peirópolis, 2012 – Finalista do Prêmio Jabuti 2013 na categoria Educação

•3 Manuais e Guias, 3 edições da Revista Universo Pictórico

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